"Whenever a theory appears to you as the only possible one, take this as a sign that you have neither understood the theory nor the problem which it was intended to solve". - Karl Popper
terça-feira, janeiro 23, 2007
sexta-feira, janeiro 19, 2007
FUI SANEADO.
Por e-mail.
Ok, por momentos digam lá que não pensaram que eu tinha sido despedido? :))...
Mas não. Não fui despedido.
Estão a ver aquelas situações em que uma pessoa está a gerir um projecto, que está a ter resultados positivos, cujo feedback das pessoas é muito positivo, cuja C.E. nos recomendou para um estudo de caso, etc etc e depois vem um palhaço (ou uma palhaça neste caso), que só porque manda, envia um e-mail a terceiros indicando para a gestão desse projecto outra pessoa que não aquela que o estava a gerir.
Bom...
Até soltei fogo pelas ventas!
A única coisa em que pensava era em subir as escadas e arrear uns belos de uns sopapos no estupor da criatura, que a «gaja» havia de andar a apanhar os dentinhos do chão durante o fim-de-semana todo.
Foi quase...
Esteve mesmo ali na fronteira entre o «perdido por cem, perdido por mil, but the bitch fica com um novo sorriso».
É claro que não me deixaram fazer isso e digo-vos que tenho uns colegas muito corajosos, pois pararem-me nestas alturas é como se colocarem no meio da estrada a tentar parar um TIR que vem a descer em excesso de velocidade. É um acto de fé.
Obviamente, andei a bater mal durante dois dias e todos os que tinham o azar de estar comigo lá sofreram alguns danos colaterais mas, como não há nada que não se resolva, estou muito mais bem disposto agora.
E porquê? perguntam vocês.
Bom, porque ontem fui ver os meus sobrinhos e só isso foi o suficiente para me pôr bem disposto. É que fiquei mesmo contente e depois, comecei a pensar o quão estúpido é uma pessoa estar a aborrecer-se quando, no fim do mês, o ordenado é o mesmo. É claro que continuo a achar que o que me fizeram foi uma falta de respeito pelo meu trabalho e um insulto à minha inteligência mas tudo isso será tratado na altura certa embora continue a achar que uns «murraços naquela fronha» não só demonstravam o meu descontentamento, como também produziam resultados mais depressa. É o que vos digo, as minhas capacidades diplomáticas são péssimas.
No meio disto tudo, e no seguimento do post anterior, é claro que o meu ímpeto criador já me conduziu a uma conclusão. Ainda por cima, uma conclusão que bem gerida, dá dinheiro (e que é a parte em que se junta o útil ao agradável). Agora, é só «botar» tudo no papel e fazer contas.
Por isso amiguinhos, quando se diz que Knowledge is Power, acreditem que é mesmo verdade. O que acontece na maior parte das vezes é que nós não prestamos atenção a tudo o que, realmente, sabemos e ainda por cima menosprezamos o pouco que admitimos saber. Depois, o quotidiano encarrega-se de fazer o resto e é possível passar-se uma vida inteira assim.
Quanto a mim sabem o que vos digo? Eu vou aproveitar a minha «fúria criadora» (e a outra também porque não me esqueci dela) e vou fazer alguma coisa que seja positiva (principalmente para mim).
E disse.
Ok, por momentos digam lá que não pensaram que eu tinha sido despedido? :))...
Mas não. Não fui despedido.
Estão a ver aquelas situações em que uma pessoa está a gerir um projecto, que está a ter resultados positivos, cujo feedback das pessoas é muito positivo, cuja C.E. nos recomendou para um estudo de caso, etc etc e depois vem um palhaço (ou uma palhaça neste caso), que só porque manda, envia um e-mail a terceiros indicando para a gestão desse projecto outra pessoa que não aquela que o estava a gerir.
Bom...
Até soltei fogo pelas ventas!
A única coisa em que pensava era em subir as escadas e arrear uns belos de uns sopapos no estupor da criatura, que a «gaja» havia de andar a apanhar os dentinhos do chão durante o fim-de-semana todo.
Foi quase...
Esteve mesmo ali na fronteira entre o «perdido por cem, perdido por mil, but the bitch fica com um novo sorriso».
É claro que não me deixaram fazer isso e digo-vos que tenho uns colegas muito corajosos, pois pararem-me nestas alturas é como se colocarem no meio da estrada a tentar parar um TIR que vem a descer em excesso de velocidade. É um acto de fé.
Obviamente, andei a bater mal durante dois dias e todos os que tinham o azar de estar comigo lá sofreram alguns danos colaterais mas, como não há nada que não se resolva, estou muito mais bem disposto agora.
E porquê? perguntam vocês.
Bom, porque ontem fui ver os meus sobrinhos e só isso foi o suficiente para me pôr bem disposto. É que fiquei mesmo contente e depois, comecei a pensar o quão estúpido é uma pessoa estar a aborrecer-se quando, no fim do mês, o ordenado é o mesmo. É claro que continuo a achar que o que me fizeram foi uma falta de respeito pelo meu trabalho e um insulto à minha inteligência mas tudo isso será tratado na altura certa embora continue a achar que uns «murraços naquela fronha» não só demonstravam o meu descontentamento, como também produziam resultados mais depressa. É o que vos digo, as minhas capacidades diplomáticas são péssimas.
No meio disto tudo, e no seguimento do post anterior, é claro que o meu ímpeto criador já me conduziu a uma conclusão. Ainda por cima, uma conclusão que bem gerida, dá dinheiro (e que é a parte em que se junta o útil ao agradável). Agora, é só «botar» tudo no papel e fazer contas.
Por isso amiguinhos, quando se diz que Knowledge is Power, acreditem que é mesmo verdade. O que acontece na maior parte das vezes é que nós não prestamos atenção a tudo o que, realmente, sabemos e ainda por cima menosprezamos o pouco que admitimos saber. Depois, o quotidiano encarrega-se de fazer o resto e é possível passar-se uma vida inteira assim.
Quanto a mim sabem o que vos digo? Eu vou aproveitar a minha «fúria criadora» (e a outra também porque não me esqueci dela) e vou fazer alguma coisa que seja positiva (principalmente para mim).
E disse.
segunda-feira, janeiro 15, 2007
ESTOU EM PROCESSO DE...
criação.
Não sei do quê, mas estou.
Estas fases são interessantes e devem ser aproveitadas, muito embora neste momento eu não saiba muito bem para quê.
São aqueles ímpetos criadores que, de vez em quando, nos assolam sem nenhum motivo aparente. Seria dramático se não fosse tão agradável. É claro que o downside of it é a frustração se não fizermos nada com esta fúria criadora.
Vou ajudar o Tsunami com os seus trabalhos para o Mestrado. Coitado. Sabe muito, mas é um pouco desordenado quando chega à parte da escrita. No entanto, quando chega à parte do falar a coisa já pia de maneira diferente. Aí o atado sou eu.
Não gosto muito de falar e não acho que tenha, assim, tanta coisa interessante para dizer. Gosto mais de ouvir os outros a falar, desde que tenham coisas interessantes para dizer.
Por exemplo, detesto vendedores e operadores de telemarketing.
Dos vendedores tenho sempre aquela imagem de uns tipos rechonchudos (ou não), de camisa cor-de-rosa transpirada, gravata da década de 80, cabelo empastado com gel, óculos escuros no alto da cabeça, com um ar gingão e um tom de voz à Mouraria. São arrepiantes! Deviam ser contratados para servirem de figurantes nalgum filme de terror. Ainda por cima alguns cheiram mal, outros têm um bafo a tintol e depois há aqueles que são uma triste combinação das duas anteriores.
É uma visão verdadeiramente arrepiante. A sério.
Dos operadores de telemarketing não tenho nenhuma imagem em particular, excepto o facto de muitos serem do sexo feminino e terem sotaque brasileiro. Sei que estão a fazer o seu trabalho mas, irritam-me.
Tudo isto a propósito de não gostar de falar. É verdade, não gosto mesmo de falar e tenho um trabalho em que, de vez em quando, tenho de falar. Enfim, penso que podia ser pior.
No entanto, é preciso referir que considero isto como um grande handicap na minha pessoa. Por exemplo, isto é péssimo para entrevistas de emprego.
Da última vez que fui a uma, foi em 2005. Cheguei a metade, levantei-me e fui-me embora. Disse-lhes que não era a pessoa que eles procuravam quando, se calhar, até era. Só que a meio cheguei à conclusão, que eles é que não eram aquilo que eu procurava e não me estava a apetecer responder a coisas e a submeter-me a uma avaliação tipo oral na universidade. Já ultrapassei essa fase há algum tempo e não sinto falta.
Isto é, absolutamente, idiota mas fez com que aprendesse mais coisas sobre mim. Aprendi que para haver um diálogo, tem de haver um desafio. Se não houver um desafio, tudo o resto é uma perda de tempo. Naquela entrevista de 2005 não houve um verdadeiro desafio. O que havia era um lugar disponível mas isso não era um verdadeiro desafio, até porque empregado estou eu e já estava naquela altura.
Também cheguei á conclusão que o trabalho em Portugal é uma grande seca. Não há desafios à altura e, às tantas, as pessoas ficam estúpidas. Nestes casos, ou se arranja uma motivação interna e criamos o nossos próprios desafios, ou estamos lixados porque o que aparece nos jornais é de uma pobreza franciscana e o que não aparece nos jornais (que normalmente está a cargo dos headhunters) , já tem dono.
Bom, já devem estar a pensar que estou à procura de emprego mas, não. Não estou, nem me parece que isso vá acontecer nos próximos tempos. Estou só a comentar e a tentar perceber onde é que a minha "fúria criadora" me quer levar.
Não sei do quê, mas estou.
Estas fases são interessantes e devem ser aproveitadas, muito embora neste momento eu não saiba muito bem para quê.
São aqueles ímpetos criadores que, de vez em quando, nos assolam sem nenhum motivo aparente. Seria dramático se não fosse tão agradável. É claro que o downside of it é a frustração se não fizermos nada com esta fúria criadora.
Vou ajudar o Tsunami com os seus trabalhos para o Mestrado. Coitado. Sabe muito, mas é um pouco desordenado quando chega à parte da escrita. No entanto, quando chega à parte do falar a coisa já pia de maneira diferente. Aí o atado sou eu.
Não gosto muito de falar e não acho que tenha, assim, tanta coisa interessante para dizer. Gosto mais de ouvir os outros a falar, desde que tenham coisas interessantes para dizer.
Por exemplo, detesto vendedores e operadores de telemarketing.
Dos vendedores tenho sempre aquela imagem de uns tipos rechonchudos (ou não), de camisa cor-de-rosa transpirada, gravata da década de 80, cabelo empastado com gel, óculos escuros no alto da cabeça, com um ar gingão e um tom de voz à Mouraria. São arrepiantes! Deviam ser contratados para servirem de figurantes nalgum filme de terror. Ainda por cima alguns cheiram mal, outros têm um bafo a tintol e depois há aqueles que são uma triste combinação das duas anteriores.
É uma visão verdadeiramente arrepiante. A sério.
Dos operadores de telemarketing não tenho nenhuma imagem em particular, excepto o facto de muitos serem do sexo feminino e terem sotaque brasileiro. Sei que estão a fazer o seu trabalho mas, irritam-me.
Tudo isto a propósito de não gostar de falar. É verdade, não gosto mesmo de falar e tenho um trabalho em que, de vez em quando, tenho de falar. Enfim, penso que podia ser pior.
No entanto, é preciso referir que considero isto como um grande handicap na minha pessoa. Por exemplo, isto é péssimo para entrevistas de emprego.
Da última vez que fui a uma, foi em 2005. Cheguei a metade, levantei-me e fui-me embora. Disse-lhes que não era a pessoa que eles procuravam quando, se calhar, até era. Só que a meio cheguei à conclusão, que eles é que não eram aquilo que eu procurava e não me estava a apetecer responder a coisas e a submeter-me a uma avaliação tipo oral na universidade. Já ultrapassei essa fase há algum tempo e não sinto falta.
Isto é, absolutamente, idiota mas fez com que aprendesse mais coisas sobre mim. Aprendi que para haver um diálogo, tem de haver um desafio. Se não houver um desafio, tudo o resto é uma perda de tempo. Naquela entrevista de 2005 não houve um verdadeiro desafio. O que havia era um lugar disponível mas isso não era um verdadeiro desafio, até porque empregado estou eu e já estava naquela altura.
Também cheguei á conclusão que o trabalho em Portugal é uma grande seca. Não há desafios à altura e, às tantas, as pessoas ficam estúpidas. Nestes casos, ou se arranja uma motivação interna e criamos o nossos próprios desafios, ou estamos lixados porque o que aparece nos jornais é de uma pobreza franciscana e o que não aparece nos jornais (que normalmente está a cargo dos headhunters) , já tem dono.
Bom, já devem estar a pensar que estou à procura de emprego mas, não. Não estou, nem me parece que isso vá acontecer nos próximos tempos. Estou só a comentar e a tentar perceber onde é que a minha "fúria criadora" me quer levar.
sexta-feira, janeiro 12, 2007
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