Agora dei para converter números em percentagens (estão a ver porque é que é mau andar a ler livros de economia, certo?) e então cheguei a conclusões estranhissímas, senão vejamos:
Diz o Crack, no Crackdown, que "
2 em cada 3 protugueses nunca usaram a internet". Visto desta maneira, uma pessoa pode até nem ligar muito. Mas, se considerarmos que Portugal tem 11 milhões de habitantes, 2 em cada 3, significa que
66.6% da população nunca usou a internet.
Diz o Dr. Pinho Cardão, no Quarta República, "
(...) Teatro Nacional de D. Maria II publicados no Expresso, o teatro teve 35.759 espectadores em 2005. Se a este número subtrairmos 14.107 convidados e 12.214 espectadores de duas peças infantis, restam 9.438 espectadores adultos pagantes." Assim de repente, 9.438 espectadores adultos pagantes até parece uma grande coisa, «bué da gente»! Mas na realidade 9.438 pessoas, coresponde a apenas
26,39% do número total de espectadores que foram ao Teatro D. Maria II e pagaram. Por outro lado, ficamos também a saber que
39,45% dos espectadores viram teatro à borla e
31,15% foram espectadores de duas peças infantis (não dizendo se pagaram ou não para assistir às peças). Não desfazendo na, certamente, brilhante gestão do teatro, até a criatura menos articulada podia perceber que, não é possível
26,39 % sustentarem financeiramente
70,6%. Isto significa que o dinheiro tem de vir de algum lado e que
26,39% dos espectadores contribuem para o teatro 2 vezes.
No meu comentário de resposta ao Crack, sobre "
Os manuais escolares", disse que no outro dia tinha visto no telejornal a actualização do número de mortos num cenário de eventual pandemia da gripe das aves. De acordo com as fontes citadas na notícia, o número de baixas previstas no cenário é agora de 15 mil. Quandon ouvi aquilo pensei cá para os meus botões "Puxa, 15.000 é muita gente.". Mas como eu tenho a mania de ver as coisas pelo seu aspecto positivo, fui ver a que percentagem isso correspondia face ao número de desempregados em Portugal. Assim, 15.000 baixas hipotéticas correspondem a apenas
3,75% do número total de desempregados e a apenas
0,13% da população portuguesa e 0,13%, em termos políticos, é um número aceitável.
E agora, cada um entenda como quiser.