quinta-feira, agosto 31, 2006

CULTOS QUE MATAM

Templo do Povo - n.º de vítimas 900+ - Reverendo Jim Jones - Novembro 1978
Caçadores de Bruxas - Congo - n.º de vítimas 800 - Desde Junho 2001
Caçadores de Bruxas - Indonésia - n.º de vítimas 140+ - Desde Setembro 1998
David Koresh - Waco - n.º de vítimas, incluindo elementos do ATF, 90 - Fevereiro 1993
A ordem do Templo Solar - nº de vítimas 74 - Outubro 1994
Os homens Crocodilo do Congo - n.º de vítimas 33 - 1995
Shoko Asahara & Aum Supreme Truth - n.º de vítimas 18+ - Março 1995
Pergunta: Quais são os pontos comuns entre estes grupos e os grupos islâmicos radicais?

Que grosseria, senhores dirigentes do PSD e CDS - por Miguel Castelo-Branco

"Tive um vómito involuntário ao ler hoje nas páginas do Público que o dirigente da Nova Democracia ficou à porta das sedes do PSD e CDS quando ali se dirigiu para proceder à entrega de um documento endereçado aos líderes daqueles partidos. Sei que vivemos num país de selvagens e de gente que nem à mesa sabe comer. Os partidos reproduzem a sociedade, pelo que estimo perfeitamente normal que continuemos submetidos ao poder da estupidez e da grosseria. Fosse eu líder de qualquer daquelas agremiações e tê-lo-ia recebido, por elementar boa-educação, como receberia nas mesmas circunstâncias os sr.'s Louçã, Pinto Coelho, Mário Machado, Jerónimo de Sousa ou quaisquer outros cidadãos que me batessem à porta por razões análogas." - Continuar a ler aqui.
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A propósito desta notícia, não posso deixar de me associar a esta manifestação de desagrado. A atitude, tanto do PSD como do CDS, foi de um mau gosto e de uma falta de educação sem limites.
Haverá mais coisas por detrás desta falta de educação?
Pois, deverá haver várias coisas, entre elas a questão do não reconhecimento, porque receber o Dr. Manuel Monteiro significaria reconhecê-lo enquanto elemento de um partido político relevante.
No entanto, como os senhores do PSD e do CDS-PP acham que os seus partidos vão de vento em popa e estão a fazer um excelente trabalho, o partido do Dr. Manuel Monteiro não tem qualquer relevância política.
Boa malha!
No governo temos a CERCI, na oposição temos a APPACDM. Lindo!
Nota: Com isto não pretendo insultar nenhuma das instituições acima referidas, que fazem um excelente trabalho no apoio a pessoas com deficiência.

terça-feira, agosto 29, 2006

O VALOR DO INSUCESSO - por André Abrantes Amaral

"O valor do insucesso
The hardest freedom to maintain is the freedom of making mistakes, Morris West, escritor."
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É um texto que vale a pena continuar a ler aqui.

segunda-feira, agosto 28, 2006

"NÓS TAMBÉM SOMOS ISRAEL" - por Miguel Esteves Cardoso

in Revista ÚNICA, Jornal Expresso, 26 de Agosto 2006

" A minha posição é muito simples: apoio Israel, aja mal ou aja bem e haja lá o que houver. Suponho que isto faça de mim, segundo a óptica da época, um fundamentalista, tão mau como os terroristas: não me importo. Cada um é livre de pensar o que quer. E é aqui que começa (e não acaba) o problema.

Se eu quiser interrogar a minha simplicidade, basta-me ler a imprensa israelita. Aí são expostas e ardentemente defendidas todas as posições possíveis. Se quiser ultrapassar à esquerda ou à fanática os mais ferozes anti-sionistas europeus e americanos (os portugueses, felizmente, são sempre desinteressantes) lá estão todos os extremismosque eu possa pretender.

Os israelitas têm, em comparação com aqueles com que guerreiam, algumas grandes vantagens. Não querem a destruição completa do povo a que pertence o exército adversário. Gostam da liberdade de expressão; da democracia liberal; dos direitos humanos. Pensam no que fazem; têm problemas de consciência; dúvidas que exprimem publicamente e debatem sem pudor. Votam e deixam votar. Enfim, Israel é como Portugal, como a Europa, como os Estados Unidos, como o Japão, como a Austrália e todos os países onde o indivíduo é livre de discordar, rebelar-se e ser do contra. Ou, no meu caso, de não se rebelar - nem sequer contra os que se rebelam.

Para mim, os adversários de Israel são os nossos. Por definição. São os que querem destruir um Estado e um povo democráticos. Mais: Israel somos nós. Não nos faz lembrar nada aquele país diminuto rodeado por inimigos, com um único aliado poderoso? Faz lembrar Portugal há muitos séculos atrás, quando a ideia de Portugal ainda não era aceite. Os israelitas têm os americanos como nós tínhamos os ingleses. E os restantes europeus, como sempre, vacilam em volta, confundindo a própria confusão.

Não é em Israel nem aqui que existe unanimidade ou se procura alcançá-la. Essa é a razão do meu apoio: poder concordar. Também é uma liberdade. É onde há unanimidade - e onde se procura impô-la - que está o que se deve temer e contrariar. "