Nota: O texto que se segue andou a circular na net há algum tempo atrás.
***************
Fases do ensino em Portugal
1ª fase (antes de 1974): O aluno ao matricular-se ficava automaticamente chumbado. Teria de provar o contrário ao professor.
2ª fase (até 1992): O aluno ao matricular-se arriscava-se a passar.
3ª fase (actual): O aluno ao matricular-se já transitou automaticamente de ano, salvo casos muito excepcionais e devidamente documentados pelo professor, que terá de incluir no processo, obrigatoriamente um "curriculum vitae" extremamente detalhado do aluno e nalguns casos da própria família.
4ª fase ( em vigor a partir de 2007): O professor está proibido de chumbar o aluno; nesta fase quem é avaliado é o próprio professor, pelo aluno e respectiva família, correndo o risco quase certo de chumbar...
------------------------------
Apetece-me acrescentar uma 5ª fase: Os alunos que saibam escrever o seu nome sem erros, nem precisam matricular-se. Têm acesso directo ao Conselho de Ministros como consultores privados do 1º Ministro, equiparados a Chefe de Gabinete, com direito a subsídio de almoço e de transporte.
Também se está a estudar a participação dos pais no referido Conselho, desde que se apresentem munidos de tacos de basebol e, pelo menos, tenham tomado banho no corrente mês.
Os professores excendentários após esta reforma do sector serão despedidos com justa causa, porque é imperioso reduzir o número de supranumerários, dada a despesa que constituem para o depauperado erário público. Isto não é brincadeira! Está mesmo mau! Calculem que a um deputado que não entregou a tempo os bilhetes do autocarro foi cortado o subsídio de transporte com o argumento de que já não havia verba. Isto não pode repetir-se. Os professores que paguem a crise!
Abaixo o ensino! Viva o ZERO e todos os números acabados em ZERO! VIVAM!
"Whenever a theory appears to you as the only possible one, take this as a sign that you have neither understood the theory nor the problem which it was intended to solve". - Karl Popper
quinta-feira, julho 20, 2006
sexta-feira, julho 14, 2006
A ARTE DE FAZER "NADA"
Eu, sou daquelas pessoas que gosta muito de estar sempre a fazer alguma coisa e muitas vezes dou comigo a fazer "nada".
A primeira vez que me apercebi disto fiquei, naturalmente, preocupado. A ideia de fazer "nada" era um bocado assustadora, porém, depressa percebi que estava a misturar duas ideias distintas. "Fazer nada" é muito diferente de "não fazer nada", desde já porque quando dizemos "fazer" partimos do princípio que estamos a fazer alguma coisa e quando dizemos "não fazer", partimos do princípio que não estamos a fazer alguma coisa. Assim, fazer alguma coisa - mesmo que seja nada - é sempre mais positivo do que não estar a fazer nada.
A parte boa de fazer nada é a possibilidade de assistir a diálogos, absolutamente, fenomenais entre o Tico e o Teco (os dois neurónios). Muitos deles são absolutamente idiotas, outros nem por isso e noutros ainda, pegam-se os dois ao tabefe, mesmo assim todos eles são importantes.
No outro dia, ia eu para a estação de combóios de Alcântara-Terra quando, de repente, o Tico e o Teco iniciam mais um debate. Desta feita, o tema era ó "Fenómeno Jack Bauer e a Teoria dos Jogos". Então, começou assim a discussão:
Tico: Sabes de uma coisa mano, estive a ler umas coisas sobre a série 24h.
Teco: Ah sim? E qual é a importância disso?
Tico: Qual é a importância disso? É muita, pois claro, caso contrário não estaria a falar dela!
Teco: Não percebi.
Tico: Eu explico. Se ignorarmos todos os aspectos técnicos subjacentes ao formato do programa e nos debruçarmos, unicamente, sobre os aspectos relacionados com a personagem do Jack Bauer", vamos descobrir, acima de tudo, uma personagem bi-dimensional e isso é importante.
Teco: Não percebi... *breve pausa*... Além disso, personagens bi-dimensionais são demodés, ultrapassadas e muito, muito básicas. De hoje em dia, utilizar personagens bi-dimensionais para retratar o que quer que seja é demasiadamente redutor da condição humana.
Tico: Mas não neste caso. Repara, estamos a falar da retratação de situações extremas...
Teco: Não mano. Estamos a falar de um programa de entretenimento que retrata situações extremas e em que a personagem principal tem duas funções: 1- põe o dedo no gatilho; 2- tira o dedo do gatilho.
Tico: Lamento muito mas tenho de discordar. O "pôr o dedo no gatilho" e o "Tira o dedo do gatilho", só aparece na sequência de qualquer coisa.
Teco: Sim, aparece na sequência das cenas descritas no script.
Tico: Não, estúpido! * prega uma testinha no irmão* Aparece na sequência de um objectivo que se pretente alcançar e nesse contexto tem de se tomar a decisão de pôr, ou não, o dedo no gatilho... Que mania tens tu de simplificar tudo!
Teco: Eu não tenho a mania de simplificar tudo! Tu é que tens a mania de complicar tudo! Onde é que está o problema de uma personagem que põe e tira o dedo no gatilho?
Tico: O problema não está no pôr e no tirar o dedo do gatilho, mas sim numa questão prévia a essa e que é; o que é que se pode ganhar e o que é que se pode perder quando se põe, ou não, o dedo no gatilho?
Teco: Fácil. Se põe o dedo no gatilho é porque pretende ganhar alguma coisa, o problema está no falhar a pontaria. Se falhar a pontaria, aí perde.
Tico: Também, mas o ponto que referes ele só vai saber depois de premir o gatilho e nunca antes. Anterior a isso é a consciência de que quer ele ponha, ou não, o dedo no gatilho, a personagem vai sempre perder.
Teco: Então estamos a falar de uma personagem idiota.
Tico: Não. Estamos a falar na diferença entre serem muitos a perder, ou ser só um a perder. Se ele não puser o dedo no gatilho, muitos vão perder. Se ele puser o dedo no gatilho, é só ele que perde. Porque quando ele põe o dedo no gatilho, fá-lo para o bem de todos. Naquele caso, nunca estamos perante uma situação de "win-win", estamos sempre numa situação em que um ganha e outro perde.
Teco: Um jogo de soma zero, portanto.
Tico: Exacto.
Teco: Então toda a série deve ser vista na óptica de um jogo de soma zero. E não haverá espaço para um outro tipo de jogo?
Tico: Há. Há espaço para um jogo de soma -1. Ambos perdem, mas estas partes correspondem às secções dramáticas e uma vez ultrapassadas, no fim a soma é sempre zero. O herói ganha, o vilão perde, the end.
Teco: Então e os meios que ele utiliza para lá chegar. Não falaste neles. Porque convém referir que o herói ganha recorrendo a muitas patifarias pelo meio.
Tico: Quando falamos de um jogo de soma zero, em que a intenção dos intervenientes é ganhar, o meio pelo qual se chega à vitória é irrelevante. Não importa o meio que se usa desde que se ganhe.
Teco: Mas então o que é que separa o herói do vilão? Até porque ao atribuir-lhes estas designações corremos o risco de estar enganados nas identificações de cada um. E há que nunca esquecer que podemos estar perante dois heróis ou dois vilões, consoante a perspectiva.
Tico: Verdade. Mas as denominações de cada um pertencem a outro domínio que não o dos jogos. No jogo, há um que ganha e outro que perde. É só isso que é importante.
Teco: Então e a história do bem e do mal, não pode entrar aí?
Tico: Não, porque esse é um outro assunto completamente diferente sobre o qual haveremos de discutir da próxima vez que estivermos a fazer nada.
A primeira vez que me apercebi disto fiquei, naturalmente, preocupado. A ideia de fazer "nada" era um bocado assustadora, porém, depressa percebi que estava a misturar duas ideias distintas. "Fazer nada" é muito diferente de "não fazer nada", desde já porque quando dizemos "fazer" partimos do princípio que estamos a fazer alguma coisa e quando dizemos "não fazer", partimos do princípio que não estamos a fazer alguma coisa. Assim, fazer alguma coisa - mesmo que seja nada - é sempre mais positivo do que não estar a fazer nada.
A parte boa de fazer nada é a possibilidade de assistir a diálogos, absolutamente, fenomenais entre o Tico e o Teco (os dois neurónios). Muitos deles são absolutamente idiotas, outros nem por isso e noutros ainda, pegam-se os dois ao tabefe, mesmo assim todos eles são importantes.
No outro dia, ia eu para a estação de combóios de Alcântara-Terra quando, de repente, o Tico e o Teco iniciam mais um debate. Desta feita, o tema era ó "Fenómeno Jack Bauer e a Teoria dos Jogos". Então, começou assim a discussão:
Tico: Sabes de uma coisa mano, estive a ler umas coisas sobre a série 24h.
Teco: Ah sim? E qual é a importância disso?
Tico: Qual é a importância disso? É muita, pois claro, caso contrário não estaria a falar dela!
Teco: Não percebi.
Tico: Eu explico. Se ignorarmos todos os aspectos técnicos subjacentes ao formato do programa e nos debruçarmos, unicamente, sobre os aspectos relacionados com a personagem do Jack Bauer", vamos descobrir, acima de tudo, uma personagem bi-dimensional e isso é importante.
Teco: Não percebi... *breve pausa*... Além disso, personagens bi-dimensionais são demodés, ultrapassadas e muito, muito básicas. De hoje em dia, utilizar personagens bi-dimensionais para retratar o que quer que seja é demasiadamente redutor da condição humana.
Tico: Mas não neste caso. Repara, estamos a falar da retratação de situações extremas...
Teco: Não mano. Estamos a falar de um programa de entretenimento que retrata situações extremas e em que a personagem principal tem duas funções: 1- põe o dedo no gatilho; 2- tira o dedo do gatilho.
Tico: Lamento muito mas tenho de discordar. O "pôr o dedo no gatilho" e o "Tira o dedo do gatilho", só aparece na sequência de qualquer coisa.
Teco: Sim, aparece na sequência das cenas descritas no script.
Tico: Não, estúpido! * prega uma testinha no irmão* Aparece na sequência de um objectivo que se pretente alcançar e nesse contexto tem de se tomar a decisão de pôr, ou não, o dedo no gatilho... Que mania tens tu de simplificar tudo!
Teco: Eu não tenho a mania de simplificar tudo! Tu é que tens a mania de complicar tudo! Onde é que está o problema de uma personagem que põe e tira o dedo no gatilho?
Tico: O problema não está no pôr e no tirar o dedo do gatilho, mas sim numa questão prévia a essa e que é; o que é que se pode ganhar e o que é que se pode perder quando se põe, ou não, o dedo no gatilho?
Teco: Fácil. Se põe o dedo no gatilho é porque pretende ganhar alguma coisa, o problema está no falhar a pontaria. Se falhar a pontaria, aí perde.
Tico: Também, mas o ponto que referes ele só vai saber depois de premir o gatilho e nunca antes. Anterior a isso é a consciência de que quer ele ponha, ou não, o dedo no gatilho, a personagem vai sempre perder.
Teco: Então estamos a falar de uma personagem idiota.
Tico: Não. Estamos a falar na diferença entre serem muitos a perder, ou ser só um a perder. Se ele não puser o dedo no gatilho, muitos vão perder. Se ele puser o dedo no gatilho, é só ele que perde. Porque quando ele põe o dedo no gatilho, fá-lo para o bem de todos. Naquele caso, nunca estamos perante uma situação de "win-win", estamos sempre numa situação em que um ganha e outro perde.
Teco: Um jogo de soma zero, portanto.
Tico: Exacto.
Teco: Então toda a série deve ser vista na óptica de um jogo de soma zero. E não haverá espaço para um outro tipo de jogo?
Tico: Há. Há espaço para um jogo de soma -1. Ambos perdem, mas estas partes correspondem às secções dramáticas e uma vez ultrapassadas, no fim a soma é sempre zero. O herói ganha, o vilão perde, the end.
Teco: Então e os meios que ele utiliza para lá chegar. Não falaste neles. Porque convém referir que o herói ganha recorrendo a muitas patifarias pelo meio.
Tico: Quando falamos de um jogo de soma zero, em que a intenção dos intervenientes é ganhar, o meio pelo qual se chega à vitória é irrelevante. Não importa o meio que se usa desde que se ganhe.
Teco: Mas então o que é que separa o herói do vilão? Até porque ao atribuir-lhes estas designações corremos o risco de estar enganados nas identificações de cada um. E há que nunca esquecer que podemos estar perante dois heróis ou dois vilões, consoante a perspectiva.
Tico: Verdade. Mas as denominações de cada um pertencem a outro domínio que não o dos jogos. No jogo, há um que ganha e outro que perde. É só isso que é importante.
Teco: Então e a história do bem e do mal, não pode entrar aí?
Tico: Não, porque esse é um outro assunto completamente diferente sobre o qual haveremos de discutir da próxima vez que estivermos a fazer nada.
quarta-feira, julho 12, 2006
UM DIA MEMORÁVEL
Pela 1ª vez na história do meu burgo, vi a minha equipa comportar-se como um todo, a trabalhar em conjunto para o mesmo objectivo.
Estou tão orgulhoso!! :)))
Mas tão orgulhoso, que até o amigo Crack - que conhece as peças em questão - ficaria orgulhoso se tivesse assistido.
Enfim, foi um dia memorável. Amanhã já passou tudo, mas isso não importa.
Estou tão orgulhoso!! :)))
Mas tão orgulhoso, que até o amigo Crack - que conhece as peças em questão - ficaria orgulhoso se tivesse assistido.
Enfim, foi um dia memorável. Amanhã já passou tudo, mas isso não importa.
terça-feira, julho 11, 2006
NÃO HÁ 2 SEM 3
Tal como eu disse num post atrás, o exercício da inteligência é algo extenuante. Mas tal como o exercício físico faz bem ao "esqueleto" e às componentes afins, também o exercício da inteligência faz bem ao cérebro (mesmo nos casos em que este é do tamanho de uma ervilha anã).
Depois de muita pressão, finalmente conseguimos que nos disponibilizassem os documentos essênciais à produção dos indicadores da qualidade (sim, é a maldita qualidade outra vez). Assim, talvez por hábito ou, quiçá, por mau feitio, passei o dia todo a lê-los.
Digo-vos, este exercício foi muito útil porque nos obriga a lidar com uma série de emoções diversas que se afloram à medida que nos deparamos com imbecilidades colocadas em texto. Perguntar-me-iam, não estará o Anthrax a exagerar? Pois concerteza que estou. Afinal, levar as coisas ao ridículo é uma terapia tão boa como cantar para espantar os nossos males.
De início, não adoptei uma postura crítica. Não era esse o objectivo e como tal, também não seria esse o meu papel. No entanto, a partir do momento em que começam a insultar a minha inteligência, a coisa muda de figura. À medida que as páginas (e o tempo) íam passando, sentía-me cada vez mais insultado. Quando chegou ao meio-dia, pedi à minha colega que fechasse a porta, pedi-lhe desculpas antecipadas, abri o diccionário de calão e lá foi disto que amanhã não há!
Já houve alturas em que disse muitas asneiras, mas até hoje não me lembro de ter dito tantas, num espaço de tempo tão curto e sentir-me tão bem, tão aliviado, depois de o ter feito. A única coisa que eu dizia (depois das asneiras é claro), era que se aquilo fosse um projecto que eu tivesse de subvencionar, chumbava-o. E chumbava-o porque, logo à partida, quando se apresenta um projecto a terceiros, há que garantir que até uma criancinha de 4 anos seja capaz de o compreender e o que eu ali estava a ler, era uma espécie de uma amálgama de ideias em que, no fim, não bate a bota com a perdigota!
Eu, que nem sou professor, nem sou destas coisas, dei comigo de lápis em punho, a riscar, a fazer anotações e a fazer perguntas básicas do tipo «Como? Quando? Porquê? Quem?». É que já estava a ficar um bocado doente com aquilo... Também dei comigo a perguntar se seria eu o «problema». Se era eu, que por algum motivo extraordinário (ou não), não estivesse a perceber alguma coisa. É claro que fiquei mais descansado quando percebi que não estava sozinho. Mesmo assim, não deixa de constituir motivo de preocupação aqueles documentos terem tido o aval da antiga Directora e terem tido o OK da nova (sem esta última os ter lido).
A sério, às vezes penso que sou eu que estou a levar estas coisas demasiado a sério. Se calhar sou eu que estou a dar importância demais a estas questões da gestão (pelas quais não me pagam para pensar). Eu não devia dar importância a isto! Eu nem sei se em Janeiro de 2007 ainda ali estou!!
Detesto ser uma criatura inteligente e responsável!!! DETESTO!!!
Eu quero ser um rabanete! Uma couve! Um tomate! Um vegetal qualquer ou mesmo uma amíba!!... mas não consigo.
Que post tão idiota... esta porcaria pega-se.
Depois de muita pressão, finalmente conseguimos que nos disponibilizassem os documentos essênciais à produção dos indicadores da qualidade (sim, é a maldita qualidade outra vez). Assim, talvez por hábito ou, quiçá, por mau feitio, passei o dia todo a lê-los.
Digo-vos, este exercício foi muito útil porque nos obriga a lidar com uma série de emoções diversas que se afloram à medida que nos deparamos com imbecilidades colocadas em texto. Perguntar-me-iam, não estará o Anthrax a exagerar? Pois concerteza que estou. Afinal, levar as coisas ao ridículo é uma terapia tão boa como cantar para espantar os nossos males.
De início, não adoptei uma postura crítica. Não era esse o objectivo e como tal, também não seria esse o meu papel. No entanto, a partir do momento em que começam a insultar a minha inteligência, a coisa muda de figura. À medida que as páginas (e o tempo) íam passando, sentía-me cada vez mais insultado. Quando chegou ao meio-dia, pedi à minha colega que fechasse a porta, pedi-lhe desculpas antecipadas, abri o diccionário de calão e lá foi disto que amanhã não há!
Já houve alturas em que disse muitas asneiras, mas até hoje não me lembro de ter dito tantas, num espaço de tempo tão curto e sentir-me tão bem, tão aliviado, depois de o ter feito. A única coisa que eu dizia (depois das asneiras é claro), era que se aquilo fosse um projecto que eu tivesse de subvencionar, chumbava-o. E chumbava-o porque, logo à partida, quando se apresenta um projecto a terceiros, há que garantir que até uma criancinha de 4 anos seja capaz de o compreender e o que eu ali estava a ler, era uma espécie de uma amálgama de ideias em que, no fim, não bate a bota com a perdigota!
Eu, que nem sou professor, nem sou destas coisas, dei comigo de lápis em punho, a riscar, a fazer anotações e a fazer perguntas básicas do tipo «Como? Quando? Porquê? Quem?». É que já estava a ficar um bocado doente com aquilo... Também dei comigo a perguntar se seria eu o «problema». Se era eu, que por algum motivo extraordinário (ou não), não estivesse a perceber alguma coisa. É claro que fiquei mais descansado quando percebi que não estava sozinho. Mesmo assim, não deixa de constituir motivo de preocupação aqueles documentos terem tido o aval da antiga Directora e terem tido o OK da nova (sem esta última os ter lido).
A sério, às vezes penso que sou eu que estou a levar estas coisas demasiado a sério. Se calhar sou eu que estou a dar importância demais a estas questões da gestão (pelas quais não me pagam para pensar). Eu não devia dar importância a isto! Eu nem sei se em Janeiro de 2007 ainda ali estou!!
Detesto ser uma criatura inteligente e responsável!!! DETESTO!!!
Eu quero ser um rabanete! Uma couve! Um tomate! Um vegetal qualquer ou mesmo uma amíba!!... mas não consigo.
Que post tão idiota... esta porcaria pega-se.
Subscrever:
Mensagens (Atom)