
"Whenever a theory appears to you as the only possible one, take this as a sign that you have neither understood the theory nor the problem which it was intended to solve". - Karl Popper
terça-feira, março 17, 2009
CROCODILOS NO RIO DOURO

quinta-feira, março 05, 2009
sexta-feira, fevereiro 20, 2009
quinta-feira, fevereiro 19, 2009
sexta-feira, dezembro 12, 2008
quarta-feira, junho 18, 2008
quarta-feira, maio 28, 2008
ONDE ANDEI NESTES ÚLTIMOS DIAS?
Thessaloniki!!!30ºC durante o dia.
27ºC à meia-noite.
A gasolina a 1,14€ (sim os barris de petróleo e o dólar só sobem em Portugal, na Grécia não sobem).
Os gregos são um espectáculo!
Têm uma língua lixada.
Uns sinais que não se percebem "um boi" (nem quando estão escritos com as letras ocidentais).
Adorei aquilo!
Vou candidatar-me para trabalhar lá. Já não tenho paciência para aturar as bestialidades dos políticos portugueses e dos restantes abutres que andam ali à volta da carniça.
terça-feira, maio 13, 2008
PORTUGAL - O MISTÉRIO DOS BALCÕES FECHADOS
Exemplo #1: As caixas dos hipermercados.
Uma extensão gigantesca de caixas para pagar, mas só algumas é que estão abertas.
Exemplo #2: As caixas do check-in do aeroporto da Portela.
Uma extensão gigantesca de caixas de check-in, mas só algumas é que estão abertas.
Exemplo #3: As caixas de um supermercado médio.
Em cinco caixas, apenas uma está a funcionar.
Exemplo #4: As caixas dos Bancos
Podem ter uma data de caixas, mas só uma está a funcionar.
Exemplo #5: As caixas das estações do Correio.
Podem ter cinco caixas, mas só uma é que está a funcionar
So on and so forth.
Resultado: Filas de espera.
Hipótese #1: Têm caixas a mais.
Hipótese #2: Têm trabalhadores a menos.
Hipótese #3: Têm clientes a mais.
Hipótese #4: Têm caixas e clientes a mais e trabalhadores a menos.
Conclusão #1: Não sabem gerir espaços.
Conclusão #2: Não sabem gerir pessoas.
Conclusão #3: Não sabem gerir espaços nem pessoas.
Conclusão #4: Nunca ninguém tem clientes a mais.
quinta-feira, fevereiro 14, 2008
QUANDO O DIA COMEÇA MAL...
... já não há nada capaz de o endireitar.
Pois é verdade, é inevitável. Quando acordamos tortos, devido a algum assunto mal resolvido, passamos o resto do dia a remoer o que nos perturba. No entanto, há uns que à medida que o dia avança a coisa vai-se desvanecendo e acaba por passar e há outros que continuam a moer e a remoer a mesma coisa.
Eu pertenço, declaradamente, ao segundo tipo e não descanso enquanto não faço um bonequinho de voodo e lhe espeto as agulhas todas, começando pelos olhinhos. Mau feitio? Talvez, mas sou assim e quer queiram, quer não, fazer bonequinhos de voodo e espetar-lhes agulhas é bastante terapêutico (além disso é menos mau do que espetar agulhas, ou mesmo um garfinho, nos olhinhos da versão original do bonequito).
Hoje foi claramente um dia mau. Dia de S. Valentim ou não, foi mau. Passei o dia inteiro a querer bater em alguém, infelizmente, não bati (mas ainda não perdi a esperança). Por outro lado, talvez amanhã seja melhor. Não sei, mas normalmente isto demora a passar.
Porque é que estou a escrever isto? Não sei. Apetece-me... e à falta de bater em alguém, escrevo coisas estúpidas. Parece-me bem e muito mais saudável para terceiros.
Fui.
quinta-feira, fevereiro 07, 2008
quinta-feira, janeiro 24, 2008
AINDA A PROPÓSITO DO TERRORISMO
Ontem, num confronto de ideias sobre potenciais cenários, surgiu uma questão interessante sobre a qual vale a pena pensar.
Ainda a propósito da mochila no metro, a verdade é que a mochila era só uma.
Pergunta: O que é que aconteceria se houvesse mais do que uma mochila colocadas, simultaneamente, em locais diferentes?
No caso de aparecer uma, já sabemos que as autoridades têm capacidade de resposta. Mas e se forem três ou quatro em simultâneo? Será que continuam a deter a mesma capacidade de resposta?
Interessante.
quarta-feira, janeiro 23, 2008
"PSP FAZ EXPLODIR MOCHILA COM CD"
Não é que este assunto do terrorismo tenha imensa graça mas, eu, fartei-me de rir com a explosão dos pertences de alguém mais distraído. A Brigada de minas e armadilhas deve ficar contentíssima cada vez que saiem dos seus buracos para ir rebentar com qualquer coisa.
É claro também, que isto sou eu a partir do principio que aquilo foi alguém que se esqueceu dos seus pertences na carruagem do metro. No entanto, se partir do princípio que aquilo foi lá colocado por alguém de intenções duvidosas, a verdade é que em vez de ter um puto a chorar por lhe terem rebentado a mochila, tenho um gajo (sim, um gajo porque normalmente são gajos que fazem isto e não gajas) a tirar apontamentos sobre:
- Quanto tempo demora a ser dado o alerta;
- Quanto tempo demoram as autoridades a responder ao alerta;
- Quanto tempo demoram as autoridades a chegar ao local;
- Quem são as autoridades que chegam ao local;
Paralelamente, também tira notas sobre:
- Qual é a dimensão da área que ficará restrita pelas autoridades;
- Quais são as vias de saída;
- Quais são as autoridades que controlam as vias de saída;
- Qual é a facilidade com que se sai do local;
- Que tipo de suspeitos poderão procurar.
Respondidas estas questões, também pode tirar notas sobre de onde é que saiem as autoridades que respondem à chamada e qual é o percurso que fazem. Ora, com base nesta informação uma criatura mal intencionada pode - efectivamente - provocar danos consideráveis e deixar os "bófias" às aranhas.
Pessoalmente, prefiro ficar com a versão do puto a chorar por lhe terem rebentado a mochila.
segunda-feira, janeiro 21, 2008
SOBRE AS AMEAÇAS TERRORISTAS
Por muito que insista em ignorar as notícias, a verdade é que me continuam a chegar uns zumbidos aos ouvidos. A última, deste fim-de-semana, foi a tal história das ameaças terroristas que pendem sobre este cantinho à beira mar plantado.
Bom, nunca substimando a criatividade destes moços para os grandes espectáculos de fogo e luz, temo que seja mais uma maneira de tentar chatear o pobre do Ministro Pinho (que lá tenta vender a imagem turística de Portugal aos EUA) e pelo caminho chateiam também os americanos dizendo-lhes que não podem vir passar férias para aqui. Bom, seja qual for a desculpa ou a intenção das criaturitas, a verdade é que dei comigo a pensar se elas não seriam, talvez, um pouco lerdas (porque doidas, já sabemos que são). Convenhamos, meus caros, terroristas por terroristas já temos os que estão no governo. Não precisamos de amadores.
Tecnicamente falando (ou tanto quanto possível), se - do ponto de vista de um terrorista - fizermos uma análise SWOT ao nosso país, verificamos que as condições são óptimas para efeitos de treino de práticas de atentados (mas não poderiam ser atentados suícidas, pois perder-se-ia o objecto do treino e era uma chatice). Para se fazer um atentado a sério penso que seria mais complicado, não tanto por uma questão de segurança mas, porque Portugal não é assim tão importante. Notem; a única vez que aparecemos em força na comunicação social internacional foi quando estivémos a arder e o ano que passou, recordo-vos, cedemos a nossa posição à Grécia. Tudo bem que o caso da pequena Maddie também foi muito mediático mas, quer dizer, não tivémos nada a ver com isso (excepto a parte da investigação policial um tanto ou quanto bizarra, mas quem sou eu para pôr em causa os procedimentos da "bófia").
Com um carácter um pouco mais sério, tentámos recuperar alguma importância com esta história da Presidência da União Europeia, que até foi porreira pá, e até chamámos Tratado de Lisboa a um documento que revoga e que faz a revisão de texto de artigos de um outro documento anterior mas, há que ter em consideração que isto não é nada que não pudesse ter sido feito nos gabinetes em Bruxelas. Aliás, quaquer idiota com dois palmos de testa sabe que nós aqui só emprestámos as canetas e oferecemos o almoço (que nos saiu caro e ainda por cima tivémos que levar com os camelos estacionados no Forte de S. Julião).
Quem nos conhece sabe, perfeitamente, que na generalidade somos uns tretas. Somos assim há muitos séculos e é uma espécie de designio nacional. Andamos sempre nas lonas mas, sempre que podemos, vamos a correr para o stand da BMW (foi a marca que me ocorreu, não é nenhum desprimor para as restantes marcas do mercado), compramos - a crédito - um topo de gama e andamos com ele até ser penhorado pelo banco ou, em alternativa, pela Administração Fiscal (nota: depois o ciclo recomeça). Somos uma espécie de pavões com penas made in china, compradas nas lojas dos trezentos (não há dinheiro para mais). Por isso, como podem ver, nem tudo o que luz é ouro sendo que na maior parte dos casos é - concerteza - contrafacção.
Bem sei que, assim de repente, Portugal até pode parecer um país apetecível e uma porta de entrada para a Europa mas, meus queridos amigos, haja tino. Nem os imigrantes ilegais que, por azar, aqui vêm parar querem cá ficar, não acham que isto é estranho?
Como é óbvio não pretendo demover ninguém da prática de comportamentos desviantes ou mesmo terroristas (afinal, há gestores que fazem isso todos os dias nos organismos do estado), mas penso que nós já temos a nossa parte e há outros países que mereciam a devida atenção por parte destes prevaricadores internacionais. Pensem lá um bocadinho... tirando o Ministério das Finanças, o Ministério da Saúde e a ASAE, o que é que nós temos aqui para explodir?
O aeroporto? É um bocado estúpido, vamos mudá-lo para Alcochete.
O Alfa-pendular? É também um bocado parvinho, vamos ter um TGV (era só uma desculpa para gastarmos dinheiro mais cedo).
A ponte 25 do A? Por mim nada a opôr, até porque não gosto do nome mas, devo dizer que temos outra e vem mais uma a caminho.
A Torre de Belém? Não é tão espectacular como a Torre Eiffel, aliás é bem mirradinha quando comparada com a outra.
O Aqueduto das águas livres? Oh! No outro dia queriam deitar parte dele abaixo para passar um bocado da auto-estrada, isso só servia para ajudar os empreiteiros.
Note-se que estou a excluir as estações de metro e as estações de combóio de propósito. Por muito popular que essa ideia possa ser, é também um bocado parvinha porque são sitios que não são nada emblemáticos. Já os estádios de futebol...
Concluindo, é claro que estas ameaças devem ser levadas a sério. É uma obrigação levá-las a sério, contudo não deixa de ser imbecil achar que Portugal é um bom país para a pratica do terrorismo.
quarta-feira, janeiro 16, 2008
VEJAM E PASMEM!
MyHeritage: Celebrity Collage - Fazer uma arvore genealogica | ||
Ah! Ah! Ah! Ah!Liv Tyler... era bom, era.
segunda-feira, janeiro 14, 2008
CONSIDERAÇÕES SOBRE...
... os sacos de plástico nos supermercados.
Sabem, pareceu-me tão bom tópico como outro qualquer. Adiante.
Quando alguns supermercados começaram com esta coisa de se pagar os sacos de plástico alegando que era uma atitude ecológica visto que um saco de plástico demora 1500 anos a decompor-se e mesmo assim não há garantias (estou a exagerar, mas é assim uma coisa deste género), pensei cá para os meus botões «interessante». Não achei bem, não achei mal. Na realidade não achei nada, deixei o assunto para considerações posteriores. A única coisa que sabia era que as minhas viagens ao supermercado passaram a ficar 0,04 a 0,06 cts mais caras, consoante o número de sacos de plástico que precise. Seja como for, nunca considerei o assunto suficientemente pertinente para me debruçar sobre ele até agora.
Entretanto, num momento raro de criatividade inteligente e sem andar à procura de uma resposta, eis que concluí que esta história de pagar os sacos de plástico nos supermercados é de uma hipócrisia sem tamanho. Eu diria mesmo que é absolutamente parvo.
A ecologia é, acima de tudo e além de uma moda, um negócio altamente rentável (para quem o souber gerir). Pensar verde é bonito e politicamente correcto uma vez que, em maior ou menor escala, todos nos preocupamos com o ambiente em que vivemos e nesta perspectiva somos um target group muito apetecível e altamente susceptível ao endoutrinamento da atitude verde. Agarramos nuns putos, com umas carinhas larocas, e espetamos com eles nos anúncios aos ecopontos. A mensagem é, teoricamente, reciclar é bom e estamos a contribuir para o futuro dos nossos pimpolhos.
Nada contra.
No entanto, a realidade é;
Estamos a fornecer, gratuitamente, matéria-prima a empresas que ganham rios de dinheiro com o que deitamos fora. O lixo é um negócio muito rentável e então se o pudermos transformar é uma fonte inesgotável de rendimento. Mas, o que é que nós ganhamos, efectivamente, com isso? Uma ideia. Única e simplesmente a ideia de que temos uma atitude verde e que estamos a contribuir para melhorar o meio ambiente. No entanto, quem ganha o dinheiro e quem tem os benefícios fiscais são os outros.
E nós? Com o que ficamos?
Com a ideia.
Com a história dos sacos de plástico a coisa ainda é tanto mais cretina porque nós, efectivamente, pagamos pela ideia. Mas aqui há uma outra perspectiva que não deve ser ignorada. É que nós além de pagarmos pela ideia (de que estamos a ter uma atitude verde), estamos a pagar pela ideia errada.
Explicando melhor.
Quando pagamos pelos sacos de plástico nos supermercados, não estamos a pagar por uma atitude verde. Estamos a pagar pelo direito de poluir. Ou seja, é tudo uma questão de dinheiro, se pagarmos podemos poluir. É um princípio que não é tão estranho assim, afinal está subjacente ao tão famoso Protocolo de Kyoto no qual os Estados pagam pelo direito de poderem poluir mais, ou menos, consoante as emissões de carbono.
Conclusão, quem tem dinheiro pode poluir. Quem não tem dinheiro, azar. É tal e qual como nos supermercados que vendem os saquitos. Quem tem dinheiro, compra sacos e o respectivo direito de poluir. Quem não tem, pois paciência. Agora, apostar em sacos de fibra de milho é que está quieto. Isso não é um investimento, é um custo. Sai mais barato vender às pessoas o direito de poluir.
segunda-feira, janeiro 07, 2008
AS NOVAS FORMAS DE LINGUAGEM
Penso que já todos reparámos que quando enviamos sms uns aos outros tendemos para a utilização de uma linguagem abreviada. Os "que" transformam-se em "k", os "para" transformam-se em "p/", os "quando" transformam-se em "qd", os "beijos" transforma-se em "bjs" ou os "depois" transformam-se em "dps". Certo é que os fundamentalistas da língua portuguesa, com ou sem razão, atiram-se ao ar com esta nova forma de comunicar, mas hei! Quando se enviam sms ou se usa o "messenger" há que poupar espaço e tempo, logo há que encurtar palavras. A nova forma de escrever as mesmas coisas de sempre é algo que não só vem por acréscimo como também surge da necessidade atrás referida.
No entanto, não pensem que esta é uma transformação que se verifica apenas na língua portuguesa porque não é. Isto é algo que ocorre, de igual modo, na língua inglesa e - penso eu de que - exactamente pelos mesmos motivos em que ocorre na língua portuguesa. Desta forma, também na língua inglesa podemos comunicar de uma forma rápida utilizando, por exemplo, as seguintes abreviaturas:
- brb : "be right back";
- bbl : "be back later";
- bbs: "be back soon";
- btw : "by the way";
- g2g: "got to go";
- u : "you";
- ty : "thank you"
- yw : "you're welcome";
- ppl: "people";
- k : "okay";
- kl: "cool";
- m8: "mate";
- np: "no problem"
- lol: "laughing out loud" (este já é antigo);
- rotfl : "rolling on the floor laughing" (este também é antigo);
- cu (ou cya): "see you";
- gratz: "congrats" (já por si uma abreviatura de "congratulations");
- 2moro: "tomorrow";
- 2nite: "tonight";
- any1: "anyone";
- addy: "address";
- atm: "at the moment";
- b4: "before";
- b4n: "bye for now";
- coz: "because";
- dunno: "I don't know";
- l8a: "later";
- msg: "message";
- nvm: "never mind"
- omg: "Oh my God!"
- omw: "on my way"
- irs: "it really stinks" (o meu favorito).
Cá me cheira que esta coisa das línguas está viva e ainda tem muito para evoluir mas, um dia destes, começamos a escrever tudo de uma forma abreviada.
quarta-feira, janeiro 02, 2008
SEGUNDA MENSAGEM DE 2008
2º Sobre as perseguições dos carros descaracterizados da bófia: Exmos srs. agentes da autoridade, eu não sei se vocês são, efectivamente, estúpidos ou somente ignorantes de qualquer forma deixem-me dar-vos a seguinte dica; "2 wrongs don't make 1 right". Ou seja, infringir a lei da velocidade para ir atrás de um veículo que vai em excesso de velocidade é, bestialmente, estúpido - principalmente - quando o vosso veículo continua descaracterizado ao iniciar a perseguição. Qualquer condutor que esteja a ser perseguido por um carro desconhecido tem o direito de se sentir ameaçado, tem o dever de telefonar para o 112 e reportar uma possível situação de "carjacking", além disso assiste-lhe também o direito de defender a sua propriedade seja por que meio for, mesmo que isso signifique cometer infracções. Aliás, se passarem os olhitos pelo Código Civil e aplicarem a utilização adequada e articulada da massa encefálica à leitura de alguns artigos, verão que escusam de passar por grunhos quando estes casos chegam a tribunal.
3º Estou triste. Já vamos no 2º dia do ano e o governo ainda não caiu. Consta que vai ser remodelado mas, isso não tem grande interesse pois trata-se apenas de uma escultura diferente, a matéria-prima (a.k.a bosta) continua a mesma. Não é que haja grande alternativa neste rotativismo político.
4º O que se passa no BCP é uma vergonha para a qual não há palavras que a descrevam. É mais um bom exemplo do caciquismo em todo o seu esplendor com as personagenzitas de 5ª categoria do costume. Não há paciência. Vá lá que apareceu uma segunda lista, não sei se é uma lista séria ou se servirá apenas para fazer número mas sei que vou começar a tratar das coisas para fechar as minhas contas neste banco. É claro que cada um entende as coisas como quiser, mas eu sou apenas um mero cliente do banco e aquilo que inicialmente me levou a escolher este banco foram os valores conservadores que transmitiam e uma boa prestação de serviços. Hoje em dia, os valores foram-se e a prestação de serviços é uma caca. Ou seja, basicamente não há nada que os distinga de outra porcaria qualquer com a agravante de que se tornou num banco popularucho e sem qualidade nenhuma ao nível do atendimento. Ora, como eu acho que mereço ser bem tratado e existem outros bancos que, além de terem esses valores conservadores que procuro numa instituição bancária, me dão o tipo de atenção que eu acho que mereço, vou tratar de começar a levar os meus brinquedos para outro lado... aliás, em bom rigor, já comecei.
segunda-feira, dezembro 17, 2007
O MEU CADERNINHO
Obviamente, não sou estupidamente fútil, nem tenho um Q.I de 140 (quanto mais um de 180) mas, a verdadeira questão é que uma pessoa nunca está contente com aquilo que tem e além disso ainda por cima é dificil saber-se o que realmente se quer, pelo que concluí que tal situação constitui sempre um obstáculo ao desenvolvimento pessoal. Posto isto, a dedução mais lógica que me ocorre é que quando andamos sem rumo é porque estamos ligeiramente perdidos.
Mas também há outra interpretação possível. A interpretação que nos diz, que isso pode ser um sinal de que estamos a precisar de mudar e que se não mudamos é porque não nos estamos a esforçar o suficiente.
É tão boa possibilidade como outra qualquer e não é coisa que já não me tenha ocorrido.
Sabem, nestas últimas férias arranjei um caderninho onde colo e escrevo várias coisas de que gosto e outras que gostava de ter (mas não tenho). Pespeguei-lhe um título, na capa, que diz: "Invest in what you love" e meia volta vou-lhe acrescentando palavras e imagens que vou recolhendo daqui e dali. Ontem, depois de ter estado a ver aquela série, fui olhar para o caderninho e cheguei à conclusão que não lhe tenho estado a prestar muita atenção, caso contrário não desperdiçaria tanta energia em andar para aqui armado em "naufrago do destino", ou qualquer coisa assim bastante piegas.
O referido caderninho é suposto funcionar como uma espécie de mapa. Um mapa que nos diz quem somos, o que queremos e o que gostamos. Não podemos tirar nada do que já lá está, mas podemos ir sempre acrescentando mais coisas e nada impede essas novas coisas de alterar outras mais antigas, mesmo assim, as antigas continuam lá. Fazem parte do caderninho. Olhar para o caderninho faz sempre bem. Relembra-nos do que somos, do que queremos e do que gostamos, muito embora nunca diga como é lá chegamos... mas também é verdade que se dissesse como é que lá chegávamos, tudo seria muito mais fácil e tudo se tornaria uma grande seca, sem qualquer valor.
Todavia, e agora que penso nisso, creio que o Caderninho padece de um outro pequeno lapso, além do "não dizer como lá chegamos". O Caderninho pode dizer-nos quem somos, o que queremos e o que gostamos mas, não valoriza o que já temos e muitas vezes aquilo que já temos tem tanto, ou mais, valor do que as nossas aspirações. Devia acrescentar-lhe este capítulo, pois se não soubermos valorizar o que já temos como é que vamos dar valor ao que desejamos?
É um Caderninho lixado, este!
No entanto, continua a ser um bom ponto de referência. Principalmente para quando andamos mais distraídos, o que me leva à consideração seguinte; muito pouca gente sabe que escrevo - para aí - desde os meus 14 anos. Aliás, tenho montes de papel escrito guardado em caixas. Montes de rascunhos, paletes de personagens com as suas próprias histórias em sitios que não existem. Estes escritos estão para mim tal como o anel está para o Gollum. "My preciousssss". Meu, meu , meu e só meu, e ninguém tasca!
Sinceramente, acho que a maior parte daqueles escritos são um cócó (ora cá está a parte da valorização), mas não importa. São só meus e é muito raro deixar alguém lê-los. Considero tal acto como uma invasão do meu espaço territorial e consequentemente sujeito a medidas violentas de retaliação. Racionalmente, confesso que isto até pode parecer um bocado parvo, principalmente quando escrevo num blogue mas, na realidade, não consigo ver a utilidade de partilhar com os outros algo que é mesmo só meu. Enfim, que coisa doida.
Assim, no meio disto tudo concluí que 2008 será o ano em que vou trabalhar este meu lado mais criativo e por isso decidi que vou fazer algo por ele [o lado criativo]. Além disso, ele merece que eu lhe dê atenção e eu mereço que lhe seja dada atenção. Só não sei ainda como é que vou lidar com a parte do "não deixar ninguém ler"... é que eu fico um bocado histérico com isto... bom, seja como for, nada melhor do que lidar com uma coisa de cada vez.
Alguém sabe onde é que se ensina a escrever argumentos? Gostava de aprender a escrever isso.





