domingo, setembro 25, 2005

MUDAR LISBOA

Ok, o candidato do PS, Manuel Maria Carrilho, propõe-se a mudar Lisboa. Contudo, ainda não sabemos muito bem o que é que ele quer mudar uma vez que ainda não há programa. Não há, mas vai haver brevemente – o que é sempre útil e dá jeito antes das eleições – para que não haja prognósticos só no fim do jogo.

Bom, mas de qualquer forma, uma das principais prioridades do «tio» são os velhinhos (também conhecidos por idosos, 3ª idade, os cronologicamente avançados, velhotes etc).

Não querendo troçar da idade de cada um – pois cada um tem a que tem e há que saber viver com ela (a idade) - a verdade é que o rapaz promete-lhes mais segurança, mais apoio social e menos solidão. Pessoalmente, confesso que acho isto muito bonito, muito filantrópico e combina muito bem com o rosa-choque dos cartazes de rua (para além disso, aquele toque de gloss nos beiços, também lhe fica muito bem e dá logo um brilho diferente aos cartazes).

Ora e então, como se propõe o rapaz a dar mais segurança aos velhinhos?

Fácil. De acordo com a informação disponível no website da campanha http://www.mudarlisboa.com , o moço quer incrementar o Programa Idosos em Segurança. Ou seja, não faço a menor ideia do que é isto. Não sei se a questão da segurança se resume a casos de polícia, ou se trata de algo mais abrangente. Mas pelo discurso utilizado, pode-se depreender que é mesmo casos de polícia. Portanto, velhinhos em segurança é sinónimo de terem um «bófia» municipal à porta de casa. Se precisam de comprar remédios, se têm dinheiro para o fazer ou não, se vivem em condições sub-humanas ou não, isso agora não interessa nada. O importante é que estão guardados e bem guardados.

Na questão do maior apoio social, o «tio» quer apostar na criação de centros de dia, incentivar a prestação de cuidados médicos domiciliários, implementar a oficina do idoso em toda a cidade, criar um apoio domiciliário integrado e finalmente, a jóia da coroa, criar o táxi social gratuito!

E eu digo cá para os meus botões: “ya! Cool!... Quem é que paga?” – Além disso eles já têm um passe especial para andar nos transportes públicos para que é que precisam de andar de táxi?

Mas continuando, no combate à solidão, o «tio» quer criar programas intergeracionais, implementar mecanismos de apoio à Universidade da terceira idade e fomentar a prática de exercicio fisico. É assim eu acho giro, mas nada disto é novo. Programas intergeracionais já existem, não só a nível nacional como em termos de cooperação com outros países da U.E, quanto à prática do exercicio fisico só não fazem se não quiserem porque todos os clubes e associações de bairro têm actividades dessas. No que respeita à Universidade da 3ª idade, até parece que não há apoios nenhuns para isso.

Do meu ponto de vista, a pergunta continua a ser a mesma. Quem é que paga? Até porque num país em que a taxa de natalidade continua a baixar drasticamente, qualquer dia não há ninguém para pagar o que quer que seja. Mas enfim, isto é só uma ideia.

quinta-feira, setembro 22, 2005

Encontro de Educação e Formação de Adultos

Organizado pela Associação “O Direito de Aprender” e a revista Aprender ao Longo da Vida, com o apoio de vários organismos, vão realizar no dia 12 de Dezembro no Auditório 2 da Fundação Gulbenkian em Lisboa.

Podem encontrar mais informação no website http://www.encontro-efa.com.pt

O DIA EUROPEU SEM CARROS



Num dia normal com carros demoro 20 minutos a chegar a casa.

No dia europeu sem carros demorei 50 minutos a chegar a casa (a fotografia foi tirada hoje. Bem hajam os telemóveis com câmaras fotográficas!).

Penso que é melhor coninuarmos com os carros.

quarta-feira, setembro 21, 2005

OS IRMÃOS METRALHA CANDIDATOS A CÂMARAS MUNICIPAIS

Nota Prévia: Eu até nem ia escrever sobre isto, ia escrever sobre outra coisa muito mais positiva no âmbito do que anda a ser feito em matéria de educação. Contudo, a atracção pela desgraça falou mais alto.

Pois é, não pude deixar de reparar no regresso triunfal da Dra. Fátima Felgueiras.

É verdade... Só posso concluir que os irmãos Metralha estão todos a candidatarem-se às Câmaras Municipais pelo país fora. É em Oeiras, é em Amarante, é em Gondomar, é em Felgueiras, isto é lindo é o que é! Mas o mais grave, não é o candidatarem-se. É o ganharem, porque todos eles estão em excelentes posições para ganharem nos seus municípios.

Bom, mas olhando para as coisas pelo lado positivo (o que desde já é bastante difícil), ainda assim dos quatro, talvez o Município de Oeiras , seja o menos provinciano (e com muitas reticências porque há ali zonas que enganam bem), porque todos os outros é uma verdadeira viagem à terra da fantasia (também designada por la la la land).

Realmente... os meios pequenos sofrem de um isolamento geográfico que acarreta consequências desatrosas, inclusive, ao nível das limitações intelectuais da população residente que, como se já não bastasse o facto de parecerem uns albaneses (i.e. é dificil encontrar alguém com os dentes todos, sendo que aqueles que eventualmente os tenham, serão certamente daquelas placas que se colocam nos copinhos de água, à beira da cama, à noite), ainda têm a capacidade intelectual de uma amíba. Mas também aqui há um aspecto positivo. Apesar de muitas vezes não parecer, já conseguiram ultrapassar a fase da pré-verbalização (embora não todos), e conseguem dizer uma frase de três palavras sem se babarem (o que já não é mau embora a industria dos babetes possa ter sofrido um pequeno revés. Este problema pode ser resolvido se deslocarem a fábrica de fraldas da "Lindor" para as localidades em causa).

Ai, ai... É o Portugal que temos. A política autárquica está cada vez mais jeitosa. Está, está.