quinta-feira, junho 24, 2004

HOJE ESTOU MUITO ANSIOSO!!

Esta história do futebol afecta a cabeça de uma pessoa...

Antes preferia criticar a última cretínice do governo com aquela história dos passes da Carris, mas não páro de pensar no jogo de logo ao fim do dia.

É que os tipos não têm mais nada que fazer mesmo! E ainda por cima, vem o DB dizer que não é candidato a Presidente da Comissão... Pois se não é, devia! Passes sociais em função das declarações do IRS...

Olhem já agora, regulem o preço das casas em função das declarações do IRS também e íam ver como ganhavam as próximas eleições.

...

Estou mesmo ansioso, que diabos!

E eu até nem gosto de futebol!

quarta-feira, junho 23, 2004

DURÃO BARROSO NA COMISSÃO EUROPEIA????

Ocorreu-me que ainda não tinha dito uma palavra sobre esta novidade...

Confesso que não sei se é verdade ou não, mas partindo do princípio que sim (que é verdade), penso que só nos traz é vantagens.

O Dr. Durão Barroso é um homem com uma grande sensibilidade para as questões de política internacional e nesse aspecto, penso que tem o perfil perfeito para fazer um brilharete enquanto presidente da Comissão Europeia.

Os mais pessimistas poderão gritar «Ó meu Deus, vamos ficar sem PM!», e eu só pergunto: Então e isso é mau? É que quer dizer, há que convir que o «tio» DB não leva muito jeito para Primeiro-Ministro e com um bocadinho de sorte ainda conseguimos que leve consigo a «tia Manela», para o assessorar nas questões financeiras. Logo, assim de repente, eu não consigo ver onde estão as desvantagens para Portugal.

Andam por aí uns entendidos em Ciência Política - definitivamente não sou eu - que aposto que designariam esta estratégia por 'maximin' (para o comum dos mortais é mais conhecida pela estratégia do mal menor), e devo admitir que não são tolos de todo porque se pensarmos bem, ao exportarmos o DB para Bruxelas (BRU, para os amigos), ele faz menos estragos lá do que cá (isto sempre na perspectiva de que se ele fizer estragos por lá, sempre se dilui pelos vários países da U.E. Enquanto que ao fazê-los cá, fica tudo aqui concentrado e afinal esta história da dimensão europeia tem de servir para alguma coisa).

Para além disso, creio profundamente que devemos aproveitar o elan proporcionado pelas eleições europeias. Bem sei que não foi a coligação 'Força Portugal' que venceu, mas a bem da verdade também isto tem as suas vantagens que não são só para o PS, nem para o BE. Afinal há que não esquecer que de uma penada só foi possível livrarmo-nos; do António Costa, da Elisa Ferreira, do Miguel Portas, mas acima de tudo (e isto sim foi uma vitória nacional), livrámo-nos daquela alforreca da Ana Gomes que aqui estava alapada e não saía nem por nada deste mundo. Assim, vão todos para 'BRU', aquilo faz-lhes um bem bestial ao ego e sempre podem vir passar os fim-de-semana a Lisboa (apanham o avião da carreira às quintas-feiras, et voilá!).

É claro que ainda nos falta livrarmo-nos de mais alguns, mas estas coisas devem ser levadas com uma certa calma... podíamos - por exemplo - aproveitar a derrota da selecção Espanhola e candidatar o Paulo Portas a Presidente da U.E.O. Assim ficávamos com o X.Solana na PESC e o P.Portas na U.E.O, era capaz de ser giro e ganhávamos a gratidão eterna dos nossos amigos Ingleses, porque esta história de serem os únicos a tentar travar o aprofundamento da U.E também cansa, dava jeito que alguém ajudasse um bocadinho.

Mas isto traz-nos de volta à questão sobre quem governaria então Portugal. Bom... nós - Portugueses - também precisamos de umas fériazitas... Mas se fosse possível escolher alguém de bom ar, que não sofresse de deficiências da fala, tivesse uma boa dicção, não se babasse em público, soubesse comunicar com as pessoas, conhecesse a realidade do País (não por ter feito turismo cá dentro), tivesse bom-senso, tivesse uma boa capacidade de liderança, soubesse gerir equipas e tivesse um Q.I acima de 115 (já não digo acima do meu, visto que já sei que é dificil), é claro que ninguém se oporia (excepto aqueles que se opôem sempre porque é o trabalho deles). À falta de alguém assim, se calhar se não ficar ninguém a governar, também ninguém nota. Digo eu, é claro.

terça-feira, junho 22, 2004

MAIS PIADAS DE MAU GOSTO SOBRE...

...Franceses é claro :-)))

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Q: Where can you find over 59 million French jokes?
A: In France.

Q: What do you do if you drive over a French man?
A: REVERSE!

Q: Why did the French plant trees along the Champs Elysees?
A: So the Germans could march in the shade.

"Finally, this week the French soldiers have showed up in Afghanistan. Figures — just like the French to show up after the hard work has been done." — Jay Leno

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Breve resumo da história de França

Gallic Wars - Lost. In a war whose ending foreshadows the next 2000 years of French history, France is conquered by of all things, an Italian.

Hundred Years War - Mostly lost, saved at last by female schizophrenic who inadvertently creates The First Rule of French Warfare; "France's armies are victorious only when not led by a Frenchman."

Italian Wars - Lost. France becomes the first and only country to ever lose two wars when fighting Italians.

Wars of Religion - France goes 0-5-4 against the Huguenots

Thirty Years War - France is technically not a participant, but manages to get invaded anyway. Claims a tie on the basis that eventually the other participants started ignoring her.

War of Devolution - Tied. Frenchmen take to wearing red flowerpots as chapeaux.

The Dutch War - Tied

War of the Augsburg League/King William's War/French and Indian War - Lost, but claimed as a tie. Three ties in a row induces deluded Frogophiles the world over to label the period as the height of French military power.

War of the Spanish Succession - Lost.

American Revolution - In a move that will become quite familiar to future Americans, France claims a win even though the English colonists saw far more action. This is later known as "de Gaulle Syndrome", and leads to the Second Rule of French Warfare; "France only wins when America does most of the fighting."

French Revolution - Won, primarily due the fact that the opponent was also French.

The Napoleonic Wars - Lost. Temporary victories (remember the First Rule!) due to leadership of a Corsican, who ended up being no match for a British footwear designer.

The Franco-Prussian War - Lost. Germany first plays the role of drunk Frat boy to France's ugly girl home alone on a Saturday night.

World War I - Tied and on the way to losing.

World War II - Lost. Conquered French liberated by the United States and Britain just as they finish learning the Horst Wessel Song.

War in Indochina - Lost. French forces plead sickness, take to bed with the Dien Bien Flu

Algerian Rebellion - Lost. Loss marks the first defeat of a western army by a Non-Turkic Muslim force since the Crusades, and produces the First Rule of Muslim Warfare; "We can always beat the French." This rule is identical to the First Rules of the Italians, Russians, Germans, English, Dutch, Spanish, Vietnamese and Esquimaux.

War on Terrorism - France, keeping in mind its recent history, surrenders to Germans and Muslims just to be safe. Attempts to surrender to Vietnamese ambassador fail after he takes refuge in a McDonald's.


"WE'RE NOT GOING HOME!"

Cantavam ontem alegremente os nossos convivas britânicos...

Bom, pelo menos não vão para casa até à próxima quinta-feira. Depois, não sei. De qualquer forma confesso que é muito aborrecido termos de jogar contra a Inglaterra. Devíamos jogar antes contra aqueles Franceses rançosos. E se querem que vos diga, depois até podíamos perder os outros jogos mas o nosso orgulho nacional ía estar nos píncaros por termos derrotado os Espanhóis e os Franceses.

É claro que o mesmo problema também se coloca aos nossos amigos Ingleses, pois também eles querem ajustar contas com os Franceses. Assim sendo o que vai acabar por acontecer na quinta-feira, é que aquilo se vai tornar num jogo para decidir qual das equipa vai ter a oportunidade de ir bater nos Franceses.

Ou seja, o objectivo primário desvia-se ligeiramente da taça para o ir «bater nos franceses». Contudo se porventura se conseguir a taça dos campeões Europeus pelo caminho, tanto melhor. É uma espécie de 2em1 futebolístico. Enfim, que ganhe o melhor.

Por falar nisso... As taxas de juro vão subir mais dia menos dia (o que é uma notícia porreira para quem tem empréstimos à habitação), ainda não houve remodelação no governo (devem estar à espera que Portugal ganhe, para ver se o pessoal se esquece), e o preço da gasolina baixou outra vez... é claro que não baixa tão depressa como aumenta, mas fica registado que não andamos aqui a dormir, nem estamos anestesiados com esta história do futebol. Aquilo que foi dado aos grandes mestres da «culigação», foi apenas uma pequena trégua. Nada mais.

segunda-feira, junho 21, 2004

HOJE NÃO VOU DIZER MAL DE NINGUÉM.

Ou pelo menos, vou tentar não dizer mal de ninguém... se bem que isto vai um bocado contra a minha natureza eenquanto indíviduo e enquanto portador do património genético português. Logo, compreenda-se que isto envolve um esforço adicional da minha pessoa.

É verdade, estou contente. Apesar da nossa selecção se ter visto Grega para passar aos quartos de final, a verdade é que passaram. E até podemos perder o próximo jogo (desde que não seja contra os Franceses), mas ganhámos aos Espanhóis :-) Confesso que a mística não está no ganhar em si, mas sim no ganhar contra os malvados dos castelhanos e reavivar a memória colectiva dos aureos tempos do grande Império Português.

A propósito, os nossos aliados de longa data (a.k.a Ingleses), estavam um pouco excitados na passada sexta-feira e mais uma vez envolveram-se numa amistosa relação de dar-e-receber (se bem que nós somos uns mãos largas e damos sempre mais do que recebemos), com a GNR em Albufeira. Ora, até aquela data eu não conseguia compreender porque é que os moços bebiam tanto, mas depois de ver as imagens na televisão compreendo o tamanho de tal frustração. Senão reparem, numa das imagens que passou andava um indígena - visivelmente inebriado e sem qualquer sentido de pudor - pulando alegremente de copo na mão, mostrando a quem quisesse ver que não se tratava de um transsexual e que, apesar das suas pequenas dimensões, tinha muito orgulho nisso.

Aquilo sim, foi como que um grito de libertação dizendo: «Sim! Somos pequinitos, mas grandes de espírito!». Aquele moço teve a coragem de o fazer à frente da televisão para que todos vissem, mas compreende-se que os seus conterrâneos se sintam mais acanhados e por isso se refugiem na bebida. Atenção, isto não é dizer mal. Dizer mal seria se eu tivesse escrito qualquer coisa como: «O quê, mas aquilo serve para alguma coisa? É que se é só aquilo que têm para mostrar, realmente é melhor esconder e apanhar uma piela».

Mas adiante, que fique registado que em qualquer um dos casos a esperança é a última a morrer.

domingo, junho 20, 2004

ALJUBARROTA FOREVER!!!!!

Ganhámos!!!! WEEEEEEEEEEEEEEEE!!!!

Palavras p'ra quê? É um clássico, sempre que os espanhóis nos encostam à parede acabam sempre por perder. :)))

sexta-feira, junho 18, 2004

ESTOU BLOQUEADO!!!!!...

...algo que acontece a mentes brilhantes e incandescentes como a minha.

ODEIO TER CRISES CRIATIVIDADE!!! Devia ser proíbido... Mas suponho que o descanso é um direito que nos assiste a todos e afinal não nos podemos esquecer que hoje é sexta-feira.

Bom, como estou presentemente bloqueado e não tenho nada que fazer, vou dizer mal dos franceses.

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The Canonical List of French Jokes

Q. How many Frenchmen does it take to screw in a lightbulb?
A. One, because he holds the bulb and all of Europe revolves around him

Q. Why don't Master Card and Visa work well in France?
A. They do not know how to say "CHARGE!"

Q: What Does "Maginot Line" mean in French?
A: "Speed bump ahead"

Q: What’s the new French flag look like?
A: A white cross emblazoned on a white background!

Q: Why did the Post Office have to recall its series of stamps depicting famous Frenchmen?
A: People were confused about which side to spit on.

Famous quotes about the French:

"I would rather have a German division in front of me than a French one behind me." --- General George S. Patton

Q: Why does every army (except the U.S., England and Israel) have to have a French flag?
A: In case they want to surrender!

Q: Why do the French never perform “the wave” at a soccer game?
A: Because, that’s a gesture reserved for use only in time of war.

Q: What does a French military alliance and a French romance have in common?
A: Both are brief, sordid, and completely meaningless.

"As far as I'm concerned, war always means failure." Jacques Chirac, President of France. "As far as France is concerned, you're right." Rush Limbaugh

Raise your right hand if you like the French ... raise both hands if you are French.

Q: What's the difference between a Frenchman and a trampoline?
A: You take off your shoes before you jump on the trampoline.

The French have only one actual fighting war hero, Joan of Arc, and they turned her over to the enemy!

The last time France asked for more evidence, it rolled over them in Panzer tanks carrying the Nazi flag.

Q: What's the shortest book ever written?
A: French War Heroes.

Q: What is the first thing the French Army teaches at basic training?
A: How to surrender in at least 10 languages.

Q: What's the difference between 1943 and 2003? A. This time around, the Vichy government is telling the German puppets what to do.

Q: How did the French react to German reunification?
A: They put up speed bumps at the borders to slow down the Panzers.

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Eh eh he eh eh eh!! Isto é mesmo giro! Mas vou acabar por aqui porque não tenho mais tempo.



quinta-feira, junho 17, 2004

A PORTUGUESA

Cansado de ver e ouvir o nosso hino ser maltratado, achei por bem (até porque ganhámos ontem e eu estou bem disposto), deixar-vos hoje a versão integral do hino nacional bem como o nome dos seus autores.

Poesia: Henriques Lopes de Mendonça
Música: Alfredo Keil

Heróis do mar, nobre povo,
Nação valente, imortal,
Levantai hoje de novo
O esplendor de Portugal!
Entre as brumas da memória,
Ó Pátria sente-se a voz
Dos teus egrégios avós,
Que há-de guiar-te à vitória!

Às armas, às armas!
Sobre a terra, sobre o mar,
Às armas, às armas!
Pela Pátria lutar
Contra os canhões marchar, marchar!

Saudai o sol que desponta
Sobre um ridente porvir;
Seja o eco de uma afronta
O sinal de ressurgir.
Raios dessa aurora forte
São como beijos de mãe,
Que nos guardam, nos sustêm,
Contra as injúrias da sorte.
Desfralda a invicta Bandeira,
À luz viva do teu céu!
Brade a Europa à terra inteira:
Portugal não pereceu
Beija o solo teu jucundo
O Oceano, a rugir d'amor,
E o teu braço vencedor
Deu mundos novos ao Mundo!

Às armas, às armas!
Sobre a terra, sobre o mar,
Às armas, às armas!
Pela Pátria lutar
Contra os canhões marchar, marchar!

quarta-feira, junho 16, 2004

THE ENGLISH IN PORTUGAL MUTINY

Pois, aposto que já estavam a pensar que ía começar o dia a falar dos distúrbios dos adeptos ingleses... Bom, não é bem, mas é mais ou menos.

É do conhecimento geral que os súbditos de Sua Majestade são uns jovens, enérgicos, cheios de inciativa e dotados de um espírito muito aguerrido que contrasta (em larga escala diga-se),com a atitude relaxada do português para quem está sempre tudo bem mesmo quando está mal.

Ora, poder-se-ia pensar que estas injecções de adrenalina que os 'nossos amigos' (de longa data), ingleses tomam ao pequeno-almoço só aconteciam durante os jogos de futebol (desporto que, por sinal, foram eles que inventaram e daí tanta excitação). Mas não. O excesso de adrenalina que caracteriza estes ilhéus é algo que faz parte integrante do seu património genético, senão vejamos; ora então decorria o belo reinado de D.Fernando (o primeiro, aquele que se reclamava como bisneto de Sancho IV e achava que Castela devia ser uma província Portuguesa), monarca afoito, audaz e desocupado, que sonhava em ser um dia, rei de Castela (nesta altura a acumulação de funções não era vista com tão maus olhos).

Na perseguição do seu sonho, considerou D. Fernando que já que a montanha não vinha a Maomé, então teria de ser Maomé a ir à montanha. Ou seja nada melhor do que ir dar uns tabefezitos nos malvados dos castelhanos que teimavam, sabe-se lá porquê, em impedir o seu acesso ao trono (nesta época ainda era visivel a necessidade de se arranjar motivos para se ir bater nos espanhóis, felizmente isso de hoje em dia já não acontece. Pode-se bater à vontade nos espanhóis porque já que se designam por 'nuestros hermanos', toda a gente sabe que brigas entre irmãos é algo muito comum)... Bom, mas adiante, estávamos nos tabefezitos aos castelhanos. Pois bem, apesar de sermos poucos e bons, a verdade é que os outros, mesmo que fossem maus, eram muitos e houve alguma necessidade de proceder à contratação de serviços externos, especializados na área da segurança preventiva.

E de quem se lembrou o nosso monarca audaz? Dos nossos amigos ingleses! Pois que contratou uma espécie de 'empresa' de segurança privada (na altura chamavam-lhes mercenários, mas confesso que a designação é um pouco prejorativa para caracterizar estes rapazes tão prestáveis e amigos do seu semelhante, mediante uma pequena prestação pecuniária), para o ajudar na prossecução do seu sonho. Aparentemente, tudo parecia estar a correr de vento em popa, mas um dia a prestação pecuniária, à qual estava o nosso monarca obrigado por vínculo contratual, falha.

Bom, naquela época as coisas funcionavam um pouco melhor no que respeita à penhora de bens e assim aborrecidos com o atraso no pagamento dos salários, estes nossos amigos ingleses amutinaram-se, revoltaram-se, partiram tudo o que lhes apareceu pela frente, instalando-se confortavelmente numa terreola perto de Estremoz, onde hastearam a famosa bandeira branca com a cruz de S.Jorge (essa mesmo, a dos jogos de futebol).

Felizmente, as coisas resolveram-se sendo que o nosso monarca lá teve de abrir os cordões à bolsa e cumprir as suas obrigações. Mas ficam registadas as palavras do responsável britânico: "Now see," said Sounder, "if riot be not sometimes of use: we have advanced the delivery of our pay, by having been a little riotous: he fares well who is feared."

Como podem ver, há coisas que nunca mudam. E em muitos casos a tradição ainda é o que era. Se quiserem ler o relato, sigam o link que coloquei no título.

terça-feira, junho 15, 2004

UMA AVENTURA NOS TRIBUNAIS PORTUGUESES

A pedido de várias famílias... bom, várias não. Algumas (que isto é um diário muito selecto e eu não atendo os pedidos de qualquer um). Mas como eu estava a dizer, a pedido de várias-algumas, famílias conto-vos hoje a minha primeira experiência num tribunal português.

No passado dia 8 de Junho, era eu uma pacata testemunha num processo que uma amiga colocou contra a EPUL (sim, essa mesmo). Ora não sendo eu advogado (talvez devesse, levo jeito para a coisa), devo confessar que apesar dos poucos conhecimentos que tenho de Direito (não se riam, são poucos mesmo, o resto é um mero exercício de lógica), acreditava que este era um caso que tinha tudo para ganhar. O réu - a EPUL - tinha um letreiro luminoso que piscava e dizia «Culpado», logo à partida um processo bem gerido estava ganho.

A audiência estava marcada para as 10:00 naquele edifício - de arquitectura do Estado-novo - que fica no alto do Parque Eduardo VII. Obcecado com as horas (eu e o coelhinho da Alice no País das Maravilhas), cheguei às 08:45 que era para ter a certeza que não era surpreendido pelo trânsito, nem me atrasava. Claro está que às 09:30 já sentia como um bacalhau ao sol, ou seja, a secar. Mas adiante, entretanto foram chegando o resto dos convivas e os malvados da empresa de construção civil acusada, acompanhados pela sua advogada (que diga-se tinha pouco mais de meio metro, mas nestas coisas as mulheres não se medem aos palmos). O advogado da autora (a minha amiga), chegou atrasado mas como é manco de uma perna, conversa vem, conversa vai e acaba tudo desculpado até porque a capacidade de argumentação da criatura não depende da fragilidade da sua condição física (pensávamos nós em boa-fé).

Acordo entre as partes, não houve. Aliás, convido qualquer pessoa particular a tentar negociar com uma empresa de construção civil e verificar se consegue ser bem sucedido, sem sentir que está a ser grandemente «entalado». Se existir alguém assim, por favor contactem-me que eu quero ouvir e disseminar tamanha proeza. Mas continuando, não houve acordo entre as partes, pois a proposta era - no mínimo - hilariante. E o processo seguiu para julgamento. E aqui é que a porca torceu o rabo.

A juíza pareceu-me uma mulher inteligente (deve ser por isso que chegou a juíza), e o advogado manco pareceu-me completamente descompensado e incompetente. Após as perguntas da juíza, começou a criatura a interrogar-me. Coitado, o homem foi acometido de loucura súbita, pensei eu. Como sou um optimista por natureza, pensei que o melhor era definir à partida o âmbito da resposta, porque a escola que aquela criatura frequentou, eu também frequentei e a única variação entre nós foi o tema do curso. Depois houve aqueles que aprenderam alguma coisa e outros nem por isso (categoria cuja qual se enquadra a criatura). A esta altura a advogada da EPUL sorria (pois eu também sorriria, porque com um advogado daqueles a gerir aquele processo, a empresa nem precisava de ter levado advogada). Quando aquela mente empobrecida e pouco articulada me coloca uma pergunta sobre um valor relacionado com um arrendamento, estive vai não vai para lhe dizer que não era eu que pagava as contas (confesso que essa resposta esteve mesmo na pontinha da minha língua pronta para saír), mas depois concluí que aquilo não era uma resposta apropriada para um tribunal e acabei por florear um pouco a coisa. Conclusão a advogada da EPUL, não me colocou uma única pergunta.

Quando cheguei cá fora, duas das testemunhas que tinham entrado antes de mim estavam possessas com uma séria vontade de pôr o advogado, manco da outra perna. Não me opus à ideia, mas alertei-os para o facto de que isso não podia ser feito mesmo nas barbas do tribunal. Era preferível um beco escuro e pouco frequentado. Mais tarde vim a saber que às testemunhas que seguiram, o cretino começou a fazer perguntas sobre taxas de juro. Não sei estão a ver (não, eu sei que não estão), mas fazer perguntas sobre taxas de juro a testemunhas que não percebem «um boi» do assunto, é candidatar-se seriamente a um curso de queda-livre, sem o bónus do paraquedas.

Bom, conclusão: Um caso que tinha tudo para ganhar veio por água abaixo por incúria do advogado (ao qual ainda vão ter de pagar honorários claro está). A falta de articulação entre as questões colocadas era gritante, a incapacidade de conduzir as testemunhas a uma resposta satisfatória foi brutal e eu até não me posso queixar, porque no fundo quem conduziu o meu interrogatório fui eu. Agora isto foi porque estranhei aquela conduta e apercebi-me que a coisa estava a descambar, e já que o advogado se demonstrava incapaz de segurar nas rédeas enquanto lá estive em frente à juíza, ao menos que houvesse alguém que as segurasse, mesmo que esse alguém fosse eu.

No meio disto tudo, e ainda que este caso não seja um daqueles altamente decisivos na vida de uma pessoa, não posso deixar de me preocupar. Porque eu, por acaso - um raro momento de inspiração quiçá - reagi de forma inteligente. Mas a verdade é que naquele preciso momento, não era eu que tinha de ser inteligente. Eu só deveria ter que responder ás perguntas que me eram colocadas. E estas é que deveriam ter obedecido a uma ordem inteligente. Agora aquilo que pergunto é: Se isto acontece com casos simples, então o que é que acontece em situações mais graves? E não, não vou falar mal dos advogados porque esta foi apenas uma primeira experiência que por acaso (espero eu), correu mal e somente por este motivo não vou generalizar os 'atributos' de um individuo em particular a uma classe em geral. Mas ainda assim não deixa de ser preocupante.

E esta foi a minha primeira aventura numa sala de tribunal.

segunda-feira, junho 14, 2004

Dia (qualquer coisa, perdi-me na contagem) - VIVE LA FRANCE!!

Ora pois como não podia deixar de ser - depois desta semana de mini-férias (que não tive) - estou aqui para falar de futebol (ah ah ah... se calhar pensavam que ia falar das eleições, não?).

Depois da prestação - escabrosa, diga-se com honestidade - da selecção Portuguesa face à Grécia, cheguei à conclusão que o melhor era mudar de equipa. Mas diga-se também em abono da verdade, que esta troca não foi lá grande espingarda pois resolvi resolvi apoiar a selecção das terras de Sua Majestade, contra aqueles pérfidos Franceses. Então e não é que aqueles 'caramelos ramelentos' me perdem a porcaria do jogo!!! Está mal! Mas pior do que isso, estava eu à espera que depois disso houvesse desacatos transmitidos em directo e... nada! Nem uma só imagenzita! Todos os canais estavam, de repente, a transmitir o resultado das eleições. E agora pergunto eu, MAS AFINAL QUEM É QUE ESTAVA INTERESSADO NA PORCARIA DOS RESULTADOS DAS ELEIÇÕES????

Desenganem-se aqueles que pensam que quem ganhou foi o PS, ou o BE, porque quem ganhou foi a abstenção, e desenganem-se aqueles que pensam que isto não teve nada a ver com a politica interna, porque toda a campanha dos partidos da oposição foi direccionada para os ataques à política interna do país. Por isso, e mesmo que as legislativas sejam em somente 2006, estas eleições serviram mesmo para mostrar o cartão amarelo ao governo e não venham agora os grandes mestres da coligação, dar numa de fair-play e grande desportivismo em felicitar a oposição pela vitória, porque fair-play e desportivismo foi uma coisa que não existiu durante toda a campanha.

Os grandes mestres da coligação pisaram na bola à grande mas não à francesa, porque esses, infelizmente, ganharam o jogo de ontem. A incompetência, meus senhores, paga-se caro e isso é uma coisa que qualquer pessoa normal sabe. Mas como a grande maioria do staff do governo saiu directamente da universidade para os gabinetes (aqueles que sairam, porque depois há aqueles que ainda lá andam a roçar o real traseiro pelas paredes e acham que a experiência que têm é a suficiente para serem deputados), no entretanto esqueceram-se de uma coisa que me parece essencial na política. O contacto com a realidade e esse, não é o que se encontra num ambiente académico.

Como diriam os nossos amigos «amaricanos», no seu calão enfático mas muito conclusivo. "Wake the fuck up! And smell the god damn coffee!" ou então, peçam apoio à CERCIS, eles têm muita experiência em lidar com deficientes mentais para além de que a União Europeia costuma dar prioridade de financiamento a 100% para este tipo de casos.

quarta-feira, junho 09, 2004

Dia 10 - ESTAVA EU AQUI A MUDAR DE VISUAL E...

Morre-me o candidato socialista às europeias assim de repente. Isto não está nada certo!

E agora fora de brincadeiras. Eu ía escrever sobre a minha aventura de ontem num tribunal de lisboa, mas face a esta notícia a história da aventura ficará para mais tarde.

Apesar de não me rever em nenhum dos principios defendidos pelo Partido Socialista, devo dizer que a morte repentina do Dr. Sousa Franco chocou-me... e agora fiquei sem saber sobre o que escrever!...

Está mal! Enfim...

Vou trabalhar e volto mais tarde.

segunda-feira, junho 07, 2004

DIA 8 - BEM ME QUER... MAL ME QUER... BEM ME QUER... MAL ME QUER... ENTREVISTA DE RUA A NICOLAU MAQUIAVÉL.

Lamentavelmente, acabei de concluir que o «sinhor» Miguel Portas - mesmo depois do seu périplo pelas prisões - não chegou a conhecer o Nicolau.

Contudo nós saímos à rua e fomos no seu encalço encontrando-o sentado na esplanada da 'Brasileira' a tomar o seu café e a ler o que sobrou do Expresso do passado fim-de-semana. Após uma breve troca de palavras simpáticas, Nicolau - Nico para os amigos - confessou à nossa equipa de reportagem, que estava muito entusiasmado com o facto do Euro 2004 ser em Portugal e - ainda que estivesse a torcer pela selecção italiana - mal podia esperar pela distribuição das bandeirinhas a ter lugar na próxima quinta-feira, pois também tinha todo o interesse em ver a selecção portuguesa a jogar.

Quando lhe perguntámos sobre os governantes «whether it be better to be loved than feared or feared than loved?» O Nico colocou um ar mais sério e respondeu:

«It may be answered that one should wish to be both, but, because it is difficult to unite them in one person, is much safer to be feared than loved, when, of the two, either must be dispensed with. Because this is to be asserted in general of men, that they are ungrateful, fickle, false, cowardly, covetous, and as long as you succeed they are yours entirely; they will offer you their blood, property, life and children, as is said above, when the need is far distant; but when it approaches they turn against you. And that prince who, relying entirely on their promises, has neglected other precautions, is ruined; because friendships that are obtained by payments, and not by greatness or nobility of mind, may indeed be earned, but they are not secured, and in time of need cannot be relied upon; and men have less scruple in offending one who is beloved than one who is feared, for love is preserved by the link of obligation which, owing to the baseness of men, is broken at every opportunity for their advantage; but fear preserves you by a dread of punishment which never fails.»

(...)

Esta entrevista pode ser ouvida na integra durante o jornal da noite.

domingo, junho 06, 2004

DIA 7 - ALGUMAS CONSIDERAÇÕES SOBRE QUALQUER COISA...

Hoje é domingo, o dia mais estúpido da semana. O dia que precede a segunda-feira e em que as famílias 'happy meal' vão passear para os centros comerciais, numa vã tentativa de queimar os últimos cartuxos antes do próximo dia de trabalho.

Este é também o dia em que se aproveita para se fazer uma boa acção e levar os sogros a arejar, para ver se lhes sai aquele cheiro de naftalina, que meia volta fica entranhado nas narinas e não sai nem por nada.

Costuma ir-se de manhãzinha para aproveitar que o hipermercado ainda está aberto e costuma levar-se os 'putos' irrequietos, para que estes possam berrar à vontade na zona dos brinquedos e incomodar o turista mais desprevenido.

O trânsito desordenado de carrinhos de bébé - causado pela falta de sinalização camarária - congestiona os corredores até por volta da hora de almoço, altura em que estes são habilmente estacionados nos 'MacDonalds', nos 'Pizza huts' e nos 'Franguinhos da Guia'. Contrariamente ao que se possa pensar, estes indígenas não seleccionam estes estabelecimentos por serem mais ou menos baratos, mas sim porque nos três é permitido comer com as mãos sem parecer mal. É como se tratasse de um retorno aquilo que há de primitivo em cada um, sem que por isso se seja socialmente julgado como bárbaro.

Os domingos são igualmente dias privilegiados para dar descanso à EPAL. Os banhos ficam - na melhor das hipóteses - adiados até segunda-feira e quem não gostar, ou se sentir mais incomodado com algum odor um pouco mais forte, pode sempre solicitar ao exército português as máscaras normalmente utilizadas no combate à guerra química e bactereológica.

Nestes dias é também muito normal ver-se, nas estradas portuguesas, condutores e penduras cuja média de idades - em conjunto - deve rondar entre os 100 e os 150 anos. De acordo com as regras do IPPAR, estes espécimes devem ser conservados visto que constituem uma forma de património histórico. Por este motivo não devem ser vandalizados.

Por fim, resta-me dizer que o único aspecto positivo dos domingos é o de saber que no dia seguinte volta tudo ao normal.

sexta-feira, junho 04, 2004

DIA 5 - ROCK IN RIO - LISBOA

Finalmente um dia com música decente e uma audiência muito bem composta. Temo de pensar que depois de um dia fabuloso destes, vamos ter de levar com a 'Britney Spears'... digo-vos, não é nada justo.

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Será que ainda vou a tempo de comprar bilhetes para o dia dos 'Linkin Park' no Super bock, super rock?...

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Que mania esta de deixar tudo para a última da hora...

DIA 5 - 800, MAIS COISA... MENOS COISA.

Hoje apetece-me falar de algo completamente diferente...

Hoje de manhã ouvi na rádio que o Ministério da Educação ía fechar cerca de 800 escolas do 1º ciclo em todo o país, sendo que a maioria se concentra no norte do país. Contudo, poucos são aqueles que se dignam a dar-lhe a devida importância, preferindo outros temas muito mais mediáticos. De facto, este tema da educação não é nada mediático se não versar sobre estudantes universitários amotinados e revoltados com o pagamento, vil e injusto de 600 € por ano, de propinas. Mas adiante, estava a falar de escolas do 1º ciclo e da sua pouca importância para a vida do português no seu dia-a-dia.

A primeira coisa que ocorre ao 'portuguesinho' assim que ouve uma notícia destas é logo tecer considerações - do género 'Malandros; Patifes'- acerca do governo, porque cortou o orçamento para a educação. Infelizmente, não me parece que o problema seja de agora e nem me parece que tenha sido algo completamente imprevisível pois basta olhar para os números de natalidade em Portugal, para saber que a médio e longo prazo vão existir problemas deste género. E se a estes números juntarmos as deslocações da população do interior para o litoral, parece-me lógico que a situação tenda para se agravar.

Na edição online do DN, refere uma fonte do gabinete do Secretário de Estado Abilio Morgado, que se trata de uma 'optimização da rede'. Pois que outra resposta haveria de haver? É gestão a curto prazo, pois é. Podia ser uma gestão a médio e longo prazo, pois podia, mas é aqui que as coisas deixam de funcionar por incapacidade de coordenação, de estratégias a longo prazo, de todos os intervinientes políticos. E porquê? Perguntar-se-iam os mais curiosos. Porque os temas 'aumentar a natalidade' e 'fixar populações', não recaiem na esfera do Ministério da Educação e passam sim pelo incentivo à constituição de familias, que por si são a base de toda uma sociedade.

Fechar 800 escolas para optimizar a rede pública, até pode parecer que não tem grandes consequências, até porque os professores dos quadros têm o seu lugar assegurado. 'So what?' os professores dos quadros têm sempre o seu lugar assegurado. São funcionários públicos! Mas e daí o movimento das mães de Bragança, para expulsar as senhoras dedicadas a um modo de vida alternativo, também parecia que não teria grandes consequências até rebentar com toda a economia local (e diga-se que não resolveram o problema, mudaram-no foi de sitio sendo que os espanhóis agradeceram a delicadeza).

É claro que não vou dizer que estou contra o encerramento destes estabelecimentos de ensino. Sustentá-los artificialmente seria um desperdício de recursos, agora estou contra o facto de quem pode - e quem tem conhecimento destas questões de fundo - não ter nem coluna dorsal nem 'os ditos' no sitio, para inverter esta situação enquanto é tempo.

E com isto, não me refiro em particular a membros do actual governo (embora o pudesse fazer visto que ainda me lembro bem da importância que foi dada a estes temas no Coliseu dos Recreios), nem a membros do governo anterior. Refiro-me sim, a TODOS aqueles que ao longo do tempo poderiam ter feito alguma coisa e não o fizeram, e a TODOS aqueles que podendo fazer alguma coisa, continuam a não fazer.

Bom, e este é o meu breve pensamento do dia. Agora vou trabalhar.

quinta-feira, junho 03, 2004

Dia 4 - QUE GRANDE EMOÇÃO

Hoje pegámos fogo.

Quer dizer, não foi bem fogo... foi mais ou menos. Mas tivemos de usar o extintor, por isso pode dizer-se que foi um quase-fogo. Matámo-lo à nascença e pusémos os senhores da manutenção com os cabelos em pé. Pois que, bem-feito. É no que dá os cortes orçamentais. Da próxima vez, deixamos arder tudo e pedimos uma indemnização choruda.

Dia 4 - JÁ TENHO UM COUNTER

Que bom... mais uma vitória para este pequeno fungo.

quarta-feira, junho 02, 2004

Dia 3 - A PROPÓSITO DA INICIATIVA PORTUGAL POSITIVO

Confesso que já há algum tempo que me apetece escrever acerca desta iniciativa, até porque conheço algumas das personagens envolvidas no movimento, mas de facto estou mesmo é a aproveitar a boleia proporcionada pelo blogue do 'Eu Sei'.

Creio que foi lá para meados de Fevereiro, que recebi um e-mail a dar conhecimento desta iniciativa, e então o dito começava assim:

«Estou farto de ouvir dizer mal do meu país.» - Eu também, pensei.

«Os intermináveis telejornais exploram escândalos, desastres, desgraças e misérias. Os jornais acrescentam polémicas, crítica fácil e comentários negativos.» - É... de facto o jornalismo em Portugal anda pelas ruas da amargura. Não sabem escrever, não sabem falar, não sabem pensar, não sabem utilizar um raciocínio lógico, enfim, não sabem.

No entanto, peço a vossa atenção para o simples facto de que não estamos a falar de uns 'badamecos' quaisquer. Estamos a falar de indivíduos com um grau académico, pelo menos, ao nível da licenciatura. E daqui poderemos saltar para a responsabilidade das instituições que lhes fornecem o grau académico e para a responsabilidade das instituições que os contratam. Por isso, e apesar das deficiências que os jornalistas possam apresentar, a verdade é que eles só fazem aquilo que lhes é permitido fazer e que é hierarquicamente decidido por alguém responsável.

Mas continuando continuava o e-mail; «Da política à cultura, da economia ao desporto. Praticamente nada escapa. Nem ninguém. É como um vírus perigoso e contagioso. Os amigos, os parentes, os clientes, os concorrentes e os fornecedores estão contaminados. Os meus, os seus e os nossos. Os encontros começam pelo irritante “vamos andando” ou pior ainda “cá estamos”. Depois segue-se o queixume e o bota abaixo. A maledicência está instalada.» - É assim quando lemos relatórios onde constam indicadores, que demonstram que Portugal é o país da União com nível cultural mais baixo, onde a taxa de abandono escolar segue de vento em popa e que 80% da população tem o 9º ano de escolaridade, estão à espera do quê? É um virus perigoso? Certamente que sim, mas há uma vacina para isso.

«Desta forma não nos podemos queixar da crise de auto-estima. Todos falam dela. Está nos discursos oficiais, nas crónicas e nos comentários. Ninguém sabe exactamente o que é, mas a auto-estima tornou-se mãe de todas as razões. Temos então um inimigo. Se assim é, a primeira coisa a fazer é estudá-lo.» - Pois, é verdade... Nós temos uma verdadeira adoração por estudos. Passamos o tempo a estudar os problemas sob diversos ângulos e quando chega à parte de implementação, uns são acometidos de doença súbita, outros acham que isso é trabalho de escravo e esquecem-se que um projecto (seja ele qual for), não acaba na sua concepção.

«Temos que o conhecer para o combater. De onde vem? Em que contextos ou ciclos históricos já o encontrámos? Sociologicamente como se explica? Onde está instalada esta crise? Quem é mais afectado?» - E mais uma voltinha no carrocel... Mas afinal estão a gozar com quem? Na sequência do raciocínio que tenho estado a seguir, o que é que isto interessa a um tipo que tem o 9º ano e não percebe "um boi" destas perguntas?

Afinal a quem é que se dirige esta iniciativa?

É que os 80% referidos anteriormente, estão-se nas tintas para os contextos históricos e sociológicos. Esses 80% estão preocupados com questões muito mais mundanas, como seja o facto de saberem se vão ser despedidos ou não, se conseguem pagar a casita no final do mês etc, do que académicas. Calhando´- e já que há tantas empresas positivas associadas à iniciativa - que tal começarem por fazer um tour pelos Centros de Emprego (que nos dias que correm têm tido um sucesso brutal), e oferecerem postos de trabalho? Mas atenção, porque como há que fomentar uma atitude positiva, não vale adoptar a filosofia do 'é pouquinho mas é melhor que nada' no que diz respeito aos salários, até porque essa teoria para além de completamente inadequada à realidade, é de uma pelintrice pegada.

«Temos óptimos exemplos para dar e sucessos para partilhar. Temos excelentes gestores, brilhantes profissionais, grandes investigadores, invejáveis criadores, óptimos professores, espectaculares atletas. Temos boas iniciativas, importantes competências, dedicadas organizações, boas escolas e exemplares empresas.» - CLARO QUE TEMOS!! A maior parte deles está no estrangeiro, mas isso agora não interessa nada...

Mas gosto da parte que refere aos 'espectaculares atletas', espero que se estejam a referir aqueles que participam nos jogos Para-olimpícos e que normalmente são aqueles que - de facto - ganham sempre alguma medalha e não têm nem um terço do apoio que os atletas ditos 'normais' têm... Vendo bem as coisas, ora aqui está mais um campo em que as empresas positivas podem fazer valer a sua atitude 'POSITIVA'.

Também gosto da parte das 'organizações dedicadas'... é o que nós temos mais é organizações dedicadas, a quê exactamente é que eu não sei, mas o espectro é tão variado que se torna dificil escolher.

«Daqui desafio em primeiro lugar os líderes de opinião, os empresários e gestores, os homens da cultura e das artes, os jornalistas, os magistrados e os professores. Todos.
Todos podem intervir e participar.» - Ok, já estou a ver a quem se dirige...

«Vamos começar a dizer bem de nós próprios...» - Eu digo bem de mim próprio, digo é mal dos outros sempre que considero ser necessário.

«Não venham fazer ataques vulgares, não inventem estratégias ocultas, não criem mais teorias da conspiração. Contribuam antes com ideias, com factos e com acção. É Portugal que agradece.»

- Regra número 1 - quando se combate alguma coisa, nunca há ataques vulgares. Há ataques. Cabe a quem combate defender-se.

- Regra número 2 - quando se combate alguma coisa, as 'teorias da conspiração' são apenas mais uma arma, cabe a quem combate, desmontá-las e impedi-las de alcançar o objectivo.

Quanto a contribuir com ideias, já dei duas... três, se considerarmos aquela dos salários. Agora a parte do ser 'Portugal que agradece', já nos estamos a esticar um bocadinho, não?

E vou acabar por aqui... até porque tenho de ir trabalhar.

Dia 3 - CONSIDERAÇÕES SOBRE O DIA 2

Grande porcaria, a partir do meio-dia acabou-se-nos a internet. Andava tudo histérico!