quarta-feira, outubro 20, 2004

TENHAM MEDO, TENHAM MUITO MEDO.... UUUUuuuuuu.

Hoje de manhã ouvi uma coisa que me deixou arrepiado. O Ministro Morais Sarmento (ainda não consegui perceber que tipo de Ministério é o dele), considera que o governo deve ter um maior controlo sobre a estação pública de televisão.

Bom, o que é que se pode dizer acerca disto? O que se pode dizer é que para além do senhor ter problemas de dicção (algo que é extremamente irritante e não é a única pessoa no governo que troca os ‘R’ pelos ‘G’), ainda deve ter um problema qualquer de afirmação e sente-se na obrigação de controlar tudo e todos.

Tudo bem, eu também tenho os jornalistas enquadrados na mesma categoria dos advogados, ou seja, na categoria de vermes miseráveis que na maior parte das vezes não sabem o que andam a fazer. Mas estes senhores são como as pragas, aborrecidas mas necessárias. Certo que fazem um trabalho sujo, mas isto é como limpar uma casa-de-banho, alguém tem de o fazer.

E depois o governo quer controlar o quê? Os tipos não se conseguem entender entre eles, nem tão pouco conseguem coordenar os canais de comunicação que deviam existir entre eles de modo a falarem a uma só voz, quanto mais controlar uma estação de televisão. Só posso concluir que estas criaturas não são boas da cabeça... É que nem inteligentes conseguem ser e não há nada pior de que um mentecapto com poder... Quer dizer... mau mesmo é um grupo de indivíduos intelectualmente limitados com poder e incapazes de controlar os canais de comunicação entre eles.

Coitados... É que eles se calhar até são boas pessoas, têm todo um background académico muito importante e certamente muito interessante, mas depois falta-lhes o savoir faire. E a comunicação social não ajuda nada à imagem do governo. Pois é... Governar é chato e dá trabalho, preocupações e causa úlceras. Depois chega-se a um ponto em que já ninguém vai na cantiga dos meros discursos de retórica. É de facto tramado. Mas paciência, é a vida. Não queriam governar? Então, aguentem-se à bomboca porque nós, contribuintes atentos, também temos de levar com as vossas asneiradas e acreditem que a nós, custa-nos muito mais.

quinta-feira, outubro 14, 2004

ANTHRAX VS IRS

Ó DEUSES!!! Anda a populaça preocupada com o caso do tio Marcelo Rebelo de Sousa e da censura em Portugal quando devia andar mais preocupada com coisas que lhe afecta directamente os bolsos!! Em que país vivemos nós, meu Deus?? (Sim, porque nestas alturas é sempre conveniente apelar a todas as divindades de todos os credos. É a chamada a aplicação prática do principio da igualdade de oportunidades).

A última deste (des)governo é a redução do IRS, juntamente com a abolição das regalias fiscais (sim, até porque nós temos montes/paletes/himalaias de regalias fiscais). Até aqui tudo parecia mais ou menos bem, ou pelo menos pacífico q.b. Mas... fazendo justiça aos provérbios portugueses; quando a esmola é muita, o santo desconfia. Nada mais certo, pois afinal a redução do IRS é só para o escalão mais baixo do IRS. Ou seja, a esta hora aqueles que declaram o salário mínimo devem estar a rebolar-se no chão de tanto rir, porque os otários (categoria na qual estou involuntariamente inserido note-se), que descontam nos escalões acima do mínimo, não só não estão abrangidos pela redução no IRS como, por exclusão de partes e visto que vão ser abolidos os benefícios fiscais, vão pagar mais.

Ou seja, esta é uma linda estratégia para aumentar o IRS e desculpar aqueles que já de si não pagam aquilo que deviam. É lindo ou não é? Conclusão, em Portugal vale a pena fugir aos impostos e se antigamente eu via a fuga aos impostos como algo mau, actualmente vejo-a como um desporto que deve ser tão promovido como o futebol e deve ser praticada por todos os cidadãos com dois dedos de testa.

Isto é uma palhaçada e nós vivemos todos num circo... A sério, façam cair o governo. É preferível não ter nenhum governo a sermos governados por estas criaturas.

segunda-feira, outubro 11, 2004

ANTHRAX VS (DES)GOVERNO – Parte II



Pois...
Onde ía eu neste meu périplo pelas desventuras do governo Português?... Ah pois! Ía no tio Nobre Guedes. «Prontos», mas sobre este até nem há assim muito para dizer, tirando a explosão nas instalações da GALP ali para os lados de Matosinhos (com a qual ele não tem nada a ver), e tirando a história da construção da casa numa zona protegida (que também até nem é assim tão chocante se tivermos em consideração que a zona da Praia do Abano – ao pé do Guincho – também é uma zona protegida e espetaram lá com umas construções. Estamos em Portugal meus senhores! A diferença entre isto e um país da América Central reside na localização geográfica).

Ora então continuando...

Nestes poucos meses de (des)governação, assistimos também à fantástica declaração do actual Ministro das Finanças, a dizer que era preciso ter calma que a crise ainda não tinha passado (esta nós – contribuintes atentos – já sabíamos, não era preciso ele vir dizer-nos), e uma semana depois salta a notícia de que os moços dos Ministérios queriam adquirir automóveis novos. Bom... é assim... Eu também gostava de adquirir um automóvel novo, mas antes de fazer isso (ou de poder fazer isso), tenho uma série de coisas para resolver, o que me atira a aquisição de uma nova viatura para o fundo da minha lista de prioridades e enquanto contribuinte também não vi com muitos bons olhos esta história.

Pero adelante Rocinante!!!...

Tivemos também a aventura do ‘Barco do Aborto’. Quer dizer, ao fim de três dias já ninguém podia ouvir as barbaridades quer de um lado, quer do outro. Pior do que isso, foi mesmo a actuação do governo em ter impedido o barco de atracar, pois transformou algo que não era assim tão mediático, numa coisa completamente absurda. Lidaram mal com a situação, poderiam ter agido de outra forma com resultados mais positivos. Mas não, armaram-se em inocentes damas ofendidas e quiseram mostrar ao mundo que os tinham no sitio... Por favor, parem com esses melodramas de 5ª categoria que já ninguém suporta, existem coisas mais graves para resolver!

Outra medida interessante à qual não foi dada muita relevância foi o novo imposto sobre o multimédia e o aumento dos preços nos cinemas e coisas afins para impulsionar o cinema Português (já cá faltava o ministério da COLTURA). Amiguinhos, tenham juízo! Em primeiro lugar aumentar os preços dos artigos multimédia, DVD’s e itens do género não só não é forma de combater a pirataria (se é que isso lhes interessa é claro), como também promove a compra dessas mesmas coisas pela internet (por exemplo), onde esses artigos são bem mais baratos. E se comprarem via sites da União Europeia, não pagam direitos alfandegários. Quanto à questão de promoverem o cinema Português é assim... Se ninguém vai ver filmes portugueses ao cinema, é porque existe um bom motivo e quanto mais não seja, é porque ninguém os quer ver. Querem promoção? Façam o mesmo que os outros fazem, arranjem quem queira investir nessas produções, agora eu (contribuinte atento), é que não tenho que estar a financiar coisas que não vou ver e que na maioria das vezes nem estou interessado em ver. Se um dos princípios deste novo (des)governo, é o do utilizador-pagador – argumento tão bem utilizado para colocarem portagens nas SCUTs e para a questão dos hospitais – ENTÃO como eu não vejo cinema português, não estou a ver porque diabos tenho de o financiar.

E a propósito do principio do utilizador-pagador...

Ora aqui está um principio interessante. Á partida este principio até faz sentido. Quem utiliza uma certa coisa, paga. Até aqui tudo bem, mas depois começam as variações cretinas:

- Passes para transportes públicos; o preço varia conforme os rendimentos de cada um. Esta ideia é hilariante (até porque isto tem de ser levado na desportiva senão não tinha graça nenhuma). Já estou a imaginar as filas infindáveis de pessoas a comprarem o passe com a folhita da declaração de rendimentos na mão... Boa maneira de promoverem a utilização do transporte público, continuem assim que vão bem.

- Medicamentos nas farmácias; os preços variam conforme os rendimentos de cada um. Isto é igualzinho ao de cima.

- Serviços hospitalares; os preços variam conforme os rendimentos de cada um, lindo!! Pensava que o facto de que aqueles que descontam para os impostos num escalão superior, tinham essa questão salvaguardada... aparentemente, não. Mas confesso que esta ideia bate alguns recordes em termos de imbecilidade e cretinice juntas, porque quem tem dinheiro não utiliza hospitais do Estado. Em primeiro lugar são detentores de seguros de saúde que lhes dão acesso a bons hospitais e quando o problema não pode ser resolvido cá, facilmente vão para outro país onde o possam resolver. Logo, esta ideia é um bocado estúpida.

- Portagens nas SCUTs. Esta deve ser uma daquelas medidas com a qual não discordo completamente, mesmo sabendo que essas estradas foram pagas com fundos da União Europeia. É claro que essas vias precisam de manutenção e não é algo que saia barato aos cofres do Estado, agora devem existir vias alternativas em boas condições que permitam às pessoas optar por uma via ou por outra. Não havendo, não colocam portagens. E depois é assim, o pessoal do sul do país até é pacífico e não estrebucha muito, mas o pessoal do norte nem por isso. Lembrem-se da Patuleia e da Maria da Fonte, existe um bom motivo para que todas esta... É que aquilo tocam os sinos a rebate e vem tudo por aí abaixo!

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quinta-feira, outubro 07, 2004

ANTHRAX VS (DES)GOVERNO – Parte I

Cada vez que me lembro das críticas que teci no Expresso Online a propósito do (des)governo do Eng.º António Guterres até me apetece dar com a cabeça nas paredes. Principalmente porque me dei conta da atrocidade que cometi e isso pesa-me na consciência.

Não sou vermelhinho, nunca fui, nem nunca serei, mas a verdade é que comparando o (des)governo do Santana Lopes com o do Eng.º Guterres, este último é um verdadeiro menino do coro.

É que as criticas são tantas que uma pessoa, por muito boa vontade que tenha, nem sabe por onde começar... Mas como não sou pessoa para recuar perante os obstáculos, vou tentar encontrar a ponta do novelo:

Ora bem, penso que tudo começou aquando das eleições legislativas em 2002. O pessoal estava farto das deambulações do tio Guterres e resolveu dar-lhe um ‘chega pr’a lá, que agora é a minha vez’ e assim foi eleito o tio Durão Barroso.

Para ele o país estava de tanga, no entanto agora está com uma mera parra (tipo Adão & Eva), com a diferença de que não estamos no Paraíso e o Inverno está à porta apesar da temperatura amena. No entanto, albergámos o Euro 2004 e como somos uns tipos porreiros e prontos para a galhofa a coisa correu bem. Claro que isto fez-nos esquecer daquela nuvenzinha negra que pairava sobre as nossas cabeças no dia a dia (afinal todos merecemos tirar umas boas férias das imbecilidades cometidas pelo governo).

Claro que as coisas que são boas não duram para sempre e logo de seguida levamos com a notícia de que o tio Durão vai aceitar o cargo de Presidente da U.E. Digo-vos, até hoje continuo a achar que se deve dividir o mal pelas aldeias logo acho que enviá-lo para Bruxelas foi uma excelente ideia. É óbvio que as consequências logo se fizeram sentir.

A sociedade dividiu-se. Uns queriam eleições antecipadas, outros não queriam eleições antecipadas. O PR decidiu que não haveria eleições antecipadas mas o governo de Santana Lopes ficaria debaixo de olho. Confesso que o aviso não serviu de muito.

Logo começaram as ideias patéticas. Uma das primeiras foi a pseudo-descentralização dos Ministérios. O Turismo foi para o Algarve (tem toda a lógica, até porque no resto de Portugal não há Turismo), a Secretaria de Estado da Juventude foi para Braga (ou whatever), e assim a coisa foi (ou vai, depende da perspectiva).

Depois nomearam os novos titulares de cargos políticos.

Para a Educação, nomearam uma Senhora com imensa experiência no Sector. Era professora na Universidade Nova (ou lá o que era, e como era professora tinha lógica que fosse para Ministra da Educação), com muito boas referências. Dizem as más línguas que na Universidade deram graças a Deus por a terem colocado no Ministério da Educação. Confesso que não sei porquê, a senhora parece ser tão sagaz e afoita, que me parece uma tremenda de uma injustiça dar ouvidos a essas criaturas malévolas que só sabem dizer mal. E quanto a esta história da colocação dos professores, não há dúvida que se tratou duma cabala... E como se sacode a água do capote?? Simples, culpa-se a empresa de informática. Ora, independentemente das relações obscuras ou não desta empresa com o governo, a verdade é que qualquer programador, programa de acordo com as indicações que lhe são transmitidas pelas entidades responsáveis. E quando esta senhora vai para a AR dizer que «a Compta diz o que quiser...», não é bem assim. A Compta age (ou agiu), de acordo com os parâmetros que lhe foram transmitidos e não por auto-recriação.

De seguida, demitem alguns Directores Regionais. É claro que precisavam de arranjar espaço para colocar algumas pessoas conhecidas com base na sua vasta experiência na Administração Pública. Se forem todos tão sagazes e afoitos como a senhora Ministra, são cilindrados pela estrutura em menos de um fósforo já para não dizer que será deverás interessante vê-los a gerir o dinheiro que não têm. Mas ei!! Sejam criativos enquanto há vida há esperança para além de que esta é uma excelente oportunidade de Aprendizagem ao Longo da Vida.

Passemos então à Secretaria da Juventude (quando soube desta até parece que levei com um calhau de 1 tonelada em cima). Nomearam o Dr. Pedro Duarte (ainda bem que não era professor, senão poderia ter ido para o Ministério da Educação e essa é que era hilariante). Ora, o tio Pedro é um jovem com um extraordinário dom para a oratória e para a retórica. Mas é só isso, porque substância, substância – assim a bem dizer – não tem nenhuma. Porquê? Pois, isso não sei... Mas é o que costuma acontecer quando se colocam em cargos políticos pessoas que experiência profissional não têm nenhuma.

O rapaz até é simpático, apesar do facto de que após 30 minutos de exposição não conseguir responder ao tema que se propôs responder. Mas se a idade foi um critério para o escolherem para o cargo (jovem-juventude), existem muitos jovens, com qualificações, competência e experiência profissional que poderiam ter sido nomeados para o cargo.

No Ministério da Defesa, ficou tudo na mesma. O tio Portas está tipo lapa, agarradinho à cadeira e não sai de lá nem por nada (quando for para o tirarem de lá tem de ser à espátula). De vez em quando lá se quer fazer notado e faz cenas do género impedir barcos da União de atracarem em portos portugueses.

No Ministério do Ambiente, nomearam o tio Nobre Guedes. Diga-se, muito competente em matéria ambiental, até construiu uma casa no parque natural da Arrábida só para demonstrar que era conhecedor do assunto e quando dizem que ele era advogado da Câmara Municipal de Setúbal e que isso tem tudo a ver com a construção numa área protegida... é claro que isso são as más línguas e aquela cambada de invejosos e mal-amados que não suportam ver a felicidade de ninguém.

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quarta-feira, outubro 06, 2004

HOJE DESCOBRI UM SITE PORREIRO PARA QUEM GOSTA DE ESCREVER

É verdade. Hoje descobri (como quem diz, foi-me dado a conhecer), um site que tem tudo para ser um bom site de histórias em Português. Chama-se Kontos e até tem um formato engraçado.

Penso que é um bom site para quem gosta de escrever (e nunca publicou nada... até porque ser-se escritor em Portugal é anedótico), e para quem gosta de ler (e não tem liquidez para comprar livros... até porque o preço dos livros em Portugal é de chorar a rir).

No que respeita à qualidade, isto cada um terá certamente a sua opinião, mas quando não há mais contribuições para se poder estabelecer uma comparação, avaliar a qualidade de alguma coisa não é uma tarefa fácil. Logo, quando quiserem criticar a iniciativa façam-no demonstrando que escrevem melhor e enviem os vossos próprios Kontos. No entanto posso dizer-vos que, há coisas que só se adquire pela prática e escrever bem é uma delas. Fica no entanto, uma boa ideia que bem ou mal está a funcionar, está online, é em Português e é à borla.