Assim de repente e a julgar pelo título até parece que vou entrar numa dissertação académica sobre os "25 de Abril, sempre!". Amiguinhos... mas é que nem pensem nisso. Tinha 2 anos à época e as recordações que tenho, para além de poucas, estão reduzidas a um gravador antigo, com um microfone, onde havia uma cassete com aquela musiquinha da Gaivota que voava e ía para não-sei-onde e eu repetia tipo papagaio. Se havia mais alguma coisa que a Gaivota fazia, não sei porque não me lembro da letra, mas digo-vos que se naquela altura ela poderia voar à vontade, de hoje em dia, é apenas mais uma candidata a abate não vá a bicha estar constipada.
"Whenever a theory appears to you as the only possible one, take this as a sign that you have neither understood the theory nor the problem which it was intended to solve". - Karl Popper
segunda-feira, fevereiro 27, 2006
A CULTURA DO 25 DO A. EM PORTUGAL
Assim de repente e a julgar pelo título até parece que vou entrar numa dissertação académica sobre os "25 de Abril, sempre!". Amiguinhos... mas é que nem pensem nisso. Tinha 2 anos à época e as recordações que tenho, para além de poucas, estão reduzidas a um gravador antigo, com um microfone, onde havia uma cassete com aquela musiquinha da Gaivota que voava e ía para não-sei-onde e eu repetia tipo papagaio. Se havia mais alguma coisa que a Gaivota fazia, não sei porque não me lembro da letra, mas digo-vos que se naquela altura ela poderia voar à vontade, de hoje em dia, é apenas mais uma candidata a abate não vá a bicha estar constipada.
terça-feira, fevereiro 21, 2006
POR FALAR EM DESOCUPAÇÃO...
Tal como por diversas vezes já tive oportunidade de referir, há coisas que efectivamente não percebo e economia é uma delas, mas sei que quanto maior for a taxa de desemprego, menor é a taxa de inflacção (foi o que me disseram nas minhas poucas aulas de economia e isto pareceu-me fácil de decorar. Tão fácil de decorar como o teorema de Pitágoras que deve ser uma das poucas coisas que me lembro das aulas de matématica no secundário). Qual a relação de uma coisa com a outra também não sei, mas a explicação deve andar algures pelo lado do "No money, no business", ou seja se o pessoal não tem "guito", também não o pode gastar (a não ser que o banco empreste) e isso deve fazer alguma coisa à inflação.
Ok, até aqui tudo bem. Acho que é relativamente fácil de perceber, não há emprego - não há dinheiro - não há consumo. Por outro lado, não há emprego - não há descontos para os impostos - não há consumo - não há IVA (nem outros impostos afins)- não há receitas para o Estado.
O que realmente há é 400-e-tal mil desempregados a receber subsídio de desemprego (que eu acho muito bem, pois se trabalharam e descontaram têm direito a ele), e mais não-sei-quantos mil que ou estão, efectivamente, isentos de tributação ou fazem por estar isentos de tributação (o que eu também acho muito bem, pois cada um luta com as armas que tem e se um tipo que está a recibos verdes, desconta para a segurança social - e não é pouco - e depois não tem direito a nada, então está no seu direito de escapar por onde puder porque os deveres e as obrigações funcionam sempre nos dois sentidos e nunca ninguém dá nada, sem querer receber algo em troca ).
Por isso, ainda bem que a Segurança Social está com saldo positivo porque bem que vai precisar dele nos próximos tempos... gosto muito destas medidas para promover uma economia dinâmica. Os moços do governo são muito inteligentes. Quando for grande quero ser como eles.
segunda-feira, fevereiro 20, 2006
E OS PROTESTOS...
Ele é a Ásia.
Ele é o Médio Oriente.
Ele é a África.
Isto é uma maravilha, nunca tanta gente demonstrou ser tão desocupada. A culpa, sim, é do Ocidente que lhes dá comida, lhes dá dinheiro e ainda tem a lata e o descaramento de, internamente, apelar à "tolerância" (se for preciso ainda baixam as calcinhas e pedem desculpas). Sustentamos, basicamente, uma imensidão de inúteis.
Ser inútil, por si só já é mau. Ser inútil e pretensioso ainda consegue ser pior. Sim, porque aquelas criaturas, para além de inúteis são também pretensiosas. Têm pretensão a ser donos de uma verdade universal. São tolos e patéticos, portanto.
Que canseira. Já não há paciência para tanta falta de higiene.
sexta-feira, fevereiro 17, 2006
MUNIQUE
Enganei-me. Não só se manteve a minha opinião, como também cheguei à conclusão que a lista, dos 11 nomes, apresentada estava um bocado incompleta e que a operação levada a cabo por aqueles senhores que, não existiam, não trabalhavam para ninguém conhecido, mas que por mera coincidência eram judeus, também não teve assim tanto sucesso quanto isso.
Tudo bem que aos 11 nomes (incompletos sublinhe-se sempre que necessário), foram subtraídos 9, mas isso só equivale a uma taxa de sucesso de 81,8% , para além de que não ficou muito claro de quanto tempo dispunham para executar a tarefa e perderam 60% da equipa.
Ora bem, estas coisas, se é para se obter algum resultado mais ou menos imediato, não podem ser geridas à la longue, nem podem ser executadas sempre pela mesma equipa. Porque se assim for, é lógico que a esperança média de vida, da equipa em geral, tende a diminuir drasticamente.
É sempre conviniente ter a noção que, na base da constituição destas equipas, estão recursos humanos altamente especializados (ou tão altamente especializados quanto o possível), e é do conhecimento geral que a mão-de-obra especializada custa muito dinheiro (excepto em Portugal onde a tendência geral é a de pensar que o pessoal curte mesmo é trabalhar para aquecer). Assim, se a esperança média de vida destes recursos diminui radicalmente, é a mesma coisa que estar a atirar dinheiro pela janela fora.
Pior, se conduzirmos estes recursos à exaustão, ainda se corre o risco de ter que se lhes pagar os tratamentos dos esgotamentos nervosos. Conclusão, esgotamos os recursos, gastamos o dinheiro e os objectivos não são cumpridos.
Isto, meus senhores, é uma má gestão de equipas (e falta de uma análise S.W.O.T), e uma fraca gestão de situações de crise. Ou seja, os principios estavam certos (consoante a óptica de cada um), a gestão foi errada (também consoante a óptica de cada um uma vez que, se calhar, foi a gestão possível).
O ideal talvez tivesse sido a utilização de 5 equipas a trabalhar em simultâneo, cada uma com dois nomes tirados à sorte. Assim poupava-se dinheiro, recursos e aumentava-se a probabilidade de alcançar os objectivos a 100%, no mais curto espaço de tempo possível.
Mas enfim, também não vamos chorar sobre o leite derramado, afinal sempre conseguiram acertar em 9 caramelos da lista e em mais alguns extras (sendo que os extras não contam porque não faziam parte dos objectivos). Ia dizer que poderia ter sido pior, porque tudo pode ser sempre muito pior haja criatividade, mas na realidade acho que perder 60% de mão-de-obra especializada é mesmo muito mau.
E foi isto que eu achei do filme, se estavam à espera que me pusesse para aqui com lamechisses, paciência, não sou muito de perder tempo com essas cenas... se bem que fiquei muito comovido com a morte do King Kong no final do filme com o mesmo nome, mas aí estamos a falar de gorilas e sempre são uma espécie protegida ... mas este não era o King Kong e os animais eram diferentes.
domingo, fevereiro 12, 2006
A IRA DOS SARRACENOS - 4
É do conhecimento geral que este sentimento de culpa existe, embora eu não saiba muito bem porquê, nem em relação ao quê. No entanto, não deixa de ser perfeitamente idiota e cretino. Tão idiota e tão cretino que faz com que os alemães ainda hoje peçam desculpa por terem morto 6 milhões de judeus. Se me perguntarem, é claro que é chato, mas já foi. Já era. Está na hora de ultrapassarem isso, não vale a pena chorarem sobre leite derramado, para além disso ainda não vi nenhum dirigente russo pedir desculpa pelos 20 milhões de compatriotas mortos durante o "reinado" de Estaline e todos continuam a dar-se bem.
Depois veio aquela do Papa João Paulo II pedir aos mouros que perdoassem as cruzadas por estas terem reconquistado o Santo Sepulcro, pergunta: Algum dia os sarracenos pediram desculpa por o terem conquistado? Não, pois não? Então p'ra que é que é essa cena do "ah desculpem lá qualquer coisinha e tal." Qualquer dia, temos - nós - também que lhes pedir desculpa, pelo D. Afonso Henriques vir lá de cima, à estalada, até Lisboa. Era só o que faltava! Mas com este ministro dos negócios estrangeiros qualquer dia estamos tão dobrados como os alemães quando perderam a guerra.
A seguir vem aquela história, de quem não sabe mais o que dizer, sobre os exploradores de recursos, sobre a pobreza no mundo, que malvadeza, ocidentais safadões etc. Amiguinhos! Já não há paciência para ouvir ladaínhas imbecis. Negócios, são negócios. Conhaque é conhaque. O maior erro do ocidente é dar-lhes de comer, porque enquanto houver alguém que os alimente, eles não têm necessidade de trabalhar e como não trabalham, estão desocupados e como estão desocupados, só pode dar em asneira. Porque para além de desocupados e medievais, são também analfabetos.
Mas é assim, enquanto forem medievais e analfabetos na casa deles, tudo bem. Ninguém tem nada a ver com isso. Quando querem ser medievais e analfabetos na casa dos outros é que a coisa já começa a mudar de figura. Ou melhor, deveria mudar de figura porque entretanto há por aí uns oportunistas hipócritas e pseudo-pacifistas que, ao abrigo do principio da tolerância e da solidariedade, dormem com esses analfabetos mediante o pagamento de uma prestação pecuniária. Vendem-se, portanto. O mais curioso é que, numa situação semelhante, às mulheres que andam na rua a fazer o mesmo, chamam-lhes prostitutas, mas enfim, são só curiosidades.
Eu não tenho qualquer problema com o passado, nem me envergonho dos 8 séculos de história de Portugal e jamais pediria desculpas, a quem quer que fosse, por isso. Se têm problemas com isso, azar! Procurem um especialista em patologias psiquiátricas.
terça-feira, fevereiro 07, 2006
A IRA DOS SARRACENOS - 3
Mais imagens chocantes! Not for the faint of heart!Hoje fartei-me de rir logo pela manhã com a notícia da "retaliação" das caricaturas feitas no mundo muçulmano. A criatividade dos rapazes não tem limites, como tal fizeram caricaturas alusivas ao holocausto. A ideia até seria interessante se não estivesse, para aí, uns 35 anos atrasada.
Hoje em dia, anedotas sobre judeus e 2ª Guerra Mundial, estão um bocado ultrapassadas. Para além disso, é do conhecimento geral (e se não é deviam ler livros mais vezes), que os nacionalistas árabes sempre foram os aliados de Hitler no médio oriente porque viam na vitória do Eixo a única via para a sua independência. Juntando o útil ao agradável, eram os alemães que combatiam os sionistas e isso para o movimento pan-arábico era a cereja no topo do bolo.
Assim os alemães integravam unidades muçulmanas na Wehrmacht, como por exemplo:
- A Deutsch-Arabische Inf. Btl. 845;
- A Deutsch-Arabische Lehr Abteilung;
ou ainda
- A básica, Deutsch-Arabische Truppen;
Mas, dah! Isso nós já sabíamos.
Amanhã falarei sobre o sentimento de culpa do mundo ocidental que, me deixa verdadeiramente encanitado.
HOJE CONHECI UM BLOG NOVO
...é claro que é genial porque vai de encontro à minha maneira de ver as coisas, mas isso são detalhes.
Volto já com a "Ira dos Sarracenos - 3"
segunda-feira, fevereiro 06, 2006
domingo, fevereiro 05, 2006
A IRA DOS SARRACENOS - 1

São tão pacíficos, tão civilizados e tão democráticos que bastou publicar uns bonequinhos, com legendas num jornal em Copenhaga, para que os moços, à laia de animais ensandecidos, começassem a pilhar e a destruir embaixadas por todo o lado.
Pior! Trata-se de uma revolta que vem com 4 meses de atraso. Isto é, foi o tempo que os seus líderes precisaram para convencer, moldar e tentar explicar àquelas cabecinhas ocas que protestar contra a publicação dos referidos bonecos era de uma importância vital. Vendo as coisas pelo lado positivo, pelo menos tinham umas ilustrações a cores para os ajudar a perceber as explicações, porque se se tratasse de um texto corrido e sem bonequinhos para os ajudar a compreender, se calhar, em vez de 4, teriam demorado 12 meses para perceber porque é que deveriam protestar.
Mas a coisa não se fica por aí. Mostrar indignação porque não se concorda com a representação de algo, é uma coisa. Fazer disso um atentado contra a liberdade de expressão, num país que não é o deles, é outra completamente diferente. Principalmente vindo de tipos que consideram uma simples revista de moda feminina – tipo “Elle” ou “Vogue” – pornográfica. Isto, para além do rol interminável de adjectivos prejorativos que tenho aqui na ponta da língua mas que não vou escrever, é demência pura e dura de indíviduos que deviam estar confinados a uma salinha almofadada, presos numa camisa de forças e pelo contrário, andam por aí à solta a fazerem-se de damas ofendidas. Não sendo isto mau o suficiente, ainda há para aí umas “florzinhas” que acham que os rapazes, coitaditos, até têm razão.
Raiva. Muita raiva é o que eu sinto. Não porque os moços protestam da forma que acham mais conveniente, mas porque aqui ainda há algumas criaturas que – sob a bandeira do diálogo intercultural - adoram estar dobradas.
sábado, fevereiro 04, 2006
A PROPÓSITO DA VITÓRIA DO HAMAS
É verdade, ainda não tinha emitido a minha opinião acerca disto.
- Também num acto livre e democrático, em 1933, Hitler torna-se chanceler da Alemanha num governo de coligação.
- Com a morte de Hindenburg em 1934, o «tio» Adolfo foi o seu sucessor consensual.
- Em Novembro de 1937 já ninguém o parava.
Pois é amiguinhos, a democracia tem destas coisas. Eles têm o direito de escolher o caminho que querem seguir. Da mesma maneira que o resto do mundo tem o direito de se defender - seja por que meio for - se achar que eles são uma ameaça.
Tal como eu costumo dizer, um macaco mesmo vestido com um fato Armani, será sempre um macaco e continuará, sempre, a arrastar as mãos pelo chão.

