Mostrar mensagens com a etiqueta Gestão. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Gestão. Mostrar todas as mensagens

sábado, junho 30, 2012

Meus queridos amigos: isto é um pequeno resumo ;)

Bem sei que a minha assiduidade por estas paragens tem deixado muito a desejar, mas outros projectos requerem a minha atenção mais imediata e como tal, a parte da má língua acaba por ser relegada para um segundo plano. Por outro lado, existe o facto de eu me recusar a ver notícias. Por este motivo, apesar de elas (notícias) me chegarem - mesmo que eu não queira - atrasadas, acabamos por perder aquela oportunidade de falar no devido momento.

Todavia, isso não significa que não tenha coisas para contar, comentários para fazer ou opiniões para dar. Claro que tenho. Apenas, na maior parte das vezes, prefiro calar o sentimento de revolta e fazer como os macacaquinhos; See nothing, hear nothing, say nothing. O que não será, porventura, o melhor sistema de lidar com as coisas.

Mas a paciência tem os seus limites e a minha capacidade de tolerância à estupidez e à ignorância deliberada também, assim sendo o melhor é deixar a cobra que há em mim começar a cuspir veneno novamente... até porque é um exercício libertador.

terça-feira, janeiro 11, 2011

A IMPORTÂNCIA FUNDAMENTAL DE UMA RECEPÇÃO

Ora bem, poderão os meus estimados leitores questionar-se: “Porque diabo estará ela a escrever sobre a importância fundamental de uma recepção quando está o país à beira da bancarrota?”


Meus queridos… Meus amores… Mas haverá alguma surpresa no facto de que estamos à beira da bancarrota, exactamente, devido à nossa incapacidade natural em organizar e gerir recursos disponíveis? Não vos posso dizer que sou o supra-sumo da organização e gestão de recursos, porque na realidade a minha veia artística navega frequentemente na onda do caos – que exerce sobre mim um grande fascínio - mas quando estou ancorada à terra (na maior parte dos casos porque me obrigam), tendo a observar as coisas de uma forma bastante clara, objectiva e muito pouco emocional.

Assim sendo, não é preciso ser um Einstein para saber que numa organização – principalmente naquelas que trabalham com o público – é necessário existir um espaço destinado à recepção, sendo que esta é um dos pontos fulcrais de qualquer instituição e a sua não existência, ou mau funcionamento, quebra, rompe e perturba fluxos de informação.

Adeptos ferrenhos da máxima “quem não tem cão, caça com gato”, aqui a quintarola onde trabalho não dispõem de uma recepção, apesar de trabalharmos com o público. Como devem calcular, em termos organizacionais, isto acarreta custos bastante elevados porque conduz, inevitavelmente, ao consumo de tempo - por parte dos recursos existentes - na execução de tarefas invisíveis (e.g. atender telefones, atender presencialmente, etc.). Como já tive oportunidade de referir anteriormente, tempo é dinheiro e a ideia de organizações compostas por paus-para-toda-a-obra, além de transmitir uma imagem pouco profissional, não se compadece com os princípios de uma gestão organizacional eficiente e eficaz.

Pergunto-vos; confiariam num dentista que passasse mais tempo a atender telefones e a marcar consultas na sua agenda, do que a tratar do vosso problema? Eu confesso que teria as minhas reservas, mas não me atrevo a julgar os gostos de cada um.

A existência física de uma recepção, com recepcionistas, não é um custo. É um investimento em prol do bom funcionamento da organização. Gere fluxos críticos de informação e liberta os recursos para efectuarem o trabalho que realmente é prioritário.

Actualmente a nossa quintinha funciona à base de um malabarismo de recursos (à semelhança do que se passa com o actual governo), que a médio e longo prazo não vai produzir bons resultados e isto é uma pena.

sábado, julho 17, 2010

GESTÃO ZOOM IN-ZOOM OUT

Ando a pensar neste tema há alguns dias confesso e por isso vou dedicá-lo a uma pessoa que muito estimo mas que não vou revelar o nome dela, assim a minha primeira pergunta para o povo é: Já experimentaram a utilizar as funções do zoom in e do zoom out nas fotografias ou nos documentos? Se sim, o que é que vêem quando clicam na lupa para o zoom in e depois quando clicam no zoom out?

Vêem coisas diferentes, não vêem? Por exemplo, se estamos a ler um texto num documento, em word ou pdf, e clicamos na lupa com o sinal menos (que é o zoom out) temos a visão geral do texto que estamos a ler. Se clicarmos na lupa com o sinal mais (que é o zoom in), deixamos de ter a visão geral do texto que estamos a ler e focamos-nos num parágrafo. O mesmo acontece quando fazemos isso com uma fotografia. Zoom out, vemos a imagem que compõe a fotografia. Zoom in, vemos os detalhes da imagem.

No entanto o Zoom in e o Zoom out têm um problema. Quando usamos qualquer uma das funções vão haver coisas que nos escapam. No zoom in escapa-nos a visão geral (vemos os detalhes mas não sabemos ao que é que aqueles detalhes pertencem), no Zoom out escapam-nos os detalhes. 

Isto também acontece com a gestão. Uns gestores são zoom in e não vêem mais nada. Outros gestores são zoom out e também não vêem mais nada. Depois há os gestores que são zoom out e zoom in e normalmente estes são bem sucedidos.

Se repararem escrevi primeiro zoom out e só depois é que escrevi zoom in, foi de propósito porque de facto acredito que todos os gestores bem sucedidos são, em primeiro lugar zoom out, ou seja conhecem a imagem geral e só depois é que são zoom in, ou seja sabem compartimentalizar. Todos aqueles que são zoom in dificilmente conseguem fazer zoom out, ou seja não têm a visão geral e se não têm a visão geral não sabem para onde ir, nem qual é o caminho que conduz ao destino. 

Os gestores zoom in são óptimos para liquidar organizações porque só necessitam de se concentrar numa área específica e não necessitam de conduzir a organização a outro fim que não seja o seu encerramento, mas quando o objectivo de uma organização não é o seu encerramento, um gestor zoom in é uma escolha absolutamente catastrófica porque mesmo que, posteriormente, consiga fazer zoom out vai sentir-se perdido e para uma organização não há nada pior do que ter à frente um gestor que não sabe para onde vai. 

Penso que este princípio é válido para quem desempenha qualquer função que implique dirigir o que quer que seja. Fazer zoom out e zoom in é difícil e é difícil porque tão fácil é ficarmos mesmerizados pelo panorama geral de uma fotografia, como nos embrenharmos nos detalhes da mesma. 

A questão essencial aqui é sabermos utilizar cada uma das duas funções no momento certo e ter consciência que em cada organização há momentos específicos em que se tem de fazer zoom out e outros em que se tem de fazer zoom in.


quarta-feira, julho 07, 2010

A DIFAMAÇÃO E OS IMBRÓGLIOS DA GESTÃO

De facto gerir pessoas é complicado. É tão mais complicado quando, por vezes, com o intuito de justificar actos que não requerem justificações demasiadamente elaboradas (e às vezes quanto menos elaboradas melhor), se acaba por praticar um crime contra a honra da pessoa.

A curiosidade sobre a recente situação de uma pessoa que muito estimo, levou-me a olhar para o Código Penal... outra vez... 

Então o que é que diz o livro... isto é, o Código:

CAPÍTULO VI 
Dos crimes contra a honra 

Artigo 180º 
Difamação 
1 – Quem, dirigindo-se a terceiro, imputar a outra pessoa, mesmo sob a forma de suspeita, um facto, 
ou formular sobre ela um juízo, ofensivos da sua honra ou consideração, ou reproduzir uma tal 
imputação ou juízo, é punido com pena de prisão até seis meses ou com pena de multa até 240 dias. 
2 – A conduta não é punível quando: 
a) A imputação for feita para realizar interesses legítimos; e 
b) O agente provar a verdade da mesma imputação ou tiver tido fundamento sério para, em boa fé, a 
reputar verdadeira. 
3 – Sem prejuízo do disposto nas alíneas b), c) e d) do nº 2 do artigo 31º, o disposto no número 
anterior não se aplica quando se tratar da imputação de facto relativo à intimidade da vida privada e 
familiar. 
4 – A boa fé referida na alínea b) do nº 2 exclui-se quando o agente não tiver cumprido o dever de 
informação, que as circunstâncias do caso impunham, sobre a verdade da imputação. 

Pois é, isto é o que diz o livro... isto é, o Código.

Como sabem, não sou advogada e muito menos jurista... poderia sê-lo dado que o meu curso teve tantas cadeiras de Direito, que poderia ter ficado com dois cursos em vez de um mas é sempre uma opção a considerar no futuro haja tempo e capital disponível... mas acusar alguém de ser alguma coisa, sem produzir prova do facto e ainda por cima utilizar esse argumento para justificar uma determinada acção, dá direito a um processo crime contra o sujeito e/ou sujeitos que proferiram tal acusação e se a pessoa em causa me perguntar a opinião, é isto que lhe vou dizer... bom e a seguir digo-lhe para ir falar com um advogado que é sempre conveniente nestas coisas.

segunda-feira, janeiro 25, 2010

***ÉTICA*** TAP VERSUS FACEBOOK***


De facto, havia já alguns dias que não lia notícias parvas na nossa imprensa diária. Confesso-vos que, a páginas tantas e depois daquele momento inicial surpresa, começava a ficar um pouco inquieta.


Notem, a ausência de notícias parvas, ou melhor... a ausência de notícias aludindo a situações parvas deve ser, para o povo Português, motivo real de preocupação. Porquê? Porque nós, Portugueses, somos detentores do título mundial de situações parvas e se elas não existirem nós perdemos o título. Ora isto não pode ser! Sejamos bons em alguma coisa! Se situações parvas são o nosso designío, pois então que tiremos o melhor partido disso.
A notícia parva que li hoje era sobre os nove pilotos da TAP que, aparentemente, foram obrigados a frequentar um curso de Ética, devido à utilização da rede social Facebook.

Esta notícia apanhou-me de surpresa, sabem.

Porque me considero uma pessoa inteligente e minimamente informada (apesar de haver gente que pensa - sabe-se lá porquê - que não sei intrepretar legislação), digo-vos: esta notícia é uma séria candidata ao 1º lugar do ranking de coisas parvas. Porquê? Porque é preciso ser-se muito atrasado mental (perdoem-me as pessoas que genuinamente sofrem de uma deficiencia mental profunda) para se sancionar um trabalhador alegando informações publicadas numa rede social. Isso seria a mesma coisa que eu - que também tenho um perfil no Facebook - desatar a dizer mal do meu patrão (que digo e não precisa de ser no Facebook, vai no meu blogue mesmo) e mandarem-me fazer uma formação em 'Ética'.

Bom para começar, 'Ética' é algo que não deve constar do vocabulário do sujeito que sancionou dada a sua falta de escrúpulos em utilizar informação de carácter privado dos utilizadores para fins que, estou certa, não terão sido autorizados pelos seus autores. E para concluir, outra coisa muito importante é saber como é que o sujeito teve acesso à informação.

O Facebook, tal como as outras redes sociais, tem uma política de privacidade e tem mecanismos que permitem ao utilizador controlar o nível de privacidade pretendido. Assim, cabe a cada utilizador decidir se quer que o seu perfil seja público em geral, seja público para a sua rede, seja público apenas para os amigos. Pode escolher se quer ser visivel a quem o procura na rede social, pode escolher não ser visivel de todo e convidar apenas as pessoas com quem contacta pessoalmente e pode, igualmente, escolher o que é que se pode ver e o que é que se pode comentar no respectivo perfil.

Já ouvi muitas pessoas dizerem "ah! Está no Facebook é público". Não, não é público. É público para quem o utilizador definiu que era público, para todos os outros é privado e quem, de forma ilegítima, se apropriar de informação não autorizada pelo próprio autor está - pelo menos- a incorrer no crime de violação de correspondência ou de telecomunicações previsto no artigo 194 do Código Penal. Nem mesmo uma entidade patronal pode aceder a ficheiros ou e-mails no computador de um trabalhador identificados como pessoais. Pode sim, estabelecer uma política de comunicações mais rigida no que respeita à utilização dos meios informáticos disponíveis no local de trabalho, mas não existindo essa política deve gerir com bom senso as situações que decorrem da sua ausência.

O Facebook pode ser utilizado para fim profissionais (embora, consoante o caso, o Linked in seja o mais apropriado), mas não me parece que a TAP seja assim tão avançada em termos de cultura de empresa a ponto de utilizar uma rede social. De qualquer forma, há empresas cuja cultura passa por uma presença online, onde se inclui a respectiva presença nas redes sociais e isto quer na vertente destinada ao seu público interno, quer na vertente destinada ao público externo (por isso é que há pessoas - como eu - que podem ser contratadas para fazer a gestão do social networking), mas a maioria das empresas portuguesas ainda não chegou aí. Como tal, e por muito parva que esta notícia me tenha parecido, não me choca que a TAP não saiba gerir situações que decorram da actuação dos seus elementos nas redes sociais.

quarta-feira, julho 08, 2009

DA DIMENSÃO SOCIAL DAS EMPRESAS

Sabem, no outro dia, enquanto almoçava com as minhas colegas, acabámos a conversar sobre coisas que o eram antes do 25 do A. de 74. Uma dessas coisas, também conhecida por tema de conversa, era aquilo que actualmente se designa por dimensão social das empresas embora naquela época ninguém lhe chamasse isso.
Como muitos saberão, não sou avessa à figura do "tio" Oliveira, nem a muitas das suas políticas. Tal como qualquer regime teve os seus momentos e por muito que se tente demonizar o homem e as suas políticas, a verdade é que Salazar conhecia muito bem o que tinha nas mãos e muitas das suas medidas políticas eram positivas.
E o que é que isto tem a ver com a dimensão social das empresas? Perguntar-me-ão.
Bom, tem tudo.
Os mais antigos saberão, muito melhor do que eu, que naquela época verificava-se uma preocupação com o bem-estar e motivação dos trabalhadores que hoje em dia é absolutamente ausente. Muitos dos grandes grupos construíam casas e bairros para os seus trabalhadores, criavam cooperativas e supermercados onde era possível adquirir bens a baixo custo, criavam jardins infantis para os filhos dos seus trabalhadores, tinham assistência médica, ou seja peocupavam-se em criar, de facto, as condições para que os seus empregados pudessem trabalhar, pudessem produzir. Criavam uma espécie de micro-sistema económico em que, no fundo, se criavam novos postos de trabalho e o dinheiro circulava dentro do grupo.
A percepção que tenho é que era um sistema em que todos ganhavam. Por um lado a empresa ganhava porque tinha trabalhadores motivados e produtivos. Por outro lado os trabalhadores ganhavam porque as suas preocupações relacionadas com a vida do dia-a-dia eram, consideravelmente, reduzidas.
E de hoje em dia?
Bom, de hoje em dia as coisas variam de país para país, mas em Portugal as empresas são animais perigosos de instintos predatórios e os trabalhadores são apenas o elo mais fraco da cadeia alimentar. Os nossos "empresários" - designação demasiado generosa e gentil e por isso as aspas - são pouco mais do que uns boçais míopes e transvestidos para quem o sucesso se mede pela ostentação e pelo número de dígitos presente nas suas contas pessoais. São muito raros aqueles que vêem a empresa como um organismo vivo, que tem os seus valores, os seus princípios e que também passa por diversas fases de desenvolvimento.
Mas não são só as empresas. Qualquer organização, a partir do momento em que o é, é um organismo vivo e poucos são os dirigentes que conseguem ver isso, daí vem muito do nosso insucesso organizacional.
Eu podia dizer-vos que não são só os nossos "empresários" que são os vilões e que os trabalhadores, de hoje em dia, carecem de um certo sentido de profissionalismo e responsabilidade (o que é verdade), todavia pergunto agora em tom dramático: "Quem sois vós para criticar aqueles que seguem o vosso exemplo?"; "Porque haverão de ser eles de assumir o profissionalismo, a responsabilidade e o brio que o modelo principal, por defeito, não tem?"
Penso que este é um tópico que me suscita uma certa curiosidade intelectual, principalmente, porque de tudo aquilo que me tem sido dado a observar aponta no sentido de promover uma cultura nacional de irresponsabilidade, quer individual, quer colectiva e transversal a todos os sectores da sociedade. É sem dúvida um tema curioso.