terça-feira, setembro 29, 2009

O CONCERTO DOS GREEN DAY

Foi ontem à noite no Pavilhão Atlântico. Tudo bem, não dá para ver grande coisa mas e daí é o melhor que se pode arranjar com um telemóvel. Esta primeira fotografia foi - a modos que - o início do concerto.

Esta segunda fotografia foi - a modos que - o meio do concerto.

Esta terceira e última fotografia é semelhante à segunda mas com mais luz.
É claro que também tenho uns videozitos mas nada temam! Digo-vos que se trabalhasse com uma máquina de filmar ou fosse realizadora estava bem lixada... e pela amostra selecionada, também podem verificar que fotografia não é bem a minha onda.
Considerações acerca do concerto:
1º Foi um excelente concerto. De facto os Green Day são um espectáculo em palco.
2º Os Prima Donna, que fizeram a primeira parte e os quais eu nunca ouvira falar, têm um bom som.
3º O pavilhão não estava a rebentar pelas costuras (apesar das 17.000 pessoas). Isto foi positivo porque assim a malta ainda se conseguia mexer para cantar e pular.
Curiosidades acerca do concerto:
A) Uma das coisas que verdadeiramente me chocou, numa perspectiva negativa, foi o facto das nossas crianças e adolescentes estarem cada vez mais gordos. É um facto e vê-se na rua, mas ontem, como estavam muitos concentradinhos ali no pavilhão atlântico, deu para ter uma espécie de visão de grupo.
As meninas defenitivamente mais gordas do que os meninos, embora também houvesse meninos anafadinhos. É muito mau. Muito mau mesmo, principalmente por motivos de saúde mas, além disso, é também um bocado inestéctico ver as miúdas a vestirem roupa demasiado justa e as gorduritas a saírem por fora.
Isto diz-nos várias coisas:
- que o tipo de alimentação que fazem é errado;
- que os respectivos pais não os educam para uma alimentação saudável;
- que o único exercício fisico que devem praticar é quando mexem no comando da televisão ou nos botões da consola.
Além destas que aqui estão só a titulo de exemplo, diz-nos também muitas outras coisas que ficam para um outro post dedicado ao tema.
B) Onde é que foram parar os isqueiros?
Antigamente a malta acendia isqueiros. Agora acendem as luzinhas dos telemóveis, mas o que é isto?!!!! É que além de aberrante, é absolutamente pindérico... tipo pato bravo style!
Enfim, seja como for, o concerto valeu a pena. Foi uma noite muito bem passada.

segunda-feira, setembro 28, 2009

PEDRO E O LOBO (Esopo)




As eleições de ontem recordaram-me a história de Esopo "Pedro e o Lobo".


Resultado: O "Lobo" vai continuar a matar ovelhas, porque ninguém acreditou na verdade do "Pedro".
Dos quatro elementos em questão (o Pedro, o Lobo, os Pastores e as ovelhas), confesso que não tenho pena de nenhum. Afinal de contas, um lobo é um lobo, é naturalmente suposto não ser da "cúnfia". Por outro lado, o Pedro tende para a "aldrabice" logo é, igualmente, natural que os pastores, fartos desta tendência inconveniente, não lhe prestem atenção. Por fim as ovelhas. Á partida poderíamos pensar «coitadas das ovelhas, estão tramadas» e seria absolutamente legítimo porque:
1º O Lobo é uma ameaça real à sua sobrevivência e integridade física.
2º O Pedro é também uma ameaça real à sobrevivência.
3º Os Pastores, sabendo que o Lobo é uma ameaça real e sabendo que o Pedro é um aldrabão, não tomaram medidas preventivas no sentido de proteger as suas Ovelhas. Logo "cagaram" (termo técnico para o sucedido) nas Ovelhas.
Ora, nesta perspectiva, temos então a Ovelha-vítima que é aquela que está sempre lixada seja qual for o lado para onde se vire. Não tecnicamente falando - mediante um processo de deslocação - a ovelha torna-se num alvo muito mais aceitável do que o Pedro ou o Lobo (ou qual lobo?).
A questão aqui é que as Ovelhas são vitimizadas mas não precisam de ser vítimas. As ovelhas também podem erguer o seu estandarte revolucionário e dizer "STOP THE VIOLENCE AGAINST SHEEP" (está em inglês porque dá um ar mais universal à coisa). Queria depois ver o que é que o Lobo, o Pedro e o resto da cambada faziam quando não houvesse carninha para comer, nem lãzinha para vestirem.
Bom, esta é a minha opinião acerca dos resultados eleitorais. É um pouco extravagante, mas fica a ideia.

quarta-feira, setembro 23, 2009

2 EUROS

Olhem bem para uma moeda de 2 euros... ali para cima, para os países do norte da europa... e digam-me lá se acham bem um boneco daqueles constar de uma moeda que anda na mão de toda a gente.

sexta-feira, setembro 18, 2009

SERÁ MESMO QUE VOCÊ É SUBSTITUÍVEL?



Na sala de reunião de uma multinacional o diretor nervoso fala com sua equipe de gestores.

Agita as mãos, mostra gráficos e, olhando nos olhos de cada um ameaça: "ninguém é insubstituível" .

A frase parece ecoar nas paredes da sala de reunião em meio ao silêncio.

Os gestores se entreolham, alguns abaixam a cabeça. Ninguém ousa falar nada.

De repente um braço se levanta e o diretor se prepara para triturar o atrevido:

- Alguma pergunta?

- Tenho sim. E Beethoven?

- Como? - o encara o gestor confuso.

- O senhor disse que ninguém é insubstituível e quem substituiu Beethoven?

Silêncio.

Ouvi essa estória esses dias contada por um profissional que conheço e achei muito pertinente falar sobre isso.

Afinal as empresas falam em descobrir talentos, reter talentos, mas, no fundo continuam achando que os profissionais são peças dentro da organização e que, quando sai um, é só encontrar outro para por no lugar.

Quem substituiu Beethoven? Tom Jobim? Ayrton Senna? Ghandi? Frank Sinatra? Garrincha? Santos Dumont? Monteiro Lobato? Elvis Presley? Os Beatles? Jorge Amado? Pelé? Paul Newman? Tiger Woods? Albert Einstein? Picasso? Zico (até hoje o Flamengo está órfão de um Zico).

Todos esses talentos marcaram a história fazendo o que gostam e o que sabem fazer bem, ou seja, fizeram seu talento brilhar. E, portanto, são sim insubstituíveis.

Cada ser humano tem sua contribuição a dar e seu talento direcionado para alguma coisa. Está na hora dos líderes das organizações reverem seus conceitos e começarem a pensar em como desenvolver o talento da sua equipe focando no brilho de seus pontos fortes e não utilizando energia em reparar seus 'gaps'.

Ninguém lembra e nem quer saber se Beethoven era surdo, se Picasso era instável, Caymmi preguiçoso, Kennedy egocêntrico, Elvis paranóico...
O que queremos é sentir o prazer produzido pelas sinfonias, obras de arte, discursos memoráveis e melodias inesquecíveis, resultado de seus talentos.

Cabe aos líderes de sua organização mudar o olhar sobre a equipe e voltar seus esforços em descobrir os pontos fortes de cada membro. Fazer brilhar o talento de cada um em prol do sucesso de seu projeto.

Se seu gerente/coordenador , ainda está focado em 'melhorar as fraquezas' de sua equipe corre o risco de ser aquele tipo de líder que barraria Garrincha por ter as pernas tortas, Albert Einstein por ter notas baixas na escola, Beethoven por ser surdo. E na gestão dele o mundo teria perdido todos esses talentos.

Nunca me esqueço de quando o Zacarias dos Trapalhões 'foi pra outras moradas'; ao iniciar o programa seguinte, o Dedé entrou em cena e falou mais ou menos assim:

"Estamos todos muito tristes com a 'partida' de nosso irmão Zacarias... e hoje, para substituí-lo, chamamos:.. Ninguém... pois nosso Zaca é insubstituível"

Portanto nunca esqueça: Você é um talento único... com toda certeza ninguém te substituirá!

"Sou um só, mas ainda assim sou um. Não posso fazer tudo, mas posso fazer alguma coisa. Por não poder fazer tudo, não me recusarei a fazer o pouco que posso. O que eu faço é uma gota no meio de um oceano, mas sem ela o oceano será menor."


Mensagem recebida por e-mail

segunda-feira, setembro 07, 2009

AS INCONGRUÊNCIAS DA INFORMAÇÃO

Por cada dia que passa mais me convenço que o povo português deve padecer de alguma maleita mental que nos impede de avançar e quando chegamos à época de eleições parece que ficamos mais parvos do que o costume.
Atente-se então no formato televisivo dos debates políticos em que toda a informação é dada a correr... depois de ter visto dois, concluí que, neste caso, "debate" está a ser utilizado como uma espécie de nome artístico, tipo "Gigi" ou "Xuxa", para designar algo que ainda ninguém sabe muito bem o que é que é. Ora, quem pretende fazer uma coisa séria, para públicos cuja faixa etária é superior a 13 anos, não usa formatos com "nomes artísticos" pouco credíveis. As "Gigis" e as "Xuxas" são formatos que funcionam bem em públicos infantis.
Isto levanta-nos, então, uma outra questão que é a de nos estarem a chamar estúpidos dado considerarem-nos demasiado básicos para assimilar grandes quantidades de informação, diversificada, num limite de tempo superior a 15 minutos. Tanto quanto eu saiba, não há nenhuma aula - na escola ou na universidade - de duração inferior a 50 minutos. Mas isto sou só eu a pensar é claro.
A situação torna-se tanto mais caricata quando depois de nos chamarem "estúpidos" ainda nos incitam a ir votar, com uma campanha elementar, dizendo; «Não deixe que escolham por si». Pergunto: Mas escolher o quê? Os "debates" não esclarecem um boi e além disso, não há paciência para andar a saltar de canal em canal. Zapping pratico-o quando quero e as "Gigis" e as "Xuxas" não são assim tão interessantes que me façam querer praticá-lo.
Que queiram vender gelados aos esquimós, por mim tudo bem, mas eu não sou um esquimó e aquela coisa a que chamam "debates" não o são, nem contribuem para esclarecer o que quer que seja.

sexta-feira, setembro 04, 2009

"NOVAS OPORTUNIDADES - A IGNORÂNCIA CERTIFICADA"

Artigo publicado no Correio da Educação, da autoria de Marta Oliveira Santos.

" O país encontra-se com uma taxa muito baixa de escolaridade em relação aos países da EU (União Europeia). Logo há necessidade de colmatar esta situação e, para isso foram criadas “As Novas Oportunidades”, uns cursinhos intensivos de três meses, no fim dos quais os “estudantes”(agora com o nome pomposo de formandos) obtêm o certificado de equivalência ao 9º ou 12º anos. Fantástico, se os cursinhos fossem a sério! ...

Perante a publicidade aos referidos cursos, aqueles que abandonaram a escola ou, por qualquer razão não concluíram um dos ciclos de escolaridade, esfregaram as mãos de contentes, uma vez que agora se lhes oferece a oportunidade de obterem um certificado de habilitações que lhes poderá vir a ser útil. E como diz o ditado”mais vale tarde do que nunca”, eles lá se inscreveram. Por outro lado, três meses das 7.00 às 10.00 horas, horário pós-laboral, uma vez por semana, era coisa fácil de realizar. Coitados daqueles que andam 3 anos (7º, 8º e 9º anos) para concluírem o 3º Ciclo!!! Isso é que é difícil!" (versão integral)



O JORNAL NACIONAL


Confesso que não fiquei grandemente surpreendida com o facto da "nova administração" da TVI ter suspendido o Jornal Nacional, é algo perfeitamente normal no âmbito do conceito de democracia Sul Americano ou mesmo Africano. Chamemos-lhe uma espécie de toque multicultural de quem ainda parece que salta de galho em galho, arrasta as mãos pelo chão e vai visitar os parentes distantes ao Jardim Zoológico de Lisboa... Ora, isto é muito bom para o Jardim Zoológico de Lisboa porque cobra mais entradas, dá trabalho à bicharada e um dia destes ainda começa a arrendar casas na aldeia dos macacos.
O que me surpreendeu foi a demissão da direcção de informação. Não é todos os dias que se assiste uma coisa destas. Na maior parte das vezes verifica-se, inclusivamente, o contrário. No local de trabalho não há, normalmente, espaço para a solidariedade e muito menos aquelas que colocam em risco o posto de trabalho. As pessoas têm medo. São medrosas (e algumas são merdosas também).
Pois deixem-me que vos diga o que é o medo; "O medo é um sentimento que proporciona um estado de alerta demonstrado pelo receio de fazer alguma coisa, geralmente por se sentir ameaçado, tanto fisicamente como psicologicamente" in Wikipédia (que era o que estava mais à mão).
Trata-se , portanto, de um mecanismo de defesa e quem não o tem, tem um problema gravíssimo. Por outro lado o medo também mata e mata de diversas maneiras, sendo a mais definitiva e menos figurativa aquela em que o sujeito - efectivamente - morre. Conclusão, se não temos medo temos uma neuropatologia grave, se temos demasiado medo temos uma psicopatologia grave também. Assim, a ideia aqui é dosear a coisa. Nem tanto ao mar, nem tanto à terra porque quando levado ao extremo - por excesso ou defeito - o medo é um sentimento que impede o sujeito de viver.
Isto, basicamente, para dizer o quê?
Pois um grande bem haja para a antiga direcção de informação da TVI.
Quanto à nova administração da TVI :)))... Deixo aqui parte da letra de uma canção dos ICP:
«If I only could I'd set the world on fire
Say fuck the world! (Fuck the world!)
If I only could I'd set the world on fire
Fuck em all! (Fuck em all!)»
Nota: e fica mais giro quando estendemos o braço direito, com a palma da mão virada para nós, esticamos o dedo do meio e encolhemos os outros todos.