sexta-feira, abril 22, 2005

UM NOVO GÉNERO DE AGRICULTURA

Hoje vamos falar de horta e de agricultores.

Como sabem, Portugal tem uma grande tradição no âmbito da agricultura e é nesta óptica que vos vou falar de um novo género de agricultura, muito querida no mercado português.

Os portugueses adoram cultivar suor. Não querendo me imiscuir na esfera teórica do meu amigo e colaborador Vírus – que vos poderá dar uma perspectiva muito mais detalhada sobre este tema – a verdade é que aquilo que os portugueses produzem melhor e em maior quantidade é suor.

Sei que não vos estou a dar grandes novidades, aliás os utilizadores assíduos dos transportes públicos sabem que não estou a dizer mentira nenhuma, só que é raro falarem sobre o assunto. Não sei porquê! Afinal produzir suor é tão bom como produzir outra coisa qualquer para além de que, é óptimo para queimar calorias e combater o excesso de peso. Outros ganhos adicionais são consubstanciados nas promoções. Ou seja, quanto mais suor se produzir maior é a probabilidade de se ser promovido.

Ora bem, serve o presente texto para elucidar os leitores sobre as falsas aparências deste género de cultura e porquê? Porque diz o ditado que, nem tudo o que luz é ouro.

A pergunta é: Quantos de nós temos colegas de trabalho que chegam às 10:30 da manhã ao escritório e saem muito depois da hora de expediente, porque têm imenso trabalho? Eu diria mesmo que eles não têm, somente, imenso trabalho. Eles estão, verdadeiramente, afogados no dito.

Resmas, paletas, Himalaias de nós observamos isso todos os dias e por vezes, chegamos mesmo a ter pena do pobre colega que tanto se esforça, para produzir fora de horas aquilo que a maior parte de nós – que chega ou às 08:30 ou às 09:00 h - produz dentro do horário de trabalho, mas que nunca ninguém das chefias reconhece.

Aqui há uns meses atrás, tive oportunidade de conversar com uma senhora Finlandesa sobre alguns destes pontos e cheguei à conclusão que tudo isto, se trata de uma questão cultural. É tudo uma questão de atitude.

A cultura do suor, não é uma coisa muito bem vista na Finlândia. Não por causa dos eventuais odores desagradáveis que possam surgir, mas porque se uma pessoa não consegue desempenhar um trabalho dentro do tempo delimitado, então é incompetente e não serve para desempenhar as funções que lhe foram atribuídas. Em termos culturais eles vão ainda mais longe e no meio da conversa, acabei por descobrir algo, que nunca esperei ouvir da boca de um nórdico, sobre o papel das mulheres na sociedade.

Eles acreditam e defendem a igualdade de oportunidades entre homens e mulheres, contudo às mulheres acresce o desempenho quotidiano das tarefas domésticas, sem qualquer auxílio de uma empregada. Fiquei siderado a olhar para a senhora, acreditem que fiquei. Mas a verdade, por muito chocante que possa parecer, é que percebi a coerência das suas palavras com o princípio inicialmente transmitido. É o levar ao extremo a ideia de que, se não se consegue fazer o que tem para se fazer, dentro de um determinado período de tempo... then you are no good. Mas o pior, é que you are no good quer a nível profissional, quer a nível pessoal e familiar. Porquê? Porque tudo isto se integra numa relação de causa-efeito. Se não consegues desempenhar uma função dentro do tempo que te foi atribuído, ficas mais horas no local de trabalho, se ficas mais horas no local de trabalho, descuidas as tarefas em casa, se descuidas as tarefas em casa, não dedicas tempo á tua família, se não dedicas tempo à tua família, então és desleixado e se és desleixado, não serves para estar a trabalhar porque se és desleixado com tudo o resto não podes ser competente e muito menos fiável para assumir tarefas de responsabilidade.

A esta altura já devem estar a pensar: Então e aqueles que não têm família? Esses têm tempo de sobra para dedicar ao trabalho. Aí eu digo-vos; pior é a emenda que o soneto, porque aquele que não tem tempo para dedicar à sua vida pessoal é desequilibrado e se é desequilibrado, jamais pode ser um bom elemento para se ter no local de trabalho, porque vai desequilibrar todos os outros que se encontram ao seu redor.

Juro-vos, fiquei muito envergonhado quando tive de lhe dizer que as coisas aqui eram ligeiramente diferentes e não me estava a referir, apenas, ao clima. Aqui, espera-se que as pessoas vivam e respirem trabalho 24 horas por dia. Mais, as pessoas são premiadas em função disso. Mau mesmo foi a resposta dela, um: “Pois... então vocês não sabem trabalhar.”.

Não, não lhe bati. Mas o raio da mulher era intragável! Apeteceu-me mesmo mandar-lhe um “escolacho” no meio da testa p’ra ver se a gaja se atinava! Sabem porque é que não bati?... Porque ela tinha razão.

Conclusão: Agora tenho sempre tudo planeado previamente. Conheço as prioridades, sei quanto tempo levo a concluir uma determinada tarefa e sei quando preciso de a iniciar se a quero ter concluída dentro do prazo estabelecido. Se houver mais coisas para fazer, não é uma questão de trabalhar mais horas, é sim uma questão de colocar mais pessoas a trabalhar e isso é da responsabilidade de quem gere e que na grande maioria das vezes, não tem as competências necessárias para o fazer. Assim, eu não faço horas extra no meu local de trabalho e o meu lema é: “O Serviço de Urgências está disponível, 24 horas por dia, no Hospital da sua área de residência.”

quarta-feira, abril 20, 2005

A PROPÓSITO DO NOVO PAPA

Ratzinger!

Vocês já viram bem o nome do homem?...

Sim... porque ele agora até pode ser o santo padre, mas ainda não deixou de ser homem.

Ratzinger.

Já disseram o nome dele em voz alta? RAAAAAAT-zinger!

Parece nome de leprechaun irlandês, daqueles que está no fim do arco-iris a guardar o pote com as moedas de ouro.

Gostei....
...a sério que gostei.

Já para não dizer que o facto de ser o “chefe” (ou o ex), da Congregação para da Doutrina da Fé é espectacular.

Já imaginaram o regresso da Inquisição? Tipo Torquemada do século XXI. Não é giro?... Pois eu acho lindo, independentemente de muitos considerarem o senhor, um tanto ou quanto, sinistro.

E também sou apologista das fogueiras... Não há nada melhor que uma boa fogueira... Até podiam começar ali pelo Médio Oriente, infiéis para combustível há à pazada.

Se bem que...

Quer dizer... também é possível começar pelo espaço europeu. Há infiéis a rodos aqui na Europa e não querendo ser mais papista que o Papa, são em número suficiente para iniciar uma nova cruzada.

Digo-vos, não sou nada contra. Para além disso, a ideia de ver as bandeiras com Cruz de Cristo novamente hasteadas, é uma coisa extremamente Romântica que nos faz regressar aos ideais cavaleirescos.

A sério, gostei mesmo do homem.

sexta-feira, abril 15, 2005

POR INCRIVEL QUE PAREÇA...

Eu sou um fungo martirizado, flagelado, traumatizado e tudo mais acabado em "ado", porque não tenho tempo nem para me coçar! Por isso vou dar um grito de protesto:

AAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHH!!!!!!!!!

Pronto! Já dei.

Voltamos a seguir aos comerciais.

quarta-feira, abril 06, 2005

segunda-feira, abril 04, 2005

PROFESSORES - PARTE DA SOLUÇÃO OU PARTE DO PROBLEMA

Pois então, está na hora de virar o bico ao prego.

Já todos sabemos que o nosso sistema de ensino está muito longe de ser semelhante ao sistema de ensino Finlandês.

Já todos sabemos, que os nossos pequenos hooligans são tão burros como um cabaz de chifres e diga-se, com toda a honestidade que, a coisa tende sempre para piorar (isto na óptica dos seguidores das leis de Murphy).

Mas e então os professores?

Bom os professores são um "must". São como as empregadas domésticas, todas as famílias deviam ter uma. São os supra-sumos da inteligência e os ases da pedagogia. A única coisa que é preciso, é que não lhes peçam para articular pensamentos muito complexos, porque aquelas cabecitas fundem-se com muita facilidade. Às tantas, pode dar-se o caso de estarmos para ali a falar com eles, até vemos que a luzinha está acesa mas a verdade é que não está ninguém em casa.

Adiante, os professores são dotados de uma perícia inegualável para a gestão de projectos. Percebe-se sempre lindamente quais os objectivos que têm em vista. Neste campo, penso que a pedagogia desempenha um papel muito importante uma vez que, como estão muito habituados a ensinar, a transmitir ideias e mensagens muito claras aos seus púpilos, quando chega à parte de explicarem os objectivos do seu projecto e de fazerem contas eles são muito bons... É claro que a isto, a única coisa que há a subtraír é aquela parte em que a grande maioria não vê um boi de projectos e muito menos de contas.

Ler instruções básicas e simples também não é com eles, mas aqui eu até os compreendo porque estamos a falar de seres que estão muito à frente.

Outra qualidade que esta classe tem, é que são todos muito fofos e amigos do próximo. São gente preocupada portanto. Então as mulheres são umas jóias, não são nada galinhas e nunca se dedicam à intriga palaciana. No entanto, há que acautelar e evitar eventuais mordidelas para não comprometer o stock de antídotos para mordeduras de cobras venenosas, normalmente, disponível no Instituto de Doenças Tropicais (ou lá como é que aquilo se chama), ali ao lado do Hospital Egas Moniz. Para além disso, o atrasado mental que diz que 90% dos répteis mais venenosos do mundo se encontram no continente Australiano, é porque claramente desconhece a fauna portuguesa.

Paralelamente a isto, as competências tecnológicas do grande grosso da classe são algo, completamente, estonteante. Muitos já sabem enviar um e-mail e fazer uma apresentação em PowerPoint. Aliás as apresentações em PowerPoint, são último grito da moda... ou pelo menos eram, em 1995. Bom, mas continuando, também já dão uns toques no Word e no Excel, sendo que os mais arrojados já conseguem fazer uma "Homepage" utilizando o Frontpage. São uns audazes! Gandas Malucos! Quem me dera a mim, perceber metade do que eles percebem sobre novas tecnologias, até porque tirando aquelas aplicações básicas do Windows, pouco mais há para dominar no mundo das TIC. Ainda neste campo há que, chamar a atenção para aqueles chicos espertos que se armam em carapaus de corrida só porque já sabem pesquisar umas coisitas no portal do sapo, esses tipos são intragáveis e julgam que, são sempre melhores que os outros. Mas enfim, ninguém é perfeito (ainda bem que eu sou ninguém).

Bom, como vêem os professores têm imensas qualidades quer a nível técnico, quer a nível pessoal e humano. Trabalhar com eles é uma experiência única e inesquecível... Penso que, deve estar assim ao mesmo nível do ser-se raptado pelas Guerrilhas Iraquianas. As emoções, são as mesmas. Aquele "rush" de adrenalina, é o mesmo. Até a ameaça de degolação é a mesma! Assim a única diferença visivel é que no Iraque sempre se vai fazendo um pouco de Turismo, vai-se conhecendo novas culturas e quiçá vão-se fazendo novos amigos. Aqui em Portugal, é um bocado sempre a mesma coisa... é como estar a dar pérolas sempre aos mesmos porcos. Não tem lá grande graça, principalmente quando se chega à conclusão que é aquela gente que, está a dar aulas aos vossos filhos.

Eu se fosse encarregado de educação ficava preocupado. É que a qualidade destes, ditos seres, iluminados é francamente má e os poucos que existem que não o são, pouco mais podem fazer do que estar calados porque a medíocridade instalada é extremamente perigosa para aqueles que de medíocre têm muito pouco.