No passado dia 25/01 o programa dos Prós e Contras, da RTP 1, era a propósito da educação. No painel dos partidos políticos ali representados estavam, o Dr. Manuel Canavarro do PSD ( que tem um ar absolutamente tétrico e vem da área da psicologia e eu tenho de confessar que se tivesse um psicólogo daqueles, não sei se daria em suicida ou em homicida), estava o Dr. Guilherme Oliveira Martins do PS (Sim, sim o Mr. Bean... até a vozinha é semelhante), um senhor do BE cujo nome não fixei, um senhor do PP que também não sei o nome e uma senhora do cujo o nome também perdi apesar de estar com um bloco notas a ver se os apanhava.
Bom, moral da história... falaram, falaram, falaram e não disseram nada. O costume portanto, até porque numa coisa todos eles concordaram é que a educação, tal como está, está mal e para isso basta-nos olhar para o relatório PISA 2003 (lá estamos nós no fundinho da lista a fazer ‘adeus’ ao pessoal, como é de resto habitual).
Ok, então face a isto o que é que nós já sabemos? Em, em primeiro lugar já sabemos que o ensino está mal, já sabemos que são necessárias mudanças estruturais, já sabemos que é necessário promover um ensino de qualidade, enfim já sabemos uma série de coisas porque há estudos que estão feitos e basta-nos olhar para eles. Poderão dizer, mas há estudos que estão desactualizados. E eu digo-vos, pois estão e quanto mais tempo passar mais desactualizados ficarão se nada for feito. A maior parte deles precisa é de ‘follow-up’, não precisa de ser estudado de raiz outra vez como se isso nunca tivesse sido feito antes.
A questão aqui, é saber o que é que se pode fazer com aquilo que se tem, porque as mudanças estruturais que devem ser implementadas visam o médio e longo prazo, e no entretanto o sistema tem de continuar a funcionar. Assim, na minha modesta opinião, a primeira pergunta que deverão colocar é: Qual é o objectivo dos estabelecimentos de ensino? Não é preciso entrar em grandes dissertações académicas para encontrar uma resposta, até porque as dissertações académicas implicam um rol de teorias que, depois na prática não são exequíveis e o nosso sistema de ensino não pode ser visto como um tubo de ensaio que, cada vez que muda o governo, lá vem um tipo com uma ideia nova e toca de fazer tudo outra vez ( é que nós passamos o tempo nisto). Por muito boas que algumas ideias sejam, isto tem consequências negativas no seu todo.
Não sei se já repararam mas eu tenho a tendência para ver o Estado como um corpo com vida própria. A educação, tal como a saúde ou os impostos etc., fazem parte desse corpo, havendo uma coisa que falha então estamos perante um corpo doente. No nosso caso, há muitas coisas e muitos órgãos a falhar.
Mas voltando ao objectivo dos estabelecimentos de ensino, na minha perspectiva o seu objectivo são os alunos/aprendentes/estudantes, chamem-lhes o que quiserem, em ultima análise é tudo uma questão de semântica porque os alvos são sempre os mesmos. Ora se o objectivo dos estabelecimentos de ensino são os alunos (vou utilizar a designação de forma generalista), então qual é o objectivo dos professores?... e aqui a porca começa a torcer o rabo, porque para a maior parte dos professores de hoje em dia, o objectivo é a única saída profissional que tiveram após concluírem a licenciatura. Quando na realidade o objectivo deveria ser o de, serem profissionais exemplares porque a sua excelência se reflecte nos alunos e consequentemente no estabelecimento de ensino, que por sua vez lhes deve proporcionar as condições para que estes possam desenvolver melhor a sua actividade.
Uma das piores coisas que ouvi na semana que passou, foi durante um pequeno seminário organizado no Porto a propósito da qualidade na educação. Neste seminário estavam representantes de alguns sistemas educativos europeus, incluindo Portugal. No auditório estavam, acima de tudo, professores cuja única pergunta que pareciam ter na cabeça era a de quais eram as regalias dos seus congéneres europeus e se eram ou não tratados da mesma forma que os portugueses. Não ouvi ninguém perguntar, como é que eles ensinavam os seus alunos para alcançarem os resultados que alcançaram... e pior, é que tinham o representante finlandês ali mesmo à mão de semear (para aqueles que desconhecem a Finlândia ocupa o 1º lugar no PISA 2003). Ou seja, depois de assistir a estas coisas, sinto-me no direito de tirar as conclusões que muito bem entender sobre a referida classe, sendo que a primeira delas todas é a de que, tal como na maior parte das coisas neste nosso país, também os professores exercem a sua actividade com amadorismo porque os profissionais, não colocam aquele tipo de questões uma vez que as suas prioridades são outras. Logo os resultados só podem ser outros também.
A diferença entre um profissional e um amador, é que um amador refugia-se na desculpa de que encontrou um obstáculo, enquanto que um profissional reconhece a existência do obstáculo e procura as várias formas de o ultrapassar com os meios que tem disponíveis. Esta é também uma das diferenças entre a qualidade e a falta dela.
De qualquer forma, tenham em devida atenção que a classe dos professores, não deve nem pode ser considerada como a única responsável pela fraqueza do sistema de ensino. Não são e seria falso da minha parte considerá-los como tal. Como vos disse tudo isto faz parte de um corpo. Agora que eles são parte do problema e não parte da solução, lá isso são e quem sofre com isso são os consumidores finais que, neste caso são os alunos.
Ou seja, a questão mantém-se. O que é que se pode fazer com aquilo que se tem, para alcançar melhores resultados? É que só depois de responderem a esta pergunta e de a porem, efectivamente, em prática, é que podem passar à etapa seguinte que é; o que é que precisamos para fazer ainda melhor?
Tenho dito... por hoje.
"Whenever a theory appears to you as the only possible one, take this as a sign that you have neither understood the theory nor the problem which it was intended to solve". - Karl Popper
quinta-feira, janeiro 27, 2005
sexta-feira, janeiro 21, 2005
O HINO DE CAMPANHA DO PSD
Atenção: Quando, numa campanha uma pessoa pensa que já nada de pior pode acontecer, vai haver sempre alguém que consegue superar-se a si próprio e rebentar a escalas das expectativas. Cá vai:
"Um Homem Também Chora
Um homem também chora, menina morena
Também deseja colo, palavras amenas
Precisa de carinho, precisa de ternura
Precisa de um abraço da própria candura
Guerreiros são pessoas tão fortes, tão frágeis
Guerreiros são meninos no fundo do peito
Precisam de um descanso, precisam de um remanso
Precisam de um sono que os torne refeitos
É triste ver esse homem, guerreiro, menino
Com a barra de seu tempo por sobre seus ombros
Eu vejo que ele berra, eu vejo que ele sangra
A dor que tem no peito, pois ama e ama
O homem se humilha se castram seus sonho
Seu sonho é sua vida e vida é o trabalho
E sem o seu trabalho, o homem não tem honra
E sem a sua honra, se morre, se mata
Não dá pra ser feliz, não dá pra ser feliz
Não dá pra ser feliz, não dá pra ser feliz
Letra: Luís Gonzaga Jr. " - in Público, Edição de 21.05.2005, pág. 14
ou ainda
http://jornal.publico.pt/2005/01/21/Nacional/P30CX02.html
...E isto é só a letra da música! Agora imaginem o Programa... Mas o que é isto??? A sério isto não pode ser normal, os tipos só podem estar a dar - com muita força - em alguma substância ilegal...
A sério... Porque é que será que estes senhores não se internam numa instituição para pessoas portadoras de uma deficiência mental profunda?...
Mas que raio de música é aquela, com uma letra maníaco-depressiva?
"E sem o seu trabalho, o homem não tem honra E sem a sua honra, se morre, se mata" - Isto é coisa para perguntar, se não dá para apressar o suicídio um bocadinho? É que o pessoal está com um bocadito de pressa...
"Não dá pra ser feliz, não dá pra ser feliz Não dá pra ser feliz, não dá pra ser feliz " - A sério, inscrevam-se num grupo de terapia e entupam-se de Prozacs! E se não conseguem ser felizes, azar do caraças! Eu é que não tenho nada a ver com isso! Procurem um médico e vão-se tratar.
Eu não vos disse, a propósito das Bandas Sonoras, que a personagem do Alexandre o Grande sofria de uma patologia psiquiátrica grave e que isso não era bom? Então, agora está à vista de toda a gente.
Atrasados mentais...
"Um Homem Também Chora
Um homem também chora, menina morena
Também deseja colo, palavras amenas
Precisa de carinho, precisa de ternura
Precisa de um abraço da própria candura
Guerreiros são pessoas tão fortes, tão frágeis
Guerreiros são meninos no fundo do peito
Precisam de um descanso, precisam de um remanso
Precisam de um sono que os torne refeitos
É triste ver esse homem, guerreiro, menino
Com a barra de seu tempo por sobre seus ombros
Eu vejo que ele berra, eu vejo que ele sangra
A dor que tem no peito, pois ama e ama
O homem se humilha se castram seus sonho
Seu sonho é sua vida e vida é o trabalho
E sem o seu trabalho, o homem não tem honra
E sem a sua honra, se morre, se mata
Não dá pra ser feliz, não dá pra ser feliz
Não dá pra ser feliz, não dá pra ser feliz
Letra: Luís Gonzaga Jr. " - in Público, Edição de 21.05.2005, pág. 14
ou ainda
http://jornal.publico.pt/2005/01/21/Nacional/P30CX02.html
...E isto é só a letra da música! Agora imaginem o Programa... Mas o que é isto??? A sério isto não pode ser normal, os tipos só podem estar a dar - com muita força - em alguma substância ilegal...
A sério... Porque é que será que estes senhores não se internam numa instituição para pessoas portadoras de uma deficiência mental profunda?...
Mas que raio de música é aquela, com uma letra maníaco-depressiva?
"E sem o seu trabalho, o homem não tem honra E sem a sua honra, se morre, se mata" - Isto é coisa para perguntar, se não dá para apressar o suicídio um bocadinho? É que o pessoal está com um bocadito de pressa...
"Não dá pra ser feliz, não dá pra ser feliz Não dá pra ser feliz, não dá pra ser feliz " - A sério, inscrevam-se num grupo de terapia e entupam-se de Prozacs! E se não conseguem ser felizes, azar do caraças! Eu é que não tenho nada a ver com isso! Procurem um médico e vão-se tratar.
Eu não vos disse, a propósito das Bandas Sonoras, que a personagem do Alexandre o Grande sofria de uma patologia psiquiátrica grave e que isso não era bom? Então, agora está à vista de toda a gente.
Atrasados mentais...
AINDA A PROPÓSITO DE IMPOSTOS - um comentário por VIRUS
Pois é pois é... o comentário que abaixo se segue, é o comentário à minha pequena divagação sobre impostos.
É um excelente texto de alguém que sabe o que diz sobre estes assuntos de dinheiro e que eu não podia deixar esquecido como um mero comentário, por isso resolvi colocá-lo na primeira página.
Um grande bem haja Virus.
========================================
Pois é...tudo muito bem...no entanto disto já percebo eu, e como o meu caro Anthrax diz e muito bem "2% de 1.000 não é a mesma coisa que 2% de 10.000" e da mesma forma que 34% de 16.316 não é a mesma coisa que 38% (como em 2004) de 16.318...se a matemática não me falha há 651,40 razões para o sujeito dos 16.318 ficar descontente por ganhar mais meio cêntimo por dia que o outro!
Eu até nem posso com os exmos. srs. "políticos" que nos últimos 9 anos têm passado pelos corredores do poder(até porque são os impostos que eu pago que os faz engalfinharem-se todos para lá chegar e ficar)...no entanto não posso deixar de lamentar a existência das mentalidades de pobretanas de esquerda decrépita que grassam neste país e que pensam que tudo se deveria nivelar por baixo...inclusivé os salários liquidos, porque a mentalidade desta "gente" não é aumentar a produtividade, empenho e esforço das pessoas para que mais consigam subir de escalão! Não a mentalidade é ir pela via mais fácil que é pôr os "ricos" que ganham 16.317/ano, ou mais, a pagar tanto de impostos por forma a que recebam liquido o mesmo que os "pobrezinhos" que ganham 16.316/ano.
Porque carga de água é que eu tenho de trabalhar 14 horas por dia, assumir responsabilidades de uma ou várias equipas de pessoas, tenho as preocupações de saber se vou ter ou não dinheiro na conta no fim do mês para pagar salários, se é para depois no fim das contas ganhar o mesmo que o individuo que mais responsabilidade não tem, sem querer certamente minimizar o seu papel (até porque senão andaria sempre ás escuras uma vez que nem sei mudar uma lampada) do que atender o telefone e passar chamadas, ou substituir as lampadas dos candeeiros? Porque é que eu que lidero pessoas e que corro mais riscos (e atenção que não estou a falar de políticos) não hei-de ganhar mais do que aqueles que são liderados e optam por não arriscar nada?
Como o meu caro Anthrax diz e muito bem onde é que está a igualdade? Ahh!...Esqueci-me que a constituição (pelo menos a europeia) apenas se refere à idade, sexo, raça e religião! Se eu trabalho mais e ganho mais então aí não há problema...devo ser mais penalizado por isso! A culpa é minha...se eu quero pagar menos impostos é bastante simples...só tenho que passar a ser pobre e ganhar mal!!!E depois vocês perguntam se eu fico chateado...ora pois...fico chateado! sim...concerteza que fico chateado...porque só falam, falam, falam e não dizem nada! Apresentar ideias positivas é que é mais dificil, agora criticar os "ricos" e os outros isso é que é fácil! Mas porque é que ninguém começa por parar à frente do espelho em casa (se calhar são tão pobres que nem espelho têm em casa), durante uns segundos olha e pensa sériamente o que é que pode fazer hoje para que a situação melhore amanhã, em vez de estar à espera que o Estado apresente todas as soluções e que faça como o PSL que esperava acabar com a crise por "decreto"??? Não me digam que AINDA NINGUÉM PERCEBEU QUE ISSO NÃO VAI ACONTECER NUNCA!!!
Quem viu, ou conhece, a peça de teatro "Á espera de Godot!" sabe do que estou a falar...que não viu nem conhece faça um esforço para perceber do que estou a falar que vai compreender num piscar de olhos!
Já falei demais! Até outro dia!
É um excelente texto de alguém que sabe o que diz sobre estes assuntos de dinheiro e que eu não podia deixar esquecido como um mero comentário, por isso resolvi colocá-lo na primeira página.
Um grande bem haja Virus.
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Pois é...tudo muito bem...no entanto disto já percebo eu, e como o meu caro Anthrax diz e muito bem "2% de 1.000 não é a mesma coisa que 2% de 10.000" e da mesma forma que 34% de 16.316 não é a mesma coisa que 38% (como em 2004) de 16.318...se a matemática não me falha há 651,40 razões para o sujeito dos 16.318 ficar descontente por ganhar mais meio cêntimo por dia que o outro!
Eu até nem posso com os exmos. srs. "políticos" que nos últimos 9 anos têm passado pelos corredores do poder(até porque são os impostos que eu pago que os faz engalfinharem-se todos para lá chegar e ficar)...no entanto não posso deixar de lamentar a existência das mentalidades de pobretanas de esquerda decrépita que grassam neste país e que pensam que tudo se deveria nivelar por baixo...inclusivé os salários liquidos, porque a mentalidade desta "gente" não é aumentar a produtividade, empenho e esforço das pessoas para que mais consigam subir de escalão! Não a mentalidade é ir pela via mais fácil que é pôr os "ricos" que ganham 16.317/ano, ou mais, a pagar tanto de impostos por forma a que recebam liquido o mesmo que os "pobrezinhos" que ganham 16.316/ano.
Porque carga de água é que eu tenho de trabalhar 14 horas por dia, assumir responsabilidades de uma ou várias equipas de pessoas, tenho as preocupações de saber se vou ter ou não dinheiro na conta no fim do mês para pagar salários, se é para depois no fim das contas ganhar o mesmo que o individuo que mais responsabilidade não tem, sem querer certamente minimizar o seu papel (até porque senão andaria sempre ás escuras uma vez que nem sei mudar uma lampada) do que atender o telefone e passar chamadas, ou substituir as lampadas dos candeeiros? Porque é que eu que lidero pessoas e que corro mais riscos (e atenção que não estou a falar de políticos) não hei-de ganhar mais do que aqueles que são liderados e optam por não arriscar nada?
Como o meu caro Anthrax diz e muito bem onde é que está a igualdade? Ahh!...Esqueci-me que a constituição (pelo menos a europeia) apenas se refere à idade, sexo, raça e religião! Se eu trabalho mais e ganho mais então aí não há problema...devo ser mais penalizado por isso! A culpa é minha...se eu quero pagar menos impostos é bastante simples...só tenho que passar a ser pobre e ganhar mal!!!E depois vocês perguntam se eu fico chateado...ora pois...fico chateado! sim...concerteza que fico chateado...porque só falam, falam, falam e não dizem nada! Apresentar ideias positivas é que é mais dificil, agora criticar os "ricos" e os outros isso é que é fácil! Mas porque é que ninguém começa por parar à frente do espelho em casa (se calhar são tão pobres que nem espelho têm em casa), durante uns segundos olha e pensa sériamente o que é que pode fazer hoje para que a situação melhore amanhã, em vez de estar à espera que o Estado apresente todas as soluções e que faça como o PSL que esperava acabar com a crise por "decreto"??? Não me digam que AINDA NINGUÉM PERCEBEU QUE ISSO NÃO VAI ACONTECER NUNCA!!!
Quem viu, ou conhece, a peça de teatro "Á espera de Godot!" sabe do que estou a falar...que não viu nem conhece faça um esforço para perceber do que estou a falar que vai compreender num piscar de olhos!
Já falei demais! Até outro dia!
quinta-feira, janeiro 20, 2005
A PROPÓSITO DE IMPOSTOS
Hoje recebi por e-mail (sim, é verdade recebo himalaias de e-mails a maior parte deles vai directamente para o lixo visto não terem graça nenhuma), a seguinte mensagem a propósito de impostos:
"É só gente séria que só quer fazer o melhor pelo país!!!!!
Resumidamente, teremos as seguintes descidas de impostos para os vários escalões em 2005:
- 4.351 euros - baixa 1.5%
- 4.351 e 6.581 euros - baixa 1.0%
- 6.581 e 16.317 euros - baixa 0.5%
- 16.317 e 37.528 euros - baixa 0%
- 37.528 e 54.388 euros - baixa 1.5%
- 54.388 euros - baixa 0%
Faz algum sentido o 5º escalão baixar tanto quanto o escalão mais baixo?
Será por ser onde estão integrados todos os da corja que vão aprovar o orçamento?
Ou será que é só para gozar com a cara de todas as pessoas que estão no super escalão 4 ?
Ou será que existe algum tipo de comparação entre os pobrezinhos do 1º escalão como os 'pobrezinhos' do 5º escalão?
A continuar assim , vou negociar o meu salário e ver se chego mais rapidamente ao pobrezinho do 5º escalão, já que o nosso correctissimo ministro estã tão preocupado com essa classe de pobrezinhos.
Será que estes pobrezinhos este ano não conseguiram ir de férias para as Bahamas? 'Pobrezinhos'!
O Governo vai baixar quatro das seis taxas do imposto sobre as pessoas singulares (IRS) e actualizar os escalões em dois por cento, segundo a proposta de Orçamento do Estado (OE) para 2005, apresentada.
A taxa do escalão de rendimentos anuais mais baixos (inferiores a 4351 euros) diminui 1,5 pontos percentuais, para 10,5 por cento.
Para o escalão seguinte, afecto aos rendimentos de entre 4351 e 6581 euros por ano, a taxa desce um ponto percentual, para 13 por cento.
Os rendimentos anuais de entre 6581 e 16.317 euros terão uma redução de meio ponto percentual, para 23,5 por cento.
No patamar seguinte, entre um rendimento de 16.317 euros e 37.528 euros, a taxa permanece em 34 por cento. O mesmo não acontece no escalão seguinte, para rendimentos de entre 37.528 e 54.388 euros por ano, que cai de 38 para 36,5 por cento.
Mantêm-se sem alterações as taxas para os rendimentos mais altos (acima de 54.388 euros anuais), que continua a ser de 40 por cento.
Todos os escalões são actualizados em dois por cento, o equivalente à inflação prevista pelo Governo para 2005. "
==========================================
É verdade que não percebo nada de impostos, a única coisa que sei é que tenho de os pagar porque não posso fugir. Isto é já à partida um mau princípio porque estou a admitir desde já que se pudesse fugir, fugia da mesma maneira como muitos o fazem. Se me disserem que está mal, eu vou concordar. Está mal. Mas e daí também todo o sistema de tributação se calhar está mal e por isso é que quem pode fugir, foge.
Os partidos políticos estão sempre para aí a falar da igualdade para cá, igualdade para lá e depois a primeira coisa que fazem é promover a desigualdade, começando pelo sistema de tributação. Por exemplo, uma das coisas que eu não consigo perceber é, porque é que há escalões no IRS? Porque é que não é aplicada a mesma percentagem a toda a gente sem excepções?
Tal como vos digo eu não percebo nada disto, mas sei que 2% de 1.000 não é a mesma coisa que 2% de 10.000 e também não estou a ver porque é que quem recebe pouco ou está isento do pagamento de impostos, ou paga o mínimo e quem recebe muito tem de compensar aquilo que os outros não pagam.
Mais, depois aparecem a fazer um circo desgraçado por causa da história das Fraldas e porque a Comissão Europeia não deixa baixar o I.V.A das Fraldas (é verdade, os tipos são muita maus). Compreendo perfeitamente, que para quem tem catraios as fraldas são um bem de 1ª necessidade e o preço de cada pacote está pela hora da morte, mas se a C.E não deixa baixar a taxa do I.V.A porque é que, em vez de entrarem em guerrinhas imbecis que não levam a lado nenhum, não permitem descontar o preço das fraldas no I.R.S? Teria sido uma manobra muito mais inteligente do que se porem a insultar a Comissão Europeia, principalmente se ainda tencionam fazer um referendo sobre o Tratado Constitucional e se pretendem que o 'Sim' ao dito ganhe... A sério, juro-vos que não consigo perceber a coerência da coisa.
"É só gente séria que só quer fazer o melhor pelo país!!!!!
Resumidamente, teremos as seguintes descidas de impostos para os vários escalões em 2005:
- 4.351 euros - baixa 1.5%
- 4.351 e 6.581 euros - baixa 1.0%
- 6.581 e 16.317 euros - baixa 0.5%
- 16.317 e 37.528 euros - baixa 0%
- 37.528 e 54.388 euros - baixa 1.5%
- 54.388 euros - baixa 0%
Faz algum sentido o 5º escalão baixar tanto quanto o escalão mais baixo?
Será por ser onde estão integrados todos os da corja que vão aprovar o orçamento?
Ou será que é só para gozar com a cara de todas as pessoas que estão no super escalão 4 ?
Ou será que existe algum tipo de comparação entre os pobrezinhos do 1º escalão como os 'pobrezinhos' do 5º escalão?
A continuar assim , vou negociar o meu salário e ver se chego mais rapidamente ao pobrezinho do 5º escalão, já que o nosso correctissimo ministro estã tão preocupado com essa classe de pobrezinhos.
Será que estes pobrezinhos este ano não conseguiram ir de férias para as Bahamas? 'Pobrezinhos'!
O Governo vai baixar quatro das seis taxas do imposto sobre as pessoas singulares (IRS) e actualizar os escalões em dois por cento, segundo a proposta de Orçamento do Estado (OE) para 2005, apresentada.
A taxa do escalão de rendimentos anuais mais baixos (inferiores a 4351 euros) diminui 1,5 pontos percentuais, para 10,5 por cento.
Para o escalão seguinte, afecto aos rendimentos de entre 4351 e 6581 euros por ano, a taxa desce um ponto percentual, para 13 por cento.
Os rendimentos anuais de entre 6581 e 16.317 euros terão uma redução de meio ponto percentual, para 23,5 por cento.
No patamar seguinte, entre um rendimento de 16.317 euros e 37.528 euros, a taxa permanece em 34 por cento. O mesmo não acontece no escalão seguinte, para rendimentos de entre 37.528 e 54.388 euros por ano, que cai de 38 para 36,5 por cento.
Mantêm-se sem alterações as taxas para os rendimentos mais altos (acima de 54.388 euros anuais), que continua a ser de 40 por cento.
Todos os escalões são actualizados em dois por cento, o equivalente à inflação prevista pelo Governo para 2005. "
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É verdade que não percebo nada de impostos, a única coisa que sei é que tenho de os pagar porque não posso fugir. Isto é já à partida um mau princípio porque estou a admitir desde já que se pudesse fugir, fugia da mesma maneira como muitos o fazem. Se me disserem que está mal, eu vou concordar. Está mal. Mas e daí também todo o sistema de tributação se calhar está mal e por isso é que quem pode fugir, foge.
Os partidos políticos estão sempre para aí a falar da igualdade para cá, igualdade para lá e depois a primeira coisa que fazem é promover a desigualdade, começando pelo sistema de tributação. Por exemplo, uma das coisas que eu não consigo perceber é, porque é que há escalões no IRS? Porque é que não é aplicada a mesma percentagem a toda a gente sem excepções?
Tal como vos digo eu não percebo nada disto, mas sei que 2% de 1.000 não é a mesma coisa que 2% de 10.000 e também não estou a ver porque é que quem recebe pouco ou está isento do pagamento de impostos, ou paga o mínimo e quem recebe muito tem de compensar aquilo que os outros não pagam.
Mais, depois aparecem a fazer um circo desgraçado por causa da história das Fraldas e porque a Comissão Europeia não deixa baixar o I.V.A das Fraldas (é verdade, os tipos são muita maus). Compreendo perfeitamente, que para quem tem catraios as fraldas são um bem de 1ª necessidade e o preço de cada pacote está pela hora da morte, mas se a C.E não deixa baixar a taxa do I.V.A porque é que, em vez de entrarem em guerrinhas imbecis que não levam a lado nenhum, não permitem descontar o preço das fraldas no I.R.S? Teria sido uma manobra muito mais inteligente do que se porem a insultar a Comissão Europeia, principalmente se ainda tencionam fazer um referendo sobre o Tratado Constitucional e se pretendem que o 'Sim' ao dito ganhe... A sério, juro-vos que não consigo perceber a coerência da coisa.
PENSAMENTO DO DIA - por Albert Einstein
If A equals success, then the formula is: A = X + Y + Z, X is work. Y is play. Z is keep your mouth shut.
sexta-feira, janeiro 14, 2005
POR UMA CAMPANHA ELEITORAL QUENTE
É verdade, penso que esta campanha eleitoral vai ser bastante interessante se for feita no sentido da mobilização das pessoas e assim sendo não posso deixar de aplaudir a iniciativa do Partido Socialista com o seu fórum NOVAS FRONTEIRAS.
Todos os que me conhecem sabem que o meu índice de ‘socialismo’ é muito baixo, aliás, é mesmo francamente baixo. Mas há que reconhecer uma boa manobra quando ela existe e a verdade é que os moços do PS não cometeram o mesmo erro que o PP cometeu em relação ao seu blog da Campanha Eleitoral.
Pois, eu confesso que estou na dúvida sobre se me inscrevo neste fórum ou não, por uma razão muito simples, porque se me inscrever vai ser para os ajudar a ganhar, com a agravante de não querer nada em troca.
Dir-me-ão vocês, meus pequenitos, mas os rapazes meteram o pé na argola com a história da co-inceneração. Tecnicamente, foi uma grande argolada sim senhor, mas argolada essa que bem gerida pode minimizar os danos causados pelo primeiro impacto num piscar de olhos, bastando para isso um pequeno gesto de humildade e é por aqui que eles podem ganhar estas eleições.
Lembram-se da história das Bandas Sonoras, assunto sobre o qual escrevi aqui há uns tempos atrás? Há mais uma coisita, sobre isso, que não mencionei na altura e que é extremamente importante e decorre da lógica que utilizei para analisar brevemente aquela história toda. Aquilo que não mencionei na altura foi uma coisa muito simples e que eu vou chamar de “apelo ao povo”.
A estratégia que o PS está a utilizar é a de apelar ao auxílio das pessoas. Estão a tentar mobilizá-las no sentido de os ajudar a construir uma estratégia para o futuro do País. Estão a querer mostrar que se preocupam com aquilo que as pessoas têm para dizer, estão a querer ouvi-las. Enquanto que o PSD aquilo que está a fazer, é aquilo que tem feito nestes últimos anos. Ou seja, eles é que decidem, porque eles é que sabem o que é que é melhor para as pessoas, porque o povinho, coitado, é tontinho e não consegue decidir o que é que é melhor para ele próprio. Aliás, se tiverem olho para o detalhe, vão aperceber-se destas pequenas grandes diferenças entre a campanha do PS e a Campanha do PSD que, estão patentes em coisas como por exemplo:
- Os cartazes;
As cores de fundo de todos os cartazes do PS apelam à serenidade, à calma e à estabilidade. O slogan, quer uma pessoa queira quer não, direcciona as pessoas para a frente, para um futuro, para a construção qualquer coisa diferente daquilo que actualmente têm.
Em contrapartida os cartazes do PSD, para além do pequeno percalço com a história das fotografias, utilizam cores de fundo mais escuras, mais agressivas, o primeiro tom que fica na cabeça das pessoas é o vermelho que de sereno e estável não tem rigorosamente nada. A juntar a isto, optam por um slogan que diz “Contra Ventos e Marés”, ou seja logo à partida estão a dizer que estão contra qualquer coisa. Nomeadamente, estão contra o Presidente da República que os colocou nesta situação e estão contra o PS porque os males do país aconteceram todos durante o reinado do tio ‘Guterres’. Ou seja, continuam a olhar para trás em vez de olhar para a frente.
- As Bandas Sonoras;
O PS fez gosto em utilizar a música do Gladiador. Não é por nada, mas o nosso amigo Maximus era um personagem que reunia a lealdade dos seus homens e que foi amado pelo povo de Roma. Aliás foi isso que o manteve vivo até ao fim do filme.
O PSD fez gosto em utilizar a música do Alexandre o Grande. Atenção, o homem era um conquistador, se calhar até tinha boas ideias e estava cheio de boas intenções, mas e daí como diz o ditado popular: “de boas intenções está o inferno cheio”. Este personagem nunca apelou ao povo, nunca lhes foi perguntar para onde é que se deviam dirigir a seguir.
- Os debates;
O PS pretende debates de acordo com determinadas regras, com conta peso e medida. O PSD quer debates a toda a hora. Toda a gente sabe que o ‘tio’ Santana Lopes tem um poder de retórica fantástico e que o ‘tio’ Sócrates seria facilmente cilindrado, principalmente se houvessem debates a toda a hora. Aí o candidato do PS seria vencido, não só pelo cansaço como também porque o candidato do PSD é um grande fala-barato. E agora perguntar-me-iam há formas de calar o homem durante o debate? Pois há. São todas bastante simples e passam essencialmente por desmontar-lhe toda a estratégia de manipulação no discurso. É claro que se calhar fazer isto durante um debate não é fácil e precisa de treino, mas meus caros, é por isso que todos têm os assessores de marketing político e é por isso que são bem pagos.
- A internet;
O PS tem um fórum onde qualquer pessoa pode participar. O PSD não sei, mas se não tiver também não me espanta porque, lá está, os rapazes já sabem tudo e se de repente aparecer um fórum, fica automaticamente toda a gente a saber que foi uma reacção a qualquer coisa. O PP, também não sei. Poderia ter ficado com um bom blog de Campanha mas como sofreram um súbito complexo de Calimero e foram incapazes de lidar com a situação, isso já de si parece explicar muita coisa.
Bom, estas foram as coisas que me lembrei assim de repente. Agora, a próxima coisa que vou fazer é tentar descobrir todos os Programas eleitorais e depois olhem... vou criticá-los a todos. Mas ficam já a saber que só vou falar nos aspectos que considero negativos, os que são positivos não vou falar porque acho que não fazem mais do que a obrigação deles. Assim sendo, me aguardem.
Todos os que me conhecem sabem que o meu índice de ‘socialismo’ é muito baixo, aliás, é mesmo francamente baixo. Mas há que reconhecer uma boa manobra quando ela existe e a verdade é que os moços do PS não cometeram o mesmo erro que o PP cometeu em relação ao seu blog da Campanha Eleitoral.
Pois, eu confesso que estou na dúvida sobre se me inscrevo neste fórum ou não, por uma razão muito simples, porque se me inscrever vai ser para os ajudar a ganhar, com a agravante de não querer nada em troca.
Dir-me-ão vocês, meus pequenitos, mas os rapazes meteram o pé na argola com a história da co-inceneração. Tecnicamente, foi uma grande argolada sim senhor, mas argolada essa que bem gerida pode minimizar os danos causados pelo primeiro impacto num piscar de olhos, bastando para isso um pequeno gesto de humildade e é por aqui que eles podem ganhar estas eleições.
Lembram-se da história das Bandas Sonoras, assunto sobre o qual escrevi aqui há uns tempos atrás? Há mais uma coisita, sobre isso, que não mencionei na altura e que é extremamente importante e decorre da lógica que utilizei para analisar brevemente aquela história toda. Aquilo que não mencionei na altura foi uma coisa muito simples e que eu vou chamar de “apelo ao povo”.
A estratégia que o PS está a utilizar é a de apelar ao auxílio das pessoas. Estão a tentar mobilizá-las no sentido de os ajudar a construir uma estratégia para o futuro do País. Estão a querer mostrar que se preocupam com aquilo que as pessoas têm para dizer, estão a querer ouvi-las. Enquanto que o PSD aquilo que está a fazer, é aquilo que tem feito nestes últimos anos. Ou seja, eles é que decidem, porque eles é que sabem o que é que é melhor para as pessoas, porque o povinho, coitado, é tontinho e não consegue decidir o que é que é melhor para ele próprio. Aliás, se tiverem olho para o detalhe, vão aperceber-se destas pequenas grandes diferenças entre a campanha do PS e a Campanha do PSD que, estão patentes em coisas como por exemplo:
- Os cartazes;
As cores de fundo de todos os cartazes do PS apelam à serenidade, à calma e à estabilidade. O slogan, quer uma pessoa queira quer não, direcciona as pessoas para a frente, para um futuro, para a construção qualquer coisa diferente daquilo que actualmente têm.
Em contrapartida os cartazes do PSD, para além do pequeno percalço com a história das fotografias, utilizam cores de fundo mais escuras, mais agressivas, o primeiro tom que fica na cabeça das pessoas é o vermelho que de sereno e estável não tem rigorosamente nada. A juntar a isto, optam por um slogan que diz “Contra Ventos e Marés”, ou seja logo à partida estão a dizer que estão contra qualquer coisa. Nomeadamente, estão contra o Presidente da República que os colocou nesta situação e estão contra o PS porque os males do país aconteceram todos durante o reinado do tio ‘Guterres’. Ou seja, continuam a olhar para trás em vez de olhar para a frente.
- As Bandas Sonoras;
O PS fez gosto em utilizar a música do Gladiador. Não é por nada, mas o nosso amigo Maximus era um personagem que reunia a lealdade dos seus homens e que foi amado pelo povo de Roma. Aliás foi isso que o manteve vivo até ao fim do filme.
O PSD fez gosto em utilizar a música do Alexandre o Grande. Atenção, o homem era um conquistador, se calhar até tinha boas ideias e estava cheio de boas intenções, mas e daí como diz o ditado popular: “de boas intenções está o inferno cheio”. Este personagem nunca apelou ao povo, nunca lhes foi perguntar para onde é que se deviam dirigir a seguir.
- Os debates;
O PS pretende debates de acordo com determinadas regras, com conta peso e medida. O PSD quer debates a toda a hora. Toda a gente sabe que o ‘tio’ Santana Lopes tem um poder de retórica fantástico e que o ‘tio’ Sócrates seria facilmente cilindrado, principalmente se houvessem debates a toda a hora. Aí o candidato do PS seria vencido, não só pelo cansaço como também porque o candidato do PSD é um grande fala-barato. E agora perguntar-me-iam há formas de calar o homem durante o debate? Pois há. São todas bastante simples e passam essencialmente por desmontar-lhe toda a estratégia de manipulação no discurso. É claro que se calhar fazer isto durante um debate não é fácil e precisa de treino, mas meus caros, é por isso que todos têm os assessores de marketing político e é por isso que são bem pagos.
- A internet;
O PS tem um fórum onde qualquer pessoa pode participar. O PSD não sei, mas se não tiver também não me espanta porque, lá está, os rapazes já sabem tudo e se de repente aparecer um fórum, fica automaticamente toda a gente a saber que foi uma reacção a qualquer coisa. O PP, também não sei. Poderia ter ficado com um bom blog de Campanha mas como sofreram um súbito complexo de Calimero e foram incapazes de lidar com a situação, isso já de si parece explicar muita coisa.
Bom, estas foram as coisas que me lembrei assim de repente. Agora, a próxima coisa que vou fazer é tentar descobrir todos os Programas eleitorais e depois olhem... vou criticá-los a todos. Mas ficam já a saber que só vou falar nos aspectos que considero negativos, os que são positivos não vou falar porque acho que não fazem mais do que a obrigação deles. Assim sendo, me aguardem.
quarta-feira, janeiro 12, 2005
A HISTÓRIA DO REBOQUE...
Ontem o meu carro foi rebocado.
Após o choque inicial causado pela, súbita notícia de que, a minha pequena viatura tinha sido rebocada, pensei:
'vou apanhar um táxi, passar pelo Corte Inglés, comprar um taco de baseball, seguir direitinho para as instalações da Polícia Municipal e partir-lhes o tasco todo à paulada. Vai ser um circo daqueles!'
De seguida reconsiderei:
'Vou fazer tudo o que descrevi no ponto anterior mas, primeiro vou tomar um copo para relaxar, junto-lhe uns ansioliticos e no fim, como estou num estado de consciência alterado (que poderia ser confirmado por qualquer análise ao sangue), não posso ser responsabilizado pelos meus actos, visto que de acordo com o Código Civil poderia, talvez, alegar insanidade temporária'.
No entanto, não foi preciso nada disto. Paguei 30 € de reboque, mais 30 € de parque e a coima é a bela quantia de 30 € que, ainda tenho 21 dias para pagar. Bom... continuando, quis saber porque motivos tinha sido rebocado e multado. Olhei para o papelucho verdito da multa e qual não é o meu espanto quando leio o seguinte: "Estacionou o veículo sem ser o mais próximo possível do limite direito da faixa de rodagem, paralelamente a este e no sentido da marcha." Os queixos caíram-me aos pés!
Agora perguntam-me vocês, porque fiquei eu espantado? Fácil, porque no local onde o meu pequeno carro estava estacionado, está lá um sinal de que é proíbido parar e estacionar, mas não foi por infracção ao sinal que me rebocaram e multaram o carro. Foi só porque havia estacionado do lado esquerdo e toda a gente sabe (ou deveria saber), que os carros só se estacionam do lado direito. O sinal é apenas um mero detalhe, para não dizer que, não está lá a fazer nada. Ou seja se tivesse estacionado do lado direito, por exclusão de partes, não teria sido nem multado nem rebocado ainda que isso pudesse incomodar mais as pessoas e até o próprio trânsito.
Tive de dar a mão á palmatória e concluir que afinal os 'bófias', apesar de serem da polícia municipal e ninguém lhes ligar muito, até nem são nada tontos. Por isso fui muito bem multado e muito bem rebocado, quanto mais não seja pela estupidez de nunca ter olhado bem para o local e raciocinado correctamente. Logo, a partir de agora vou passar a colocar o meu 'pópó' do lado direito. Atrapalha muito mais e se houver algum carro estacionado do lado esquerdo já ninguém ali passa, mas azar do caraças, pelo menos o meu carro passa a estar bem estacionado e os «sinhores» bófias já não podem fazer nada e se fizerem... Paulada neles!
Conclusão: Isto é que é aprendizagem ao longo da vida!
Após o choque inicial causado pela, súbita notícia de que, a minha pequena viatura tinha sido rebocada, pensei:
'vou apanhar um táxi, passar pelo Corte Inglés, comprar um taco de baseball, seguir direitinho para as instalações da Polícia Municipal e partir-lhes o tasco todo à paulada. Vai ser um circo daqueles!'
De seguida reconsiderei:
'Vou fazer tudo o que descrevi no ponto anterior mas, primeiro vou tomar um copo para relaxar, junto-lhe uns ansioliticos e no fim, como estou num estado de consciência alterado (que poderia ser confirmado por qualquer análise ao sangue), não posso ser responsabilizado pelos meus actos, visto que de acordo com o Código Civil poderia, talvez, alegar insanidade temporária'.
No entanto, não foi preciso nada disto. Paguei 30 € de reboque, mais 30 € de parque e a coima é a bela quantia de 30 € que, ainda tenho 21 dias para pagar. Bom... continuando, quis saber porque motivos tinha sido rebocado e multado. Olhei para o papelucho verdito da multa e qual não é o meu espanto quando leio o seguinte: "Estacionou o veículo sem ser o mais próximo possível do limite direito da faixa de rodagem, paralelamente a este e no sentido da marcha." Os queixos caíram-me aos pés!
Agora perguntam-me vocês, porque fiquei eu espantado? Fácil, porque no local onde o meu pequeno carro estava estacionado, está lá um sinal de que é proíbido parar e estacionar, mas não foi por infracção ao sinal que me rebocaram e multaram o carro. Foi só porque havia estacionado do lado esquerdo e toda a gente sabe (ou deveria saber), que os carros só se estacionam do lado direito. O sinal é apenas um mero detalhe, para não dizer que, não está lá a fazer nada. Ou seja se tivesse estacionado do lado direito, por exclusão de partes, não teria sido nem multado nem rebocado ainda que isso pudesse incomodar mais as pessoas e até o próprio trânsito.
Tive de dar a mão á palmatória e concluir que afinal os 'bófias', apesar de serem da polícia municipal e ninguém lhes ligar muito, até nem são nada tontos. Por isso fui muito bem multado e muito bem rebocado, quanto mais não seja pela estupidez de nunca ter olhado bem para o local e raciocinado correctamente. Logo, a partir de agora vou passar a colocar o meu 'pópó' do lado direito. Atrapalha muito mais e se houver algum carro estacionado do lado esquerdo já ninguém ali passa, mas azar do caraças, pelo menos o meu carro passa a estar bem estacionado e os «sinhores» bófias já não podem fazer nada e se fizerem... Paulada neles!
Conclusão: Isto é que é aprendizagem ao longo da vida!
terça-feira, janeiro 11, 2005
sexta-feira, janeiro 07, 2005
ENA, ENA… ISTO ESTÁ MESMO GIRO!
Ontem não tive oportunidade para ouvir ou ler notícias sobre as lides políticas deste nosso cantinho à beira mar plantado. Conclusão, pelo que já pude ver, também não perdi nada. As grandes aberturas continuam a ser feitas pela notícia da catástrofe na Ásia (isto rende bué, já vamos na segunda semana e os jornalistas continuam em full throttle com esta história), e as contendas e mesquinhices políticas continuam a ter um papel secundário no meio disto tudo (o que é fantástico, porque enquanto mantivermos o povinho ocupado com o sentimento de pena em relação à tragédia a coisa tá pacífica cá dentro, apesar de estarem todos sentados sobre um barril de pólvora, mas isso só é importante quando explodir até lá vai-se andando).
Ora, seguindo esta lógica perguntar-me-ão vocês se devíamos prestar mais atenção às contendas e mesquinhices políticas do nosso rectangulozinho? A resposta é simples. Claro que sim! Por uma razão muito simples, é que estas contendas e mesquinhices políticas têm consequências na nossa vida particular e se têm consequências na nossa vida particular, têm consequências na vida do país. Por exemplo, se repararem, um pouco mais abaixo está um pequeno reparo à falta de ‘democracia’ de que foi acometido o Diário de campanha SLIH. Se repararem também, estão lá três comentários, dos quais um deles é a explicação pela qual deixou de se poder colocar comentários nesse Diário de Campanha e ao qual eu não pude deixar de responder.
Então é assim, nesse diário de campanha coloquei um comentário a propósito das criticas que eram lançadas ao PR e se calhar, esse comentário devia ter sido particularmente dirigido ao PSD e não ao PP que, independentemente das afinidades que se tenham ou não, sempre se mostrou muito mais coeso. No entanto, enquanto coligação à frente de um governo ambos são responsáveis. Resumindo brevemente esse comentário, a ideia que lhes deixei para pensarem antes de abrir a boca foi a seguinte: «Porque é que eu devo votar nuns tipos que me chamam ‘estúpido’, não resolvem os meus problemas e consequentemente não servem para nada?»
A pergunta é, de facto, muito pouco polida mas segue uma lógica muito simples e razoável. Senão vejamos; chamam-me ‘estúpido’ porquê? Porque continuam a atribuir as culpas aos executivos anteriores (ou seja, a sacudir a água do capote), em vez de reconhecer que havia um problema e que este tinha de ser resolvido andaram a perder tempo a apontar o dedo aos outros. Mais, é que ao estarem sempre a apontar o dedo, estão também a dizer que as pessoas que votaram nos executivos anteriores são absolutamente tontinhas e não pensam, quando na realidade as pessoas fizeram-no porque consideraram que, das opções que tinham a uma determinada altura, essa seria a mais positiva. Da mesma forma, quando essa opção se demonstrou não ser tão positiva quanto isso, as pessoas decidiram por outra via.
Seguindo a mesma lógica voltemos à segunda parte da pergunta, ‘não resolvem os meus problemas e consequentemente não servem para nada’. As pessoas decidiram por outra via porque acreditaram que os seus problemas iam ser resolvidos. Estarei eu a falar de economia? Certamente que também estarei. A economia são as pessoas, se elas tiverem problemas, a economia também tem problemas e não há como fugir isso. Quando temos cerca de 200.000 desempregados a receber do fundo de desemprego em vez de contribuírem para um sistema activo, ai... aí temos um grande problema, pois temos. Eu não sou economista, nem percebo nada de economia mas sei que quando sai mais do que aquilo que entra, se já não há, então vai haver um grande problema.
É claro que a perspectiva económica é sempre aquela que sobressai mais porque o dinheiro é sempre preciso para fazer outras coisas, mas quem fala disto fala de outros aspectos. Ou seja, este executivo demonstrou-se incapaz de resolver os problemas das pessoas, o ‘a culpa é deste ou daquele’ já não interessa. O que interessa é que uma vez identificado o problema, não foram capazes de o resolver. Porquê? Porque se não se conseguiram coordenar entre eles como é que haveriam de conseguir coordenar os factores, de modo a convergirem para um único objectivo que, em última análise, seria sempre resolver os problemas das pessoas. Assim se não foram capazes de resolver os problemas e se entretiveram a apontar o dedo aos outros, então a pergunta seguinte é: Para que é que servem? Porque apontar o dedo eu também consigo e não preciso da ajuda de ninguém. Esta resposta deixo-a para vocês.
Logo, como o discurso não muda, mantenho a pergunta em toda a linha: Porque devo eu votar nuns tipos que me chamam estúpido, não me resolvem os problemas e consequentemente não servem para nada?
Esta pergunta, não é específica para o Partido A, B ou C. É para todos. Porque se esses também me insultarem e nenhum deles me apresentar uma proposta credível, então também não servem para nada. Mais vale não votar e provocar uma crise de regime e hoje vou ficar por aqui.
Ora, seguindo esta lógica perguntar-me-ão vocês se devíamos prestar mais atenção às contendas e mesquinhices políticas do nosso rectangulozinho? A resposta é simples. Claro que sim! Por uma razão muito simples, é que estas contendas e mesquinhices políticas têm consequências na nossa vida particular e se têm consequências na nossa vida particular, têm consequências na vida do país. Por exemplo, se repararem, um pouco mais abaixo está um pequeno reparo à falta de ‘democracia’ de que foi acometido o Diário de campanha SLIH. Se repararem também, estão lá três comentários, dos quais um deles é a explicação pela qual deixou de se poder colocar comentários nesse Diário de Campanha e ao qual eu não pude deixar de responder.
Então é assim, nesse diário de campanha coloquei um comentário a propósito das criticas que eram lançadas ao PR e se calhar, esse comentário devia ter sido particularmente dirigido ao PSD e não ao PP que, independentemente das afinidades que se tenham ou não, sempre se mostrou muito mais coeso. No entanto, enquanto coligação à frente de um governo ambos são responsáveis. Resumindo brevemente esse comentário, a ideia que lhes deixei para pensarem antes de abrir a boca foi a seguinte: «Porque é que eu devo votar nuns tipos que me chamam ‘estúpido’, não resolvem os meus problemas e consequentemente não servem para nada?»
A pergunta é, de facto, muito pouco polida mas segue uma lógica muito simples e razoável. Senão vejamos; chamam-me ‘estúpido’ porquê? Porque continuam a atribuir as culpas aos executivos anteriores (ou seja, a sacudir a água do capote), em vez de reconhecer que havia um problema e que este tinha de ser resolvido andaram a perder tempo a apontar o dedo aos outros. Mais, é que ao estarem sempre a apontar o dedo, estão também a dizer que as pessoas que votaram nos executivos anteriores são absolutamente tontinhas e não pensam, quando na realidade as pessoas fizeram-no porque consideraram que, das opções que tinham a uma determinada altura, essa seria a mais positiva. Da mesma forma, quando essa opção se demonstrou não ser tão positiva quanto isso, as pessoas decidiram por outra via.
Seguindo a mesma lógica voltemos à segunda parte da pergunta, ‘não resolvem os meus problemas e consequentemente não servem para nada’. As pessoas decidiram por outra via porque acreditaram que os seus problemas iam ser resolvidos. Estarei eu a falar de economia? Certamente que também estarei. A economia são as pessoas, se elas tiverem problemas, a economia também tem problemas e não há como fugir isso. Quando temos cerca de 200.000 desempregados a receber do fundo de desemprego em vez de contribuírem para um sistema activo, ai... aí temos um grande problema, pois temos. Eu não sou economista, nem percebo nada de economia mas sei que quando sai mais do que aquilo que entra, se já não há, então vai haver um grande problema.
É claro que a perspectiva económica é sempre aquela que sobressai mais porque o dinheiro é sempre preciso para fazer outras coisas, mas quem fala disto fala de outros aspectos. Ou seja, este executivo demonstrou-se incapaz de resolver os problemas das pessoas, o ‘a culpa é deste ou daquele’ já não interessa. O que interessa é que uma vez identificado o problema, não foram capazes de o resolver. Porquê? Porque se não se conseguiram coordenar entre eles como é que haveriam de conseguir coordenar os factores, de modo a convergirem para um único objectivo que, em última análise, seria sempre resolver os problemas das pessoas. Assim se não foram capazes de resolver os problemas e se entretiveram a apontar o dedo aos outros, então a pergunta seguinte é: Para que é que servem? Porque apontar o dedo eu também consigo e não preciso da ajuda de ninguém. Esta resposta deixo-a para vocês.
Logo, como o discurso não muda, mantenho a pergunta em toda a linha: Porque devo eu votar nuns tipos que me chamam estúpido, não me resolvem os problemas e consequentemente não servem para nada?
Esta pergunta, não é específica para o Partido A, B ou C. É para todos. Porque se esses também me insultarem e nenhum deles me apresentar uma proposta credível, então também não servem para nada. Mais vale não votar e provocar uma crise de regime e hoje vou ficar por aqui.
quarta-feira, janeiro 05, 2005
GOSTARAM DA HISTÓRIA DOS CARTAZES DE CAMPANHA DO PSD?
Digam-me com toda a honestidade que não foi lindo!! Eu confesso que achei hilariante. Não fora o chão da minha modesta casa ser de tijoleira e eu juro-vos que me tinha rebolado no chão a rir. É que foi o exemplo acabado do que é um partido, efectivamente, partido.
Bom, mas para além disso, foi também um bom exemplo do que é um partido desgovernado e ao sabor de interesses individuais. De qualquer forma, mesmo no meio da desgraça é possível ver os lados positivos da questão. E o lado positivo da questão é acelerar-lhes as tendências. Ou seja, isto é bom para quem dentro deste partido não se reveja nas orientações actuais e a partir daqui é delinear uma estratégia que nunca deverá traduzir-se numa estratégia de oposição, apesar de dever contemplar todos os cenários possíveis, incluindo o de antecipar os comportamentos possíveis de pessoas-chave. Isto é, delinear um bom plano.
É claro que fazer isto dá um trabalhão e demora tempo, mas é brutalmente inteligente. E quem tiver os ditos no sítio para o fazer, caramba... o céu é o limite.
Enfim... é a vida.
Bom, mas para além disso, foi também um bom exemplo do que é um partido desgovernado e ao sabor de interesses individuais. De qualquer forma, mesmo no meio da desgraça é possível ver os lados positivos da questão. E o lado positivo da questão é acelerar-lhes as tendências. Ou seja, isto é bom para quem dentro deste partido não se reveja nas orientações actuais e a partir daqui é delinear uma estratégia que nunca deverá traduzir-se numa estratégia de oposição, apesar de dever contemplar todos os cenários possíveis, incluindo o de antecipar os comportamentos possíveis de pessoas-chave. Isto é, delinear um bom plano.
É claro que fazer isto dá um trabalhão e demora tempo, mas é brutalmente inteligente. E quem tiver os ditos no sítio para o fazer, caramba... o céu é o limite.
Enfim... é a vida.
segunda-feira, janeiro 03, 2005
A PROPÓSITO DE CAMPANHAS ELEITORAIS - Parte 2
Mmmmm... Acabou-se a 'Democracia' no diário de campanha... Ora bolas, e eu que já estava a ficar entusiasmado com a ideia de animar as hostes! É verdade, life sucks.
A PROPÓSITO DE CAMPANHAS ELEITORAIS – Breves palavras
A amiga Some Like it Hot, companheira de aventuras na nossa bloggosfera arranjou um blog associado sobre a campanha eleitoral que se avizinha. O blog chama-se DIÁRIO DE CAMPANHA SLIH. E para que não haja confusões, a sua orientação política é CDS/PP.
Bom, devo confessar que fui incapaz de resistir a colocar um pequeno comentário ao artigo sobre o discurso de Ano Novo do PR. No entanto, digo-vos que não estaria para aqui a escrever, se não tivesse ficado a pensar no assunto.
Bom, então é assim... Assim de repente, eu acho que os moços continuam um bocado avariados. Contudo ainda não consegui perceber, se a avaria não é avaria e eles são mesmo assim, ou se a avaria é propositada. Como é óbvio, ambas as situações produzem resultados diferentes ao nível do entendimento do discurso e assim possível estabelecer dois cenários:
- Se partirmos do principio que a avaria não é uma avaria e os moços são mesmo assim. Podemos compreender que o discurso seja sempre o mesmo. Isto é, o discurso é um pouco como o do Partido Comunista, é sempre a bater na mesma tecla independentemente do contexto. Ou seja, o ónus da ‘estupidez’ (estupidez no discurso atenção, não quer dizer que as pessoas sejam tontinhas), recai sobre eles próprios.
- Se partirmos do principio que a avaria é propositada. Não é possível compreender que o discurso seja sempre o mesmo, excepto se considerarem o público-alvo como um bando de atrasados mentais incapazes de pensar por eles próprios.
E isto deixa-me a pensar... É que sendo que ambos os cenários não são, propriamente, abonatórios em qual deles é que os moços se integram? Qual é que constitui o mal menor?
Por acaso, sei qual deles eu consideraria o mal menor mas não vou dizer.
Confesso que tenho muita curiosidade em ver como é que a campanha eleitoral vai decorrer. Acho que vou ficar atento e vou debruçar-me mais sobre as ideias que tenho sobre este assunto embora não o possa fazer agora (por motivos profissionais).
Bom, devo confessar que fui incapaz de resistir a colocar um pequeno comentário ao artigo sobre o discurso de Ano Novo do PR. No entanto, digo-vos que não estaria para aqui a escrever, se não tivesse ficado a pensar no assunto.
Bom, então é assim... Assim de repente, eu acho que os moços continuam um bocado avariados. Contudo ainda não consegui perceber, se a avaria não é avaria e eles são mesmo assim, ou se a avaria é propositada. Como é óbvio, ambas as situações produzem resultados diferentes ao nível do entendimento do discurso e assim possível estabelecer dois cenários:
- Se partirmos do principio que a avaria não é uma avaria e os moços são mesmo assim. Podemos compreender que o discurso seja sempre o mesmo. Isto é, o discurso é um pouco como o do Partido Comunista, é sempre a bater na mesma tecla independentemente do contexto. Ou seja, o ónus da ‘estupidez’ (estupidez no discurso atenção, não quer dizer que as pessoas sejam tontinhas), recai sobre eles próprios.
- Se partirmos do principio que a avaria é propositada. Não é possível compreender que o discurso seja sempre o mesmo, excepto se considerarem o público-alvo como um bando de atrasados mentais incapazes de pensar por eles próprios.
E isto deixa-me a pensar... É que sendo que ambos os cenários não são, propriamente, abonatórios em qual deles é que os moços se integram? Qual é que constitui o mal menor?
Por acaso, sei qual deles eu consideraria o mal menor mas não vou dizer.
Confesso que tenho muita curiosidade em ver como é que a campanha eleitoral vai decorrer. Acho que vou ficar atento e vou debruçar-me mais sobre as ideias que tenho sobre este assunto embora não o possa fazer agora (por motivos profissionais).
PENSAMENTO DO DIA 2 - por Albert Einstein
"Few are those who see with their own eyes and feel with their own hearts. "
domingo, janeiro 02, 2005
SOBRE A FAMÍLIA
Ontem ao fim do dia, estava eu feliz e contente a borregar em casa quando de repente, recebo um sms de um familiar próximo que continha a seguinte mensagem: "Ano Novo! Vida Nova!... Nunca um ditado esteve tão errado...". Como não estava assinado, demorei algum tempo para conseguir descobrir a quem pertencia aquele número de telemóvel, mas por fim lá consegui.
Tal como devem calcular, pertenço a uma família que, ainda que original, é altamente tóxica. Por isso, achei aquela mensagem inspiradora. Armei-me com uma caneta e o meu bloco de notas e comecei a escrever. Para falar sobre este tópico, socorri-me igualmente de um dicionário de língua portuguesa e assim, diz o dicionário de língua portuguesa da Porto Editora que: Família, s.f. pessoas do mesmo sangue; linhagem.
De seguida procurei o significado de familiar. Então diz este mesmo dicionário que: Familiar, adj. 2 gén., que é da mesma família; caseiro; doméstico; habitual; simples; s.m pessoa da família; intímo; criado; ofícial da inquisição.
Nos significados que encontrei expressos neste dicionário, a nenhum deles foram imputados juízos de valor de ordem moral. No entanto quando se fala de família, seja em sentido núclear (pai/mãe/filhos), ou seja em sentido mais abrangente (parentes em vertentes colaterais), parte-se do príncipio que o cenário é ídilico. Parte-se do príncipio que as relações entre os diversos sujeitos que constituem a família pertencem ao estereótipo de paz, de harmonia e de solidariedade. Ou seja, fala-se como se o resto do mundo fosse constituído por homens e a família constituída por santos esquecendo-se - ou fazendo por se esquecer - que toda a medalha tem o seu reverso. Isto é, que todas as relações de paz, também podem ser de conflito; que todas as relações de harmonia, também podem ser de desentendimento; e que todas a relações de solidariedade, também podem ser de não-solidariedade.
Para muitos ideia de uma relação de desentendimento com um famíliar próximo é algo perfeitamente inconcebível e totalmente fora, daquilo que consideram um padrão comportamental normal. Vivem na eterna utopia de que à família tudo pode (e deve), ser perdoado. A questão que vos coloco é, porquê?
Uma família, independentemente da sua dimensão, é constituída por uma teia de relações entre os indivíduos que a compõem e todas essas relações têm como base de sustentação, aquilo a que comumente chamamos de confiança. Ora, numa situação extra-famíliar quando o sustentáculo da relação sofre um abalo (Richter ou Mercalli, cada um escolhe a escala que entender), a relação - se não se quebrar - fica automaticamente fragilizada. E isto é por todos aceite como, normal. Então se fora do contexto famíliar isto pode ser considerado como um padrão de comportamento normal, porque é que dentro do contexto famíliar não o é?
Penso que a resposta a esta questão reside no campo dos valores éticos e morais do indivíduo e não na lógica dos relacionamentos inter-pessoais. Para a maioria dos mortais parece que a consanguínidade integra em si mesmo, um príncipio universal em tudo idêntico ao "não matarás" e isso parece, também, ser o suficiente para justificar a ideia de que à família tudo se perdoa.
Bom, infelizmente não pertenço a esta categoria de indivíduos (e digo infelizmente, porque se calhar seria muito mais feliz se assim não fosse). Mas sobre isto, há muito mais que se lhe diga porque eu não só, não pertenço a esta categoria de indivíduos, como acredito que todos aqueles que desta fazem parte, demonstram uma capacidade extraordinária em acumular experiência que, é directamente proporcional à sua incapacidade de transformar essas experiências acumuladas em sabedoria.
Porque razão isto acontece, não sei. No entanto posso dizer-vos que as pessoas que integram as fileiras desta categoria, têm um perfil tipicamente paternalista. Ou seja:
- Acreditam que já aprenderam tudo o que havia para aprender;
- Acreditam que o seu modelo de vida, é o mais correcto;
- Acreditam que o seu papel é o de pastor que orienta o rebanho;
- Acreditam que a integração da diferença é feita pela uniformização ao seu modelo de vida que, no seu ponto de vista é, também, o mais correcto.
No processo de conversão do outro ao que consideram como o mais correcto, os indivíduos que integram esta categoria são manipuladores por excelência. Quer isto dizer que, na sua relação com o outro começam por injectar uma dose de ignorância através de perguntas ou constatações cuja resposta ou razão nunca é linear. De seguida, injectam o sentimento de culpa, responsabilizando o outro pelas suas expectativas goradas. Finalmente, o golpe de misericórdia vem na figura a ansiedade. Ou seja, na sua relação com o outro é injectado um sentimento negativo de si mesmo por não ter correspondido às expectativas que lhe foram atribuídas, mas que nunca foram suas em primeiro lugar.
Perguntar-me-ão vocês, devem estas criaturas ser consideradas heréticas? De forma alguma. Estabelecer um juízo de valor desta natureza, seria entrar num duelo de vontades inútil. Seria não respeitar aquilo que os torna diferentes e isso tornar-nos-ia iguais.
O meu respeito por mim próprio advém daquilo que me torna diferente dos outros e não daquilo que me torna igual aos outros. Da mesma forma que o meu respeito pelos outros, advém daquilo que os torna diferentes e não daquilo que os torna iguais. E isto tudo porquê? Porque a riqueza das relações está naquilo que nos torna diferentes uns dos outros e não na conversão do outro num ser igual a nós.
Assim, quer no contexto familiar, quer fora dele, todas as relações estabelecidas com base na confiança passam pela aceitação daquilo que é diferente em cada um de nós e quando por algum motivo, essas relações são abaladas significa pelo menos duas coisas:
1º que um dos sujeitos não estava a aceitar o facto do outro ser diferente;
2º que um dos sujeitos estava a manipular o outro;
Nestas situações, o reequilibrio destas relações nunca se faz, nem de um momento para o outro, nem pode ser forçado só porque sim.
De forma alguma pretendo dizer que as pessoas que procedem desta maneira, o fazem intencionalmente. Muitas da vezes, senão na sua maioria, estes indivíduos acreditam mesmo que estão a agir da forma correcta e acreditam que eles é que estão certos. E de certa forma, estão. Só que somente estão certos dentro da perspectiva que defendem e isto não é necessariamente compatível com a perspectiva do outro.
E agora para concluir (que isto já parece mais um ensaio do que outra coisa), relativamente à mensagem que me foi enviada, não respondi. Não porque não quisesse, mas porque sou um teso e não tenho saldo no telemóvel. Quanto à descodificação da dita, bom... apenas posso dizer que as opiniões variam consoante o sujeito e essa teria sido exactamente a minha resposta.
Tal como devem calcular, pertenço a uma família que, ainda que original, é altamente tóxica. Por isso, achei aquela mensagem inspiradora. Armei-me com uma caneta e o meu bloco de notas e comecei a escrever. Para falar sobre este tópico, socorri-me igualmente de um dicionário de língua portuguesa e assim, diz o dicionário de língua portuguesa da Porto Editora que: Família, s.f. pessoas do mesmo sangue; linhagem.
De seguida procurei o significado de familiar. Então diz este mesmo dicionário que: Familiar, adj. 2 gén., que é da mesma família; caseiro; doméstico; habitual; simples; s.m pessoa da família; intímo; criado; ofícial da inquisição.
Nos significados que encontrei expressos neste dicionário, a nenhum deles foram imputados juízos de valor de ordem moral. No entanto quando se fala de família, seja em sentido núclear (pai/mãe/filhos), ou seja em sentido mais abrangente (parentes em vertentes colaterais), parte-se do príncipio que o cenário é ídilico. Parte-se do príncipio que as relações entre os diversos sujeitos que constituem a família pertencem ao estereótipo de paz, de harmonia e de solidariedade. Ou seja, fala-se como se o resto do mundo fosse constituído por homens e a família constituída por santos esquecendo-se - ou fazendo por se esquecer - que toda a medalha tem o seu reverso. Isto é, que todas as relações de paz, também podem ser de conflito; que todas as relações de harmonia, também podem ser de desentendimento; e que todas a relações de solidariedade, também podem ser de não-solidariedade.
Para muitos ideia de uma relação de desentendimento com um famíliar próximo é algo perfeitamente inconcebível e totalmente fora, daquilo que consideram um padrão comportamental normal. Vivem na eterna utopia de que à família tudo pode (e deve), ser perdoado. A questão que vos coloco é, porquê?
Uma família, independentemente da sua dimensão, é constituída por uma teia de relações entre os indivíduos que a compõem e todas essas relações têm como base de sustentação, aquilo a que comumente chamamos de confiança. Ora, numa situação extra-famíliar quando o sustentáculo da relação sofre um abalo (Richter ou Mercalli, cada um escolhe a escala que entender), a relação - se não se quebrar - fica automaticamente fragilizada. E isto é por todos aceite como, normal. Então se fora do contexto famíliar isto pode ser considerado como um padrão de comportamento normal, porque é que dentro do contexto famíliar não o é?
Penso que a resposta a esta questão reside no campo dos valores éticos e morais do indivíduo e não na lógica dos relacionamentos inter-pessoais. Para a maioria dos mortais parece que a consanguínidade integra em si mesmo, um príncipio universal em tudo idêntico ao "não matarás" e isso parece, também, ser o suficiente para justificar a ideia de que à família tudo se perdoa.
Bom, infelizmente não pertenço a esta categoria de indivíduos (e digo infelizmente, porque se calhar seria muito mais feliz se assim não fosse). Mas sobre isto, há muito mais que se lhe diga porque eu não só, não pertenço a esta categoria de indivíduos, como acredito que todos aqueles que desta fazem parte, demonstram uma capacidade extraordinária em acumular experiência que, é directamente proporcional à sua incapacidade de transformar essas experiências acumuladas em sabedoria.
Porque razão isto acontece, não sei. No entanto posso dizer-vos que as pessoas que integram as fileiras desta categoria, têm um perfil tipicamente paternalista. Ou seja:
- Acreditam que já aprenderam tudo o que havia para aprender;
- Acreditam que o seu modelo de vida, é o mais correcto;
- Acreditam que o seu papel é o de pastor que orienta o rebanho;
- Acreditam que a integração da diferença é feita pela uniformização ao seu modelo de vida que, no seu ponto de vista é, também, o mais correcto.
No processo de conversão do outro ao que consideram como o mais correcto, os indivíduos que integram esta categoria são manipuladores por excelência. Quer isto dizer que, na sua relação com o outro começam por injectar uma dose de ignorância através de perguntas ou constatações cuja resposta ou razão nunca é linear. De seguida, injectam o sentimento de culpa, responsabilizando o outro pelas suas expectativas goradas. Finalmente, o golpe de misericórdia vem na figura a ansiedade. Ou seja, na sua relação com o outro é injectado um sentimento negativo de si mesmo por não ter correspondido às expectativas que lhe foram atribuídas, mas que nunca foram suas em primeiro lugar.
Perguntar-me-ão vocês, devem estas criaturas ser consideradas heréticas? De forma alguma. Estabelecer um juízo de valor desta natureza, seria entrar num duelo de vontades inútil. Seria não respeitar aquilo que os torna diferentes e isso tornar-nos-ia iguais.
O meu respeito por mim próprio advém daquilo que me torna diferente dos outros e não daquilo que me torna igual aos outros. Da mesma forma que o meu respeito pelos outros, advém daquilo que os torna diferentes e não daquilo que os torna iguais. E isto tudo porquê? Porque a riqueza das relações está naquilo que nos torna diferentes uns dos outros e não na conversão do outro num ser igual a nós.
Assim, quer no contexto familiar, quer fora dele, todas as relações estabelecidas com base na confiança passam pela aceitação daquilo que é diferente em cada um de nós e quando por algum motivo, essas relações são abaladas significa pelo menos duas coisas:
1º que um dos sujeitos não estava a aceitar o facto do outro ser diferente;
2º que um dos sujeitos estava a manipular o outro;
Nestas situações, o reequilibrio destas relações nunca se faz, nem de um momento para o outro, nem pode ser forçado só porque sim.
De forma alguma pretendo dizer que as pessoas que procedem desta maneira, o fazem intencionalmente. Muitas da vezes, senão na sua maioria, estes indivíduos acreditam mesmo que estão a agir da forma correcta e acreditam que eles é que estão certos. E de certa forma, estão. Só que somente estão certos dentro da perspectiva que defendem e isto não é necessariamente compatível com a perspectiva do outro.
E agora para concluir (que isto já parece mais um ensaio do que outra coisa), relativamente à mensagem que me foi enviada, não respondi. Não porque não quisesse, mas porque sou um teso e não tenho saldo no telemóvel. Quanto à descodificação da dita, bom... apenas posso dizer que as opiniões variam consoante o sujeito e essa teria sido exactamente a minha resposta.
sábado, janeiro 01, 2005
VIVA 2005
Pois é, mais um ano pela frente e mais uma voltinha no carrocel neste país à beira-mar plantado. O que esperar de 2005 não sei, mas espero que seja melhor do que 2004.
A boa notícia do ano que passou, foram os aumentos ao ordenado do pessoal que - muita atenção a este detalhe - trabalha na função pública (porque os desgraçados que trabalham no sector privado vão ver aumentos mas é por um canudo).
A má notícia do ano que hoje começa, é que os preços vão aumentar 2,não-sei-quantos % (o que é fantástico porque os ordenados só aumentam 2 %, logo na realidade o pessoal vai mesmo é perder poder de compra).
A boa notícia do ano que hoje começa, é que este ano vão haver feriados a dar com um pau.
A má notícia é termos uma estação de televisão que faz disso uma notícia de carácter nacional, como se isso fosse muito importante para o desenvolvimento da nação e começar logo a relacioná-la com as taxas de produtividade.
Todos sabemos que Portugal tem um problema com a história da produtividade, agora o que eu dúvido é que isso seja por causa de haver feriados a mais, ou de haver feríados a menos. E também dúvido que tenha alguma coisa a ver com as horas de trabalho do indíviduo. Eu não sou nenhum entendido nem em gestão, nem em economia (e tenho muita pena daqueles que se acham especialistas na área), mas acredito que o maior problema que temos e que se reflecte nas taxas de produtividade é a má gestão dos recursos que temos, sejam eles humanos ou materiais. Por isso a culpa não é do recurso existente, é do gestor que não o sabe gerir de forma a tirar o maior partido daquilo que tem disponível. E este é um problema que é transversal ao sector público e privado.
Enfim, como vos disse não sou nenhum entendido na matéria mas ainda assim, o meu maior desejo para 2005 é deixar de ver atrasados mentais em lugares de destaque e atrasados mentais com poder de decisão... se bem que esta gente é um bocado como as traças à volta de uma vela acesa.
A boa notícia do ano que passou, foram os aumentos ao ordenado do pessoal que - muita atenção a este detalhe - trabalha na função pública (porque os desgraçados que trabalham no sector privado vão ver aumentos mas é por um canudo).
A má notícia do ano que hoje começa, é que os preços vão aumentar 2,não-sei-quantos % (o que é fantástico porque os ordenados só aumentam 2 %, logo na realidade o pessoal vai mesmo é perder poder de compra).
A boa notícia do ano que hoje começa, é que este ano vão haver feriados a dar com um pau.
A má notícia é termos uma estação de televisão que faz disso uma notícia de carácter nacional, como se isso fosse muito importante para o desenvolvimento da nação e começar logo a relacioná-la com as taxas de produtividade.
Todos sabemos que Portugal tem um problema com a história da produtividade, agora o que eu dúvido é que isso seja por causa de haver feriados a mais, ou de haver feríados a menos. E também dúvido que tenha alguma coisa a ver com as horas de trabalho do indíviduo. Eu não sou nenhum entendido nem em gestão, nem em economia (e tenho muita pena daqueles que se acham especialistas na área), mas acredito que o maior problema que temos e que se reflecte nas taxas de produtividade é a má gestão dos recursos que temos, sejam eles humanos ou materiais. Por isso a culpa não é do recurso existente, é do gestor que não o sabe gerir de forma a tirar o maior partido daquilo que tem disponível. E este é um problema que é transversal ao sector público e privado.
Enfim, como vos disse não sou nenhum entendido na matéria mas ainda assim, o meu maior desejo para 2005 é deixar de ver atrasados mentais em lugares de destaque e atrasados mentais com poder de decisão... se bem que esta gente é um bocado como as traças à volta de uma vela acesa.
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