
Caros amigos, como sabem (até porque andei a anúnciar), no passado dia 22 de Abril fui para Viena. Como de Lisboa a Viena é um pouco mais de 400 quilómetros, tive de ir de avião e como a TAP não tem vôos diários para Viena, não tive outro remédio senão optar por uma modalidade da Lufthansa que fazia escala em Munique. Até aqui, tudo bem e o povo está pacífico.
Assim, no sábado logo pela fresquinha, levantei-me e toca de me dirigir ao aeroporto da Portela. Como é do conhecimento geral, para vôos dentro do espaço comunitário não é necessário estar no aeroporto com 2 horas de antecedência, por isso estar lá 1 hora de antes do vôo costuma chegar e sobrar para este tipo de deslocações.
Estão a ver a fotografiazita do check in? Pois é, às 08:30 ali estava este vosso amigo para fazer o check in para um vôo que partia às 09:30, havia no entanto um pequeno senão... Estão a ver bem a fotografiazita?... Agora imaginem a zona do check in, apinhada de gente como se ali estivessem a distribuir amendoíns à borla. E estava cheia de gente porquê?
Bom, a resposta é bastante simples. O check in estava cheio de gente, porque alguma criatura - cujo Q.I dificilmente será superior a 15 - acha, que o sistema da
fila única é um bom modelo para gerir o espaço do check in.NOTA 1 "post it ao senhor que gere ali a coisa": Amiguinho, no seu lugar eu dedicar-me-ia a outro tipo de trabalho porque gerir, parece ser uma tarefa que está um pouco além das suas competências. Isto não é nenhum drama, mas o senhor não tem perfil para desempenhar esta função, logo deveria procurar uma profissão mais adequada.
Adiante com a história. Ia na parte da fila única... 08:30, fila única, montanha de gente, pareceram-me três variáveis incompatíveis com o ter um avião para apanhar às 09:30, mas pelo sim pelo não, havia que me certificar. Ali perto de onde me encontrava a aguardar a minha vez, estava uma
funcionária dos serviços de terra (se era da TAP ou da ANA, não sei, mas tinha ou uniforme da TAP ou aqueles uniformes são todos iguais). Saí da fila e fui perguntar-lhe se estava despachado antes da 09:30 uma vez que tinha vôo para Munique a essa hora.
A
senhora funcionária, olhou para mim com um ar de desdém e de arrogância - típico das criaturas que trabalham na TAP - e respondeu «Certamente que sim". Bem... começou-me logo a tremer o olhinho... tive de lhe responder: " Certamente, não. Porque são 08:45 e a fila não se mexeu". Entretanto aquele estafermo lá respondeu que quando se aproximasse mais da hora, chamariam as pessoas e eu agradeci o amável e delicado serviço prestado e voltei para a fila.
Às 08:55, como se de repente tivessem acordado para a vida, começaram a chamar as pessoas que tinham vôo para Munique às 09:30 e disseram-nos para passar à frente.
PAUSA: Imaginem a cara de alegria das outras pessoas que aguardavam a sua vez, quando uma série de pessoas lhes começa a passar à frente.
Bom, mas lá passámos à frente. Por azar, o guichet 72 estava um bocado engatado. O rapaz que estava a atender, viu-se e desejou-se para se ver livre de um par de casais portugueses que lhe estavam a dar àgua pelas barbas. Foi de tal maneira, que 09:15 tive de me chegar à frente e dizer que havia mais gente na fila e que tínhamos vôo às 09:30. Entretanto chegou a nossa vez, entregámos BI's e bilhetes e o moço vira-se para nós e diz assim: "O vôo para Munique fechou às 09:00h.".
Eu que já estava a ferver, nesse momento saltou-me a tampa e só lhe digo assim: "Ai não fechou não, não!" e ele responde "Lamento mas fechou.". Nesta altura, a adrenalina começou a subir, eu comecei a ver tudo turvo e retorqui: "É assim amiguinho, às 08:55 chamaram-nos para passar à frente, você sabia que havia pessoas que tinham prioridade e esteve 20 minutos a atender aqueles senhores. Eu tenho de estar em Viena hoje, logo você vai resolver o problema."
Entretanto, aquele estafermo a quem me tinha dirigido incialmente, aparece logo a correr para saber o que se passa. Depois de explicarmos o que se passou, ainda teve o descaramento de dizer aos gritos que a culpa era nossa porque não tínhamos afastado os outros do balcão e passado à frente deles. Nesta altura, confesso que ía mesmo perdendo as estribeiras. Foi por muito pouco que não agredi a mulher e digo-vos que estou arrependido por não o ter feito.
NOTA 2 " Post it ao senhor que gere os recursos humanos ali da coisa": Amiguinho, não sei onde vai arranjar aqueles estafermos que já deviam estar reformados à, pelo menos, um século. Não sei, que diabo de testes vocês fazem para avaliar o perfil das pessoas que atendem ao público. Não sei, nem quero saber porque é a si que lhe pagam para desempenhar essa função, logo há que pelo menos ter a decência de a desempenhar como deve de ser. Aquela senhora funcionária cujo nome não fixei, mas que pode ir verificar na escala de serviço que todos têm, é incompetente para atendimento ao público. É do conhecimento geral, que quem atende ao público deve estar preparado para lidar com situações de stress e de muita tensão. Por acaso, não agredi a senhora, mas podia tê-lo feito independentemente das consequências e garanto-lhe uma coisa, se o tivesse feito de certeza que passariam a ter mais cuidado com as pessoas que ali colocam. Ao colocar ali pessoas incompetentes, está a passar uma má imagem do seu trabalho e a prestar um mau serviço à sua empresa.
Enfim, mas o que importa é que não bati em ninguém. Mandaram-nos para o balcão da TAP. Eu achei aquilo um bocado estranho, mas fui. Mais uma fila. Esperei um pouco e decidi passar à frente só para perguntar a uma das senhoras se estava no sítio certo. Responde-me a criatura, naquele tom já conhecido:
"Estou à 10 minutos a tentar atender este senhor. Volte para a fila."
Tive de responder: "Oiça lá, tem a certeza que está a trabalhar no sítio certo? É que pelo tom de voz se calhar devia estar a trabalhar no mercado da ribeira não?"
Ficou a criatura a olhar para mim, mas felizmente, entretanto percebemos que devíamos ir ao balcão da Groundforce, foi a sorte caso contrário tínhamos de estar à espera na fila errada.
NOTA 3 " Post it ao senhor que gere os recursos humanos ali da coisa": Amiguinho, amiguinho... andamos a prestar favores a quem? É que a alternativa a isto, é dizer que a falta de educação e incompetência para atender o público é a política da empresa. No que é que ficamos?... Também se pode dar o caso de os cortes orçamentais serem tão grandes que só é possível contratar incompetentes, seja como for a responsabilidade é sua.
O balcão da Groundforce estava pejadinho de pessoas que tinham perdido o vôo para Munique e para França (que era às 09:40). Felizmente, e ao contrário do restante pessoal, as senhoras daquele balcão esforçaram-se para resolver o problema e resolveram-no (ou então já estava tudo farto de me aturar). Às 10:10 estava tudo num vôo da TAP para Barcelona e depois Viena.
CONCLUSÃO: Este é o serviço que o aeroporto da Portela presta aos seus clientes. Esta a imagem de confusão, caos e incompetência que estes serviços transmitem para os outros. Eu não tive tempo para fazer uma reclamação, mas vou fazê-la e da próxima vez que acontecer outra destas, faço um «cagarim» ainda maior do que fiz desta vez e ainda amotino toda a gente que estiver naquele aeroporto. A prestação de maus serviços como aqueles, merece um motim a sério com direito a partir o tasco todo porque o que se passou no passado sábado, foi uma vergonha.