Como é de conhecimento geral, a Administração Pública anda na mais completa confusão por causa destas novas reformas (que de reforma tem apenas a designação), e aqui no burgo, apesar de nos mantermos firmes e hirtos como uma barra de ferro, também reina alguma dificuldade de apreensão de conceitos.
Como nestas coisas de nomeação política as primeiras cabeças a rolarem são sempre as da direcção, hoje foi o último dia da nossa actual e na próxima terça-feira, dia 2, uma nova virá. Ora, até aqui tudo bem e nós - indígenas - até estávamos pacíficos mesmo que a criatura designada para assumir o cargo, ainda cá não tivesse posto os «coutos» para dizer olá (porque a malta aqui curte estas cenas).
Contudo, hoje de manhã depois de uma pequena discussão ao telefone, entre a actual e a futura, sobre quem sobe e quem desce (no elevador note-se), aparece por aqui uma criaturinha empertigada, que nem sequer diz "bom dia" (o que na nossa linguagem quer dizer mal-educada e sujeita a levar uma corrida), à procura da actual.
Olhámos para ela, de alto abaixo, e dissemos "Bom dia".
Assim de um modo geral, não «curtimos nada a pinta da tipa» e achámos que hostlizar os autócnes (nós), é um mau começo. Principalmente quando não se conhece nada de um determinado assunto e se sabe que se quisermos paralizá-la, podemos não só fazê-lo, como também podemos arranjar-lhe um lindo 31 com a Comissão Europeia, à qual a criatura é obrigada a responder.
É claro que vamos dar-lhe o benefício da dúvida, até porque sabemos que mudanças são sempre complicadas. Assim, antes de partirmos para qualquer coisa menos simpática, vamos dar-lhe mais 1 oportunidade de nos dizer "bom dia".





