segunda-feira, janeiro 19, 2009

UM MUNDO ÀS AVESSAS

«Se alguma coisa puder correr mal, correrá mal. - Lei de Murphy »
Por certo já todos tivémos aquela sensação que tudo nos corre mal na vida. É o piriquito que se constipa, o esquentador que não funciona, o furo no pneu do carro em plena fila de trânsito, o dilúvio quando não temos guarda-chuva, é uma verdadeira cegada e na maior parte das vezes não se trata apenas de uma sensação, mas sim da dura realidade com que muitos se deparam todos os dias. Podia ser pior, pensariam os mais optimistas, mas para alguém, naquele preciso momento, aquilo é o pior.
«Deixadas a si mesmas, as coisas tendem a ir de mal a pior. - Corolário à Lei de Murphy »
À partida, falamos s então de uma sequência de acontecimentos inesperados, que - exactamente pelo factor surpresa - não fazem parte dos nossos planos e que insistem em abanar e fazer cair todo um sistema de crenças individual ou um modo de vida a que, inevitavelmente, nos tínhamos acomodado.
Acomodarmo-nos faz parte da nossa natureza. É agradável a sensação de segurança que sentimos ao acomodarmo-nos àquilo que já conhecemos. Somos como um cego cuja casa está adaptada à sua condição e que se lhe tiram alguma coisa do sítio, pois o mais natural será tropeçarmos e espalharmo-nos em grande estilo.
«A natureza alinha sempre com imperfeição oculta. - Corolário à Lei de Murphy»
Todavia, não devemos estar sempre a culpabilizar o acaso. Há que admitir que nem todos os acontecimentos correspondem à categoria dos inesperados, muitos há que pertencem à categoria daqueles que sabemos-que-podem-acontecer-mas-esperamos-que-não-aconteçam. De seguida ficamos muito espantados porque, de facto, aconteceram e acreditamos que existe uma força Divina que nos odeia e nos pune olimpicamente.
Os mais audazes ainda conseguem perguntar porquê, como que ignorando que sabem a resposta. Mas, presumo que estejam só a verificar se o Divino sabe mesmo da resposta ou se está só a fazer bluff.
«Nada é tão fácil como parece.- Corolário à Lei de Murphy»
Assim, de uma forma à vezes inesperada e outras vezes nem por isso, de um momento para o outro o nosso mundo fica virado do avesso e nada mais é como era anteriormente.
A nós, cabe-nos decidir se lutamos ou se baixamos os braços e nos deixamos atropelar.

sexta-feira, dezembro 12, 2008

COMING SOON

Estarei de volta brevemente.
Devem estar cheios de saudades minhas... devem, devem. :)

quarta-feira, junho 25, 2008

A CAMINHO DE UMA SOCIEDADE DE ESCRAVOS

"Só arriscando a própria vida é que se conquista a liberdade." - Hegel, in O senhor e o Escravo

«O "senhor", aquele que é vitorioso no combate, aceitou arriscar a vida. Por conseguinte, ele é mais do que ela, por sua coragem colocou-se acima dos objectos comuns da necessidade e da existência empírica. O vencido, aquele que se rendeu, tem medo de perder a vida. Por conseguinte, ele é, de início, escravo da vida e de seus objetos empíricos. Torna-se tembém escravo do senhor que o conserva (servus = conservado) a fim de ler em seu olhar temeroso e submisso o reflexo de sua vitória, a fim de se fazer reconhecer como consciência.»

É nisto que nos querem transformar com o novo Código de Trabalho.

É nisto que nos querem transformar com o permitirem, por exemplo, a abertura dos hipermercados ao fim-de-semana.

Este governo pretende transformar a sociedade portuguesa numa sociedade de escravos, temerosos, submissos e ignorantes. As pessoas, não são pessoas. São números e como estão demasiado presas àquilo que lhes é externo, têm medo, submetem-se às maiores barbaridades porque não querem saír da sua zona de conforto.

E enquanto as pessoas se encolhem na sua zona de conforto, lá vai o governo - paulatinamente - implementando a sua concepção platónica de "familia". Isto é, a supressão total da mesma.

Ser escravo é fácil, não é?

É só baixar a cabeça e colocar as costas a jeito para levar umas chicotadas de vez em quando.

Mas, numa sociedade ocidental, o livre arbítrio é uma coisa lixada... é que numa sociedade ocidental, só é escravo quem quer e eu, não sou.