sexta-feira, novembro 30, 2007

WoW - DIÁRIO DE UM PRIEST (I)

Há já uns dias que andava doido para ir aos PVP de Arathi Basin e ontem o meu sonho tornou-se realidade.

Não tenho experiência nenhuma em PVP (Player versus Player), nunca ando com o PVP ligado, nunca faço duelos, nunca nada. "Sou" um Priest de nível 29 (à beirinha do 30) que não faz mal a ninguém e só cura (e ressuscita) os outros. Devia estar quietinho no meu canto e metido com a minha vidinha mas, nãããããoooo... ganancioso, fui para o PVP de Arathi Basin ver se ganhava umas medalhitas para comprar equipamento épico.

Foi uma catástrofe.

Levei uma coça que só visto, parecia que tinha aberto a época de caça aos Priests. Com tanta personagem interessante para se bater e ali à mão de semear, em quem é que todos decidem bater?

No único Priest que ali estava pois então.

E ainda por cima eu não estava a fazer nada!... Quer dizer... estava a tentar (sim a tentar, porque na maior parte das vezes foi só uma tentativa) curar os outros membros do grupo. Nem consegui fazer "ressurrect" uma única vez! Assim que começava a tentar fazer o "ressurrect" (que, aliás, nem sei se funciona ali), os outros (da Horde) olhavam: «Oh! Está ali um Priest!» e Pimbas! Toca a malhar nele.

Eu nem sabia para que lado havia de fugir. Ali andava, tipo baratinha tonta, só faltava babar-me de tanta atrasadice mental.

Fartei-me de lhes chamar nomes e insultá-los a sério. A eles e às respectivas mãezinhas. Estava (ainda estou) lixado à brava mas, infelizmente não me podiam ouvir. Aaaah, mas eu vou lá voltar, porque isto não vai ficar assim e eu não me contento com uma mera medalhita de consolação (sim, porque claro está que não ganhámos a batalha e eu só posso comprar equipamento épico com cerca de 100 medalhitas, pelo que ainda me faltam 99).

Estou mesmo danado.

quinta-feira, novembro 29, 2007

PROMOVER O MÉRITO

"AVALIAÇÕES DO 1º PERÍODO

Nas avaliações do 1º período, vou seguir o exemplo da Ministra...·

Seguindo o exemplo da desgovernada que se diz Ministra da Educação, vou estabelecer quotas nas notas já do primeiro período. Assim: 5% para o Excelente e 10% para o Satisfaz Bastante.

Se no resto da turma tiver mais alunos com avaliações destes níveis, paciência, ficam com Satisfaz.

Assim promovo o mérito dos alunos.

Se os pais se sentirem revoltados que se queixem à ministra.

Se é bom estabelecer cotas para os professores, deve ser excelente para os alunos.

Atenção que também tenho uma filha na escola. Espero que os professores dela adoptem a mesma medida.

Direitos iguais para todos.
in Público online João Paulo Silva"

E quem fala assim não é gago!
Da minha parte, eu já sei quem é que se vai recusar a ser avaliado por este estafermo que nunca mais desinfecta daqui.

segunda-feira, novembro 26, 2007

QUALQUER COISA "D" DA EDP

Meus amigos, não vos quero apoquentar mas, eu acho que os moços da EDP acham que a população portuguesa deve ser toda estúpida ou qualquer coisa do género (estão a ver, o Sócrates é que tem razão! A malta não se inscreve nas Novas Oportunidades e depois é no que dá. Fica tudo estúpido).

Ontem, estava a ver aquele programa que dá na SIC Notícias, Imagens de Marca, e às páginas tantas começam a falar sobre a grande marca que a EDP criou, aquela coisa designada por "5 D" ou "3 D", ou ainda um raio que os parta porque também já não há paciência para os aturar. Bom, então para comemorar aquela grande coisa (que bem vistas as coisas só muito ocasionalmente é que alguém poupa alguma coisa e não é assim tão relevante quanto isso), organizaram um grande evento em que andava tudo - feliz e contente - de aventalito branco com o logotipo lá dos "Dês".

Não tenho nada contra os aventais, mas desde já vos digo, que considero muito suspeita a questão dos aventalitos numa organização, não vão aquelas criaturas pertencer a um clube privado cuja indumentária são, exactamente, os aventais. É como digo, não tenho nada contra mas, fazem uma figura um bocado ridícula (opinião tão válida como outra qualquer). Tanto pior é a coisa quando, às tantas, se vê um tipo de avental a falar da liberalização do mercado da energia eléctrica.

Fiquei a olhar para aquilo e a pensar cá para os meus botões... "Estes C#$#& estão a insultar-me!" Mas de que liberalização do mercado é que estão a falar? Há mais alguma empresa que forneça energia eléctrica em Portugal e eu não saiba? É que não havendo, estas criaturas só podem estar a gozar com as pessoas e a achar que - por algum motivo - são todas parvas visto que a única empresa que fornece energia eléctrica em Portugal é a EDP, logo não existe uma situação de concorrência. Isto é como ter uma pista de carrinhos de corrida na qual só uma pessoa é que joga. Ora vai correndo com um carrinho, ora vai correndo com outro e se for ambidextro talvez consiga correr com os dois ao mesmo tempo. E depois, aparece um tipo com um aventalucho e óculos (com lentes à prova de bala) com um ar muito contente a falar da liberalização do mercado!

Quer dizer... isto só dá vontade de bater com a cabeça nas paredes. A sério, não acho isto nada normal.

sexta-feira, novembro 23, 2007

BREVES CONSIDERAÇÕES SOBRE A CONFERÊNCIA DE LANÇAMENTO DO PROGRAMA DE APRENDIZAGEM AO LONGO DA VIDA

Sim, porque existe um motivo por me ter ausentado daqui nestes últimos três dias.

Antes de começar esta breve nota sobre o lançamento de um Programa Comunitário que nem sequer tem uma imagem para ser lançada (e por uma unha negra nem ía tendo conteúdo), devo dizer que mais uma vez as minhas colegas que organizaram esta conferência (em tempo record) estão - efectivamente - de parabéns. Não seria justo da minha parte criticar o trabalho dos envolvidos quando, à partida, as condições de desenvolvimento do mesmo que lhes foram apresentadas eram extremamente adversas. No entanto, e mais uma vez, provaram que os elementos que trabalham neste pequeno burgo são excepcionais independentemente das situações de atrito que possam existir.

Digo isto, porque quando não há um reconhecimento deste trabalho por parte de quem tem o dever e a obrigação de o reconhecer publicamente, o apoio terá de vir de entre os pares e com os votos de que a criatura em questão desapareça rapidamente de cena, porque penso que já conseguiu provar a teoria de que é possível destruir uma organização em menos de 12 meses. A próxima criatura nomeada que - seguindo a boa e velha tradição da Administração Pública - deve ser tão incompetente e intragável quanto a anterior (que infelizmente ainda se encontra em funções por falta de consenso na tutela quanto à próxima), terá o trabalho interessante de reerguer uma instituição (ou então acabar com ela de vez) e recuperar a confiança dos funcionários (que será dificil). Caso contrário também os pode despedir a todos (figura que não atemoriza ninguém desde que paguem as indemnizações e preencham o papelucho para o fundo de desemprego).

Relativamente à conferência em si, é algo que ainda não dá para saber se havemos de rir ou se havemos de chorar. Se considerarmos as intervenções ao nível político, do Secretário de Estado da Educação e do Secretário de Estado do trabalho, então acho que devíamos chorar. Isto, porque é impressionante a capacidade que o ser humano tem de dizer tanta asneira num curto espaço de tempo, a isto há a acrescentar que, parecendo que não, os discursos em forma de circunferência são uma arte (a arte de falar muito e não dizer nada). Estas duas criaturinhas estavam completamente a apanhar bonés. Se considerarmos as expressões nos rostos da audiência, então devíamos rir porque se aperceberam lindamente que quem discursava não via um boi sobre o assunto e muito menos sabia como relacioná-lo com a política nacional. Mas pronto, são "Suas Excelências os Secretários de Estado" e ficava mal chamarmos-lhes atrasados mentais, por isso fazemos-lhes uma vénia e sorrimos fazendo de conta que eles são altamente inteligentes.

Já no que respeita à direcção geral do ensino superior, esta até esteve relativamente benzinho muito embora se tivesse baralhado, um pouco, quanto aos números das mobilidades Erasmus. É claro que os meus colegas do Erasmus estavam com os cabelinhos em pé devido a alguns disparates que a senhora disse mas pronto, podia ter sido pior e pelo menos a senhora fez algum esforço para estudar a lição. Isso em si é positivo. No entanto, quem esteve bem (no meio daquele deserto de ideias alguém tinha de sobressaír) foi, na minha óptica, o Secretário de Estado do Ensino Superior. Este sim, de algum modo salvou a honra do convento e pelo menos reconheceu o trabalho das pessoas do burgo (mas foi o único que o fez, porque a "nossa senhora" era tudo "eu", "eu", "eu". Ora o "eu", neste caso ela, não fez porra nenhuma e só não faltou à conferência porque os Secretários de Estado confirmaram as suas presenças, caso contrário teria feito aquilo que fez na Conferência do dia seguinte enviando um sms dizendo que estava doente e com febre. Ou seja, gere esta porcaria com os pés mas depois não quer dar a cara. Consclusão, está em perfeitas condições para um dia vir a ser Ministra de qualquer coisa uma vez que já adquiriu a competência da irresponsabilidade).

Em termos de conclusões, não há nenhumas. Aquilo foi de um autismo pegadinho. Gostava de não ter feito parte deste circo mas, há que admitir que também me pagam para - de vez em quando - colocar o nariz vermelho e fazer de palhaço por muito revoltante e repugnante que seja. No entanto, e no meio disto tudo, o que me deixa feliz é que ao menos, já que somos palhaços, somos palhaços com muito estilo e com uma categoria que aquela gentinha nunca terá. Eu sei que isto é muito azedo mas o meu sentimento de revolta é muito grande. Aliás, neste momento já nem se trata bem de um sentimento de revolta. É ódio. Ódio puro e duro, daquele que vem de dentro e constitui uma força devastadora, daquele que cega e não conhece limites. Por isso sim, isto até pode ser muito azedo mas de momento o azedume é o mal menor.