segunda-feira, fevereiro 20, 2006

E OS PROTESTOS...

... continuam.

Ele é a Ásia.

Ele é o Médio Oriente.

Ele é a África.

Isto é uma maravilha, nunca tanta gente demonstrou ser tão desocupada. A culpa, sim, é do Ocidente que lhes dá comida, lhes dá dinheiro e ainda tem a lata e o descaramento de, internamente, apelar à "tolerância" (se for preciso ainda baixam as calcinhas e pedem desculpas). Sustentamos, basicamente, uma imensidão de inúteis.

Ser inútil, por si só já é mau. Ser inútil e pretensioso ainda consegue ser pior. Sim, porque aquelas criaturas, para além de inúteis são também pretensiosas. Têm pretensão a ser donos de uma verdade universal. São tolos e patéticos, portanto.

Que canseira. Já não há paciência para tanta falta de higiene.

sexta-feira, fevereiro 17, 2006

MUNIQUE

Ontem fui, finalmente, ver o Munique. Inicialmente havia pensado que sairia da sala, do cinema, chocado com qualquer coisa nova. Qualquer coisa do género inovador, algum ponto de vista alternativo, alguma perspectiva menos penalizadora dos mouros ou assim. Penso que estava à espera de uma história que, no fundo, incutisse um aspecto mais moderado na maneira como vejo aqueles rapazes que passam mais tempo de rabo para o ar a rezar, do que a trabalhar para construir qualquer coisa.

Enganei-me. Não só se manteve a minha opinião, como também cheguei à conclusão que a lista, dos 11 nomes, apresentada estava um bocado incompleta e que a operação levada a cabo por aqueles senhores que, não existiam, não trabalhavam para ninguém conhecido, mas que por mera coincidência eram judeus, também não teve assim tanto sucesso quanto isso.

Tudo bem que aos 11 nomes (incompletos sublinhe-se sempre que necessário), foram subtraídos 9, mas isso só equivale a uma taxa de sucesso de 81,8% , para além de que não ficou muito claro de quanto tempo dispunham para executar a tarefa e perderam 60% da equipa.

Ora bem, estas coisas, se é para se obter algum resultado mais ou menos imediato, não podem ser geridas à la longue, nem podem ser executadas sempre pela mesma equipa. Porque se assim for, é lógico que a esperança média de vida, da equipa em geral, tende a diminuir drasticamente.

É sempre conviniente ter a noção que, na base da constituição destas equipas, estão recursos humanos altamente especializados (ou tão altamente especializados quanto o possível), e é do conhecimento geral que a mão-de-obra especializada custa muito dinheiro (excepto em Portugal onde a tendência geral é a de pensar que o pessoal curte mesmo é trabalhar para aquecer). Assim, se a esperança média de vida destes recursos diminui radicalmente, é a mesma coisa que estar a atirar dinheiro pela janela fora.

Pior, se conduzirmos estes recursos à exaustão, ainda se corre o risco de ter que se lhes pagar os tratamentos dos esgotamentos nervosos. Conclusão, esgotamos os recursos, gastamos o dinheiro e os objectivos não são cumpridos.

Isto, meus senhores, é uma má gestão de equipas (e falta de uma análise S.W.O.T), e uma fraca gestão de situações de crise. Ou seja, os principios estavam certos (consoante a óptica de cada um), a gestão foi errada (também consoante a óptica de cada um uma vez que, se calhar, foi a gestão possível).

O ideal talvez tivesse sido a utilização de 5 equipas a trabalhar em simultâneo, cada uma com dois nomes tirados à sorte. Assim poupava-se dinheiro, recursos e aumentava-se a probabilidade de alcançar os objectivos a 100%, no mais curto espaço de tempo possível.

Mas enfim, também não vamos chorar sobre o leite derramado, afinal sempre conseguiram acertar em 9 caramelos da lista e em mais alguns extras (sendo que os extras não contam porque não faziam parte dos objectivos). Ia dizer que poderia ter sido pior, porque tudo pode ser sempre muito pior haja criatividade, mas na realidade acho que perder 60% de mão-de-obra especializada é mesmo muito mau.

E foi isto que eu achei do filme, se estavam à espera que me pusesse para aqui com lamechisses, paciência, não sou muito de perder tempo com essas cenas... se bem que fiquei muito comovido com a morte do King Kong no final do filme com o mesmo nome, mas aí estamos a falar de gorilas e sempre são uma espécie protegida ... mas este não era o King Kong e os animais eram diferentes.

domingo, fevereiro 12, 2006

A IRA DOS SARRACENOS - 4


Ora pois bem, continuando com a saga da ira dos sarracenos, da última vez tinha ficado de escrever sobre o sentimento de culpa do ocidente, assim sendo, cá vai bomba.

É do conhecimento geral que este sentimento de culpa existe, embora eu não saiba muito bem porquê, nem em relação ao quê. No entanto, não deixa de ser perfeitamente idiota e cretino. Tão idiota e tão cretino que faz com que os alemães ainda hoje peçam desculpa por terem morto 6 milhões de judeus. Se me perguntarem, é claro que é chato, mas já foi. Já era. Está na hora de ultrapassarem isso, não vale a pena chorarem sobre leite derramado, para além disso ainda não vi nenhum dirigente russo pedir desculpa pelos 20 milhões de compatriotas mortos durante o "reinado" de Estaline e todos continuam a dar-se bem.

Depois veio aquela do Papa João Paulo II pedir aos mouros que perdoassem as cruzadas por estas terem reconquistado o Santo Sepulcro, pergunta: Algum dia os sarracenos pediram desculpa por o terem conquistado? Não, pois não? Então p'ra que é que é essa cena do "ah desculpem lá qualquer coisinha e tal." Qualquer dia, temos - nós - também que lhes pedir desculpa, pelo D. Afonso Henriques vir lá de cima, à estalada, até Lisboa. Era só o que faltava! Mas com este ministro dos negócios estrangeiros qualquer dia estamos tão dobrados como os alemães quando perderam a guerra.

A seguir vem aquela história, de quem não sabe mais o que dizer, sobre os exploradores de recursos, sobre a pobreza no mundo, que malvadeza, ocidentais safadões etc. Amiguinhos! Já não há paciência para ouvir ladaínhas imbecis. Negócios, são negócios. Conhaque é conhaque. O maior erro do ocidente é dar-lhes de comer, porque enquanto houver alguém que os alimente, eles não têm necessidade de trabalhar e como não trabalham, estão desocupados e como estão desocupados, só pode dar em asneira. Porque para além de desocupados e medievais, são também analfabetos.

Mas é assim, enquanto forem medievais e analfabetos na casa deles, tudo bem. Ninguém tem nada a ver com isso. Quando querem ser medievais e analfabetos na casa dos outros é que a coisa já começa a mudar de figura. Ou melhor, deveria mudar de figura porque entretanto há por aí uns oportunistas hipócritas e pseudo-pacifistas que, ao abrigo do principio da tolerância e da solidariedade, dormem com esses analfabetos mediante o pagamento de uma prestação pecuniária. Vendem-se, portanto. O mais curioso é que, numa situação semelhante, às mulheres que andam na rua a fazer o mesmo, chamam-lhes prostitutas, mas enfim, são só curiosidades.

Eu não tenho qualquer problema com o passado, nem me envergonho dos 8 séculos de história de Portugal e jamais pediria desculpas, a quem quer que fosse, por isso. Se têm problemas com isso, azar! Procurem um especialista em patologias psiquiátricas.

terça-feira, fevereiro 07, 2006

A IRA DOS SARRACENOS - 3

Mais imagens chocantes! Not for the faint of heart!

Hoje fartei-me de rir logo pela manhã com a notícia da "retaliação" das caricaturas feitas no mundo muçulmano. A criatividade dos rapazes não tem limites, como tal fizeram caricaturas alusivas ao holocausto. A ideia até seria interessante se não estivesse, para aí, uns 35 anos atrasada.

Hoje em dia, anedotas sobre judeus e 2ª Guerra Mundial, estão um bocado ultrapassadas. Para além disso, é do conhecimento geral (e se não é deviam ler livros mais vezes), que os nacionalistas árabes sempre foram os aliados de Hitler no médio oriente porque viam na vitória do Eixo a única via para a sua independência. Juntando o útil ao agradável, eram os alemães que combatiam os sionistas e isso para o movimento pan-arábico era a cereja no topo do bolo.

Assim os alemães integravam unidades muçulmanas na Wehrmacht, como por exemplo:

- A Deutsch-Arabische Inf. Btl. 845;
- A Deutsch-Arabische Lehr Abteilung;

ou ainda

- A básica, Deutsch-Arabische Truppen;

Mas, dah! Isso nós já sabíamos.

Amanhã falarei sobre o sentimento de culpa do mundo ocidental que, me deixa verdadeiramente encanitado.