sexta-feira, março 17, 2006

A GUERRA DAS LARANJAS (I)

Vai começar outro congresso do PSD e como qualquer outro congresso, de outro qualquer partido, tenho a certeza que será deverás interessante para os envolvidos.
Contudo, não sei porquê, só me consigo lembrar de marcas de sumos tipo: Trinaranjus; Laranjina C; Fanta; Sumol; etc.
Que coisa tão estranha.

quinta-feira, março 16, 2006

MAIS CHOQUE TECNOLÓGICO

É verdade, eu agora ando numa de choques.
Ontem ouvi uma coisa fantástica nas notícias. O comércio tradicional vai ter internet! Que "cool"! Já podem mandar e-mails uns aos outros! Tudo isto inserido no programa tecnológico do governo. Não é lindo? Eu também gostei. É agora que entramos todos na era digital... é claro que há uns que já entraram há mais tempo do que outros mas isso não importa nada. E até já se vai poder reservar hóteis pela internet! Que bom... pensei que já se podia fazer isso há alguns anitos mas, aparentemente, só agora é que se vai fazer porque o "tio" Sócrates diz que faz parte do programa. Que giro. Temos um governo muito actualizado.

quinta-feira, março 09, 2006

MAS AFINAL O QUE É QUE É O CHOQUE TECNOLÓGICO?

Ok, num dia em que os temas são ou a tomada de posse do novo PR, ou a vitória do Benfica sobre o Liverpool, esta pergunta vem no seguimento de uma troca de e-mails que tive, há uns dias atrás, com o meu amigo Crack a propósito da questão das novas tecnologias. E para concluir o tema mesmo antes de o começar, ambos concordámos que ninguém sabe o que é o choque tecnológico, mas lá que soa muito bem e fica muito engraçado sempre que usam a expressão nos telejornais, lá isso soa e lá isso fica (quando o termo é utilizado até parece que se trata de algo muito importante).

Se perguntarmos ao governo do que trata este choque, aquelas criatura vão encher-se de ar quente e vão proferir qualquer coisa idiota, à laia do “Vamos modernizar as empresas”. Eu olho para aquilo e digo: “Sim senhor. Então choque tecnológico é modernizar as empresas”. Exactamente amiguinhos, o choque tecnológico é modernizar as empresas, até porque a maior parte delas ainda funciona a ábacos e o pessoal precisa é de computadores de última geração para mandar e-mails, fazer apresentações de powerpoint e, pelo caminho, torná-las mais competitivas. Sim, porque caso não saibam se um computador pode tornar uma empresa competitiva, imaginem o que podem fazer 10 ou mesmo 100 computadores.

Pergunta: Porque é que vou tornar a minha empresa mais competitiva se o maior entrave à competitividade das empresas é o Estado? Estado esse que para além de arcaico e obsoleto só tem políticas fiscais de substância mole e cor acastanhada?

Portanto, choque tecnológico é modernizar as empresas... e é também criar empresas num dia. Fantástico! Isto é mesmo verdade. É possível criar umaempresa num dia... desde que se chegue às 08:00 da manhã e se saia às 17:30 da tarde (o fecho de expediente é às 16:00, mas com um choradinho consegue-se mais 01:30 h.). Não só é possível criar uma empresa num dia, como também só se consegue criar uma empresa por dia. Sim, porque depois só lá está uma pessoa a atender, com um computador à frente, mas por quem o choque tecnológico de certeza que não passou, nem deverá passar num futuro próximo. Além do mais, antes disso, talvez fosse mais inteligente passar por um choque de língua portuguesa e há falta de choques, um crash course também era capaz de servir.

Pergunta: Para quê criar uma empresa num dia, quando depois não se pode fechar uma empresa num dia também? Aliás, mas quem é que é o otário que quer criar uma empresa em Portugal?

Sim senhor... o choque tecnológico é modernizar as empresas e podê-las criar num dia, etc é muito bonito. Mas o choque tecnológico parece também ser algo transversal, isto é, não afecta só as empresas. Este choque também passa pelas escolas e assim, seguindo a mesma lógica das empresas, então o choque nas escolas será apetrechá-las com computadores para que todos possam enviar e-mails uns aos outros e para que possam fazer muitas apresentações de powerpoint.

Nota: Eu não sei se sabem, mas em Portugal entende-se que utilizar as TIC é trocar mensagens por e-mail, fazer apresentações em powerpoint, gravar CD Roms e para os mais tenazes, construir uma homepage em html utilizando o frontpage (estes são os que têm a mania que são génios e aqueles dos quadros interactivos nem entram na estatística porque já rebentaram a escala... esta foi gira).

Mas adiante, apetrechar as escolas com computadores é sempre uma ideia interessante, até porque todas querem ter um. O problema não é tanto colocá-los nas escolas mas sim, mantê-los porque isto, não será bem a mesma coisa que ter um computador em casa. Depois disso, ainda há que saber utilizá-lo de forma eficaz e para que este cumpra o objectivo para que foi comprado. Esta é, sem dúvida, uma das partes mais dificeis porque na maioria dos casos, o computador é utilizado como se tratasse de uma máquina de escrever. Ora bem, então se assim é, o que realmente precisam é de uma máquina de escrever e não de um computador. Quanto aos e-mails, assim como assim, mandem mensagens por sms. Mas isto não pode ser, porque se depois não têm um computador passam a ser denominados por “infoexcluídos”. E têm razão, são mesmo.

Ainda assim, nada disto explica o que é o choque tecnológico de que toda a gente fala. O principio é, na realidade, muito simples. O facto de se ter as coisas, não significa que se utilizem, nem tão pouco significa que se saiba utilizá-las ou utilizá-las com razoabilidade. Deste modo, o choque tecnológico de que todos falam parece-se um bocado com um túnel de vento.

quinta-feira, março 02, 2006

QUADROS INTERACTIVOS

O projecto interact (aquele que estou sempre a falar), já tem um blog aqui, portanto para os interessados, não se esqueçam de lá dar um pulinho.

Para os abutres, invejosos e mesquinhos, que estão sempre a reclamar que em Portugal nunca se faz nada de jeito, que a educação vai mal e estão sempre de mão estendida a pedinchar, também não se esqueçam de lá dar um pulinho.