quarta-feira, abril 11, 2007

POIS É VERDADE

Mudámos de visual outra vez.

E agora, até temos música (daquela que só ouve quem quer), ali na barra de navegação do lado direito.

Hã... que bonito.

A LOUCURA CHINESA

Andava eu a passear pelos jornais estrangeiros quando - de repente - me salta à vista uma notícia, no Washington Post, sobre as "novas cidades" chinesas.

A minha primeira reacção foi: «Os chineses passaram-se!»; «Coitadinhos, não andam bem.». Mas na realidade, não sei se não andarão porque na verdade eles andam a fazer coisas que mais ninguém faz.

É sabido que os orientais (em geral) sempre tiveram uma grande queda para reproduzirem tudo aquilo em que colocavam as mãos e por muito aborrecido que isso possa ser, nomeadamente em termos comerciais, também temos de admitir que há aspectos positivos e um deles é a perpetuação de determinados estilos arquitectónicos (mesmo que fora do seu contexto normal).

Imaginem uma réplica do Castelo de S. Jorge em plena China. Porque não? Se acontecer alguma coisa ao original pelo menos há uma reprodução fiel do mesmo, algures no mundo. E se os chineses contarem a história do castelo, pois tanto melhor, assim há alguém que se lembra de nós e de uma parte da história de Portugal.

É claro, que quem diz o castelo de S. Jorge também pode dizer o Palácio de Versailles, ou o Coliseu de Roma, ou outro monumento qualquer. Uma vez ultrapassado o choque inicial, não é assim tão escandaloso e apesar de continuar a achar que são loucos, penso que é uma loucura positiva.

terça-feira, abril 10, 2007

COISAS QUE NÃO LEMBRAM AO CARECA

Aqui no burgo andámos 5 anos a simplificar, o que podia ser simplificado, e a eliminar procedimentos acessórios que não serviam para nada. Para quê? Para agilizarmos os processos, desburocratizar e dar respostas em tempo útil. Estávamos, basicamente, a trabalhar em função dos procedimentos simplificados estabelecidos pela C.E.
Cinco anos volvidos, voltámos ao início.
A C.E. diz: «Não é preciso pedirem declarações às Institituições Públicas».
Nós dizemos: «Vamos pedir declarações a todas as instituições e indíviduos».
A C.E. diz: «Não peçam devoluções de verba inferiores a 50,00 €».
Nós dizemos: «Vamos pedir devoluções de verba a toda a gente independentemente do valor».
A C.E. diz: «Não peçam papeis estupidamente».
Nós dizemos: «'Bora pedir papeis a torto e a direito».
Conclusão: Mas alguém acha isto normal? O que é que uma pessoa vai fazer quando todas as decisões anulam e desafiam toda e qualquer lógica?
Estamos a ser transformados em mais um serviço da Administração Pública (pesado e burocrático), quando não o deveríamos ser. A sério... tenho de me pôr a andar daqui para fora... Não é possível trabalhar à Função Pública Style.
É tão triste. É que são 5 anos para o lixo... Olhem, vou mas é dedicar-me à organização de conferências internacionais e dizer aos participantes onde é que podem ir buscar dinheiro para se financiarem!
Ou então vou dedicar-me à agricultura biológica.