"Whenever a theory appears to you as the only possible one, take this as a sign that you have neither understood the theory nor the problem which it was intended to solve". - Karl Popper
sexta-feira, dezembro 21, 2007
segunda-feira, dezembro 17, 2007
O MEU CADERNINHO
Obviamente, não sou estupidamente fútil, nem tenho um Q.I de 140 (quanto mais um de 180) mas, a verdadeira questão é que uma pessoa nunca está contente com aquilo que tem e além disso ainda por cima é dificil saber-se o que realmente se quer, pelo que concluí que tal situação constitui sempre um obstáculo ao desenvolvimento pessoal. Posto isto, a dedução mais lógica que me ocorre é que quando andamos sem rumo é porque estamos ligeiramente perdidos.
Mas também há outra interpretação possível. A interpretação que nos diz, que isso pode ser um sinal de que estamos a precisar de mudar e que se não mudamos é porque não nos estamos a esforçar o suficiente.
É tão boa possibilidade como outra qualquer e não é coisa que já não me tenha ocorrido.
Sabem, nestas últimas férias arranjei um caderninho onde colo e escrevo várias coisas de que gosto e outras que gostava de ter (mas não tenho). Pespeguei-lhe um título, na capa, que diz: "Invest in what you love" e meia volta vou-lhe acrescentando palavras e imagens que vou recolhendo daqui e dali. Ontem, depois de ter estado a ver aquela série, fui olhar para o caderninho e cheguei à conclusão que não lhe tenho estado a prestar muita atenção, caso contrário não desperdiçaria tanta energia em andar para aqui armado em "naufrago do destino", ou qualquer coisa assim bastante piegas.
O referido caderninho é suposto funcionar como uma espécie de mapa. Um mapa que nos diz quem somos, o que queremos e o que gostamos. Não podemos tirar nada do que já lá está, mas podemos ir sempre acrescentando mais coisas e nada impede essas novas coisas de alterar outras mais antigas, mesmo assim, as antigas continuam lá. Fazem parte do caderninho. Olhar para o caderninho faz sempre bem. Relembra-nos do que somos, do que queremos e do que gostamos, muito embora nunca diga como é lá chegamos... mas também é verdade que se dissesse como é que lá chegávamos, tudo seria muito mais fácil e tudo se tornaria uma grande seca, sem qualquer valor.
Todavia, e agora que penso nisso, creio que o Caderninho padece de um outro pequeno lapso, além do "não dizer como lá chegamos". O Caderninho pode dizer-nos quem somos, o que queremos e o que gostamos mas, não valoriza o que já temos e muitas vezes aquilo que já temos tem tanto, ou mais, valor do que as nossas aspirações. Devia acrescentar-lhe este capítulo, pois se não soubermos valorizar o que já temos como é que vamos dar valor ao que desejamos?
É um Caderninho lixado, este!
No entanto, continua a ser um bom ponto de referência. Principalmente para quando andamos mais distraídos, o que me leva à consideração seguinte; muito pouca gente sabe que escrevo - para aí - desde os meus 14 anos. Aliás, tenho montes de papel escrito guardado em caixas. Montes de rascunhos, paletes de personagens com as suas próprias histórias em sitios que não existem. Estes escritos estão para mim tal como o anel está para o Gollum. "My preciousssss". Meu, meu , meu e só meu, e ninguém tasca!
Sinceramente, acho que a maior parte daqueles escritos são um cócó (ora cá está a parte da valorização), mas não importa. São só meus e é muito raro deixar alguém lê-los. Considero tal acto como uma invasão do meu espaço territorial e consequentemente sujeito a medidas violentas de retaliação. Racionalmente, confesso que isto até pode parecer um bocado parvo, principalmente quando escrevo num blogue mas, na realidade, não consigo ver a utilidade de partilhar com os outros algo que é mesmo só meu. Enfim, que coisa doida.
Assim, no meio disto tudo concluí que 2008 será o ano em que vou trabalhar este meu lado mais criativo e por isso decidi que vou fazer algo por ele [o lado criativo]. Além disso, ele merece que eu lhe dê atenção e eu mereço que lhe seja dada atenção. Só não sei ainda como é que vou lidar com a parte do "não deixar ninguém ler"... é que eu fico um bocado histérico com isto... bom, seja como for, nada melhor do que lidar com uma coisa de cada vez.
Alguém sabe onde é que se ensina a escrever argumentos? Gostava de aprender a escrever isso.
quarta-feira, dezembro 12, 2007
sexta-feira, dezembro 07, 2007
UMA SESSÃO DE «TEAM BUILDING»
Os ingleses - nossos congéneres - têm.
Nós, não.
Ok, mas vamos saltar as partes que não interessam, como por exemplo:
- O facto deles serem uma equipa de 30 (bastante bem organizados) a fazerem o trabalho que aqui é feito por uma equipa de 5 pessoas (em auto-gestão);
- O facto deles serem 30 para gerirem, mais coisa menos coisa, 1800 projectos;
- O facto de nós sermos 5 para gerir cerca de 1100 projectos (também mais coisa menos coisa);
- O facto de eles fazerem um retiro por ano para "team building" e nós somos avaliados negativamente porque não temos espírito de equipa;
- O facto de nós termos actividades previstas em plano de trabalho que envolvem a troca de experiências entre organismos da mesma natureza e depois vem uma criatura, que a propósito de um jantar incluído no programa de trabalho, despacha qualquer coisa como "o dinheiro das autoridades nacionais não serve para pagar eventos sociais" (mas entre outras coisas, e já excluindo a parte em que o dinheiro não é das autoridades nacionais e a parte em que só nos levantaram problemas à concretização de actividade prevista no Plano de Trabalho, aparentemente as autoridades nacionais já servem para pagar o jantarito de natal que, sublinhe-se, não é um evento social);
- O facto deles [ingleses] enviarem uma mensagem dizendo: "Não se preocupem, a vossa equipa é nossa convidada. Nós pagamos os vossos jantares".
- O facto de na Comitiva estarem presentes os Directores e da nossa parte, nem sinal da criatura;
Bem... digo-vos uma coisa, uma vez ultrapassado o embaraço de serem os representantes da instituição britânica a pagarem as despesas dos representantes da instituição portuguesa (porque era nessa condição que ali estávamos), aquele jantar no Clube do Fado foi um espectáculo! É claro que a noite foi longa e hoje anda tudo um bocado torto mas, eles ficaram num estado muito mais deplorável do que nós.
Foi ou não foi um bom trabalho de "team building"?
