
No sentido dos ponteiros do relógio ou no sentido contrário ao dos ponteiros do relógio? - Cliquem em cima da imagem para a ver girar
Se no sentido contrário ao dos ponteiros do relógio;
"Whenever a theory appears to you as the only possible one, take this as a sign that you have neither understood the theory nor the problem which it was intended to solve". - Karl Popper

Se no sentido contrário ao dos ponteiros do relógio;
É o que dizem na edição do DN de hoje.
Espanto.
Pergunto-me porque diabos haviam de comparar duas coisas diferentes.
Serviços Públicos, são uma coisa.
Serviços Privados, são outra coisa.
Não percebi a ideia do estudo mas, a malta da Universidade Católica Portuguesa agradece não só pela confiança depositada nos seus préstimos, como também o pagamento da factura, de preferência, atempadamente porque isto de prestar serviços ao Estado tem muito que se lhe diga.
Não vi o estudo, mas também me parece que não tenho de ver, no entanto, tenho alguma curiosidade em saber qual é - exactamente - o perfil dos inquiridos e que serviços públicos foram comparados com serviços privados. Só que isso não aparece na Notícia do DN. O que aparece é algo absolutamente generalista e bombástico. É normal. Os jornalistas têm por obrigação transformar o que quer que seja numa notícia apelativa. Mas pronto, vamos relevar é o trabalho dos moços.
Pensando bem, acho que deviam fazer outro estudo em que perguntassem ao pessoal que trabalha no Estado se estão contentes com as funções que desempenham e com o ambiente de trabalho promovido nestas fantásticas estruturas. Também deviam perguntar o que é que os funcionários pensam dos seus dirigentes e da forma como o serviço está organizado. Aproveitando a deixa, deviam perguntar igualmente se acham piada esfalfarem-se a trabalhar, fazerem mais horas do que aquelas a que legalmente estão obrigados para depois não lhes pagarem o trabalho extra (porque o Estado não paga horas extraórdinárias), nem lhes agradecerem o tempo que tiveram de disponibilizar para que tudo ficasse feito a tempo e horas.
Diz a notícia «Curiosamente, o estudo demonstra que os dirigentes públicos não têm noção da apreciação que o público faz dos serviços públicos, tendendo a sobrevalorizar o reconhecimento dos cidadãos. » Curiosamente, my ass! Não há nada de curioso aqui. Só alguém com um problema mental é que acharia uma coisa destas curiosa. É claro que os dirigentes públicos não têm a noção da apreciação do público, a maior parte deles nem faz ideia do que é que está a dirigir! O que é que isto tem de curioso? Nada. É apenas muito triste, porque nem com um atestado público de incompetência como este as coisas vão mudar.