segunda-feira, março 05, 2012

As aventuras de uma healer num domingo

Ontem estava numa de jogar com os meus healers (ou antes, com as minhas healers). Há imenso tempo que não lhes dedicava um dia e como tal, resolvi dar um ar da minha graça e beneficiar o fabuloso mundo de Azeroth com a minha, fantástica, presença (até porque sou boa a jogar com healers).

Durante algum tempo tive a jogar com uma das minhas personagens mais baixinhas e depois troquei para a Gefjon (que está a nível 74 e é a minha healer principal).

Carreguei no botãozinho do RDF (i.e. Random Dungeon Finder) e esperei que o grupo fosse criado.

Este sistema de RDF tem, efectivamente, coisas muito boas mas... tem também coisas muito más. Hoje vou focar-me essencialmente nas coisas muito más.

Uma das piores coisinhas que o RDF tem é o facto de nunca sabermos que tipo de grupo vamos apanhar pela frente. Podemos apanhar um bom grupo e aí as coisas correm bastante bem. Ou podemos apanhar um mau grupo e as coisas correm muito mal. Aos domingos, 90% das vezes os grupos são bastante maus (aos sábados também são mauzinhos, mas acho que os domingos batem recordes).

Para começar, a maior parte dos tanks que apanhamos pela frente são DK's (i.e. Death Knights) e como se isso não bastasse por si só (dado que há outras classes melhores para serem tanks), são DK's viciados em speeds certamente, porque antes do grupo todo estar pronto já estão a correr para as mobs. Mas isto até nem é o pior.

Juntamente com esta espécie de tanks, há sempre os DPS's (i.e. Damage per second), nervosinhos e  aspirantes ao papel de tank, que funcionam muito como os treinadores de bancada no futebol e mesmo antes do tank (ou do healer) estar pronto, já estão a dizer "gogogo" e puxar as mobs.

Isto, para além de irritante, é a combinação perfeita para um wipe total.

Importa então esclarecer, aqui, algumas regrinhas básicas:

1º O tank espera sempre pelo healer (excepto quando tem um death wish qualquer);

2º O healer espera sempre pelo tank (um healer nunca tem death wishes);

3º Quando o tank morre, normalmente, a culpa é do healer;

4º Quando o healer morre, normalmente, a culpa é do tank;

5º Quando os DPS's morrem a culpa é sempre dos próprios.

6º Em dungeons o damage meter não interessa um boi! É um factor de desmotivação e de distracção (fazem-me sempre lembrar os putos quando começam a dizer que a minha pilinha é maior que a tua!);

7º Em dungeons o que interessa é a capacidade de trabalhar em equipa (até porque é para isso que servem); 

8º Em dungeons não há rapidinhas. Apressadinhos, nervosinhos e rapidinhos... que desilusão... será que preciso de dizer mais alguma coisa?

9º Os DPS's não dizem ao tank para fazer pulls maiores (quem tem de dizer isso, caso o entenda, é o healer que é o único que sabe se consegue ou não suportar o tank);

10º A regra de ouro. Como diz um amigo meu: "You pull. You tank."

Enfim, haja paciência.

2,5 milhões

É o número de pobres em Portugal adiantado pelo Correio da Manhã na sua edição de hoje.

'Bora lá malta! Mais um pequeno esforço e conseguimos chegar aos 5 milhões!

quinta-feira, março 01, 2012

No shit Sherlock!

Diz uma notícia, pequenina (ok, muito pequenina) no Correio da Manhã de hoje: "Vítor Gaspar: Quebra de receita - A Unidade de Apoio Orçamental do Parlamento está preocupada com a quebra de receita de 2,3% em Janeiro, num alerta a Vítor Gaspar."

É uma dedução brilhante meus caros. Aliás, jamais seria possível chegar a essa conclusão sem, pelo menos:

  • 2 licenciaturas;
  • 3 mestrados;
  • 4 doutoramentos;
  • e 5 pós-doutoramentos.
Acrescido de uma experiência mínima de 12 meses, em investigação laboratorial.

quarta-feira, fevereiro 29, 2012

Este é o look de 2012

Pois é, este será o look do blogue em 2012.

Bem sei que costumo presentear a blogosfera com prolongadas ausências. Estas não são mais do que períodos de recolhimento e introspecção. Tentativas frustradas de controlar uma língua viperina e uma vontade predatória e sanguinária de dizer mal.

Mas um lobo é sempre um lobo e até a mais santa das paciências tem os seus limites. Não é possível assistir a um verdadeiro massacre nacional, sem que o sangue ferva. Podemos fazer de conta que não vemos, podemos fazer de conta que não ouvimos, podemos fazer de conta que não falamos e podemos fazer de conta que o lobo está domesticado. Mas não está. Aguarda apenas e pacientemente a oportunidade de se revelar. 

Quando se revela, está sedento e começa a caçada.