"Whenever a theory appears to you as the only possible one, take this as a sign that you have neither understood the theory nor the problem which it was intended to solve". - Karl Popper
quarta-feira, janeiro 23, 2008
"PSP FAZ EXPLODIR MOCHILA COM CD"
Não é que este assunto do terrorismo tenha imensa graça mas, eu, fartei-me de rir com a explosão dos pertences de alguém mais distraído. A Brigada de minas e armadilhas deve ficar contentíssima cada vez que saiem dos seus buracos para ir rebentar com qualquer coisa.
É claro também, que isto sou eu a partir do principio que aquilo foi alguém que se esqueceu dos seus pertences na carruagem do metro. No entanto, se partir do princípio que aquilo foi lá colocado por alguém de intenções duvidosas, a verdade é que em vez de ter um puto a chorar por lhe terem rebentado a mochila, tenho um gajo (sim, um gajo porque normalmente são gajos que fazem isto e não gajas) a tirar apontamentos sobre:
- Quanto tempo demora a ser dado o alerta;
- Quanto tempo demoram as autoridades a responder ao alerta;
- Quanto tempo demoram as autoridades a chegar ao local;
- Quem são as autoridades que chegam ao local;
Paralelamente, também tira notas sobre:
- Qual é a dimensão da área que ficará restrita pelas autoridades;
- Quais são as vias de saída;
- Quais são as autoridades que controlam as vias de saída;
- Qual é a facilidade com que se sai do local;
- Que tipo de suspeitos poderão procurar.
Respondidas estas questões, também pode tirar notas sobre de onde é que saiem as autoridades que respondem à chamada e qual é o percurso que fazem. Ora, com base nesta informação uma criatura mal intencionada pode - efectivamente - provocar danos consideráveis e deixar os "bófias" às aranhas.
Pessoalmente, prefiro ficar com a versão do puto a chorar por lhe terem rebentado a mochila.
segunda-feira, janeiro 21, 2008
SOBRE AS AMEAÇAS TERRORISTAS
Por muito que insista em ignorar as notícias, a verdade é que me continuam a chegar uns zumbidos aos ouvidos. A última, deste fim-de-semana, foi a tal história das ameaças terroristas que pendem sobre este cantinho à beira mar plantado.
Bom, nunca substimando a criatividade destes moços para os grandes espectáculos de fogo e luz, temo que seja mais uma maneira de tentar chatear o pobre do Ministro Pinho (que lá tenta vender a imagem turística de Portugal aos EUA) e pelo caminho chateiam também os americanos dizendo-lhes que não podem vir passar férias para aqui. Bom, seja qual for a desculpa ou a intenção das criaturitas, a verdade é que dei comigo a pensar se elas não seriam, talvez, um pouco lerdas (porque doidas, já sabemos que são). Convenhamos, meus caros, terroristas por terroristas já temos os que estão no governo. Não precisamos de amadores.
Tecnicamente falando (ou tanto quanto possível), se - do ponto de vista de um terrorista - fizermos uma análise SWOT ao nosso país, verificamos que as condições são óptimas para efeitos de treino de práticas de atentados (mas não poderiam ser atentados suícidas, pois perder-se-ia o objecto do treino e era uma chatice). Para se fazer um atentado a sério penso que seria mais complicado, não tanto por uma questão de segurança mas, porque Portugal não é assim tão importante. Notem; a única vez que aparecemos em força na comunicação social internacional foi quando estivémos a arder e o ano que passou, recordo-vos, cedemos a nossa posição à Grécia. Tudo bem que o caso da pequena Maddie também foi muito mediático mas, quer dizer, não tivémos nada a ver com isso (excepto a parte da investigação policial um tanto ou quanto bizarra, mas quem sou eu para pôr em causa os procedimentos da "bófia").
Com um carácter um pouco mais sério, tentámos recuperar alguma importância com esta história da Presidência da União Europeia, que até foi porreira pá, e até chamámos Tratado de Lisboa a um documento que revoga e que faz a revisão de texto de artigos de um outro documento anterior mas, há que ter em consideração que isto não é nada que não pudesse ter sido feito nos gabinetes em Bruxelas. Aliás, quaquer idiota com dois palmos de testa sabe que nós aqui só emprestámos as canetas e oferecemos o almoço (que nos saiu caro e ainda por cima tivémos que levar com os camelos estacionados no Forte de S. Julião).
Quem nos conhece sabe, perfeitamente, que na generalidade somos uns tretas. Somos assim há muitos séculos e é uma espécie de designio nacional. Andamos sempre nas lonas mas, sempre que podemos, vamos a correr para o stand da BMW (foi a marca que me ocorreu, não é nenhum desprimor para as restantes marcas do mercado), compramos - a crédito - um topo de gama e andamos com ele até ser penhorado pelo banco ou, em alternativa, pela Administração Fiscal (nota: depois o ciclo recomeça). Somos uma espécie de pavões com penas made in china, compradas nas lojas dos trezentos (não há dinheiro para mais). Por isso, como podem ver, nem tudo o que luz é ouro sendo que na maior parte dos casos é - concerteza - contrafacção.
Bem sei que, assim de repente, Portugal até pode parecer um país apetecível e uma porta de entrada para a Europa mas, meus queridos amigos, haja tino. Nem os imigrantes ilegais que, por azar, aqui vêm parar querem cá ficar, não acham que isto é estranho?
Como é óbvio não pretendo demover ninguém da prática de comportamentos desviantes ou mesmo terroristas (afinal, há gestores que fazem isso todos os dias nos organismos do estado), mas penso que nós já temos a nossa parte e há outros países que mereciam a devida atenção por parte destes prevaricadores internacionais. Pensem lá um bocadinho... tirando o Ministério das Finanças, o Ministério da Saúde e a ASAE, o que é que nós temos aqui para explodir?
O aeroporto? É um bocado estúpido, vamos mudá-lo para Alcochete.
O Alfa-pendular? É também um bocado parvinho, vamos ter um TGV (era só uma desculpa para gastarmos dinheiro mais cedo).
A ponte 25 do A? Por mim nada a opôr, até porque não gosto do nome mas, devo dizer que temos outra e vem mais uma a caminho.
A Torre de Belém? Não é tão espectacular como a Torre Eiffel, aliás é bem mirradinha quando comparada com a outra.
O Aqueduto das águas livres? Oh! No outro dia queriam deitar parte dele abaixo para passar um bocado da auto-estrada, isso só servia para ajudar os empreiteiros.
Note-se que estou a excluir as estações de metro e as estações de combóio de propósito. Por muito popular que essa ideia possa ser, é também um bocado parvinha porque são sitios que não são nada emblemáticos. Já os estádios de futebol...
Concluindo, é claro que estas ameaças devem ser levadas a sério. É uma obrigação levá-las a sério, contudo não deixa de ser imbecil achar que Portugal é um bom país para a pratica do terrorismo.
quarta-feira, janeiro 16, 2008
VEJAM E PASMEM!
MyHeritage: Celebrity Collage - Fazer uma arvore genealogica | ||
Ah! Ah! Ah! Ah!Liv Tyler... era bom, era.
segunda-feira, janeiro 14, 2008
CONSIDERAÇÕES SOBRE...
... os sacos de plástico nos supermercados.
Sabem, pareceu-me tão bom tópico como outro qualquer. Adiante.
Quando alguns supermercados começaram com esta coisa de se pagar os sacos de plástico alegando que era uma atitude ecológica visto que um saco de plástico demora 1500 anos a decompor-se e mesmo assim não há garantias (estou a exagerar, mas é assim uma coisa deste género), pensei cá para os meus botões «interessante». Não achei bem, não achei mal. Na realidade não achei nada, deixei o assunto para considerações posteriores. A única coisa que sabia era que as minhas viagens ao supermercado passaram a ficar 0,04 a 0,06 cts mais caras, consoante o número de sacos de plástico que precise. Seja como for, nunca considerei o assunto suficientemente pertinente para me debruçar sobre ele até agora.
Entretanto, num momento raro de criatividade inteligente e sem andar à procura de uma resposta, eis que concluí que esta história de pagar os sacos de plástico nos supermercados é de uma hipócrisia sem tamanho. Eu diria mesmo que é absolutamente parvo.
A ecologia é, acima de tudo e além de uma moda, um negócio altamente rentável (para quem o souber gerir). Pensar verde é bonito e politicamente correcto uma vez que, em maior ou menor escala, todos nos preocupamos com o ambiente em que vivemos e nesta perspectiva somos um target group muito apetecível e altamente susceptível ao endoutrinamento da atitude verde. Agarramos nuns putos, com umas carinhas larocas, e espetamos com eles nos anúncios aos ecopontos. A mensagem é, teoricamente, reciclar é bom e estamos a contribuir para o futuro dos nossos pimpolhos.
Nada contra.
No entanto, a realidade é;
Estamos a fornecer, gratuitamente, matéria-prima a empresas que ganham rios de dinheiro com o que deitamos fora. O lixo é um negócio muito rentável e então se o pudermos transformar é uma fonte inesgotável de rendimento. Mas, o que é que nós ganhamos, efectivamente, com isso? Uma ideia. Única e simplesmente a ideia de que temos uma atitude verde e que estamos a contribuir para melhorar o meio ambiente. No entanto, quem ganha o dinheiro e quem tem os benefícios fiscais são os outros.
E nós? Com o que ficamos?
Com a ideia.
Com a história dos sacos de plástico a coisa ainda é tanto mais cretina porque nós, efectivamente, pagamos pela ideia. Mas aqui há uma outra perspectiva que não deve ser ignorada. É que nós além de pagarmos pela ideia (de que estamos a ter uma atitude verde), estamos a pagar pela ideia errada.
Explicando melhor.
Quando pagamos pelos sacos de plástico nos supermercados, não estamos a pagar por uma atitude verde. Estamos a pagar pelo direito de poluir. Ou seja, é tudo uma questão de dinheiro, se pagarmos podemos poluir. É um princípio que não é tão estranho assim, afinal está subjacente ao tão famoso Protocolo de Kyoto no qual os Estados pagam pelo direito de poderem poluir mais, ou menos, consoante as emissões de carbono.
Conclusão, quem tem dinheiro pode poluir. Quem não tem dinheiro, azar. É tal e qual como nos supermercados que vendem os saquitos. Quem tem dinheiro, compra sacos e o respectivo direito de poluir. Quem não tem, pois paciência. Agora, apostar em sacos de fibra de milho é que está quieto. Isso não é um investimento, é um custo. Sai mais barato vender às pessoas o direito de poluir.