sábado, junho 30, 2007

DEVER DE LEALDADE

Já agora e para rematar:
-o Correia de Campos exonorou uma directora de um SAP por falta do dever de lealdade para com o superior hierárquico (ele mesmo) uma vez que a sra. não puniu severamente (quiçá com a pena de morte) a situação ocorrida;
- O Correia de Campos dias antes quando questionado sobre o que fazer com um saco de medicamentos para doentes oncológicos, no valor de 1.700 EUR, deixado numa farmácia (quiçá algum doente que morreu à espera de tratamento atempado) respondeu "DÊEM-NO AOS POBRES!". Segundo o próprio ministro nada mais foi que um "COMENTÁRIO JOCOSO!" e não maldoso.

FACTO: O dever de lealdade de um Director de um Serviço Público é para com o Governo (e não com o Estado, pelos vistos)!

PERGUNTA: O DEVER DE LEALDADE DO MINISTRO É PARA COM QUEM?
A) Ninguém. É Ministro logo não responde a mais ninguém!

B) Apenas e tão só para com o Primeiro Ministro!

C) Para com o Povo que jurou proteger e defender quando aceitou o cargo de Ministro!

Estou curioso em saber a V/ opinião A B ou C?

sexta-feira, junho 29, 2007

PARECE QUE O M.S. SOFRE DE DREN(NITE) AGUDA



A outra, não tinha experiência.

O novo parece que tem... embora não se saiba muito bem no quê.

quinta-feira, junho 28, 2007

FLEXIBILIDADE E SEGURANÇA NO TRABALHO?

Devo dizer-vos que acho que as propostas de alteração ao Código do Trabalho são um espectáculo.

Não estou a brincar.

Querem reduzir o número de férias de 25 para 22? Qual é que é o problema? 22 é o que está escrito no C.T, é o que é aplicado no sector privado. Eu só comecei a ter mais dias de férias quando comecei a trabalhar para o Estado e assim como assim, não sei o que é que vou fazer a tantos dias de férias. Os dias extra, de férias, só são bons se os pudermos converter em dinheiro (o que não acontece quando se trabalha para um organismo público, porque os tipos só pagam se os ameaçarmos levar a tribunal).

Querem acabar com os limites de horas de trabalho por dia? Força! Desde que paguem todas as horas que uma pessoa faz por dia, não vejo problema nenhum e além disso, se mantiverem um limite semanal trata-se apenas de gerir o tempo de uma forma diferente. Senão, pensem bem: Imaginem que o limite semanal passa para as 40 horas. Agora imaginem um tipo que goste «bué» de trabalhar, trabalha 20 horas num dia, mais 20 horas no outro e está 5 dias (3 dias úteis + 2 do fds) em casa. Além disso, ao longo dessas 20 horas que trabalha de seguida, a remuneração por hora não se mantém no mesmo valor porque haverá sempre uma parte que é considerada trabalho nocturno e tem de ser paga como tal. Se isso não chegar, ainda temos os outros 5 dias que sobram que podem ser utilizados para arranjar um hobby que dê mais uns trocos (tipo vender cenas no eBay e cobrar através do Paypal, bem feitas as coisas é um rendimento extra que não está sujeito às regras da Administração Fiscal portuguesa).

Querem flexibilizar os despedimentos? Acho que sim. Ninguém é obrigado a ter que gramar um empregado que não serve para o serviço. Isso é perder dinheiro. Da mesma maneira, acho que deviam flexibilizar o "I quit!" por parte dos empregados. Não há cá aquela história de dar um mês à casa, nem sequer 15 dias. É mesmo na onda do "now you see me, now you don't" (era mesmo giro fazer isto aqui no tasco, ia tudo de cangalhas!).

Querem pagar menos subsídios? 'Bora aí! Não querem pagar subsídio de férias nem de natal, não é preciso. Distribuam esse dinheiro ao longo dos 12 meses mas, não passem as pessoas para um escalão superior do IRS.

Onde é que está a segurança?

Não sei. Mas é «bué» flexível. Tanto para um lado, como para o outro. Há é que largar da as doutrinas de esquerda que advogam que o Estado tem de tomar conta de toda a gente, como se fosse o nosso paizinho. Já vimos que se formos por aí estamos bem lixados, porque o Estado não consegue tomar conta dele quanto mais dos outros. Como diria alguém «Olho por olho, dente por dente», nunca oferecer a outra face e a retribuição é sempre um dever.

quarta-feira, junho 27, 2007

RESUMO DA SEMANA (ATÉ AGORA)

Estamos a rebentar pelas costuras.

Não temos gente suficiente a trabalhar connosco.

Não temos capacidade de resposta e... o estropício (além de não saber o que faz) está-se, absolutamente, nas tintas.

Coitados daqueles que tiverem de trabalhar com este animal daqui a um par de meses, porque a criatura é uma nódoa. Ainda estou para saber, debaixo de que pedra (ou tampa de esgoto) vão buscar esta gente mas, tenho a certeza que será ao mesmo sítio onde vão buscar a próxima.

Será que não podiam arranjar alguém que fosse, efectivamente, bom? Não é pedir muito. É só arranjar alguém que seja bom a gerir coisas, tipo organizações por exemplo. Não é preciso ser político... aliás, não ser político é uma mais-valia e uma prioridade. Os políticos só atrapalham quem trabalha. Nós não queremos saber de políticos. Para dar instruções, temos Bruxelas é só seguir o que eles dizem. O resto não interessa. Os políticos que fiquem lá no seus quintalinhos, a brincarem com os seus bonequinhos e deixem o resto para quem sabe.

De resto ainda só é quarta-feira e as asneiras continuam umas atrás das outras (felizmente as personagens vão variando). Agora, temos um Comendador, de seu nome Joe Berardo, a apostar numa campanha de imagem bestial. Quando foi aquela cena da OPA sobre a PT, colocou-se do lado do governo contra a SONAE. Quando foi da questão da liderança do BCP (banco que, muito honestamente, está cada vez pior em termos de serviço, tem uns funcionários que mais parecem uns camionistas e aquilo é de fugir), colocou-se contra o Jardim Gonçalves (ao menos quando este lá estava aquilo não parecia a tasca da esquina). Vai para a televisão dizer umas coisas sobre as acções do Benfica (tema sempre popularucho), elas sobem e descem, e no processo ganha mais uns trocos. Nas últimas duas semanas tem aparecido em tudo quanto é revistas e jornais. Inaugurou uma exposição no CCB, que está a ser paga com o meu e o vosso dinheiro, porque não devia ter armazéns para guardar as obras de arte. Acha que o PM é o máximo pois alguém tem de mandar (eu também acho mas, preferia que quem manda tivesse alguma noção do que é que anda a fazer e não fosse, segundo consta, um patareco de habilitações obscuras).

Observações: Não tenho nada contra o senhor Comendador, excepto o facto de não saber porque é que é Comendador, nem saber qual foi o grande feito que o levou a ser galardoado com tal título. Mas isto - das duas, uma - ou é ignorância minha, ou andam a distribuir títulos como se fossem amendoíns. Por dedução, presumo que a explicação se enquadre na segunda categoria, pois se tivesse havido algum grande feito, o mesmo seria do conhecimento do público em geral.

quarta-feira, junho 20, 2007

POR UMA BOA CAUSA

Lamento imenso mas, se há coisas que me complicam os nervos, me deixam com urticária e de olhito a tremer, são aquelas que atentam contra a Liberdade de Expressão. Bem sei que isto tem muito que se lhe diga e que esta Liberdade não concede ao sujeito o direito de, por exemplo, colocar bombas aqui e acolá só porque é criativo e gosta de ver espectáculos pirotécnicos. Agora, é inadmissivel aquilo que estão a fazer ao ao blogger do Portugal Profundo. Porque se entrarmos por esta via, então talvez não seja má ideia a família daquela senhora que morreu em Vendas Novas, pôr um processo crime contra o Ministro da Saúde por homicidio por negligência (ou qualquer coisa assim), por ter tomado uma decisão que provocou a morte de uma pessoa. Também os senhores que vivem na margem sul, podem pôr um processo por difamação ao Ministro das Obras Públicas por ter dito que a sua área de residência era um deserto. E já agora, os senhores que sofrem de cancro também podem fazer o mesmo por se sentirem ofendidos com as barbaridades pronunciadas pelo mesmo Ministro.

Assim sendo, só posso aderir à causa:

Do Portugal Profundo

AVISO À NAVEGAÇÃO

Por motivos de excesso e trabalho e porque - de momento - aqui em casa só há um computador (que tem de ser dividido por 2 pessoas), não vou poder "postar" tão amiúde (como já devem ter reparado).

Assim de repente, tenho a reparar que esta "cena" está diferente! Então isto agora está em português????

terça-feira, junho 19, 2007

JOVENS À PROCURA DO 1º EMPREGO

Atenção: Recebi este e-mail hoje e é anónimo, por este motivo não posso atribuir os créditos ao seu autor (também não sei se ele(a) o quereriam graças ao clima persecutório que se vive nas instituições ligadas ao Estado). De qualquer forma, como acho que estes e-mails são sempre interessantes, publico-o aqui.

Enquanto o estiverem a ler, lembrem-se sempre que este não é caso único. Estas situações verificam-se amiúde, independentemente, do partido que estiver no poder. Uma coisa posso garantir-vos, os currículos só servem para alguma coisa quando se está a concorrer a empresas do sector privado e quando a selecção é levada a cabo por empresas de recrutamento (que normalmente são sérias). Ou então, caso se esteja a concorrer para alguma organização internacional (cujos modelos de selecção seguem um modelo de recrutamento, normalmente, muito regrado e transparente).

Em Portugal, quando as pessoas são recrutadas para organismos públicos, qualquer tipo de regra, clara e transparente, não é aplicada. As "regras" são feitas em função de um candidato, previamente, determinado e nunca o contrário. Estes procedimentos têm sempre consequências, a maioria são negativas.

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«Jovem recém-licenciada nomeada ( pelo PS) Administradora

A Administração do Centro Hospitalar do Nordeste Transmontano (CHNT) ficou completa a partir do início deste mês depois da nomeação de Cláudia Miranda como vogal executiva da mesma Administração.

Cláudia Miranda ainda não tem 20 anos e em termos de currículo está a construí-lo, muito ajudando a actual nomeação política para o lugar de administradora do CHNT.

No seu currículo sobressaem as funções de professora substituta do Instituto Politécnico de Bragança, onde seria obrigada a deixar lugar depois de o respectivo titular regressar.

A nova administradora vai auferir o vencimento de 3 000 euros (600 contos) líquidos, acrescidos de automóvel, combustível, telemóvel e algumas despesas de representação.

Entretanto,perspectiva-se já que esse vencimento venha a subir para 800 contos líquidos em virtude de o actual vencimento ainda corresponder à categoria dos vogais da administração do antigo Hospital de Bragança e não à categoria de vogal de um Centro Hospitalar.
Porque é que uma jovem sem currículo é nomeada para lugar … de tanta responsabilidade… a avaliar pelo vencimento e mordomias?...

Será pelas suas eventuais futuras relações matrimoniais com o actual líder distrital da JS?...

Pela ideia que nos 'venderam' dele, não nos parece rapaz de deitar a perder as suas convicções políticas por tão pouco!...

Mas por que será, então?...

Não conseguimos apurar.

Objectivamente é o que podemos dizer.

Só para terminar,já está a ganhar como vogal da Administração desde os primeiros dias de Fevereiro, mas ainda não se apresentou ao serviço!...

Ah! grande Padrinho.............
ENGENHEIRO...........
Socialista...........
Sócrates . & Cª. »

quinta-feira, junho 14, 2007

JERICHO



Mais uma série de televisão a ver

BREAKING NEWS

Acabei de ouvir na rádio a notícia que dava conta da suspensão do Dr. Fernando Charrua.


Espantam-me aqueles políticos que andam sempre com a "Liberdade" na boca, não se manifestarem agora a propósito de uma clara violação da Liberdade de Expressão.


Era só o que faltava as pessoas não poderem dizer o que pensam e o que querem sob pena de haver um bufo (cuja língua devia ser cortada com uma tesoura de jardinagem), que se vai chibar a uma «gaija» que, se parece, e tem a atitude um canhão da Baixa Idade Média.


Espanta-me também, que os dragõezinhos do norte - sempre tão tesos e prontos a fazer uma chinfrineira dos diabos - estejam armados em lagartinhos domesticados e não se indignem contra aquilo que se deviam indignar.


Mmmm... acho estou um bocado "xateado".

quarta-feira, junho 13, 2007

CURSO DE SOCIOLOGIA DO ISCTE EM ALTA

Up up up and away!


Pessoal!! Toda a malta que tiver tirado a licenciatura em Sociologia no ISCTE, faz favor de escrever uma cartinha à Ministra da Educação a solicitar um lugarzinho no seu Ministério.


Não é necessário qualquer tipo de experiência no sector da Educação, basta armarem-se aos cágados, dizerem meia dúzia de patacuadas que estão prontos a dirigir o bandinho de sarnas que povoa o M.E. Convém também, terem um bom seguro de saúde que cubra despesas hospitalares de internamento, não encontrem algum cliente descontente pelo caminho (não se esqueçam que a Ministra é a única que tem direito a ter um bófia à porta).

Digo-vos porque o amigo Crack, no Crackdown, publicou um post interessante chamado «Os tiques autoritários da ministra da educação» onde começa por fazer a seguinte citação:




Então e não é que o Director-geral de Inovação e Desenvolvimento Currícular, o Dr. Luís Capucha (cf. Currículum) também é do ISCTE! E, SURPRESA!... Também é de Sociologia!


Hãããã... quem foi que disse que estes cursos não serviam para nada?


Vou à procura de mais dirigentes licenciados em sociologia, com especial atenção dada ao ISCTE.

A «SINHORA» DREN


*Foto retirada do blog Wehavekaosinthegarden (do post A cómica)


Meus queridos amigos, esta «Sinhora» está imparável! Além disso, agora até já se mete com Padres!... É caso para dizer: "Valha-nos Deus! Que desespero tão grande."


Curiosamente, começo a suspeitar que a criatura tem alguma coisa contra o sexo masculino... É claro que isto é uma democracia, cada um come do que gosta e do que quer mas, "atacar" só elementos do sexo masculino indícia para aí uma patologia psiquiátrica qualquer.


A sério, eu acho que é um bocado suspeito mas, também, com um canhão destes... enfim. Quem será o próximo alvo? O Cardeal Patriarca de Lisboa?

terça-feira, junho 12, 2007

E AGORA, A RESPECTIVA RESPOSTA À CITAÇÃO

Nota: Depois de ter recebido a referida citação por e-mail, um amigo meu - cidadão honesto e acima de tudo preocupado - solicitou a minha ajuda para escrever uma resposta apropriada à Administração Fiscal.
Bom, como dar respostas apropriadas começa a ser uma especialidade da minha pessoa, fui incapaz de recusar tal pedido. Assim sendo, eis a resposta à referida citação que seguiu hoje por carta (tenham paciência, é um pouco longa mas vale a pena ler).
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«Exmo. Sr.
SubDirector-Geral da Justiça Tributária
Dr. Alberto Augusto Pedroso,

Relativamente ao seu e-mail, datado de 9 de Junho de 2007, sobre a execução fiscal instaurada para a cobrança coerciva da dívida tributária sobre a empresa IDENTIFICAÇÃO DA EMPRESA(NIF), venho por este meio agradecer desde já a v/ prontidão em esclarecer o conjunto de actos de coerção, levados a cabo pela Direcção-Geral dos Impostos (DGCI), inerentes à Lei Geral Tributária e ao Código de Procedimento e de Processo Tributário e aproveito a oportunidade para me colocar ao vosso dispôr no sentido de solucionar a questão de uma forma tão breve quanto possível.

Assim sendo, e numa tentativa de vos poupar algum trabalho, embora não pretenda – de forma alguma – substituir-me às tarefas dos vossos funcionários ou que os mesmos vão parar ao quadro de excedentários, supranumerários ou outro qualquer quadro da Administração Pública que se lembrem de criar entretanto para despachar mais alguns, importa escrever algumas palavras sobre as cinco acções coercivas da competência da vossa Direcção Geral:

1.º A penhora em bens e direitos do seu património;

É com algum pesar que vos informo que a empresa, IDENTIFICAÇÃO DA EMPRESA (NIF), nunca teve qualquer actividade. Para mim é aborrecido porque o projecto não foi, infelizmente, bem sucedido, no entanto, para V.exas deve ser dramático porque não conseguem extorquir nenhum tostão para colocarem no v/ porquinho mealheiro.

A empresa não tem bens, não tem património e se alguma vez teve algum direito devia estar muito escondido visto que nunca o encontrei. Em compensação, encontrei muitos deveres como, aliás, muitas outras PME em Portugal deverão ter encontrado e aos quais, estou certo, que os senhores não são alheios graças ao vosso estilo predatório encorajado pelos sucessivos governos nestes últimos anos. Têm muitas bocas para alimentar não é verdade? Pois eu também tenho e advinhem lá uma coisa? Não posso.

2.º A marcação da venda de bens móveis e imóveis penhorados que a exijam para, com o seu produto, se efectuar o pagamento da dívida;

Se nas vossas pesquisas encontrarem algum bem móvel ou imóvel para vender, garanto-vos que vos apoiarei em tudo quanto me for possível pois ninguém tem um interesse maior do que o meu em resolver toda esta situação. Excepto os vossos Serviços, é claro, sustentar um Estado velho e pesado que precisa de injecções, constantemente, não só não é uma tarefa fácil como também é ingrata. Afinal, é muito mais simples tributar presumíveis rendimentos futuros dos pequenos, do que dos grandes, até porque a dentada destes últimos dói muito mais do que a dos pequenitos. É compreensível, são outros interesses. Mas, já consideraram a hipótese de tributar aos bancos aquilo que tributam às pequenas e médias empresas? É que eles devem ser das únicas organizações a ter lucro quando todos os outros têm prejuízo... Ah, é verdade! É claro que já consideraram a hipótese, caso contrário eles não estariam isentos de pagar aquilo que todos os outros têm de pagar independentemente de terem actividade ou não.

3.º O cancelamento ou suspensão de todos os benefícios fiscais que está a usufruir ou que venha a invocar, enquanto se mantiver a situação devedora;

Meus caros senhores, confesso que por breves instantes cheguei a pensar que existiam benefícios fiscais para alguém e fiquei confuso mas, creio que este lapso se terá ficado a dever à construção da frase. Estou certo que para os técnicos, que trabalham com estes conceitos todos os dias, a escolha das palavras e a respectiva construção frásica fará todo o sentido mas, se me permitirem uma sugestão, deveriam escrever qualquer coisa como “A suspensão ou cancelamento dos benefícios fiscais, que está a usufruir ou que venha a solicitar, enquanto se mantiver a situação devedora”. Perceber-se-ia, ligeiramente, melhor e seriam escusadas algumas redundâncias. Além do mais, não me parece que os benefícios fiscais sejam algo que se possa invocar.

Após a apresentação desta pequena sugestão, parece-me um pouco exótico que uma empresa que não tem actividade, nem nunca passou do papel, usufrua ou venha a usufruír de algum benefício fiscal passível de ser suspenso ou cancelado mas estou certo, que como qualquer outro cidadão de bem, poderei contar sempre com a criatividade inerente aos vossos serviços.

4.º O cancelamento automático de reembolsos ou restituições de impostos, que serão canalizados em montante suficiente para o pagamento das dívidas;

Ora aqui está um ponto interessante. Afinal, em Portugal é possível receber reembolsos ou restituições de impostos em dívida, pois só assim se justifica que se possa proceder ao cancelamento automático de reembolsos ou restituições. Caso contrário, num país normal, este acto seria considerado, um tanto ou quanto, inócuo senão mesmo absurdo. Poderia dizer que compreendia mas, na realidade, não estaria a ser sincero e aqui já não se trata de uma questão de sintaxe mas de conteúdo. Ora, uma empresa sem actividade, cujos rendimentos são zero e que é tributada não pelos rendimentos que apresenta mas pelos rendimentos que a Administração fiscal presume (duas vezes ou mais) que apresenta, realmente, só poderia ter direito a uma restituição ou um reembolso presumido pela Administração fiscal. Por outras palavras, como estamos no mundo das presunções, é tudo uma grande ficção elaborada por génios altamente qualificados que se dedicam à arte de presumir. Uma espécie de faz de conta, no qual se presume que as empresas são um género de pequenos bancos que adiantam dinheiro ao estado e cuja única parte real é aquela em que, efectivamente, se tem de pagar os delírios dos que passam o seu tempo a presumir.

5.º A integração do seu nome na lista de devedores que está publicitada na Internet.

Finalmente, folgo em saber que existe uma instituição estatal que faz publicidade gratuita. Em boa verdade tenho de confessar que, considerando ao preço a que está a publicidade, o fornecimento desse serviço deve ser encorajado. Se puderem colocar os logotipos e os números de contacto ainda era melhor e faziam concorrência directa às páginas amarelas. Em relação a isto, apenas lamento que não publicitem também os diversos serviços do estado que têm dívidas para com as empresas e que identifiquem os respectivos montantes em divida. Estou certo que, no global, seria um exercício elucidativo e útil no que respeita ao apuramento das contas. Talvez, um dia destes, se faça esse levantamento e se publique também uma lista já que parece que a criação de listas está tão na moda e a sociedade de informação é uma das prioridades do actual governo.

Para concluir, uma vez que não pretendo tornar-me maçador com toda esta história, reitero toda a minha disponibilidade em cooperar com os vossos serviços no sentido de saldar a dívida à Administração fiscal. Deixo-vos, todavia, mais uma nota final. Tenho quarenta anos, sou licenciado, pós-graduado e actualmente mestrando (à falta de trabalho, ao menos continua-se a estudar). Estou desempregado à sete anos, nunca recebi subsídio de desemprego, nem nunca recebi qualquer outro tipo de apoio do estado. Estou inscrito no Instituto de Emprego e Formação Profissional mas não serve para, rigorosamente, nada. Não tenho rendimentos e não tenho bens, nem móveis, nem imóveis. Em suma, não tenho absolutamente nada mas, ainda assim, estou disposto a ajudar no que for possível para resolver esta situação. Por isso, se V.Exas. querem que eu pague a divída à Administração fiscal, eu também quero pagar, para isso basta apenas que me arranjem um emprego no qual eu possa auferir de um salário que me permita pagar-vos ou então, que arrangem um serviço que a empresa IDENTIFICAÇÃO DA EMPRESA (NIF) eventualmente possa prestar, por forma a realizar algum rendimento que me permita saldar o montante em dívida. Para qualquer resposta, podem sempre utilizar o endereço de e-mail que consta do website da DGCI, assim é muito mais económico.

Sem outro assunto de momento, despeço-me com toda a consideração.


Atenciosamente,
X »

CITAÇÃO MODELO DA DGCI P/ EMPRESAS COM DÍVIDAS À ADMINISTRAÇÃO FISCAL

Nota: Consegui pôr as minhas mãos neste modelito que a DGCI envia (por carta e por e-mail) às empresas que, presumem eles, têm dívidas ao Fisco. Assim, para aqueles que não estão familiarizados com a coisa, segue abaixo a mensagem tipo.
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«Exmo(a) Senhor(a) IDENTIFICAÇÃO DA EMPRESA (NIF),


Foi enviada para o seu domicílio fiscal uma carta de citação, chamando-o a um processo de execução fiscal instaurado para cobrança coerciva de dívida tributária.A citação e a instauração do processo executivo ocorrem na sequência da falta de pagamento daquela dívida dentro do prazo legal, após a respectiva notificação.A Lei Geral Tributária e o Código de Procedimento e de Processo Tributário conferem à Direcção-Geral dos Impostos (DGCI) o poder, que é simultaneamente um dever, de desencadear um conjunto de actos de coerção destinados à cobrança da dívida, em que se incluem:


1. - A penhora em bens e direitos do seu património;

2. - A marcação da venda de bens móveis e imóveis penhorados que a exijam para, com o seu produto, se efectuar o pagamento da dívida;

3. - O cancelamento ou suspensão de todos os benefícios fiscais que está a usufruir ou que venha a invocar, enquanto se mantiver a situação devedora;

4. - O cancelamento automático de reembolsos ou restituições de impostos, que serão canalizados em montante suficiente para o pagamento das dívidas;

5. - A integração do seu nome na lista de devedores que está publicitada na Internet.

A DGCI automatizou recentemente a execução dos actos antes referidos, estando já em curso os procedimentos informáticos de determinação dos seus bens ou direitos penhoráveis, que conduzirão à consumação da penhora.


Antes da realização das diligência enunciadas, a DGCI privilegia sempre o cumprimento voluntário dos devedores, proporcionando-lhes a informação e os esclarecimentos necessários para o facilitar.


É nesse sentido que venho por este meio solicitar a V. Ex.ª a regularização da situação ou o exercício dos direitos processuais constantes do texto da citação, no caso de o respectivo prazo ainda estar a decorrer.Para isso pode consultar as suas dívidas na Internet, mediante inserção da sua senha de acesso, em http://www.e-financas.gov.pt, seleccionando a funcionalidade "Contribuintes/Consultar/Dívidas Fiscais", onde pode também emitir o documento de pagamento, que poderá efectuar em toda a rede Multibanco, no homebanking da Internet, nos CTT e em qualquer Serviço de Finanças.


Pode ainda obter informação adicional no Serviço de Finanças onde está(ão) instaurado(s) o(s) processo(s).No caso de a dívida se encontrar regularizada, solicito que considere sem efeito a presente mensagem.


Com os melhores cumprimentos.
O SubDirector-Geral da Justiça Tributária,
Alberto Augusto Pedroso »

segunda-feira, junho 11, 2007

ORA ESTA!


Uma pessoa não se pode ausentar durante uns dias que quando regressa tem um par de Tomates!


Convenhamos, que até são bonitos e por isso temos de agradecer ao Andarilho a nomeação do Diário do Anthrax. :)

Assim sendo, e para não quebrar o espírito da tradição, as nossas 5 nomeações são:

- It's a perfect day Elise;

- O Andarilho;

- O Crackdown;

- Teoria da Suspiração;

Finalmente, e como não podia deixar de ser:

- O WeHaveKaosInTheGarden;

O FINAL DAS MINHAS FÉRIAS...

Aproxima-se. Pelo menos por agora. No final de Setembro há mais.

Imagino, já estavam a pensar que tinha abandonado as minhas florzinhas ao Deus dará mas, lembrem-se, nunca vos faria isso sem um pré-aviso de 15 dias.

Bom, após esta pausa momentânea para descanso do guerreiro, devo confessar-vos que estas férias serviram, acima de tudo, para pôr a minha cabeça no lugar e colocar determinadas coisas em perspectiva. O fosso entre o meu ego e o meu alter-ego começava a raiar as fronteiras da dupla personalidade e isso causava-me alguma ansiedade. Assim sendo, tive de trazer os dois a um ponto de equilíbrio. Foi isso que fiz durante estes dias em que estive ausente... bem, também fui a Coimbra que, aliás, é uma cidade fantástica.

Querem saber qual foi o resultado?

Ganhou o espírito combativo do Anthrax.

Concluí, que não gosto nem um pouco do que está a acontecer a este país e não gosto minimamente da escumalha política que nos governa. Assim, se é guerra que querem então é guerra que vão ter. Pode ser a guerra de um, pode ser a guerra de muitos, mas será sempre guerra. Não há lugar para a diplomacia, não há lugar para as polítiquices de merda e não se fazem prisioneiros. Quando a nossa dignidade não é respeitada, não devemos respeito a ninguém, sejam estes quem forem. Quando somos agredidos, nunca pensem que devemos oferecer a outra face. Pelo contrário, é uma obrigação retribuir na mesma proporção.

A paciência do ser humano, ao contrário da estupidez, não é ilimitada e eu cheguei à conclusão de que a minha se esgotou. No entanto, ao contrário dos acomodados que encolhem os ombros, como se isso resolvesse alguma coisa, ou dos acobardados que têm medo e se encolhem a um canto, eu prefiro defender as minhas convicções seja por que meio for. Neste momento, os fins justificam os meios e quando as coisas não vão a bem, então vão a mal.

Em suma, vale tudo. Não há regras, nem limites.

Durante muito tempo acreditei em regras e em limites porque achei que eram sérias, razoáveis e justas. Mas não são porque aqueles que deviam garantir a seriedade e razoabilidade das mesmas não são sérios, nem razoáveis. São sim, uns caciques obsoletos, que só olham para os seus umbigos, e que vivem algures entre o Reino da Fantasia e a Republica das Bananas sem nunca se preocuparem com as pessoas que governam. São uma espécie de ervas daninhas que arruinam qualquer jardim. E o que é que nós fazemos meus senhores? Ficamos a olhar para eles. A vê-los espalharem-se como uma praga. E o que é que vocês vão fazer? Bem, o que é que vocês vão fazer, não sei nem tenho nada a ver com isso, mas eu vou começar a arrancar as ervas do meu jardim e o primeiro que se atravessar no meu caminho leva uma pazada nos cornos.

segunda-feira, junho 04, 2007

DIRECTAMENTE DO REINO DA FANTASIA (2) - THE WINNER WAS...

Pois bem, aqui há uns tempos atrás fizémos uma sondagem de opinião sobre qual era a personagem favorita do Prison Break e... surpresa das surpresas!!!

Ganhou o Michael Scofield com 54% dos votos!

Ok, é sem dúvida uma personagem muito interessante, embora eu na altura tivesse dito que não era a minha personagem de eleição. De qualquer forma, devo dizer que em segundo lugar (isso sim foi uma surpresa), com 15% dos votos, ficou o T-Bag logo seguido do Lincoln Burrows, que teve 13% dos votos.

DIRECTAMENTE DO REINO DA FANTASIA - THE WINNER IS...


Jean Grey, com 55% dos votos.


Ok, tudo bem que era dificil para o pobre do rapaz - o Sylar - competir com esta mocita em termos de habilidades especiais mas, ainda assim, conseguiu uma modesta percentagem de 45% (e por isso devia levar uma medalhuxa de consolação).


Enfim... de facto, esta personagem é muito habilidosa.


sábado, junho 02, 2007

O.K....

... tou a verificar qual é a sensação de escrever sob a influênciA do alcóol.

Isto é uma expriência....

Já bebi 4 caipirinhas... e 2 Suktinis... bolas, já não me lembro de onde veio aquela garrafa.

Ainda tenho ali uma garrafa de Becherovka (1 licor da Repunblica checa) mas, o suktinis não me consigo lembrar de onde veio... Ou foi da Letónia ou da Lituânia.

Bem... os Romenos também têm uma aguardente porreira cujo nome não me consigoo lembrar mas, fiquei com as micro-canecas... devia era ter ficado com a bebida.

Ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah :))))))

E meu... não estou a escrever coisa com coisa! Aah ah ah aha hah ahah ahahahahhah :)))

Epá, tenho que arranjar um animal qualquer que vá a um seminário brevemente para ver se me repõem o stock de bebidasd....

Tenho que irbuscar um cigarro...

Já fui.

Sabem, estas cenas devem ficae registadas que é para que se saiba porque é que não se deve apnhar pifos grandes... este até é piqueno quando comparado com outros.

Ói! no último seminário que organizei fartei-me de cantar e fazer brindes!... e trouxe umas garrafax pra colecção.

Moral da cena: Não escrevam cenas quando tão com o pifo.... O pifo é uma cena lixada.

sexta-feira, junho 01, 2007

PARABÉNS PARA MIM! PARABÉNS PARA MIM!!


O meu blogue fez 3 anitos ontem e ninguém se lembrou, a não ser o menino mau no seu Andarilho (é verdade, aproveitei a deixa e catei-lhe o bolo).

Nem eu me lembrei!! :))
(Nota: ao contrário do que ele diz lá no blogue, não foi bem modéstia. Ele é que é simpático. Foi mesmo distracção).

Estão a ver no que é que dá escrever sobre cogumelos?

BOM DIA SOL! BOM DIA MUNDO!


Estou de férias!!

Não vou aturar gente parva!!

Weeeeeee!!!!