segunda-feira, outubro 24, 2005

8 DIAS

Faltam 8 dias para regressar ao meu posto de trabalho... regresso, exactamente, no dia 31 de Outubro, dia das Bruxas. Não sei porquê, a data parece-me bastante apropriada. Chego a ficar com calafrios quando me lembro que tenho de voltar aquele antro de entes demoníacos... é que até podiam ser uns entes demoníacos com um certo estilo, mas não. Até nisso conseguem falhar.

Isto leva-me a pensar no PM. Pergunto, para quando o "emagrecimento" do Estado? Bem sei que a ideia de pagar indemnizações não é a mais popular, mas às vezes vale bem a pena. Para além disso, o Ministério da Segurança Social foi o que recebeu mais dinheiro, por isso estão perfeitamente à vontade para pagar mais subsídios de desemprego.

quinta-feira, outubro 20, 2005

PRESIDENCIAIS - TAKE 1

Cavaco! Cavaco! Cavaco! Cavaco! Cavaco! Cavaco!
Cavaco! Cavaco! Cavaco! Cavaco! Cavaco! Cavaco!
Cavaco! Cavaco! Cavaco! Cavaco! Cavaco! Cavaco!
Cavaco! Cavaco! Cavaco! Cavaco! Cavaco! Cavaco!

terça-feira, outubro 18, 2005

COMO TRABALHAM AS EDITORAS EM PORTUGAL

O negócio dos livros vai mal.
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Mas, em média, são publicados 46 novos livros por semana.
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A feira do Livro, a grande iniciativa, a feira de todas as feiras, não vende.
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Mas as editoras vendem directamente ao público, sem passar pelas distribuídoras e o preço é igual ao das livrarias.
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As pessoas não lêem.
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Mas quem andar de transportes públicos, vê as pessoas a lêr.

Então o que é que há de errado neste cenário?

Sinceramente, não sei. Mas sei que o discurso, marcadamente autista, por parte das Editoras é orientado para o culto do miserabilismo e totalmente inadequado à realidade.

Abstendo-me de entrar em detalhes, trabalhar com as Editoras portuguesas é um verdadeiro pesadêlo. Ou melhor, eu até posso generalizar um bocadinho e dizer com toda a segurança que, trabalhar com empresas portuguesas é pior que enfrentar o Freddy Kruger (Pesadelo em Helm street), o Jason Vorhees (Sexta-feira 13) e o assassino psicótico (do Texas chainsaw massacre), todos juntos. Porquê? Ora pois muito bem, porque para além de terem uma política de vendas que remonta, certamente, ao paleolítico superior, são também levadas a cabo por verdadeiros elos perdidos (a.k.a missing links... e andam os cientistas doidos à procura deles. Não andam é à procura no sítio certo, se procurarem nos departamentos comerciais das Editoras, encontram vários espécimes em diversos estágios de evolução... ou involução, consoante a perspectiva).

Isto é, as Editoras portuguesas - ao contrário das suas congéneres estrangeiras - não estão minimamente interessadas em vender. Ou melhor dizendo, não estão interessadas em vender aquilo que as pessoas querem comprar, mas estão interessadas em vender aquilo que elas acham que deve ser vendido (o que nem sempre corresponde ao que as pessoas querem comprar).

Por exemplo, as editoras estrangeiras, estão sempre interessadas em vender independentemente das quantidades e dos títulos, seja a grandes ou pequenos é tudo tratado da mesma forma. Para eles, um cliente é um cliente, independemente da sua dimensão, e vendem-lhes aquilo que eles querem comprar. São extremamente profissionais e expeditos.

Já no que respeita aos portugueses, o caso é diferente. Não só, os vendedores se comportam como se estivessem a fazer um favor ao cliente, como parece que não estão interessados em vender. Isto faz-me lembrar o episódio que presenciei ontem no IKEA.

Queríamos saber como funcionava o serviço que estes moços disponibilizam para as empresas, por isso enviaram-nos para o balcão de "Apoio ao Cliente" (aconteça o que acontecer, nunca vão a este serviço). Tirámos uma senha e ficámos muito contentes porque só haviam 3 pessoas à nossa frente (um engano, deixem-me dizer-vos). Estivemos 30 minutos à espera para ser atendidos e quando o fomos, para além da mocinha (de seu nome Natália), virar as costas enquanto falávamos com ela, conseguiu a proeza de nos dar as informações todas erradas. Moral da história, não usem o serviço de apoio ao cliente do IKEA, mas se tiver de ser, certifiquem-se que não é a Natália que vos atende. Mas a aventura não fica por aqui.

Em frente ao balcão do Apoio ao Cliente, há um pequeno balcão da Hertz (aqueles que alugam viaturas). Fomos lá perguntar como é que era para alugar uma (felizmente, não era preciso tirar uma senha). Atendeu-nos um moço, sentadito na sua cadeirinha, com o cotovelo apoiado na mesa e a cabeça apoiada na mão, com o ar mais enfadado da vida dele. Às tantas, no meio da conversa aborrecida, pergunta-lhe a minha amiga "Então e diga-me uma coisa, você não gosta de trabalhar aqui no IKEA pois não?", ao que o moço respondeu que até gostava (embora sempre na mesma posição). Ao que retorquimos em conjunto "É que não parece nada.".

E o que é que isto tem a ver com as Editoras? Tudo. O padrão de comportamento dos responsáveis pelas vendas é, exactamente, o mesmo. São eles que nos estão a fazer um favor e nunca o contrário. É a mesma coisa que entrar numa loja e ver os empregados sentados atrás do balcão, a comer ou a ler um livro. Com um ar enfandado, sem dizer nem bom dia nem boa tarde.

A desculpa do ganhar bem ou mal, não pega. Se não gostam de ali estar, então não estejam. Se precisam do dinheiro (muito ou pouco), então sejam profissionais. É claro que ganhar pouco não é, propriamente, a melhor motivação do mundo e eu quando comecei a trabalhar, também era explorado. Mas até hoje, foi - de longe - o sitio mais espectacular onde trabalhei (é claro que a maior parte das pessoas com quem trabalhava, não eram portuguesas). É claro que a esta altura já devem estar a pensar que não gosto de trabalhar com portugueses. E têm toda a razão. Detesto.

Em termos de trabalho, os portugueses vendem-se rapidamente às "paixões", são inconsistentes, incoerentes, invejosos e mesquinhos. São espertos, mas e daí também os cães. Falta-lhes a sustentabilidade. Não foi por acaso que publiquei, na entrada anterior, a notícia sobre o projecto "Interact". Este projecto é um exemplo, de algo que está a ser desenvolvido e que apesar de se estar a candidatar a fundos europeus, tem pernas para andar mesmo que não seja subvencionado pela C.E. Porquê? Porque foi construído assim. Porque não tem pés de barro e porque a pessoa que coordena o projecto, está perfeitamente consciente do trabalho desenvolve. Estas pessoas, são uma raridade e devem ser totalmente apoiadas, porque são estas que estão em risco de extinção em todos os sectores da sociedade.

No que respeita às Editoras portuguesas, a única coisa que posso dizer é: Não querem vender livros, ó amiguinhos! Não há problema. Há mais quem queira. Viva o Mercado livre! Viva a Globalização!

Tchau e um queijo!

PROJECTO INTERACT

A isto é que eu chamo iniciativa!