1º Sobre a "lei seca": É verdade, parece que não se pode fumar numa data de sítios. Honestamente, não estou a ver qual a razão de tanto alarido. Não fumar em determinados sítios é algo que já acontece em diversos países na Europa e não creio que alguém tenha morrido por causa disso. Houve, no entanto, diversos negócios que foram à falência, nomeadamente, na área da restauração mas, hei! Paciência. Pessoalmente, não me incomoda o facto de não fumar nos restaurantes mas, incomoda-me brutalmente estar sentado numa mesa ao lado de uma que tenha criancinhas. Assim, se antes eu escolhia as zonas de fumadores para evitar estar ao lado de mesas com petizes alucinados e mal-educados, agora terei de exigir uma mesa longe destas criaturinhas sob pena de me tornar verdadeiramente insuportável e começar a pedir o livro de reclamações em tudo quanto é lugar.
2º Sobre as perseguições dos carros descaracterizados da bófia: Exmos srs. agentes da autoridade, eu não sei se vocês são, efectivamente, estúpidos ou somente ignorantes de qualquer forma deixem-me dar-vos a seguinte dica; "2 wrongs don't make 1 right". Ou seja, infringir a lei da velocidade para ir atrás de um veículo que vai em excesso de velocidade é, bestialmente, estúpido - principalmente - quando o vosso veículo continua descaracterizado ao iniciar a perseguição. Qualquer condutor que esteja a ser perseguido por um carro desconhecido tem o direito de se sentir ameaçado, tem o dever de telefonar para o 112 e reportar uma possível situação de "carjacking", além disso assiste-lhe também o direito de defender a sua propriedade seja por que meio for, mesmo que isso signifique cometer infracções. Aliás, se passarem os olhitos pelo Código Civil e aplicarem a utilização adequada e articulada da massa encefálica à leitura de alguns artigos, verão que escusam de passar por grunhos quando estes casos chegam a tribunal.
3º Estou triste. Já vamos no 2º dia do ano e o governo ainda não caiu. Consta que vai ser remodelado mas, isso não tem grande interesse pois trata-se apenas de uma escultura diferente, a matéria-prima (a.k.a bosta) continua a mesma. Não é que haja grande alternativa neste rotativismo político.
4º O que se passa no BCP é uma vergonha para a qual não há palavras que a descrevam. É mais um bom exemplo do caciquismo em todo o seu esplendor com as personagenzitas de 5ª categoria do costume. Não há paciência. Vá lá que apareceu uma segunda lista, não sei se é uma lista séria ou se servirá apenas para fazer número mas sei que vou começar a tratar das coisas para fechar as minhas contas neste banco. É claro que cada um entende as coisas como quiser, mas eu sou apenas um mero cliente do banco e aquilo que inicialmente me levou a escolher este banco foram os valores conservadores que transmitiam e uma boa prestação de serviços. Hoje em dia, os valores foram-se e a prestação de serviços é uma caca. Ou seja, basicamente não há nada que os distinga de outra porcaria qualquer com a agravante de que se tornou num banco popularucho e sem qualidade nenhuma ao nível do atendimento. Ora, como eu acho que mereço ser bem tratado e existem outros bancos que, além de terem esses valores conservadores que procuro numa instituição bancária, me dão o tipo de atenção que eu acho que mereço, vou tratar de começar a levar os meus brinquedos para outro lado... aliás, em bom rigor, já comecei.
"Whenever a theory appears to you as the only possible one, take this as a sign that you have neither understood the theory nor the problem which it was intended to solve". - Karl Popper
quarta-feira, janeiro 02, 2008
terça-feira, janeiro 01, 2008
PRIMEIRA MENSAGEM DE 2008
1º Que o governo caia (de verdade, não de brincadeirinha).
2º Que o Sócrates morra (ou qualquer coisa assim do género, porque já não há paciência para aturar aquela criatura).
3º Que o Joe Berardo vá "p'rós quintos dos infernos", porque já não há paciência para aturar cenas ridículas e patéticas.
4º Aqui, estamos em guerra declarada contra as imbecilidades que grassam neste país.
Os que gostam, gostam.
Os que não gostam... F#CK U!
Estão a ver aquela ceninha da tolerância... acabou.
2º Que o Sócrates morra (ou qualquer coisa assim do género, porque já não há paciência para aturar aquela criatura).
3º Que o Joe Berardo vá "p'rós quintos dos infernos", porque já não há paciência para aturar cenas ridículas e patéticas.
4º Aqui, estamos em guerra declarada contra as imbecilidades que grassam neste país.
Os que gostam, gostam.
Os que não gostam... F#CK U!
Estão a ver aquela ceninha da tolerância... acabou.
sexta-feira, dezembro 21, 2007
segunda-feira, dezembro 17, 2007
O MEU CADERNINHO
Ontem estava a ver, no canal Fox Live, aquela série chamada "Nip Tuck" e dei comigo a pensar cá para os meus botões: «Gostava de ser estupidamente fútil, seria tão mais feliz...». É claro que isto foi sol de pouca dura visto que na maior parte do tempo, penso «Como eu gostava de ter um Q.I acima de 180» (note-se, este é um desejo tão válido como outro qualquer. Se há quem desejasse ganhar o euromilhões, porque é que não poderia haver alguém que desejasse ter um Q.I elevado?)
Obviamente, não sou estupidamente fútil, nem tenho um Q.I de 140 (quanto mais um de 180) mas, a verdadeira questão é que uma pessoa nunca está contente com aquilo que tem e além disso ainda por cima é dificil saber-se o que realmente se quer, pelo que concluí que tal situação constitui sempre um obstáculo ao desenvolvimento pessoal. Posto isto, a dedução mais lógica que me ocorre é que quando andamos sem rumo é porque estamos ligeiramente perdidos.
Mas também há outra interpretação possível. A interpretação que nos diz, que isso pode ser um sinal de que estamos a precisar de mudar e que se não mudamos é porque não nos estamos a esforçar o suficiente.
É tão boa possibilidade como outra qualquer e não é coisa que já não me tenha ocorrido.
Sabem, nestas últimas férias arranjei um caderninho onde colo e escrevo várias coisas de que gosto e outras que gostava de ter (mas não tenho). Pespeguei-lhe um título, na capa, que diz: "Invest in what you love" e meia volta vou-lhe acrescentando palavras e imagens que vou recolhendo daqui e dali. Ontem, depois de ter estado a ver aquela série, fui olhar para o caderninho e cheguei à conclusão que não lhe tenho estado a prestar muita atenção, caso contrário não desperdiçaria tanta energia em andar para aqui armado em "naufrago do destino", ou qualquer coisa assim bastante piegas.
O referido caderninho é suposto funcionar como uma espécie de mapa. Um mapa que nos diz quem somos, o que queremos e o que gostamos. Não podemos tirar nada do que já lá está, mas podemos ir sempre acrescentando mais coisas e nada impede essas novas coisas de alterar outras mais antigas, mesmo assim, as antigas continuam lá. Fazem parte do caderninho. Olhar para o caderninho faz sempre bem. Relembra-nos do que somos, do que queremos e do que gostamos, muito embora nunca diga como é lá chegamos... mas também é verdade que se dissesse como é que lá chegávamos, tudo seria muito mais fácil e tudo se tornaria uma grande seca, sem qualquer valor.
Todavia, e agora que penso nisso, creio que o Caderninho padece de um outro pequeno lapso, além do "não dizer como lá chegamos". O Caderninho pode dizer-nos quem somos, o que queremos e o que gostamos mas, não valoriza o que já temos e muitas vezes aquilo que já temos tem tanto, ou mais, valor do que as nossas aspirações. Devia acrescentar-lhe este capítulo, pois se não soubermos valorizar o que já temos como é que vamos dar valor ao que desejamos?
É um Caderninho lixado, este!
No entanto, continua a ser um bom ponto de referência. Principalmente para quando andamos mais distraídos, o que me leva à consideração seguinte; muito pouca gente sabe que escrevo - para aí - desde os meus 14 anos. Aliás, tenho montes de papel escrito guardado em caixas. Montes de rascunhos, paletes de personagens com as suas próprias histórias em sitios que não existem. Estes escritos estão para mim tal como o anel está para o Gollum. "My preciousssss". Meu, meu , meu e só meu, e ninguém tasca!
Sinceramente, acho que a maior parte daqueles escritos são um cócó (ora cá está a parte da valorização), mas não importa. São só meus e é muito raro deixar alguém lê-los. Considero tal acto como uma invasão do meu espaço territorial e consequentemente sujeito a medidas violentas de retaliação. Racionalmente, confesso que isto até pode parecer um bocado parvo, principalmente quando escrevo num blogue mas, na realidade, não consigo ver a utilidade de partilhar com os outros algo que é mesmo só meu. Enfim, que coisa doida.
Assim, no meio disto tudo concluí que 2008 será o ano em que vou trabalhar este meu lado mais criativo e por isso decidi que vou fazer algo por ele [o lado criativo]. Além disso, ele merece que eu lhe dê atenção e eu mereço que lhe seja dada atenção. Só não sei ainda como é que vou lidar com a parte do "não deixar ninguém ler"... é que eu fico um bocado histérico com isto... bom, seja como for, nada melhor do que lidar com uma coisa de cada vez.
Alguém sabe onde é que se ensina a escrever argumentos? Gostava de aprender a escrever isso.
Obviamente, não sou estupidamente fútil, nem tenho um Q.I de 140 (quanto mais um de 180) mas, a verdadeira questão é que uma pessoa nunca está contente com aquilo que tem e além disso ainda por cima é dificil saber-se o que realmente se quer, pelo que concluí que tal situação constitui sempre um obstáculo ao desenvolvimento pessoal. Posto isto, a dedução mais lógica que me ocorre é que quando andamos sem rumo é porque estamos ligeiramente perdidos.
Mas também há outra interpretação possível. A interpretação que nos diz, que isso pode ser um sinal de que estamos a precisar de mudar e que se não mudamos é porque não nos estamos a esforçar o suficiente.
É tão boa possibilidade como outra qualquer e não é coisa que já não me tenha ocorrido.
Sabem, nestas últimas férias arranjei um caderninho onde colo e escrevo várias coisas de que gosto e outras que gostava de ter (mas não tenho). Pespeguei-lhe um título, na capa, que diz: "Invest in what you love" e meia volta vou-lhe acrescentando palavras e imagens que vou recolhendo daqui e dali. Ontem, depois de ter estado a ver aquela série, fui olhar para o caderninho e cheguei à conclusão que não lhe tenho estado a prestar muita atenção, caso contrário não desperdiçaria tanta energia em andar para aqui armado em "naufrago do destino", ou qualquer coisa assim bastante piegas.
O referido caderninho é suposto funcionar como uma espécie de mapa. Um mapa que nos diz quem somos, o que queremos e o que gostamos. Não podemos tirar nada do que já lá está, mas podemos ir sempre acrescentando mais coisas e nada impede essas novas coisas de alterar outras mais antigas, mesmo assim, as antigas continuam lá. Fazem parte do caderninho. Olhar para o caderninho faz sempre bem. Relembra-nos do que somos, do que queremos e do que gostamos, muito embora nunca diga como é lá chegamos... mas também é verdade que se dissesse como é que lá chegávamos, tudo seria muito mais fácil e tudo se tornaria uma grande seca, sem qualquer valor.
Todavia, e agora que penso nisso, creio que o Caderninho padece de um outro pequeno lapso, além do "não dizer como lá chegamos". O Caderninho pode dizer-nos quem somos, o que queremos e o que gostamos mas, não valoriza o que já temos e muitas vezes aquilo que já temos tem tanto, ou mais, valor do que as nossas aspirações. Devia acrescentar-lhe este capítulo, pois se não soubermos valorizar o que já temos como é que vamos dar valor ao que desejamos?
É um Caderninho lixado, este!
No entanto, continua a ser um bom ponto de referência. Principalmente para quando andamos mais distraídos, o que me leva à consideração seguinte; muito pouca gente sabe que escrevo - para aí - desde os meus 14 anos. Aliás, tenho montes de papel escrito guardado em caixas. Montes de rascunhos, paletes de personagens com as suas próprias histórias em sitios que não existem. Estes escritos estão para mim tal como o anel está para o Gollum. "My preciousssss". Meu, meu , meu e só meu, e ninguém tasca!
Sinceramente, acho que a maior parte daqueles escritos são um cócó (ora cá está a parte da valorização), mas não importa. São só meus e é muito raro deixar alguém lê-los. Considero tal acto como uma invasão do meu espaço territorial e consequentemente sujeito a medidas violentas de retaliação. Racionalmente, confesso que isto até pode parecer um bocado parvo, principalmente quando escrevo num blogue mas, na realidade, não consigo ver a utilidade de partilhar com os outros algo que é mesmo só meu. Enfim, que coisa doida.
Assim, no meio disto tudo concluí que 2008 será o ano em que vou trabalhar este meu lado mais criativo e por isso decidi que vou fazer algo por ele [o lado criativo]. Além disso, ele merece que eu lhe dê atenção e eu mereço que lhe seja dada atenção. Só não sei ainda como é que vou lidar com a parte do "não deixar ninguém ler"... é que eu fico um bocado histérico com isto... bom, seja como for, nada melhor do que lidar com uma coisa de cada vez.
Alguém sabe onde é que se ensina a escrever argumentos? Gostava de aprender a escrever isso.
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