quinta-feira, julho 28, 2005

AINDA OS 13 DO INVESTIMENTO PÚBLICO

Abaixo segue o comentário do Vírus, ao meu texto de ontem, com honras de 1ª página. Porquê? Porque vale a pena ler.

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Ah! Aqui está um assunto que já posso mandar uns toques, apesar de não ser um iluminado economista! O curioso disto tudo é que tudo o que esses Srs. dizem agora já eu ando a dizer à anos. Não há é nenhum jornal que me dê espaço nem sequer no correio do leitor para o escrever quanto mais na primeira página. De qualquer forma como é lógico concordo com quase tudo o que ali está escrito (podiam era ter nomeado os pontos em questão mas neste país com a cultura da desresponsabilização que há cada vez mais ninguém quer esticar o pescoço).

Além dos pontos referidos ainda se poderão acrescentar:

1- A tecnologia para implementar ambos os projectos vais ser, se não 100%, pelo menos 95% estrangeira = $$$ vai para fora;

2- As empresas que vão estar envolvidas no desenvolvimento/construção dos projectos também vão forçosamente ser essencialmente estrangeiras = $$$ vai para fora;

3- Os técnicos especializados que vão coordenar os projectos vêm das empresas com o "know-how", logo também serão estrangeiros (lembram-se da Pte. Vasco da Gama)= $$$ vai para fora;

4- A mão de obra que vai construir o projecto vai ser estrangeira (legal ou não), isto é brasileiros, africanos e europeus do leste = $$$ vai acabar por ir para fora;


Bom como resumo, a maior parte do investimento público para desenvolver estes projectos só vai beneficiar as ditas empresas estrangeiras, e como é óbvio os políticos envolvidos nestes projectos que também lá irão criar as suas "empresitas" de consultoria, informática, etc. e tal, através de primos, tios e amigos (ou off-shores como eu estou a considerar fazer) para "ajudar" a desenvolver o projecto e a dividir irmamente o $$$. Resumindo: 80% do dinheiro do investimento vai para fora do país, 15% fica nas mãos das "empresitas" de consultoria e 5% vai para pagar a mão de obra...e agora vocês perguntam ENTÃO E A NÓS QUE LÁ METEMOS O DINHEIRO?

Bom...A nós cabe-nos a satisfação de pagar para andar de TGV, ou de demorar cerca de 60-75 mn. (para quem sai de Lisboa) para poder apanhar um avião para fugir deste país!

Enfim...pode ser que depois de tudo construído sempre haja a oportunidade de arranjar um postos de trabalho para os portugueses nos balcões de atendimento do aeroporto e a servir almoços no TGV (o que já não é mau)!

Mas animem-se...podia ser pior... o Governo podia querer gastar uns milhões de EUR para deitar abaixo coisas, género o Prédio Coutinho (?!) em Viana do Castelo, em vez de gastá-los para construir coisas...NÃO É SR. PRIMEIRO-MINISTRO????...

quarta-feira, julho 27, 2005

INVESTIMENTO PÚBLICO NÃO FAZ MILAGRES – in DN de 27/07/2005

O texto hoje publicado no Diário de Notícias (versão online), relativa manifesto dos novos apóstolos da economia começa assim:

"Parece ter emergido uma corrente de pensamento que acredita que a superação da crise pode estar no investimento em obras públicas, sobretudo se envolvendo grandiosos projectos convenientemente apelidados de estruturantes." "Porque a situação é séria e o País não pode, sem grandes custos, embarcar em mais experiências fantasistas, importa dizer (...) que a sua eventual concretização poderá ser desastrosa para o País."

Bom, é assim, eu não percebo rigorosamente nada de economia. Não é essa a minha formação de base e definitivamente não estou habilitado para falar sobre esse tema. Contudo, isto não significa que nunca tenha tido disciplinas de Economia política e que nunca tenha lido nada sobre o assunto. Por isso, tenham em conta que o que se segue é apenas a perspectiva de quem tem uns conhecimentos muito rudimentares sobre o assunto em debate, mas que sabe descodificar textos muito bem.

Para começar, sou contra a construção de um aeroporto na Ota e contra a história do TGV (pelo menos no que respeita à ligação Lisboa-Porto). Mas voltemos ao texto do DN antes que me perca para aqui em deambulações que não têm nada a ver. Vamos fingir que estamos numa aula de português (ou numa aula de Direito na universidade a analisar artigos), e vamos ver o texto por partes:

«Parece ter emergido uma corrente de pensamento que acredita que a superação da crise pode estar no investimento em obras públicas»

- O autor desta citação diz que ao que “parece” (não no sentido de semelhança, mas sim no sentido de qualquer coisa que ainda não pôde efectivamente ser verificada), surgiram algumas pessoas que “acreditam” ( no sentido de que têm fé numa crença), “poder superar” (ou seja, numa possibilidade de ultrapassar), a “crise” (esta sim, verificada e comprovada por factos e números, embora quem venha na auto-estrada do Algarve ao fim-de-semana não se note muito), através do investimento em obras públicas.

Isto é, quem começa um discurso com uma frase destas está, à partida, a usar algumas figuras de estilo da língua portuguesa como por exemplo a ironia. Mas acima de tudo não está a falar a sério, nem pode ser levado como tal uma vez que não faz mais do que aventar possibilidades ainda não comprovadas. E não estão comprovadas porquê? Porque até à data, não há nenhum economista capaz de fazer previsões a longo prazo sem o auxílio de uma bola de cristal ou de um baralho de cartas de tarôt. O máximo que poderão fazer é estabelecer e analisar cenários hipotéticos. E no campo das teorias e das hipóteses, cada um tem o direito de achar e de concordar com o que quiser. Mais, se eu, que não sou um economista, sei que o investimento público é um pau de dois bicos, eles, que são mais esclarecidos do que eu nessa área, também têm a obrigação de o saber.

«sobretudo se envolvendo grandiosos projectos convenientemente apelidados de estruturantes»

- Continua o autor da citação, ao ataque, dizendo que aqueles que acreditam ser possível ultrapassar a crise através do investimento público, acreditam principalmente (a.k.a sobretudo), no investimento em projectos grandiosos (a.k.a versão mais soft de megalómanos), também apelidados (ou seja, chamados) de projectos estruturantes (isto é, que estruturam) apesar de na perspectiva do autor esta história do “estruturante” ser apenas uma conveniência política para se justificarem perante o contribuinte (modéstia à parte, é tão boa justificação como outra qualquer)

Bem, assim de repente os únicos dois projectos de tendência duvidosa são, de facto, a Ota e o TGV. Mas não acho que sejam grandiosos ou megalómanos. Precisamos de um novo aeroporto, isso já se sabe à anos e não é novidade nenhuma, agora colocá-lo a 130 km de Lisboa é que me parece verdadeiramente imbecil. Para além disso, também dava jeito que colocassem uma estação de metro ou de comboios à porta do aeroporto da Portela, porque até o outro aeroporto estar concluído temos de nos aguentar com o que existe.

Relativamente ao TGV, penso que este projecto resvala um bocado para o campo da megalomania e da patologia psiquiátrica. Para que é que vão construir um TGV até ao Porto quando o Alfa Pendular serve perfeitamente? Se o trajecto fosse até Madrid, pronto, tudo bem, ainda se compreendia e lá tinha a Portugália que rever a política de preços para a capital espanhola. Para além disso, se o preço de um bilhete do TGV já é caro nos outros países, em Portugal será caríssimo (segundo dizem é porque somos uma Região periférica, curiosamente a Madeira e os Açores usam a mesma técnica em relação ao Continente mas dizem que são os custos da insularidade).

«Porque a situação é séria e o País não pode, sem grandes custos, embarcar em mais experiências fantasistas»

- O autor continua afirmando, de forma quase agressiva, que a situação é séria (ao utilizar o “Porque” no início da frase está a realçar e a sublinhar a ideia que se segue e que neste caso será, a situação económica do país que é séria) e que por ser “séria” (utilizada no sentido de grave, preocupante), o País não pode (no sentido estanque e sem margem de manobra), em embarcar em mais experiências do mundo da fantasia, sem que se pague um preço bastante alto.

Neste discurso o autor alerta para o facto de haverem várias experiências levadas a cabo e que todas pertencem ao mundo do faz de conta, através da utilização do “mais” antes das “experiências”. A pergunta maldosa que me saltou logo à cabeça foi: “De quantas terá o autor feito parte?”, por uma razão muito simples; Todos nós conhecemos estas experiências, mas o leque de individualidades que lucram com isso são sempre as mesmas por muito que as fachadas das empresas que representam mudem. Por isso, as únicas pessoas que vivem no mundo da fantasia são eles. Os grandes cérebros cuja única coisa que fazem é botar discurso nas Universidades. Ficam trancados lá no mundinho deles e meia volta dão um pulinho cá fora para ver como andam as coisas. Mas não pensem que fico agastado com isto, não fico. Acho que essas pessoas trabalharam (seja de que forma for), para chegar onde chegaram por isso não as contesto. Agora, posso contestar a análise de uma realidade que não é a deles, mas sim a realidade de uma pessoa comum.

«importa dizer (...) que a sua eventual concretização poderá ser desastrosa para o País.»

- Conclui o autor que é importante que se diga que a sua “eventual” (ou seja continuamos no campo das hipóteses sem certezas), concretização “poderá” (no sentido de possibilidade futura), ser desastrosa para o país.

Isto é, estas afirmações têm a validade cientifica das consultas mediúnicas do Professor Karamba. Não há uma delimitação temporal, apenas dá a entender que é no futuro mas não diz quando. O que até é conveniente para salvaguardar carreiras e reputações, pois mesmo os ignorantes na matéria (como eu), sabem que os ciclos económicos existem (daí a história do tempo da vacas magras e do tempo das vacas gordas), por isso, no fim deste ciclo, só é necessário aguardar que passem mais dois para que se possa verificar - ou não - o “eventual desastre para o país”.

Este “pequeno” artigo é apenas o que se pode descodificar da citação. A notícia tem mais cinco parágrafos que se podem resumir na seguinte ideia: O problema desta gente é o pensar no “agora”, é a política do penso rápido e do apagar fogos à medida que vão surgindo. Por isso é que a perspectiva de um futuro generalista e não delimitado no tempo é negra, e será sempre negra.

terça-feira, julho 26, 2005

E AINDA AS PRESIDENCIAIS

Isto é, ainda nem vieram as eleições Autárquicas e já se debatem as eleições Presidenciais. Ou seja, numa altura do ano em que as notícias sérias não abundam há que arranjar tema de conversa. Por isso, alguém se lembrou que era uma boa ideia lançar para o teatro da política, uma nova candidatura do Dr. Mário Soares a Belém (as hostes precisavam de ser animadas e havia que retirar da boca dos jornalistas aquele pequeno escândalo que envolve as declarações do IRS do novo Ministro das Finanças).

Para o efeito, não há nada melhor do que pôr o «tio» M.S na corrida contra uma eventual candidatura do Prof. Cavaco que, por sinal, ainda não se manifestou embora quase todos já o tenham feito por ele (o que não deixa de ser interessante, pois pode ser uma forma de pressão que pode falhar redondamente). Amiguinhos, poços de luz intelectual infindável... ao contrário do que imaginais, o «tio» C.S não necessita do protagonismo político que cega o outro candidato. Nunca precisou. Até porque, normalmente, quem deixa obra feita (ou quem pretende deixar), não tem tempo para se dedicar a aparecer na televisão porque tem mais do que fazer e a última coisa que precisa é de aturar gente tonta.

Perguntava-me o amigo Crack, se não seria uma saída apoteótica para o M.S. Acho que não. Não seria. Neste caso, a minha perspectiva é a de olhar para um palhaço que se esgotou e deixou de ter graça. Aludindo à imagética do futebol, faz lembrar aqueles jogadores que não têm a consciência de que a sua carreira chegou ao fim e que a partir de um determinado momento, o movimento será sempre descendente. Não por falta de vontade da pessoa ou porque esta não tenha mais para dar, mas porque tudo tem o seu tempo. E o tempo do «tio» M.S já passou. Como sabem não sou adepto da doutrina Marxista-Leninista, nem tão pouco sou (ou alguma vez fui) grande fã do Dr. Álvaro Cunhal, mas reconheço que foi um homem que para além de coerente com os seus princípios, soube gerir o seu tempo.

Da mesma forma, o «tio» C.S também já teve o seu tempo e por muito que muita gente gostasse que ele voltasse, tipo D. Sebastião (grupo de gente no qual eu me incluo, há que clarificar aqui a minha posição que é para não haver confusões), a verdade é que o seu tempo já passou. Tudo bem que ele nunca foi Presidente da República, mas com toda a franqueza, também não precisa de o ser e se calhar até é preferível que não o seja.

Agora, é conveniente que as pessoas tenham a percepção disso (claro que não vão ter), antes de embarcarem em histórias do género “se o prof. Cavaco não se candidatar é porque está a fugir do combate político.” Isto é um engano, meus caros. Em primeiro lugar questão é; porque é que ele haveria de se candidatar? Só porque há alguns ilustres do PSD que acham que é uma boa ideia? Que se saiba, o senhor não está reformado e tem mais do que fazer, logo as justificações terão de ser um pouco mais desenvolvidas.

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NOTA AO VIRUS : Você veja lá se arranja tempo para começar a botar discurso que há aqui gente curiosa para ler os seus artigos.

segunda-feira, julho 25, 2005

OS PÂNDEGOS*

O Fórum para a Liberade de Educação continua a fazer as delícias dos "miúdos" (como eu, por exemplo), com estas comunicações brilhantes.
Dizem eles: " Solicitamos particular atenção para o facto de o Fórum considerar que a única solução verdadeiramente democrática e que simultaneamente retirará a educação das crianças e dos jovens das tentações de controlo das consciências pelos "inimigos da liberdade de escolha" e pelas “vanguardas iluminadas”, ao mesmo tempo que garantirá uma educação de qualidade para todos, é a de TODAS as escolas, quer as estatais quer as não-estatais, serem obrigadas a elaborar e apresentar o seu projecto educativo, com propostas claras em todas as matérias a leccionar, e, sendo esses projectos do conhecimento dos pais, o Estado garanta a todas as famílias os necessários recursos financeiros para que estas sejam livres de escolher a escola que entenderem para os seus filhos, incluindo entre escolas estatais, sem prejuízo da preferência para as crianças da vizinhança de cada escola."
É lindo!!!
Ai ai... são uns pandegos. O que vale é que estão sempre bem dispostos.
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* A silly season já chegou à Educação.

SILLY SEASON AO RUBRO

Soares considera recandidatar-se à Presidência da República.

quinta-feira, julho 21, 2005

AO ESTADO QUE O ENSINO DO INGLÊS, EM PORTUGAL, CHEGA

Estive aqui a pensar, a pensar e concluí que não posso deixar de partilhar convosco este pedaço de obra literária – da coordenação da mais alta estirpe de professores – extraído de um produto final de um projecto de uma escola básica integrada.

Este produto é um livrinho de receitas portuguesas que, ao lado, tem a correspondente tradução em Inglês. Para o efeito, a nós, apenas nos interessa a versão inglesa das “Migas de Bacalhau com poejos”. Então, começa assim:

Ingredients:
For 4 people

300 g of cod
750g of bread landlord (alentejano)
1 sauce small of poejos
2 eggs
2,5 dl of oil
2 dentes de alho

Preparação

Demolha-se him cod and coze-se. Soon after escorre-se and limpa-se of skins and spines. Reserva-se to water. Corta-se him bread in slices and spread the poejos em cima (hardly the leaves). Escalda-se him bread with about of 2,5 dl da water of cook him cod, to whom if took to ferver. Tapa-se and deixa-se abebedar during 10 minutes. Soon after junta-se ao bread him cod desfiado; juntam-se still the 2 eggs inteiros and bate-se everything of kind to gather one pope. À part, num censure, levam-se the dentes de alho to alourar with him oil. Retiram-se the garlics, juntam-se ao oil to mix of bread and cod and, on fire, vai-se moving for dry him mixture, without however him leave very last. Ao be scalded, him bread must be stay all embebido but not aguado, this is, not will owe exist water visible.

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Agora, quando acabarem de se rir, tomem em consideração o seguinte:

1º Esta instituição foi financiada com o vosso dinheiro para realizar um projecto cujo resultado final foi o texto acima referido.

2º O texto acima referido, é só a primeira página. Há pelo menos mais 40 em igual situação.

3º Como é óbvio, as crianças não têm qualquer responsabilidade nisto.

4º O que é que acham que se devia fazer a este professor e ao responsável pela instituição?

5º Estes senhores estão a dar aulas aos vossos filhos.

Pensem nisso.

BAIXA Nº 1

O Ministro das Finanças.

Uma terrível perda. Todos gostávamos muito dele. Era uma boa pessoa e um bom profissional. Enfim, foi um ar que lhe deu.

A primeira constatação é que isto é o que, normalmente, se diz nos funerais. Depois de mortos, todos os indivíduos são boas pessoas mesmo que isso não corresponda à verdade.

A segunda constatação é que, quem se lixa é sempre quem fica. E isto é uma verdade.

Que venha o artista que se segue. O pessoal gosta mesmo é de circo, principalmente dos palhaços.

quarta-feira, julho 20, 2005

AFINAL NÃO HOUVE ARRASTÃO

É o que diz a P.S.P.

Ainda bem.

Assim, pela mesma lógica aquilo que aconteceu no bairro alto aqui há uns anitos atrás, também não foi o que inicialmente parecia. Isto é; os skinheads a rolarem pela rua abaixo.

Naquela noite de 10 de Junho, o que realmente aconteceu foi que um grupo de pessoas (que por acaso eram brancas e algumas até partilhavam o gosto pelo uso do cabelo muito curtinho), resolveu fazer uma corrida até ao fim da rua, para ver quem é que ganhava.

Infelizmente houve alguns danos colaterais, porque alguns dos transeuntes (que por estarem distraídos não se aperceberam do sinal de partida), não se desviaram para a berma e foram acidentalmente ‘atropelados’. Para além disso, não usavam coletes reflectores e numa noite escura, a cor também não ajudava. É claro que os ‘corredores’, na ânsia de chegar em primeiro, também não viam o que é que estava à frente.

Na praia de Carcavelos o que aconteceu foi mais ou menos a mesma coisa. As pessoas que estavam na praia estavam camufladas pela areia e depois como estava muito sol (e normalmente a luz encandeia), de facto só era possível ver aquilo que fazia contraste.

Este caso foi também uma infeliz coincidência, de uma corrida - desta vez organizada na praia e por sinal também no dia 10 de Junho - cuja perversão dos elementos da natureza todos combinados, fez com que só fosse possível ver os jovens da cor do ébano a correr. Como é óbvio, isto não é um arrastão mas sim um grande mal-entendido.

Assim, daqui só podemos concluir duas coisas:

1º Em Portugal há sempre corridas no dia 10 de Junho;

2º Os elementos da natureza conspiram sempre contra os organizadores destas corridas.

terça-feira, julho 19, 2005

EMILY

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Digam-me, que tipo de deficiência mental têm aquelas pessoas que vão passar
férias para destinos a sul do equador, sabendo de antemão 2 coisas:

1º Que é inverno;

2º Que esta é altura dos Furacões/Tufões/Monções.

Ah! Já sei!

São aqueles que não tiveram lugar na colónia de férias da CERCIS.

A isto acresce o facto dos jornalistas que lhes dão importância pertencerem, por certo, à APPACDM.

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Nota adicional: Saliente-se o facto destas duas instituições desenvolverem um excelente trabalho na área das suas competências, pelo que não deveriam ser usadas como referêncial para os casos de estupidez crónica que assolam as criaturas envolvidas neste episódio. De qualquer forma, e sem prejuízo para estas duas instituições, continuo a achar que as criaturas acima referidas são atrasadas mentais.

TIVE UMA BRANCA DA COR DAS BETERRABAS

No sentido em que estou com falta de inspiração e não noutro qualquer sentido que possam estar a pensar.
Ainda não consegui ultrapassar a história das beterrabas que ouvi hoje de manhã...
Na realidade, nem sequer sabia que produziamos beterrabas.
Mas fiquei a saber que a C.E queria acabar com a agricultura da beterraba. Fiquei indignado, como é óbvio! E então, fui procurar saber mais coisas a propósito da cultura da beterraba.
Descobri que isso era uma coisa lá daqueles ilhéus perdidos no meio do Atlântico - Açores, claro - que, ainda por cima, tiveram o azar de não ser anexados pelos E.U.A durante a segunda Guerra Mundial e por isso não tiveram outro remédio senão ficar agarrados a Portugal. Bom, mas tirando isso... Descobri que é da produção de beterraba, nos Açores, que posteriormente se produz o açucar e que depois disso ainda produzem o alcóol etílico (o mais barato da U.E por sinal). O que significa também que; acabar com a produção de beterraba nos Açores é acabar não com uma, mas com três indústrias.
Como diria um amigo meu, devíamos promover excursões a Bruxelas com o único intuito de chicotear - com uma vara de bambú - aqueles eurocratas todos. E quem conseguisse chegar mais perto do Presidente da Comissão, tinha a viagem à borla e quem conseguisse acertar nele ganhava uma viagem às Seychelles para 2 pessoas (estadia + pensão completa).

sexta-feira, julho 15, 2005

ESCOLAS NAVEGADORAS EM TERRA DE NINGUÉM - in Jornal Público de 11/07/2005

por Bárbara Wong

Anterior equipa do Ministério da Educação previa apetrechar 150 escolas até ao fim do ano. Mas hoje nenhuma estrutura assume responsabilidades directas sobre o projecto.
Que é feito do projecto Escolas Navegadoras, que previa a criação, até final deste ano, de uma rede de 150 estabelecimentos de ensino em que os alunos teriam computadores portáteis nas salas de aula e os quadros de lousa substituídos por outros interactivos? No final do ano lectivo, o PÚBLICO quis saber em que ponto se encontra o projecto. E se, no terreno, encontrou as primeiras escolas equipadas e a funcionar em pleno, a nível da tutela deparou-se com mais dúvidas que certezas.
O Ministério da Educação remete a responsabilidade para a Ciência e Ensino Superior. Este, por seu lado, atribui competências à Unidade de Missão, Inovação e Conhecimento (UMIC), cujo responsável não quis falar com o PÚBLICO. E do programa POS Conhecimento, a cujos apoios a UMIC tinha antes afirmado que iria concorrer, apenas afirmam que não há "nenhuma candidatura aprovada" .
O projecto-piloto começou a funcionar em três escolas - a básica de 1.º ciclo de Avelar e a dos 2.º e 3.º ciclos de Ansião (pertencentes ao mesmo agrupamento escolar) e também na Secundária de Arouca - , e o Governo de Santana Lopes previa que chegasse, até ao fim do ano, a centena e meia de estabelecimentos de ensino. Em Fevereiro, quando o projecto foi apresentado, a então ministra da Educação, Maria do Carmo Seabra - no seu último acto oficial -, informou que era necessário abrir concurso público para dar seguimento à iniciativa e que este se realizaria depois das eleições.
Na altura, o dinheiro não parecia ser problema. Diogo Vasconcelos, da UMIC, a agência para a sociedade do conhecimento, declarou que estava previsto "financiar o projecto com mais 15 milhões de euros", através do Programa Operacional Sociedade do Conhecimento (POS Conhecimento). Mas, cerca de cinco meses depois das eleições, pouco se sabe deste projecto. Segundo Roberto Carneiro, mentor das Escolas Navegadoras, cabe ao Ministério da Educação "a decisão sobre a oportunidade e calendário de alargamento da experiência a outras escolas". Mas o ministério diz que o projecto está no POS Conhecimento, sob a tutela do Ministério da Ciência e do Ensino Superior. "Nada foi feito [na legislatura anterior] para concretizar esse programa", explica Ramos André, do Ministério da Educação.
"Nenhuma candidatura aprovada" Do gabinete de Mariano Gago, a informação é que as Escolas Navegadoras são um "projecto-piloto" da UMIC, de 2004. O PÚBLICO tentou contactar durante várias semanas o responsável da UMIC, Diogo Vasconcelos, sem sucesso. Entretanto, no POS Conhecimento "não há nenhuma candidatura apoiada", aponta Ana Mendonça, deste programa.
A Porto Editora, que colabora no projecto, está na "expectativa de saber onde pode actuar", revela Paulo Gonçalves, responsável do gabinete de comunicação da empresa. Para já, a editora forneceu conteúdos pedagógicos à escola de Arouca, onde a experiência está a ser "extremamente positiva", considera o assessor da empresa. Quanto ao estabelecimento de ensino de Avelar, a Porto Editora continua "sem saber" quais são as necessidades dessa escola.
O projecto Escolas Navegadoras tem como objectivo criar um "novo conceito" de acesso e partilha de conhecimentos. Na prática, cada aluno teria um computador portátil, com acesso à Internet sem fios; e os professores recebem formação para dar aulas recorrendo ao computador e a um quadro interactivo (que substitui o tradicional quadro de lousa).
Em termos pedagógicos, defende-se uma alteração no modo de ensinar, promovendo a aprendizagem cooperativa, de maneira a adaptar a escola à sociedade, através do uso das novas tecnologias.
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Ora aqui está um bom exemplo de como gente capaz, competente e com iníciativa é cilindrada por decisores políticos medíocres, vulgarmente conhecidos por "empatas" (no sentido daqueles que empatam).
No último Seminário que organizei - o tal sobre as TIC na Educação, no qual o número máximo de participantes (nacionais e europeus) era suposto ser 70, mas na realidade foram cerca de 100 (sem contar com os figurantes extra que acompanharam os seminaristas - tive o prazer de conhecer o Prof. José Paulo Santos (responsável por este projecto na Escola Secundária de Arouca).
Ao contrário do que possam pensar, estes Quadros Interactivos, não são dispendiosos. Mas os obstáculos que as estruturas levantam para a aquisição dos mesmos e para a implementação destes projectos, são uma verdadeira dor de cabeça e um teste à paciência do mais santo dos santos. Pessoas capazes, como o Prof. José Paulo, são normalmente vencidas pelo cansaço (aliás, porque não existe outra forma de vencer estas pessoas).
Ninguém dá valor a esta gente que se importa e que quer fazer alguma coisa. Estes são aqueles que quando se resolvem 'enfiar' nestes projectos, o fazem por pura 'carolice' (ou então um mórbido desejo de auto-punição), porque nunca ninguém lhes vai reconhecer o bom trabalho que desenvolveram e/ou desenvolvem. A estas pessoas, ninguém lhes paga o tempo pessoal que investem nestes projectos.
Enfim, fica registado.

quinta-feira, julho 14, 2005

OS DESAIRES DE UMA INSTITUIÇÃO PÚBLICA

Acrescente-se, no âmbito da Educação...

Ou talvez, antes se deva entender, no âmbito da Deseducação...

Como em qualquer local de trabalho em Portugal, gerido por, Portugueses e cuja massa colaborativa é Portuguesa, há nesta “piquena” Instituição aqueles que são filhos e outros que são enteados (nada de transcendente, diga-se em abono da verdade, é o modus operandi nacional. É tão comum como o acto de cuspir para o chão).

Os chefes (sim os chefes, não me enganei, não têm competência ou qualquer categoria para serem designados de outra forma) – umas alimárias de espírito abrilhantado que se têm em mui elevada consideração e que aqui foram depositados pelos respectivos governos – acreditam piamente nas ideias popularuchas que têm sobre o que é a realidade, sobre o que é a organização de uma instituição, sobre o que é gerir e líderar equipas e acima de tudo, sobre o tipo de comportamento específico que devem ter (e devem exigir), numa instituição destas. Ou seja, são uns idiotas... no sentido em que têm muitas ideias, é claro. Aliás uma até é psicóloga... se bem que jamais aconselharia a iniciarem qualquer tipo de terapia com dita senhora, em virtude de poderem perder o que vos restar de vossa sanidade.

A TAP criou o modelo das filas únicas (importado da Suíça diz-se... até deveria funcionar...), aqui criou-se a equipa BDSM (assim, carinhosamente, apelidada dado o secretismo do assunto e a forma sorrateira como foi criada. Penso eu, que deveriam querer fazer uma surpresa ao resto dos colaboradores, infelizmente tropeçaram em mim). Não, não vos direi o que quer dizer BDSM. Prefiro mostrar-vos e para tal, bastar-vos-à escrever a sigla num qualquer motor de busca e carregar no search.

Esta equipa BDSM, é composta por 6 elementos – uma espécie de comissão de investigação tipo as da AR – para quê? Desconhece-se. Com que objectivos? Não se sabe. Mas é bonito e certamente deverá ter alguma utilidade, pois considerando a brilhanteza destes intelectos, não me parece que seja para jogar canasta durante o chá das cinco.

Bom, estes 6 elementos da BDSM, são os mais carismáticos desta instituição ( estão para nós, como os irmãos Metralha estão para o tio Patinhas). São os yes men, os apêndices do costume. São aqueles que não são carne, nem são peixe, não dizem sim, nem dizem não. São como a terceira via na política e os travestis na sociedade. São uma espécie de judas intelectuais que atraiçoam e se prostituem por um punhado de moedas. Esquecem-se, porém, que o dito homem acabou enforcado numa oliveira (e que de acordo com a Paixão de Cristo, sofreu umas alucinações terríveis pelo caminho).

Ao contrário do que poderão pensar, não estou a ser lixado e muito menos a sofrer de dores naquele sítio em que o braço e o antebraço se ligam, pois não padeço do mal do protagonismo. Mas enfim, vamos ver que surpresas adicionais nos reservaram tão ilustres criaturas.

Aguardemos então.

SEMANA SANTA

18-22 de Julho de 2005 = Patrões fora.
Respira-se um ar de confiança e optimismo no local de trabalho e passámos todos a acreditar que Deus existe.

A BELEZA DO FUTEBOL

“Ah sim, a beleza. O jogo é bonito, os jogadores são bonitos porque são jovens. Mas a beleza, com ser essencial, não se basta e não basta. É parte integrante de um conjunto em que também entra a sabedoria, ou melhor a sageza. Sem o conjunto, a beleza não passa de cenário. Veja: essa beleza do futebol já nem sequer traduz o exercício de um desporto, mas a produção de um espectáculo. Portanto, é puramente circense. O circo foi o maior vício de Roma, porque dessacralizou os jogos. Os Gregos começaram-nos para honrar os Deuses e os Heróis, mas o processo acabou tristemente no hipódromo romano, com os clubes transformados em partidos políticos. Hoje, a tendência é mais ampla: os clubes transformam-se em nações, são o único polo de fidelidade.” - João Aguiar in Diálogo das Compensadas.

quarta-feira, julho 13, 2005

O INSTITUTO DA INTELIGÊNCIA E O INSUCESSO ESCOLAR

Ora cá está! Finalmente descobri o que é que o Crack estava a falar no seu blog. Creio eu...

Publicou o Correio da Manhã a seguinte notícia, sobre o alerta lançado pelo Instituto da Inteligência (cuja designação em português parece, um tanto ou quanto, desafortunada. Talvez em Checo pareça melhor):

"INSUCESSO ESCOLAR AFECTA UM EM CADA TRÊS ALUNOS

O Instituto da Inteligência lançou um alerta grave sobre as dificuldades de aprendizagem e consequente insucesso escolar em Portugal, concluindo que mais de um terço dos alunos portugueses falha nos estudos.

A conclusão, anunciada hoje, foi obtida no âmbito de um estudo sobre as dificuldades de aprendizagem, que decorre em Lisboa e no Porto a partir de segunda-feira, promovido pelo Instituto da Inteligência.

Aquela entidade, considera este problema grave e salienta que as dificuldades de aprendizagem e insucesso escolar dos alunos resultam do mau ensino e do stress emocional. A situação torna-se ainda mais alarmante, segundo o Instituto da Inteligência, porque o número de estudantes com insucesso escolar tem crescido de ano para ano.

Nelson Lima, do Instituto, citado pela rádio TSF, refere que entre 35 e 37 por cento dos jovens dos dos 2º e 3º ciclos do ensino básico deparam-se com problemas de aprendizagem com insucesso escolar associado. Por seu lado, os bons alunos, com grandes médias, são apenas um por cento, enquanto 37 por cento são perfeitamente incapazes de aprender. "

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Conclusão: Aquilo que o I.I vem dizer é que 37% dos alunos, são burros como penedos e não há volta a dar-lhe.

Ok. Eu até posso viver com isso.

Mas vamos a contas:

1% - Bons alunos com grandes médias (futuros médicos certamente, mas não chega para colmatar o déficit);

37% Alunos incapazes de aprender (futuros trolhas por certo, mas não faz mal porque também têm o seu lugar na sociedade, nem que seja a fugir da polícia);

Então?.... Mas se as contas não me falham, 37 + 1 é igual a 38 (não, não precisei de máquina de calcular).

Ora bolas! Então onde é que estão os outros 62%?...

Farão parte da maioria silenciosa? Quem é que fala por eles? É que isto a longo prazo é problemático, senão vejamos:

1% são geniais e futuros médicos e afins, sendo que aqueles que não saírem para prosseguirem as suas carreiras no estrangeiro, ficam aqui e vão fugir aos impostos porque são daqueles que não trabalham por conta de outrém.

37%, logo à cabeça, são aqueles que vão viver à custa dos subsídios atribuídos pelo Estado porque são incapazes.

62% são aqueles que, teoricamente, vão sustentar as criaturas referidas nos 2 parágrafos anteriores.

Mas dentro desses 62% ainda vamos ter de definir 3 níveis de medíano que, vão desde o baixo ao alto e dentro de cada um desses níveis ainda temos de ver qual é a percentagem que cabe dentro de cada um. Uma vez na posse desses números então, já é possível verificar qual é a percentagem de "mexilhões" que, acaba sempre lixado. E isto porquê? Porque aqueles que estão mais abaixo e aqueles que estão mais acima, nunca pagam tudo aquilo que deveriam pagar.

terça-feira, julho 12, 2005

PATERNALISMOS


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Por diversas vezes dou comigo a pensar no que é que estas duas criaturas têm que, conseguem congregar uma legião de fãs à sua volta e conseguem a mais completa devoção às suas causas. Alerto que, no entanto, neste restrito grupo devemos igualmente incluír o candidato independente à CM de Oeiras Isaltino Morais e o candidato independente à CM de Gondomar Major Valentim Loureiro.


Estas 4 personagens, praticamente saídas de um romance burlesco do século XIX, têm uma coisa que nenhum político da AR actualmente tem. E isso é CARISMA. As pessoas tendem a simpatizar com eles. Nos discursos, apelam directamente às emoções do seu eleitorado e transformam-se naquilo que, inconscientemente, todos querem que eles sejam (seja futebol ou seja política), isto é, transformam-se em pais.


O povo português gosta de ter um pai que lhe resolva os problemas, que lhe indique o caminho que deve seguir, que tome conta dele, que de vez enquanto dê uns murros na mesa para pôr ordem na casa, enfim nós portugueses somos assim e só construímos verdadeiramente alguma coisa quando há um dirigente com essas características.


Por acaso, não era nada disto que eu ía escrever. Muito antes pelo contrário, ía já começar a mandar bocas foleiras acerca destas personagens, mas de facto não o posso fazer (ou pelo menos, não agora). Eu até posso discordar das possíveis condutas destes senhores, posso discordar das suas ideias - o que não é fácil, pois o discurso é sempre (ou quase sempre) direccionado para questões com as quais todos se identificam - mas tenho de admitir que, independentemente das coisas eles tratam bem dos seus 'súbditos'... Ora bolas!... Há dias em que detesto pensar. Não era sobre nada disto que eu ía escrever!

segunda-feira, julho 11, 2005

OE 2005 - escrito por um cidadão anónimo extremamente preocupado

Só tenho uma coisa a dizer: Desgraçado daquele que não pode fugir aos impostos (como eu por exemplo).
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UM CIDADÃO EXIGE EXPLIcaçÕES
Orçamento 2005, a Bandalheira total
Em relação aos postais anteriores, relativos às dotações orçamentais dos gabinetes dos ministros, quando soube desta noticia, fiquei chocado, mas com uma dúvida: 200 milhões de euros, é muito dinheiro, e não consigo imaginar quanto, sem possuir um termo de comparação. Tentei por isso comparar estes gastos com outros de caracter similar.
O primeiro que escolhi, e que me deu a primeira luz sobre o assunto, foi a dotação orçamental da presidência da republica para o ano de 2005.
Esta dotação que cobre os gastos de Sampaio, o seu staff, a manutenção do Palácio de Belém, as viagens e os vestidos de Maria José Rita é de 13.325 milhões de euros.
O valor atribuído à presidência da república para 2005, pode-se considerar até espartano quando comparado com as dotações orçamentais dos ministros da república dos Açores e Madeira que são mais de 200 milhões de euros para cada um, e com a dotação orçamental do gabinete do ministro da defesa que é de 159 milhões de euros, dotação essa, que o sucessor de Paulo Portas, presumo que tenha herdado sem questionar.
Mas esta comparação não me deixou satisfeito, precisava de arranjar mais um termo de comparação. Tentei saber quanto custa Chirac ao estado Francês, mas a busca foi infrutifera.
A mesma busca porém, direccionou-me para o <
http://www.royal.gov.uk/files/pdf/Royal%20Public%20Finances%202003-04.pdf> relatório de contas da Real Casa de Windsor, chefiada por Sua Majestade Fideli­ssima Isabel II.
Fiquei logo a pensar que a minha depressão ia desaparecer, pois ao ler os gastos de Isabel II, pensei (lírico) que iria passar a considerar os nossos ministros da republica da Madeira e Açores, como uns pobres pedintes de pão descalço.Da leitura do relatório de contas reais, a Royal Public Finances 2003-2004", fiquei a saber que:
A família real britânica possui 5 tipos de rendimentos:
- Lista Civil* Salários dos funcionários reais - 303 funcionários (2004)
- Subvenções do Estado (Grants-in-aid)* Destinados à manutenção dos palácios reais, salários dos respectivos funcionários - 111 funcionários (2004) - e viagens de estado
- Privy Purse Rendimentos das propriedades particulares da Casa de Windsor- Riqueza pessoal e outros rendimentos- Despesas pagas directamente pelo estado*
- Fundos públicos
Quando li os valores envolvidos o queixo caiu ao chão, eram verdadeiramente inacreditáveis, mas não no sentido em que estava a pensar:
Em 2004, os gastos com dinheiros públicos foram os seguintes (Milhões de Libras):
- Lista Civil - 9.953
- Subvenções do Estado - 21.645
- Despesas pagas pelo Estado - 4.872
- Total de fundos públicos - 36.470
(53.993 milhões de euros)
NOTAS: As despesas das subvenções do estado destinam-se aos palácios reais ocupados, que são:
- Palácio de Buckingham;
- Palácio de St. James;
- Clarence House;
- Marlborough House;
- Palácio de Kesington;
- Palácio de Hampton Court;
- Castelo de Windsor, seu parque e edificios nele existentes.
Não acreditando no que estava a ver, pensei que tinha lido mal os números, faltam de certeza dois ou três zeros. Não! Afinal os meus olhos não me tinham enganado, lido e relido o relatório, os valores estão todos expressos em Milhões de Libras, aplicando a taxa de câmbio do dia de ontem (1£=1.4804945 â,¬) verifiquei que toda a Monarquia Britânica custa ao erário público do Reino Unido uns módicos 53.993, ou seja 54 milhões de euros.

Resumindo, aquilo que o Reino Unido gasta com toda a família real, chega apenas para "alimentar" um gabinete do ministro da república, das nossas regiões autónomas, por um mísero trimestre e quatro meses do Gabinete do ministro da defesa.
Gostaria de saber como é que os Srs. Ministros da república dos Açores e da Madeira, justificam gastos anuais 4 vezes superiores aos da Sua Majestade a Rainha Isabel II.
É certo que viajam muito de avião, é certo que moram em palácios, mas estes palácios estão para Buckingham, tal como uma barraca da Cova da Moura está para os duplex da Torre de São Gabriel. E a Rainha de Inglaterra tem mais 6 palácios. A presidência da república representa apenas um quarto de rainha de Inglaterra.
Como cidadão, exijo uma explicação! Uma explicação por parte de quem elaborou este orçamento, por parte de quem obrigou é sua aprovação e por parte de quem tem, neste momento, a obrigação de o aplicar. Se esta explicação não for dada, o acto de fugir aos impostos não pode mais, ser considerado um crime, deve ser considerado um dever patriótico.

Para os mais cépticos, deixo aqui os links, para verem com os seus próprios olhos:
Royal <http://www.royal.gov.uk/files/pdf/Royal%20Public%20Finances%202003-04.pdf> Public Finances 2003-2004 (Ficheiro pdf ââ,¬â?o 1.529 Mb)Royal Public Finances summary 2003-2004 (Ficheiro pdf ââ,¬â?o 88 Kb)
Mapa <http://www.dgo.pt/oe/2005/Aprovado/Mapas/map02-2005.pdf> 02-2005 do Orçamento geral do Estado (Ficheiro pdf ââ,¬â?o 9.6 Kb

quinta-feira, julho 07, 2005

BOMBS AWAY!!!! - 1


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Agora digam-me lá uma coisa, o que é que acham que vai sair daqui? Explodir cenas em Londres, ou em qualquer outro local que seja, serve exactamente para quê? Qual é o objectivo? Político não é certamente, porque se fosse político não assassinavam pessoas por desporto. Mas tratar animais como se tratassem de pessoas, normalmente não resulta.

quarta-feira, julho 06, 2005

O G8 E OS HABITUAIS PROTESTOS

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Pois é, ora cá estão eles outra vez. Não mudaram nada desde a última vez que os vi. Estão um pouco mais velhos, talvez... Mas estão sempre sorridentes e isso é que é importante, até porque rir é sempre o melhor remédio.

É verdade, agora foram passear até à Escócia. Pessoalmente, teria escolhido um local mais temperado, mas ninguém me perguntou a opinião e por isso também não disse nada. Parecendo que não, a presença destes senhores em qualquer parte, que seja, do mundo provoca um incremento no Turismo. É claro que é um tipo de Turismo um bocado ranhoso, de pé rapado, que por norma traz mais problemas do que vantagens, mas o que fazer? Pergunto. Atrás deles vêm sempre os apêndices! Vêm sempre os "anti-globalização".

Não pensem que ser "anti-globalização" é mau. Muito pelo contrário, é muito positivo. Porquê? Bom, logo para começar pode-se começar usar rastas, o que - mesmo parecendo que não - poupa-se imenso dinheiro em tudo o que tenha a ver com champôs, barbeiros/cabeleireiros, pentes, escovas etc. Depois, pode-se deixar de tomar banho (matando dois coelhos de uma cajadada só. Por um lado poupa-se água e por outro não se faz poluição com o uso dos sabonetes), e pode-se também usar imensos piercings cuja única desvantagem pode ser o passar pelo detector de metais no aeroporto, o que por si torna o embarque um pouco mais moroso (felizmente não terão tido que passar pela nova modalidade de check in proporcionada pelos serviços da TAP. É a modalidade da fila única para destinos dentro da Europa. Para os mais distraídos, deixo um conselho: vão para o aeroporto com, pelo menos 5 horas de antecedência e quando estiverem na fila, a marcar lugar, imaginem que estão a querer marcar uma consulta médica num qualquer centro de saúde perdido algures por aí).

Mas continuando, de seguida, também se passa a poupar rios de dinheiro em roupa, visto que qualquer trapinho serve (literalmente), desde que seja preto. Pode-se também andar pintado sem que seja carnaval e pode-se provocar e bater na polícia, pois sempre que eles responderem com o uso da força pode-se, sempre, alegar abuso de autoridade e reclamar que aquela não é maneira de tratar as pessoas num Estado Democrático.

Meus senhores, ser "anti-globalização" é o que está a dar, digo-vos. Viaja-se à brava e, senão à borla, pelo menos a preço reduzido (através de associações que na maior parte das vezes recebem fundos dos próprios Estados e com um bocadinho de sorte, também conseguem fugir às sandochas congeladas que a TAP oferece aos desgraçados que viajam em turística. Se não se conseguir escapar, bom nesse caso mais vale dar-lhes alguma utilidade, guarda-se no bolso porque depois pode muito bem servir para se atirar à cabeça dos 'bófias', quando se estiver na manifestação. A este processo chama-se, Reciclagem. Nada se perde, tudo se transforma). Mas continuando, pode-se berrar tanto quanto for possível, os pulmões aguentarem, palavras de ordem como o perdoar a dívida externa dos Países Africanos que, aliás, são muito pobres, ali Angola, Moçambique Guiné etc, coitados, não têm recursos nenhuns, são uns mártires. O
Sudão é um outro bom exemplo de um Estado que necessita de ajuda urgentemente, coitado, é um Estado esclavagista que pratica o apedrejamento até à morte e a infibulação (à tesourada, ou àquilo que estiver à mão e que, de preferência, corte), bom mas isso, podemos fazer como fazemos com os touros de morte ali em Barrancos, ah e tal, já se pratica à muito tempo, é tradição e tal... Bom, faz de conta que não foi nada. Os rapazes até respeitam os Direitos humanos.

Ser "anti-globalização" é também muito bom para a economia, porque se a globalização é muito má, então - por oposição - o proteccionismo é muito bom! É claro que fica um bocado em aberto a questão de ajudar países terceiros a desenvolverem-se porque ou bem que se protege, ou bem que não e nós, Portugal pois então, também ficamos assim um bocado tramados visto que, assim produzir, produzir, nós não produzimos nada, mas pelo menos temos os bilhetes de futebol à taxa de 5% de IVA.

Acabar com a fome no mundo é também uma medida muito positiva (pode-se organizar mega-concertos e tudo, até porque passar um filme em background com criancinhas esqueléticas, a morrer de fome, porque é extremamente vendável ou seja potencia a abertura dos cordões à bolsa. Na política, esse tipo de coisas chama-se manipulação de massas, na indústria do entertenimento, chama-se angariar fundos para caridade e/ou solidariedade), tirando isso, Malthus era um gajo que não tinha mais nada que fazer na vida do que pôr-se, a inventar teorias sobre o crescimento exponêncial da população mundial. Falta de
trabalho, era o que era... era um desocupado, porque se estivesse ocupado não pensava em porcarias. Felizmente já morreu, porque senão, aposto que já tinha inventado mais qualquer cena triste para se estudar.

Apesar de haver muito mais para dizer, penso que por agora vou ficar por aqui. No entanto, questiono-me todos os dias, se não seria uma boa ideia meter todos os políticos portugueses, numa embalagem verde dos CTT e remetê-los para um outro, qualquer, destino desconhecido...