"Whenever a theory appears to you as the only possible one, take this as a sign that you have neither understood the theory nor the problem which it was intended to solve". - Karl Popper
terça-feira, novembro 12, 2013
terça-feira, julho 03, 2012
3,96
sexta-feira, abril 13, 2012
Um governo com sentido de humor
quarta-feira, março 28, 2012
quarta-feira, março 21, 2012
Figo!!!
Mas está tudo a passar-se ou quê?
Ok, as Pirâmides são sempre giras e ficam bem em qualquer lugar, mas gestão?... E Fisco?... Pel'Amor da Santa! (ou Santo, tanto faz, não sou esquisita).
A Gestão não tem nada que saber, é uma coisa simples desde que se tenha bom-senso (ou ou melhor senso possível, sabendo de antemão que é algo que não abunda nos dias que correm).
E a questão do Fisco, se fugir é um crime ou um dever patriótico, é também uma coisa simples. Neste momento, é cada vez mais patriótico e quanto mais legislação fizerem para o tentarem impedir, menos o conseguirão porque o problema não é a ausência da mesma.
segunda-feira, março 05, 2012
2,5 milhões
'Bora lá malta! Mais um pequeno esforço e conseguimos chegar aos 5 milhões!
quinta-feira, março 01, 2012
No shit Sherlock!
É uma dedução brilhante meus caros. Aliás, jamais seria possível chegar a essa conclusão sem, pelo menos:
- 2 licenciaturas;
- 3 mestrados;
- 4 doutoramentos;
- e 5 pós-doutoramentos.
terça-feira, junho 07, 2011
segunda-feira, maio 12, 2008
DIZ O DN DE HOJE
Amei!
Lindo!
Mas como a estupidez não tem limites, a asneira continua com: «Com esta norma, o Governo vem promover a conversão dos contratos precários em contratos sem termo. »
Nota:
Código do Trabalho
Divisão II - Termo Certo
Artigo 139 º - Duração
1. O contrato a termo certo dura pelo período acordado, não podendo exceder três anos, incluindo renovações, nem ser renovado mais de duas vezes, sem prejuízo do disposto no número seguinte.
2. Decorrido o período de três anos ou verificado o número máximo de renovações a que se refere o número anterior, o contrato pode, no entanto, ser objecto de mais uma renovação desde que a respectiva duração não seja inferior a um nem superior a três anos.
3. A duração máxima do contrato a termo certo, incluíndo renovações, não pode exceder os dois anos nos casos previstos no n.º 3 do artigo 129º, salvo quando se tratar de trabalhadores à procura de primeiro emprego cuja contratação a termo não pode exceder os 18 meses.
Artigo 145º - Contrato sem termo
1. Considera-se contratado sem termo o trabalhador que permaneça no desempenho da sua actividade após a data da produção de efeitos da denúncia ou, na falta desta, decorridos 15 dias depois da conclusão da actividade, serviço, obra ou projecto para que haja sido contratado ou o regresso do trabalhador substituído ou a cessação do contrato deste.
2. Na situação a que se refere o número anterior, a antiguidade do trabalhador conta-se desde o início da prestação do trabalho.
Portanto, e à laia de conclusão, como o governo já não deve saber às quantas anda com as contratações que tem, a saída mais airosa que encontraram foi dizer "Vamos transformar os contratos a prazo em contratos sem termo" que por mera coincidência, é algo que está previsto no Código de Trabalho e que para ser aplicado a única coisa que a entidade empregadora tem de fazer é estar quieta.
Sim senhor!
Assim também eu sei fazer política.
quarta-feira, fevereiro 06, 2008
A ENTREVISTA DO GENERAL GARCIA LEANDRO NA SIC NOTÍCIAS (04-02-2008)
Só vi esta entrevista porque me telefonaram, de propósito, para ligar a televisão e ver a entrevista. Estava eu, com o meu gnomo na Hellfire Peninsula - ali a ser massacrado por uns infernais quaisquer - só na funçanguice de chegar a nível 60 (que por sinal já cheguei e estou muito contente), quando eis que me toca o telefone.
Felizmente não estava no PVP de Altarec Valley... fui ver a entrevista.
Aparentemente o General está preocupado com os riscos de explosão social. Preocupações essas que manifestou num artigo do Jornal Expresso, do dia 2 de Fevereiro. Bom, pensei de mim para comigo, ainda bem que há alguém que está preocupado. Pessoalmente, eu já não estou.
Desde o início do ano que interiorizei que não há nada que não se resolva com um bom par de estalos ou com um pontapé na boca. Deixei de sentir necessidade de respeitar as instituições ou a autoridade porque elas também não me respeitam, logo não posso depender delas para me sentir mais seguro. Aliás, bem vistas as coisas - e de acordo com a ideia veículada hoje de manhã, de que uma vítima de violência doméstica só é vítima depois da sentença judicial - podemos encher de porrada um tipo qualquer que nos esteja a irritar, porque a criatura só é vítima depois do tribunal dar a sentença e todos nós sabemos como são céleres os nossos tribunais.
Há a acrescentar que os nossos tribunais não são somente céleres. Após um longo tempo de espera, também costumam emitir decisões - um tanto ou quanto - estapafúrdias. Portanto, não convém contar muito com eles para dirimir conflitos (embora se deva ter um bom advogado sempre à mão, só pelo sim pelo não).
Relativamente ao Ministério Público, esqueçam lá isso... não desfazendo naquela gente trabalhadeira, devem lá ter ido parar porque não encontraram emprego em mais lado nenhum e assim como assim, dali sempre podem dar o salto para uma vida política activa... ou então vão para juristas do Banco de Portugal, estes sempre pagam melhor e ao fim de 5 anos, de trabalho intenso a roçar o traseiro pelas paredes, têm direito à reforma. Logo, é melhor não contar muito com eles porque estas criaturas não desenvolvem grande coisa (e quando tentam, normalmente, dá asneira como por exemplo o caso da "Operação tornadito", que era suposto ter sido um furacão mas diminuiu de intensidade).
Polícia Judiciária, ui...
SEF, ui...
Metem-lhes umas pistolecas nas mãos e lá vão as Marias todas malucas! Não, não vou falar sobre eles porque, até são esforçados e eu não quero dizer mal... depois não me contavam mais nada e eu ficava a roer-me de curiosidade. Não pode ser.
Bófia em geral... ah, ah, ah, ah, ah, ah! Ok, também são esforçados mas ficamos por aí.
ASAE... faltam-me as palavras para os definir... estafermos é uma denominação que me ocorre, mas sabe a tão pouco...
De resto, diz o governo que a inflacção é de 2 qualquer-coisa e por isso os aumentos no ordenado foram de 2,1% mas os preços sobem bem acima dos 2%.
A classe política e os políticos em geral são uma palhaçada, então os mais novitos deviam ser todos fuzilados, são bad seeds, dali não vai sair nada jeito. São tipo ervas daninhas, deviam ser arrancadas enquanto é tempo. O melhor exemplo disto foi, como direi isto, por exemplo o lançamento do Livro do Quarta República. Quem lá estava possivelmente viu pessoas, eu vi abutres à volta da carniça. Eram mais os abutres que as pessoas. Foi verdadeiramente aterrador. Na parte que me toca apenas gosto muito dos autores. Só isso. Quanto aos abutres, por mim, tinha-os afastado a todos a tiro de caçadeira (e com munições explosivas para o espectáculo ser maior) mas, não seria politicamente correcto e há que admitir que de vez em quanto dá jeito ter um abutrezinho ou outro à mão (é como os advogados).
Portanto, e voltando à vaca-fria, o que é que há de errado, neste cenário, que possa criar um eventual descontentamento nas hostes? Não percebo.
terça-feira, janeiro 29, 2008
ALGUÉM ME EXPLICA...
Anda alguém a aldrabar-me.
segunda-feira, dezembro 03, 2007
ALGUMAS CONSIDERAÇÕES SOBRE A GREVE DA FUNÇÃO PÚBLICA NA PASSADA 6ª FEIRA
Não pensem que sou contra as greves. Não sou. Sou apenas contra a desacreditação de um direito que nos assiste e sou contra a existência de sindicatos inoperantes que permitem a perca de poder de compra enquanto batem tachos e panelas só para a comunicação social. Isto, meus caros, não pode ser uma coisa séria e como tal, também não é possível levá-los a sério.
Consideração # 2: Para grande parte da sociedade, os funcionários públicos são o grande cancro do país. Concordo. O foco primário é o governo, o resto são metástases.
Relativamente a este aspecto, temos de admitir que o governo ganha aos pontos. E ganha aos pontos porquê? Porque joga com a volatilidade da Opinião Pública. Parece-me bastante lógico que, se numa entrevista de rua forem perguntar a um indíviduo que esteja numa fila para transportes públicos, há horas, porque estão em greve, que esse mesmo indíviduo não vá achar muita piada ao facto de ali estar. É claro que se estivesse do outro lado da barricada, poderia ter uma percepção diferente. De qualquer forma, tal como já foi dito por diversas vezes, o maior problema da Função Pública não são os seus funcionários mas, os seus dirigentes. Muitos deles até são boas pessoas, no entanto, por vezes têm o detalhe de não terem nem o perfil, nem a competência adequada aos cargos para os quais são nomeados. Depois, há também os trastes. Os que são absolutamente intragáveis e deviam ser enviados numa missão humanitária para as montanhas do Afeganistão ou, em alternativa, para os mercados de Bagdade onde a esperança média de vida é bem baixinha. Portanto, aquilo que a opinião pública vê nos Serviços Públicos são apenas os resultados da gestão de quem dirige. Contudo, como é o funcionário que está à frente, é este que passa por incompetente mesmo que não o seja.
Nota: Isto não significa que não existam funcionários incompetentes. É claro que os há mas, e daí, a incompetência e a irresponsabilidade são características transversais numa sociedade e podem encontrar-se manifestações das mesmas em diversos sectores que não, exclusivamente, o público. Logicamente, esta parte a opinião pública já não vê uma vez que tal seria admitir que todos nós temos falhas em algumas áreas e - como é sabido - em termos individuais, todos nós somos um espectáculo em tudo (se assim não fosse, como haveríamos de justificar o elevado número de treinadores de bancada?) são os outros que são burros. É claro que os outros também pensam o mesmo.
Consideração # 3: Dizia o jornalista de economia da SIC, o Programa Opinião Pública, que haviam muitos dirigentes na Adminsitração Pública, que o governo tinha conseguido reduzir o seu número e que isso era bastante positivo. Sim Senhor! Muitos aplausos para este feito inédito! Aplaudam e encoragem a bela merda que fizeram. A questão nunca foi a quantidade mas a qualidade dos mesmos e o problema é que se antes haviam muitos, agora há poucos e continuam a ser uma merda (maior do que a anterior, porque não conseguem dar conta do recado). Mas ei! Exactamente porque estamos a falar de uma excelente medida é que temos serviços na Administração Pública que estão absolutamente desgovernados e nos quais se assistem a coisas do arco da velha, no entanto, pouparam-se uns trocos.
Relativamente a isto, a única coisa que posso dizer é que; se querem fechar serviços porque há serviços a mais, então fechem! Mas assumam todas as consequências que advém do seu encerramento, incluindo as sociais. Tenham tomates e não se comportem como uns eunucozinhos invertebrados e irresponsáveis que acham que podem ter o melhor de dois mundos. Quando não dá, não dá e tenho a certeza que a população compreenderia, afinal as sondagens continuam a ser favoráveis ao governo.
Consideração # 4: À noitinha, apareceu um marmelo qualquer do governo a dizer que a greve não tinha tido grande expressão e que até as lojas do cidadão tinham estado a funcionar.
Amiguinho...
Espero que não pense que é a única criaturinha inteligente à face da terra. É claro que as lojas do cidadão não fecharam! A maior parte dos seus funcionários são contratados e não têm vinculo à função pública. Dependesse de mim e V.Exa. era um dos primeiros a encabeçar um grupo de missão humanitária para um qualquer mercado de Bagdade onde está mais quentinho.
Para concluir, não sou grande adepto de greves. Demasiado vermelho para o meu gosto. Sou adepto de formas alternativas de protesto, preferencialmente, aquelas que consomem recursos e/ou que se demarcam pelo seu carácter de desobediência. São muito mais engraçadas.
terça-feira, novembro 06, 2007
A PROPÓSITO DAS JUNTAS MÉDICAS
Começo a achar que as criaturas que fazem parte das juntas médicas foram recrutadas na Casa Amarela ou no Hospital Júlio de Matos (ambas, instituições reputadas e democráticas que deixam sair os tolinhos ao fim-de-semana). Creio que esta é uma justificação muito mais conveniente do que chamar-lhes estúpidos ou, simplesmente, ignorantes. Suponho que é muito mais in aceitarmos que pessoas portadoras de deficiência (mesmo que seja mental) ocupem determinados cargos (até porque quem contrata tem benefícios fiscais), do que aceitarmos que esses mesmos cargos sejam ocupados por imbecis (até porque nesse caso teríamos de considerar que havia um imbecil ainda maior que os tinha contratado).
Ora, tendo presente este enquadramento torna-se, igualmente, mais fácil de aceitar que um bandinho de atrasados mentais considere que uma pessoa que sofra de uma doença degenerativa da coluna (ou lá o que é) está em condições de desempenhar as suas funções no seu local de trabalho (que note-se, como qualquer outro local de trabalho em Portugal, está perfeitamente equipado para acolher pessoas com limitações físicas).
Também é perfeitamente compreensível que tenha sido o Ministro das Finanças a dizer à Comunicação Social que o caso da senhora em apreço vai ser, obviamente, revisto. Deste modo, obviamente também, ficámos todos a saber que quem manda nas Juntas Médicas é o Sr. Ministro das Finanças e não o Ministro da Segurança Social, ou o Ministro da Saúde. Querem saber uma coisa? A mim parece-me muito bem, acredito que o Ministério das Finanças e as Juntas Médicas têm muito em comum, calhando até foram todos recrutados no mesmo sítio e daí a afinidade.
A parte chata da coisa é quando se acabam os comprimidos e eles começam a ter surtos de esquizofrenia com maior frequência, depois começam a falar com amigos invisiveis, a ver cenas que mais ninguém vê e a imaginar teorias da conspiração, é uma gaita.
sexta-feira, novembro 02, 2007
PARABÉNS SR. SÓCRATES !! - in RAM (11/10/07)
Nós aqui associamo-nos aos parabéns.
segunda-feira, outubro 29, 2007
ESTADO FUNCIONA PIOR QUE O SECTOR PRIVADO
É o que dizem na edição do DN de hoje.
Espanto.
Pergunto-me porque diabos haviam de comparar duas coisas diferentes.
Serviços Públicos, são uma coisa.
Serviços Privados, são outra coisa.
Não percebi a ideia do estudo mas, a malta da Universidade Católica Portuguesa agradece não só pela confiança depositada nos seus préstimos, como também o pagamento da factura, de preferência, atempadamente porque isto de prestar serviços ao Estado tem muito que se lhe diga.
Não vi o estudo, mas também me parece que não tenho de ver, no entanto, tenho alguma curiosidade em saber qual é - exactamente - o perfil dos inquiridos e que serviços públicos foram comparados com serviços privados. Só que isso não aparece na Notícia do DN. O que aparece é algo absolutamente generalista e bombástico. É normal. Os jornalistas têm por obrigação transformar o que quer que seja numa notícia apelativa. Mas pronto, vamos relevar é o trabalho dos moços.
Pensando bem, acho que deviam fazer outro estudo em que perguntassem ao pessoal que trabalha no Estado se estão contentes com as funções que desempenham e com o ambiente de trabalho promovido nestas fantásticas estruturas. Também deviam perguntar o que é que os funcionários pensam dos seus dirigentes e da forma como o serviço está organizado. Aproveitando a deixa, deviam perguntar igualmente se acham piada esfalfarem-se a trabalhar, fazerem mais horas do que aquelas a que legalmente estão obrigados para depois não lhes pagarem o trabalho extra (porque o Estado não paga horas extraórdinárias), nem lhes agradecerem o tempo que tiveram de disponibilizar para que tudo ficasse feito a tempo e horas.
Diz a notícia «Curiosamente, o estudo demonstra que os dirigentes públicos não têm noção da apreciação que o público faz dos serviços públicos, tendendo a sobrevalorizar o reconhecimento dos cidadãos. » Curiosamente, my ass! Não há nada de curioso aqui. Só alguém com um problema mental é que acharia uma coisa destas curiosa. É claro que os dirigentes públicos não têm a noção da apreciação do público, a maior parte deles nem faz ideia do que é que está a dirigir! O que é que isto tem de curioso? Nada. É apenas muito triste, porque nem com um atestado público de incompetência como este as coisas vão mudar.
terça-feira, outubro 16, 2007
A BRINCAR A BRINCAR...
Não desfazendo as respostas futuras do sr. Ministro que, estou certo, serão tão correctas quanto for politicamente possível, deixem-me também tentar responder às questões de uma forma breve:
1. Confirma o Ministério a existência de bolsas atribuídas a estudantes portugueses do Programa ERASMUS em atraso?
Bom, se o Ministério confirma, não sei mas, as bolsas não estão atrasadas até porque quem paga aos estudantes são as Instituições do Ensino Superior. O que está bestialmente atrasado é o financiamento ás instituições de ensino superior que, por sua vez, pagam aos estudantes que se deslocam. Aliás, o financiamento não só está bestialmente atrasado como também há o risco real de não vir a acontecer e que, a ser verdade, afectará não só quem participa no Erasmus como também afectará todos os professores (desde o ensino pré-escolar até ao secundário) a quem foram atribuidas bolsas e que se endividaram para poder frequentar cursos de formação continua no estrangeiro sempre na perspectiva de que essa subvenção seria paga. Afectará também todos os estabelecimentos de ensino público e privado, desde o pré-escolar ao superior, que detém projectos, que assumiram compromissos com os seus congéneres europeus e que dependem das subvenções para poder avançar com estes projectos.
2. Em caso afirmativo, quais os números: de estudantes a quem foi atribuída bolsa para frequentar o programa ERASMUS este ano; quantos estão com bolsa em atraso?
É assim, quantos são, não faço a menor ideia mas são bastantes. E quantos têm a bolsa em atraso, são todos excepto nos casos em que os estabelecimentos de ensino superior tenham tido em ataque de generosidade e adiantado o pagamento que, por sua vez, não sabem se vão receber.
3. Como é que explica o Ministério a existência frequente de bolsas em atraso no nosso país, designadamente as deste tipo?
Existe uma explicação técnica para eventuais atrasados que se prende com o timing da assinatura da convenção financeira e a transferência efectiva da verba por parte da CE. Regra geral, não é grave. No entanto este caso, em particular, a assinatura da respectiva convenção financeira depende de uma garantia que a CE exige às tutelas para que um determinado organismo possa implementar os programas. O problema é que, segundo dizem as más línguas, já houve 2 garantias rejeitadas por Bruxelas.
4. Que medidas serão tomadas para acautelar situações destas no futuro?
Boa pergunta, também gostava de saber qual é a resposta a esta.
5. Quando prevê o Ministério que a situação relatada será sanada?
Esta é fácil. Até ao final de Outubro porque é o prazo dado pela CE. Se a situação não estiver regularizada até ao final de Outubro, Portugal perde o financiamento, nem instituições, nem beneficiários singulares vão vêr um cêntimo e as tutelas terão de assumir as despesas em que toda esta gente incorreu.
Ou então, sacodem a água do capote o que também não seria nada de espantar.
O BURGO NAS NOTICIAS DA LUSA
Mas contextualizando a situação a que me refiro eis que foram publicadas as seguintes notícias no site da Agência Lusa:
http://noticias.sapo.pt/lusa/artigo/wxFBbM1MCAp9cGlPcjM9jQ.html
http://noticias.sapo.pt/lusa/artigo/wxFBbM1MCAp9cGlPcjM9jQ.html
Perguntar-me-iam têm algum fundamento as denúncias feitas pelo estudante em causa?
Têm. E o problema é bem mais grave do que um mero atraso nos pagamentos. O Problema é que pode nem sequer haver pagamentos e a probabilidade da presente situação ser resolvida até ao final de Outubro é infima. De qualquer forma, os jornalistas curiosos que eventualmente possam estar a ler este texto e que necessitem de uma outra fonte fidedigna que não esta quintarolazinha, sujeita a respostas de circunstância politicamente correctas, devem contactar directamente a DGEAC (Direcção Geral de Educação e Cultura) em Bruxelas. Podem encontrar os contactos - informação de domínio público e acessível a todos os potenciais interessados - através de uma breve pesquisa no Google.
Por tudo mais, está apenas a acontecer aquilo que já tinha dito que ía acontecer quando há uns tempos atrás me pus para aqui a reclamar que ainda não me tinham pago o salário. No entanto, confesso que por breves momentos e quando há duas semanas vi o Ministro do Ensino Superior a anunciar publicamente - deu no telejornal e tudo - que os estudantes Erasmus iam ter mais financiamento, pensei que a situação já tinha sido regularizada e até fiquei contente porque não são só os estudantes Erasmus que são apoiados por estas subvenções. São os estudantes Erasmus e mais cerca de duas mil outras instituições e beneficiários individuais - que muitos deles já incorreram em despesas - e que agora correm o sério risco de não receber qualquer subvenção comunitária. Porquê? Porque as autoridades portuguesas responsáveis pela tutela deste organismo, nomeadamente, Ministério da Educação, Ministério do Ensino Superior e Ministrério do Trabalho, não forneceram à Comissão Europeia as garantias necessárias para que este organismo pudesse proceder à implementação desta nova geração de Programas.
E se pensam que isto foi algo que surgiu agora, desenganem-se. Esta é uma situação que era, desde logo, previsivel uma vez que o prazo estabelecido pela Comissão Europeia era Dezembro de 2006 e a verdade é que até Maio de 2006, este organismo era um dos poucos que - em termos europeus - reunia as todas as condições exigidas pela CE para poder avançar com a implentação dos novos programas comunitários. A partir desta data foi o descalabro total, com uma criatura à frente desta coisa que dizia à boca cheia e para quem quisesse ouvir que quem mandava aqui era ela e não a Comissão Europeia. Bom, não desfazendo a queda natural para a gestão que esta moça demonstra ter - até porque se não tivesse, certamente, que não teria sido nomeada, no DR da semana passada, para ir gerir o QREN - estes são os brilhantes resultados de ser ela a mandar e não a Comissão Europeia.
quarta-feira, outubro 03, 2007
APLAUSOS - BEM MERECIDOS - PARA O GOVERNO
CONSEGUIRAM AUMENTAR O DESEMPREGO.
E assim vamos, cantando e rindo, pela ribanceira abaixo.







