...é claro que é genial porque vai de encontro à minha maneira de ver as coisas, mas isso são detalhes.
Volto já com a "Ira dos Sarracenos - 3"
"Whenever a theory appears to you as the only possible one, take this as a sign that you have neither understood the theory nor the problem which it was intended to solve". - Karl Popper

São tão pacíficos, tão civilizados e tão democráticos que bastou publicar uns bonequinhos, com legendas num jornal em Copenhaga, para que os moços, à laia de animais ensandecidos, começassem a pilhar e a destruir embaixadas por todo o lado.
Pior! Trata-se de uma revolta que vem com 4 meses de atraso. Isto é, foi o tempo que os seus líderes precisaram para convencer, moldar e tentar explicar àquelas cabecinhas ocas que protestar contra a publicação dos referidos bonecos era de uma importância vital. Vendo as coisas pelo lado positivo, pelo menos tinham umas ilustrações a cores para os ajudar a perceber as explicações, porque se se tratasse de um texto corrido e sem bonequinhos para os ajudar a compreender, se calhar, em vez de 4, teriam demorado 12 meses para perceber porque é que deveriam protestar.
Mas a coisa não se fica por aí. Mostrar indignação porque não se concorda com a representação de algo, é uma coisa. Fazer disso um atentado contra a liberdade de expressão, num país que não é o deles, é outra completamente diferente. Principalmente vindo de tipos que consideram uma simples revista de moda feminina – tipo “Elle” ou “Vogue” – pornográfica. Isto, para além do rol interminável de adjectivos prejorativos que tenho aqui na ponta da língua mas que não vou escrever, é demência pura e dura de indíviduos que deviam estar confinados a uma salinha almofadada, presos numa camisa de forças e pelo contrário, andam por aí à solta a fazerem-se de damas ofendidas. Não sendo isto mau o suficiente, ainda há para aí umas “florzinhas” que acham que os rapazes, coitaditos, até têm razão.
Raiva. Muita raiva é o que eu sinto. Não porque os moços protestam da forma que acham mais conveniente, mas porque aqui ainda há algumas criaturas que – sob a bandeira do diálogo intercultural - adoram estar dobradas.
É verdade, ainda não tinha emitido a minha opinião acerca disto.
- Também num acto livre e democrático, em 1933, Hitler torna-se chanceler da Alemanha num governo de coligação.
- Com a morte de Hindenburg em 1934, o «tio» Adolfo foi o seu sucessor consensual.
- Em Novembro de 1937 já ninguém o parava.
Pois é amiguinhos, a democracia tem destas coisas. Eles têm o direito de escolher o caminho que querem seguir. Da mesma maneira que o resto do mundo tem o direito de se defender - seja por que meio for - se achar que eles são uma ameaça.
Tal como eu costumo dizer, um macaco mesmo vestido com um fato Armani, será sempre um macaco e continuará, sempre, a arrastar as mãos pelo chão.