quinta-feira, agosto 31, 2006

CULTOS QUE MATAM

Templo do Povo - n.º de vítimas 900+ - Reverendo Jim Jones - Novembro 1978
Caçadores de Bruxas - Congo - n.º de vítimas 800 - Desde Junho 2001
Caçadores de Bruxas - Indonésia - n.º de vítimas 140+ - Desde Setembro 1998
David Koresh - Waco - n.º de vítimas, incluindo elementos do ATF, 90 - Fevereiro 1993
A ordem do Templo Solar - nº de vítimas 74 - Outubro 1994
Os homens Crocodilo do Congo - n.º de vítimas 33 - 1995
Shoko Asahara & Aum Supreme Truth - n.º de vítimas 18+ - Março 1995
Pergunta: Quais são os pontos comuns entre estes grupos e os grupos islâmicos radicais?

Que grosseria, senhores dirigentes do PSD e CDS - por Miguel Castelo-Branco

"Tive um vómito involuntário ao ler hoje nas páginas do Público que o dirigente da Nova Democracia ficou à porta das sedes do PSD e CDS quando ali se dirigiu para proceder à entrega de um documento endereçado aos líderes daqueles partidos. Sei que vivemos num país de selvagens e de gente que nem à mesa sabe comer. Os partidos reproduzem a sociedade, pelo que estimo perfeitamente normal que continuemos submetidos ao poder da estupidez e da grosseria. Fosse eu líder de qualquer daquelas agremiações e tê-lo-ia recebido, por elementar boa-educação, como receberia nas mesmas circunstâncias os sr.'s Louçã, Pinto Coelho, Mário Machado, Jerónimo de Sousa ou quaisquer outros cidadãos que me batessem à porta por razões análogas." - Continuar a ler aqui.
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A propósito desta notícia, não posso deixar de me associar a esta manifestação de desagrado. A atitude, tanto do PSD como do CDS, foi de um mau gosto e de uma falta de educação sem limites.
Haverá mais coisas por detrás desta falta de educação?
Pois, deverá haver várias coisas, entre elas a questão do não reconhecimento, porque receber o Dr. Manuel Monteiro significaria reconhecê-lo enquanto elemento de um partido político relevante.
No entanto, como os senhores do PSD e do CDS-PP acham que os seus partidos vão de vento em popa e estão a fazer um excelente trabalho, o partido do Dr. Manuel Monteiro não tem qualquer relevância política.
Boa malha!
No governo temos a CERCI, na oposição temos a APPACDM. Lindo!
Nota: Com isto não pretendo insultar nenhuma das instituições acima referidas, que fazem um excelente trabalho no apoio a pessoas com deficiência.

terça-feira, agosto 29, 2006

O VALOR DO INSUCESSO - por André Abrantes Amaral

"O valor do insucesso
The hardest freedom to maintain is the freedom of making mistakes, Morris West, escritor."
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É um texto que vale a pena continuar a ler aqui.

segunda-feira, agosto 28, 2006

"NÓS TAMBÉM SOMOS ISRAEL" - por Miguel Esteves Cardoso

in Revista ÚNICA, Jornal Expresso, 26 de Agosto 2006

" A minha posição é muito simples: apoio Israel, aja mal ou aja bem e haja lá o que houver. Suponho que isto faça de mim, segundo a óptica da época, um fundamentalista, tão mau como os terroristas: não me importo. Cada um é livre de pensar o que quer. E é aqui que começa (e não acaba) o problema.

Se eu quiser interrogar a minha simplicidade, basta-me ler a imprensa israelita. Aí são expostas e ardentemente defendidas todas as posições possíveis. Se quiser ultrapassar à esquerda ou à fanática os mais ferozes anti-sionistas europeus e americanos (os portugueses, felizmente, são sempre desinteressantes) lá estão todos os extremismosque eu possa pretender.

Os israelitas têm, em comparação com aqueles com que guerreiam, algumas grandes vantagens. Não querem a destruição completa do povo a que pertence o exército adversário. Gostam da liberdade de expressão; da democracia liberal; dos direitos humanos. Pensam no que fazem; têm problemas de consciência; dúvidas que exprimem publicamente e debatem sem pudor. Votam e deixam votar. Enfim, Israel é como Portugal, como a Europa, como os Estados Unidos, como o Japão, como a Austrália e todos os países onde o indivíduo é livre de discordar, rebelar-se e ser do contra. Ou, no meu caso, de não se rebelar - nem sequer contra os que se rebelam.

Para mim, os adversários de Israel são os nossos. Por definição. São os que querem destruir um Estado e um povo democráticos. Mais: Israel somos nós. Não nos faz lembrar nada aquele país diminuto rodeado por inimigos, com um único aliado poderoso? Faz lembrar Portugal há muitos séculos atrás, quando a ideia de Portugal ainda não era aceite. Os israelitas têm os americanos como nós tínhamos os ingleses. E os restantes europeus, como sempre, vacilam em volta, confundindo a própria confusão.

Não é em Israel nem aqui que existe unanimidade ou se procura alcançá-la. Essa é a razão do meu apoio: poder concordar. Também é uma liberdade. É onde há unanimidade - e onde se procura impô-la - que está o que se deve temer e contrariar. "

quinta-feira, agosto 24, 2006

NAS ESCOLAS DO REINO UNIDO

Não, não é sobre o choque de culturas.
É sobre o funcionamento das escolas em Leicester.
Uma das grandes vantagens do meu trabalho é, inegavelmente, a possibilidade de verificar em primeira mão as semelhanças e assimetrias entre os diversos Estados que compõem a U.E (onde se incluem também aqueles que acalentam a ideia de que, um dia, serão membros).
Bom, no meio disto tudo também passo bastante tempo atolado em análises e avaliações de relatórios cuja grande maioria anda entre o fraco e o razoável (e metade deles são de fugir). Todavia, uma vez por outra, aparecem excelentes relatórios os quais são, efectivamente, dignos de nota. Este que que vos vou falar é um deles.
Leicester é uma comunidade com uma diversidade cultural bastante elevada onde convivem, em termos linguísticos, cerca de 100 línguas diferentes todos os dias. Assim sendo, parece bastante razoável assumir que esta seja uma realidade que se manifesta em contexto escolar. Aqui, a diversidade é encarada de uma maneira positiva por forma a poderem desenvolver-se relações bem sucedidas entre os diversos elementos que compõem a comunidade.
É claro que, estes princípios gerais de boa convivência não são implementados sem o recurso a instrumentos de trabalho eficazes e por isso houve, pelo menos, três aspectos que ressaltaram logo quando li o relatório.
O primeiro, diz respeito aos alunos com necessidades educativas especiais. Nesta comunidade, «todos os alunos com necessidades educativas especiais e cuja 2ª lingua é o inglês, usufruem de um apoio extra. Por cada aluno com deficiência é colocado um adulto em permanência.», e.g. «Numa das escolas visitadas havia uma aluna com deficiência auditiva. A aluna tinha uma professora de língua gestual permanente e os restantes colegas aprendiam a língua para poderem comunicar com a colega».
Nota 1: Nesta parte fiquei a pensar que em Portugal é igualzinho!
O segundo aspecto que me saltou logo à vista também, foi o seguinte; « A escola é encarada como uma extensão da família (...) as famílias respeitam linearmente as regras das escolas e os professores, têm conhecimento do regulamento das mesmas (que assinam) e têm obrigatoriamente de dar cumprimento às regras e de as fazer cumprir pelos seus educandos, porque se não o fizerem, terão sanções e serão convidados a escolher outra escola».
Nota 2: É... aqui também.
O terceiro aspecto que vou referir é o seguinte; «Os encarregados de educação das crianças que vão iniciar a sua escolaridade no ano lectivo seguinte têm um curso na escola para se familiarizarem com a mesma, assim, existiam em curso 5 cursos de treino com as famílias. Os cursos têm a duração de 10 semanas em períodos de 2 horas. Cada grupo têm 10 famílias e é acompanhado por um professor tutor. Nesses cursos, para além das regras, é-lhes dado um conhecimento do currículo que incorpora a diversidade cultural e é-lhes ensinado a estimular a criança para a literacia e numeracia».
Nota 3: É... aqui também é tal e qual...
O relatório continua mais detalhadamente acerca das formas com que lidam com determinados problemas que eventualmente possam surgir. No entanto, a minha única intenção em falar disto não é criticar a educação em Portugal (até porque este relatório tem o cuidado de referir que o que se passa nesta comunidade não retrata o que se passa no resto do Reino Unido), a única intenção é apenas a de salientar que estes professores para poderem fazer um bom trabalho, têm bons instrumentos de suporte e o apoio das autoridades públicas, que neste caso são as locais. Por isso, aqui fica a referência a este testemunho.

RESPOSTA AO POST "ZECA AFONSO (2)" - COMBUSTÕES

Mmmmm... Não.
Na minha opinião, o senhor era mesmo um péssimo cantor mas, gostos não se discutem, lamentam-se.
O senhor era ultra comunista. É do conhecimento geral que Comunismo e Democracia não só não combinam como são incompatíveis. Não há comunistas democráticos, isso é um contra-senso.
O que eu não percebo é o porquê dos protestos. Eu também gosto de ouvir Ramstein mas não obrigo ninguém a gostar da música deles, nem misturo política com entertenimento.

terça-feira, agosto 22, 2006

IR OU NÃO IR, EIS A QUESTÃO.

Para o Líbano, entenda-se.
Vamos.
Não vamos.
Com condições.
Sem condições.
CDU, BE e Verdes, dizem não.
CDS-PP, diz sim.
PSD, diz Nim.
Eu digo: "Ide pentear macacos." (sempre é melhor do que dizer: «ide montar-vos num camelo e/ou dromedário», podiam interpretar-me mal).
CDU, BE e Verdes, dizem não pelos motivos errados. O veneno que destilam contra o "imperialismo" é tanto que espero que não mordam a própria língua pois era o cabo dos trabalhos, embora tivesse aspectos positivos.
CDS-PP, diz sim. Bem... calhando, uma leitura atenta de um Atlas politico era capaz de não cair mal. Talvez ficassem a perceber alguma coisa sobre esferas de influência.
PSD, diz nim. Vou pensar. Vamos ver. Não é carne. Não é peixe. Já tinham tido tempo de ter chegado a uma posição interna mesmo que não a manifestassem de imediato. Além disso têm, no seio do partido (esta agora foi bonita), pessoas familiarizadas com a política internacional dos séc. XVIII, XIX e XX, por isso sabem bem o que são esferas de influência.
Eu digo: aquela zona não faz parte da nossa esfera de influência. Com tratados internacionais ou sem eles. Com ONU ou sem. Além disso, a pergunta é: o que é que nós ganhamos com isso? (o 1º que se atrever a dar uma resposta cretina, leva uma contra-resposta torta).

PINHEIRO DE AZEVEDO

Também no Combustões. Isto os Primeiros Ministros já não são o que eram.
Tão terra a terra.
Tão proletariado.

NOTAS INTERESSANTES NOS BLOGUES DO LADO

Ontem, andava eu no meu périplo pelos blogues dos meus vizinhos quando, eis senão que, me deparo com um vídeo interessante no Combustões, sobre a igualdade de oportunidades entre homens e mulheres na perspectiva de um religioso islâmico. Fartei-me de rir mas, confesso que, bem vistas as coisas aquilo não tem lá grande piada.
Diz a criaturinha de turbante, basicamente que, as mulheres precisam de ser protegidas e que se lhes pode dar uns tabefezitos à vontade sendo que isso é para o próprio bem delas. É... considerei eu, o «mulherio» curte mesmo uma boa cena de porrada. Enfim... felizmente, também há quem prefira pastéis de nata.

segunda-feira, agosto 21, 2006

NOTAS DO FIM-DE-SEMANA

Sábado, às 07 h e 12 m, acordei arrelampado com uma sensação de angústia. Estava atrasado para ir para o trabalho e o malvado do despertador não tinha tocado. Pulei da cama e fui a correr para a casa de banho a barafustar e a dizer mal da vida.
Passados um ou dois minutos, o meu cérebro começou a funcionar e perguntei-me a mim mesmo que diabos estava a fazer. Era sábado, eu não trabalho ao sábado. Voltei para a cama e fui dormir. No entanto, as minhas boas intenções em ir dormir foram, na realidade, inúteis. Não porque não tivesse adormecido mas, porque fiquei insuportável durante o resto do dia (além disso achava que o mundo inteiro estava contra mim). Portanto, o Sábado foi um dia absolutamente estúpido.
O Domingo, que por definição é um dia imbecil, foi até bastante razoável até à parte em que ouvi as notícias no telejornal. Quando ouvi os srs. jornalistas a apelidarem os moços do Hezbollah de Combatentes fiquei logo com azia.
Resumindo, concluí que as criaturinhas não sabem quais são as diferenças entre:
- Combatentes
- Guerrilheiros
- Terroristas
- Activistas
Assim, e para não pensarem que digo as coisas só por dizer, vejam lá se aprendem qualquer coisita ainda que estes conceitos sejam apenas uma versão muito resumida:
Combatente: indíviduo que combate. Conceito aplicado a soldados das forças armadas regulares ou movimentos de guerrilha.
Guerrilheiro: membro de uma força armada irregular, com motivações políticas, que combate forças armadas regulares. São indíviduos identificados pela utilização de um uniforme e através de insígnias que os distinguem da população cívil. Não transportam armas escondidas e no caso de serem capturados são considerados, pelas regras da Convenção de Genebra, como prisioneiros de guerra.
Terrorista: indíviduo que recorre sistematicamente ao uso da violência e da intimidação para alcançar objectivos políticos enquanto se disfarça de cívil ou não-combatente. Não estão abrangidos pelas regras da Convenção de Genebra.
Activista: indíviduo envolvido em actividades políticas que faz passar as suas mensagens através de campanhas públicas.
Assim, os moços do Hezbollah não são:
- combatentes, porque não são elementos nem de uma força armada regular, nem de uma força armada irregular;
- guerrilheiros, porque não fazem parte de um movimento de guerrilha;
- activistas, porque não fazem campanhas públicas de sensibilização (activistas são os tipos(as) do Greenpeace, da Amnistia Internacional, Women on Waves etc).
«Portantos», se eles não se enquadram em nenhum dos 3 conceitos acima referênciados, só nos falta um. Os moços do Hezbollah são terroristas. Porquê? Porque quanto mais não seja o Hezbollah é considerado um grupo terrorista que faz uso da violência sobre civis enquanto os seus elementos se fazem passar, também, por civis.
Por isso, quando há um atrasado mental de um jornalista que mistura conceitos, pois claro que eu fico com azia.

sexta-feira, agosto 18, 2006

SABEM QUE MAIS?

Eu vou emigrar!
Vou para um país onde se possa trabalhar decentemente porque, isto de se trabalhar num país onde está tudo de férias é uma gaita!
Já não bastava termos uma Directora que não dirige (e que não vai a reuniões em Bruxelas porque não quer decidir), agora temos também uma Coordenadora financeira que não coordena e está de férias!
Não tenho nada contra as férias, mas o mundo não pára porque "elas" estão de férias! E eu não posso fazer o meu trabalho porque há duas tontas com poder - para autorizar e decidir - que estão de férias ao mesmo tempo!
Que vontade de lhes partir o teclado na cabeça!
A sério, isto não há nada pior do que gente burra com poder.
Estou furibundo, dêem-me um desconto que isto daqui a bocadinho já me passou.

VALE A PENA LER

"Onde estão os amigos de Marcello ?

O dia de ontem passou lento, arrastando-se no vagar das horas de férias, mas sem praia; logo sem desculpas. Esperei todo o dia que os amigos de Marcello, aqueles que educou, promoveu e colocou emitissem um som, exibissem um gesto de agradecimento, de saudade e fidelidade. Nada. Todos, ministros, secretários de Estado, catedráticos, jornalistas, homens de negócios, generais do antes e depois do 25, calaram, esconderam ou invocaram ausência. Aliás, por que razão esperaria o contrário num país de proverbiais cobardes, grandes senhores sem palavra nem honra, carreiristas sem sonho e cidadãos sem pinga de dignidade cívica ? Ainda estou a sair desta tardia, ingénua e casmurra juventude que teima em ficar. Marcello ficou lá longe, no Brasil. Não quis mais voltar, nem vivo nem morto. Compreendo-o muito bem. Com todas as dúvidas que mantenho a propósito do homem como político, da sua capacidade para mudar um regime que não queria mudar, ou para vergar uma oposição que de facto não existia senão nas casernas, entre a sueca e o jogo de damas, não deixo de lhe reconhecer esse valor, hoje tão pouco cotado na bolsa dos valores, a que se chama patriotismo. (...)" - continuar a ler no Combustões

"PHOTO FRAUD"

Este link http://www.aish.com/movies/PhotoFraud.asp sobre a guerra no Líbano foi-me dado a conhecer por um autor aqui da casa ao lado.
Como este, há outros links para outros websites que, acima de tudo, mostram uma coisa; o momento em que as Agências de notícias deixam de transmitir a notícia e passam a ser a notícia.

quinta-feira, agosto 17, 2006

ALGUÉM VIU...

... no telejornal de ontem, da TVI, aquela notícia sobre o regresso dos "refugiados" libaneses às suas casas (ou ao que sobrou delas)?
Viram, aquela imagem dos bonequinhos posicionados estrategicamente numa abertura, providencial, no meio dos escombros?
Foi uma imagem tão linda, ai mas tão linda... estavam tão limpinhos e até parecia que acenavam para a câmara. Fiquei muito emocionado.
De facto, a comunicação é uma arma terrível. Estas coisas fazem-me lembrar as campanhas publicitárias para o Dia da Mãe.
Não sei se já repararam mas, as campanhas publicitárias para o Dia da Mãe são concebidas para despertar o que de melhor existe em nós. Todas elas aludem aos aspectos delicados da figura maternal que acarinha e protege. É bonito.
É claro também que, toda a moeda tem o seu reverso.
A mesma figura maternal que é suposto acarinhar e proteger, também maltrata, também agride, também abandona e também mata mas, isso meus caros, além de não ser nada delicado, não é nada vendável.
Neste aspecto, as campanhas concebidas para o Dia do Pai acabam por chocar menos, talvez por se tratar de uma figura masculina quiçá, mas chocam menos.

quarta-feira, agosto 16, 2006

VOCÊS ACHAM ISTO NORMAL?

Então não é que estou cotado na Bolsa dos Blogues?

Então e alguém sabia que o 4ª República até tem Shareholders? Ainda por cima há um caramelo que detém 50% das acções...

Até o Crackdown vale uma pipa de massa!...

E o Combustões também...

Inacreditável!

PRAGA OU VIENNA?

Pois, ora cá está o meu dilema existêncial mais recente .
Praga ou Vienna?
Não me consigo decidir acerca do destino onde irei passar o meu próximo período de férias.
Vienna, estive lá em Junho é um facto, mas... faltou-me ver muitas coisas (entre elas o espectáculo da escola equestre e isso gostava de ir ver).
Praga, não conheço, mas... gostava de conhecer.
Bom... mas seja qual for o destino há que contar com o excelente desempenho dos serviços do aeroporto da Portela, a não ser que queira ir visitar - outra vez - o aeroporto de Barcelona (cujo freeshop é uma perdição para a bolsa de qualquer um. Pergunto-me se o aeroporto de Lisboa não terá um acordo qualquer com o aeroporto de Barcelona).
Bem, vamos ver... sempre posso tirar à sorte.

segunda-feira, agosto 14, 2006

AS OPINIÕES DO PÚBLICO

Aborrecido como uma ostra, hoje, quando ouvi as badaladas das 16.30, dei de frosques como o Robin dos Bosques. Assim, quando cheguei a casa e depois do meu zapping habitual, ainda tive tempo de ver (e ouvir) os últimos minutos do programa, da SIC Notícias, Opinião Pública.

Nota prévia: Este programa até é engraçado mas, há que ter disposição para o ver visto que a maior parte das pessoas que participam activamente com os seus telefonemas parecem ser algo... básicos. Não que eu tenha alguma coisa contra donas de casa, reformados ou "empresários" com habilitações académicas ao nível do 9º ano de escolaridade, não tenho mas, os códigos de linguagem são diferentes e directamente proporcionais ao nível Q.I. E sinceramente, até no que toca a comédia eu prefiro coisas inteligentes. Isto não quer dizer que seja um mau programa. Quer apenas dizer que é adequado à grande audiência.

Bom, então dizia eu que estive a ver os últimos minutos do Opinião Pública, que versava sobre o cessar-fogo no Líbano e no qual se perguntava, se ía ser respeitado ou não.

Independentemente dos resultados, assisti a uma intervençãos telefónica brilhante. Foi a do sr. Silva, "empresário", 59 anos, residente na área de Lisboa (estas referências são importantes por causa do perfil). Dizia o sr. Silva, excitado e eufórico com a sua participação, que o Hezbollah e o Hamas tinham começado por ser grupos terroristas mas agora já não eram (nesta parte comecei a rir-me e já só parei quando o homem terminou de falar). Fiquei embasbacado! Mas depois comecei com dúvidas existênciais como:

- Então agora já não são e ninguém diz nada?
- Deixam as pessoas andar assim enganadas?
- Então, mas mas quem é que se anda a explodir por aí?

De seguida pensei:

- Não! Espera lá, as criaturas já andam de fatinho e têm assento no parlamento.

Concluí:

- Já sei! A partir do momento em que se veste fato e gravata deixa-se de ser terrorista.

Bem dito, bem feito. Pois lá veio o sr. Silva dizer que até tinham sido democraticamente eleitos. Aqui o meu cérebro entrou em pausa porque:

- O Hitler foi democraticamente eleito.
- O Mussolini foi democraticamente eleito.

Ok, mas o pessoal só se chateou mesmo quando eles sairam das suas casinhas e além disso, as democracias têm esse problema. É possível, democraticamente, passarmos todos a um regime mais autocrático. Por isso é que Aristóteles o enquadrou na categoria dos regimes degenerados.

Adelante Rocinante, porque o sr. Silva fez outra afirmação brilhante! Quando o sr. Silva disse que o Hezbollah era suportado pelos americanos, bom... aí é que me atirei ao chão de tanto rir. Aparentemente o sr. Silva não sabe que os «piquenos» são patrocinados pelo Irão, mas pronto tudo bem, não é preciso saber tudo. No entanto, se os seus neurónios fossem um «niquinho de nada» mais articulados saberia que os americanos nunca chamariam a um rocket, "Katyusha". Chamar-lhe-iam outra coisa qualquer como, Tom & Jerry, Daredevil, Tweety bird, ou mesmo - e porque não? - MLRS (Multiple Launch Rocket System. Os tipos curtem siglas, vamos fazer o quê?), agora "Katyusha" não chamavam de certeza. Assim, nunca poderiam apoiar uns moços que disparam rockets de nome "Katyusha".

Bom, ainda bem que o homem terminou de falar porque, às tantas, a mim já me doía o maxilar de tanto rir e os vizinhos já deviam estar aborrecidos com as minhas gargalhadas. Mas foi espectacular e muito pedagógico, nunca me tinha apercebido da quantidade de asneiras que é possível dizer-se em 2 minutos.

UMA GRANDE SECA!!!

É o que eu estou a apanhar aqui no burgo...

Mas quem me manda a mim vir trabalhar num dia em que parece que ninguém mais trabalha?

Ao menos, detenho o recorde de atendimento de mais chamadas idiotas. Até já nos confudiram com um escritório de advogados...

É verdade que me demorou um pouco até perceber que era um engano e a senhora do outro lado da linha até era bastante simpática.

Perguntou-me como estava, ao qual eu respondi com a minha delicadeza habitual: «Muito bem muito obrigada e a Senhora como vai?», ela respondeu que ía andando e tal embora tivesse tido alguns contra-tempos e eu retorqui «Ora, isso é que já é pior. E então no que é que posso ajudá-la?». Pois... Aqui ela respondeu que estava a telefonar porque precisava de falar com o Sr. Dr. Mário.

Foi aqui, também, que percebi que afinal não conhecia a mulher de lado nenhum.

Bem lá tive de dar a triste notícia à simpática senhora e então disse-lhe: «Olhe, a senhora é muito simpática e eu gostava muito de a poder ajudar, mas aqui não trabalha ninguém com esse nome.»

«Então mas não é do escritório de Advogados do Dr. Mário?»

«Pois não, mas se trabalhar no sector da educação e quiser saber o que temos para lhe oferecer não hesite em contactar-nos, teremos todo o gosto em ajudá-la».

Afinal também não podia deixá-la ir de mãos a abanar.

sexta-feira, agosto 11, 2006

MAIS UM BRILHANTE TEXTO...

...do combustões; "Censurar e proíbir: Contra o pensamento único", no Combustões.
Gostei particularmente da parte: « Lembro-me ter passado há anos por uma fase hobbesiana,». Confesso que o compreendo muitíssimo bem, eu ainda estou a sair da minha e admito que aquele "Leviathan" é um vício tramado.
Felizmente comecei a ler e a comparar outros autores, mas há que admitir que Hobbes é um vício.

A LER

No 4ª República "Libano e a falência das Nações Unidas".

quinta-feira, agosto 10, 2006

NA TERRA DE SUA MAJESTADE

Pois é, não fosse a intervenção dos serviços secretos britânicos e «BUM»! Lá iam mais uns aviõezitos pelos ares.
De facto, é impressionante como estes fundamentalistas islâmicos professam o seu amor ao próximo e demontram o seu, verdadeiro, apreço pela diversidade cultural.
De quem é a culpa?
Bom para começar é dos imperialistas Americanos que invadem o mundo com a sua água suja do capitalismo (a.k.a Coca-cola).
Depois, é dos Ingleses que andam sempre atrás dos Americanos e que tiveram um gajo chamado "Lawrence" que andava lá para os lados da "Arábia".
Finalmente, é da Globalização porque, quanto mais não seja, é um termo generalista que pode ser aplicado a tudo e vai desde o diálogo Norte-Sul, pobreza vs. riqueza, até ao tio patinhas vs. irmãos metralha.
Hoje de manhã dizia-me alguém, que havia uma maneira de reduzir este tipo de actividades. Fiquei curioso e perguntei como.
Responderam-me: «Fácil. É só utilizar a táctica dos Russos».
Mmmmmm...
A explicação veio logo a seguir.
No início da década de 80, quando se deu a tomada da embaixada americana no Irão e os americanos que lá se encontravam foram feitos reféns, houve uma tentativa semelhante cujo alvo era um diplomata Russo.
Ao contrário dos americanos que, ainda na presidência do Carter congelaram os bens iranianos nos EUA, os Russos adoptaram um método diferente e muito mais rápido ao nível da eficácia. Isto é, raptaram os familiares dos raptores, extraíram de um deles uma parte do corpo (que me escuso de referir mas, adianto que era capaz de fazer alguma falta) e enviaram-na, com os cumprimentos da «Mother Russia», aos moços audazes.
Como conclusão, enquanto os americanos estiveram 444 dias em cativeiro, o diplomata Russo foi libertado num tempo recorde.
Depois da explicação fiquei a pensar... Olha, não está nada mal pensado não senhor. É capaz de ter um efeito dissuasor positivo.
É claro que entretanto o tempo passa e as coisas mudam... ou não.

MAIS UM BLOG DIGNO DE NOTA

Vale a pena passar por lá e ler os textos.

Observatório da Jihad.

NOTAS AOS MEUS APOIOS

Para que fique claro e ninguém seja apanhado desprevenido quanto aos meus valores no que respeita às questões internacionais:
1 - Estou 100% ao lado de Israel.
2 - Sou 100% contra terroristas (por acaso, agora são fundamentalistas islâmicos, mas podiam ser outra coisa qualquer porque a porcaria era a mesma).

E agora que estamos esclarecidos, podemos voltar todos à nossa vidinha.

quarta-feira, agosto 09, 2006

VALE A PENA LER

No Combustões o pequeno, mas muito esclarecedor, texto " Lagriminha no canto do olho: Manipulação".

AINDA ISRAEL

Que drama!...
Diz também, algo fabuloso como: «O avião parou "quarta ou quinta-feira" nos Açores vindo dos EUA e iria a caminho de Israel ou do Líbano
Uuuuuuu.... dramático.
Gosto, particularmente, da parte da "quarta ou quinta-feira", como quem diz: «foi por aí, num desses dias.» e da parte do "iria a caminho de Israel ou do Líbano", como se fosse possível a um avião daqueles aterrar em pistas - ligeiramente - esburacadas (como as do aeroporto de Beirute, por exemplo). É lindo! Este jornalista transmite informação muito precisa e objectiva, sim senhor.
Também gostei muito da forma delicada e insistente de como o actual Ministro dos Negócios Estrangeiros é excluído do processo de decisão porque foi para o Brasil com o PM: «(...)que está a substituir o ministro dos Negócios Estrangeiros, Luís Amado (que viajou na comitiva oficial com José Sócrates para o Brasil)», depois, mais à frente também podemos ler: «Na ausência de Luís Amado, que na altura estava também em viagem, foi o secretário de Estado dos Assuntos Europeus, Manuel Lobo Antunes, que se encarregou do caso.», não seja caso do leitor não ter percebido logo à primeira que o Ministro fora para o Brasil.
Seja como for, se a coisa der para o torto, já sabemos quem é que se vai tramar.
Também gostei da parte que diz: «A consulta de Israel a Portugal para a aterragem nas Lajes era obrigatória, dado aquele país estar num conflito declarado.». Ou seja, se o conflito não fosse declarado, não era preciso consultar ninguém, aterrava-se e pronto.
Mas a cereja no topo do bolo é: «Não poderia haver apenas uma autorização ao abrigo de acordos gerais. Um assunto que o PCP quer ver esclarecido no Parlamento.».
Uma autorização ao abrigo dos acordos gerais?? Que infâmia!
Presumo que, enquanto se debatia se o avião aterrava ou não aterrava, o deixaríamos andar ali às voltinhas, a visitar todas as ilhas dos Açores. É de facto brilhante. Que preocupados que estes comunistas são!

segunda-feira, agosto 07, 2006

PARABÉNS AMIGO CRACK!!!


*Banda Sonora*
"Crazy" - Seal

In a church by the face
He talks about the people going under
Only child know
A man decides after seventy years
That what he goes there for
Is to unlock the door
While those around him criticize and sleep
And through a fractal on that breaking wall
I see you my friend and touch your face again
Miracles will happen as we trip
But we're never gonna survive unless
We get a little crazy
No we're never gonna survive unless
We are a littleCray cray crazy
Crazy are the people walking through my head
One of thems got a gun to shoot the other one
And yet together they were friends at school
Get it, get it, get it, yeah!
If all were there when we first took the pill
Then maybe then maybe then maybe then maybe
Miracles will happen as we speak
But we're never gonna survive unless
We get a little crazy
No we're never gonna survive unless
We are a little
Crazy
In a heaven of people there's only some want to fly
Ain't that crazy
Oh babe
Oh darlin'
In a world full of people there's only some want to fly
Isn't that crazy
Isn't that crazy
Isn't that crazy
Isn't that crazy
Ohh
But we're never gonna survive unless we get a little crazy crazy
No we're never gonna to survive unless we are a little crazy
But we're never gonna survive unless we get a little crazy crazy
No we're never gonna to survive unless we are a little crazy
No no never survive unless we get a little bit
And then you see things
The size of which you've never known before
They'll break itSomeday
Only child know
Them things
The size
Of which you've never known before
Someday

terça-feira, agosto 01, 2006

A propósito do "MAIS DO MESMO"

Ora cá estou eu, mais uma vez, desta feita para vos falar do meu post anterior.
Faço-o, não porque tenha mudado subitamente de opinião mas, porque o Prof. Massano Cardoso me perguntou se eu realmente acreditava no que tinha dito. Respondi-lhe que sim, acreditava.
É perturbador, é mostruoso, é perverso? Sim, é tudo isso e muito pior. É tudo isso, porque quando falamos em conflitos armados que têm por base ideologias, religião e etnias ou raças entramos no domínio do "irracional", onde nada é impossível e tudo o que importa é a aniquilação total do adversário seja de que forma for. Não há lugar à coexistência.
O facto de existir uma extensão, de um grupo terrorista, que se manifesta através de um partido político não quer dizer que as criaturas se tenham tornado democráticas, quer apenas dizer que as criaturas têm um sentido de adaptação muito grande e que sabem que a única maneira de dialogar com o resto do mundo é através de uma face política. Por sua vez, esta face política tem de adoptar sempre o discurso da vitimização, porquê? Porque nós os ocidentais somos, incondicionalmente, sensíveis à "vitimização" e à desgraça alheia sob a égide da tolerância e da solidariedade. Mas nunca perguntamos como é que eles lá foram parar, até porque essa é uma pergunta incómoda que nos leva por caminhos tortuosos e nos conduz a conclusões que, se calhar, nós não queríamos chegar. Deste modo, é preferível acreditar na "vitimização" mesmo que se veja Tróia a arder. E contra isto, bananas. Desafiar convenções instituídas é tramado.
Portanto, quando eu vejo, mães com filhos, que mal sabem andar ou falar, ao colo, a dizer que o pequenito quando crescer vai ser um mártir e o obriga a repetir aquela asneirada, mesmo que o puto esteja mais interessado num chupa-chupa. Quando eu vejo, pseudo-feridos a levantarem-se das macas e a correr com uma arma na mão (Ooops! falha de realização, esqueceram-se que haviam mais câmaras de televisão a filmar), e quando oiço colegas meus (da Turquia), a dizerem-me, com toda a convicção, que "Deus é Grande" e que, de facto, as mulheres são uns seres inferiores e deviam de andar de burka e não deviam andar tentar o parceiro com condutas inapropriadas.
Sim, definitivamente, eu acredito.