
Estas abelhinhas lixadas não páram de me zumbir aos ouvidos...
À pouco "zumbiram" as seguintes perguntas:
1. SE PORTUGAL TEM CERCA DE 40.000 BOMBEIROS, MAS CERCA DE 20.000 É QUE ESTÃO HABILITADOS A APAGAR FOGOS (FLORESTAIS), SE SÓ ESTÃO CERCA DE 2.500 HOMENS NO TERRENO, ONDE ESTÃO OS OUTROS 17.500?
2. E JÁ AGORA, O QUE É QUE ESTAVAM A FAZER OS CARROS DA POLÍCIA ANTI-MOTIM A APAGAR FOGOS? SERÃO ESTES MAIS BARATOS DO QUE UTILIZAR OS MEIOS DO EXÉRCITO? OU TRATA-SE DE UMA QUESTÃO DE COMPETÊNCIAS (A PSP PODE APAGAR FOGOS, MAS O EXÉRCITO NÃO)?
...abelhinhas safadas!
16 comentários:
o blog é super fixe, parabéns... pode ser que se torne um blog amigo... porque a blogosfera é feita de links e comentários alheios e continuamente descobrindo novos blogs....
Muito obrigado caro "Squad" e seja bem vindo a esta 'casa'.
Há pouco também me zumbiram as mesmas abelhinhas... coincidências!
:)
É...
Devem ser abelhas castelhanas...
Mas já agora, o que lhe disseram as suas abelhuscas?
Como o meu «abelhês» anda um pouco esquecido, julgo ter entendido que elas me disseram que andam por aí uns figurões a governar-se à conta há muito tempo e que este ano foi assim a modos de "rapa o tacho, que para o ano não há bar aberto". Será que isto faz algum sentido? Se calhar, é uma interpretação tão livre quanto a que o Manuel faz na Loja daquilo que o Vital Moreira escreveu na Causa. Não perca!
:)
Pá...vocêmeces num percebem nada distu... o Exército, a Força Aérea e a Marinha são militares, logo não têm nada que andar a utilizar os seus meios para apagar fogos...isso cabe aos civis, ou seja, aos bombeiros, à PSP, e ás dezenas de companhias de meios aéreos que existem e que têm de pagar o investimento que fizeram em material este ano, de preferência de uma só vez, porque como diz o meu amigo crack para o ano se calhar já não há...
Curiosamente, e para quem conhece sabe do que falo, os bombeiros franceses são na sua origem, e no essencial militares, e fazem o seu trabalho muitissimo bem e com uma eficiência atroz, inclusivé pode-se afirmar que estão entre os melhores do mundo na sua profissão, e porquê? Porque são profissionais e bem pagos (pelo menos quando comparado com os portugueses), por exemplo um bombeiro em estágio de aprendizagem recebe cerca de 1.200,00 EUR mensais, mais do que recebe quase um comandante com vários anos de serviço em Portugal.
Não sei quem tomou a decisão, nem quando foi tomada, logo nem sei em que Governo foi, mas a pior decisão tomada no combate aos fogos florestais foi quando um dos nossos (des)Governantes decidiu que a Força Aérea não tinha nada que andar a apagar fogos (se calhar é porque se deviam estar a preparar para a Invasão dos Espanhóis, não se aperceberam é que era a económica). Nessa data foi assinada a autorização para queimar livremente as nossas "florestas". E agora estamos todos a pagar a factura.
Isto já me começa a cheirar a esturro!
Ou então, sou eu que estou no país e na profissão errada! V.Exa. está a dizer-me que um Bombeiro Estagiário Gaulês ganha mais 100 EUR do que eu? moi? Je?... Não admira que os Portugueses sejam o Povo mais infeliz da E.U, até eu já começo a ficar deprimido.
E se nós leiloássemos o País no eBay? A sério, no outro dia não houve um miúdo que fez um leilão para vender a fotografia da irmã e não a vendeu por 280 USD? Nós podíamos leiloar o País, é uma boa ideia, não é?
Oh Anthrax, o problema é que o país fica mal na fotografia. Ninguém lhe pega.
Boa noite, meus caros.
Existem alguns argumentos sobre o tema dos incêndios que eu considero desajustados e até demagógicos.
PRIMEIRO:
O ataque aos voluntários com o argumento do amadorismo. Este argumento é completamente despropositado. Fui bombeiro voluntário enquanto estudava e podem crer que recebia formação a sério. Por outro lado, Portugal tem uma rede de quartéis de bombeiros que poucos países possuem e isto é graças ao voluntariado.
Se os bombeiros não chegam para as encomendas isto deve-se a factores como:
-A maioria dos quartéis de bombeiros são nas áreas urbanas e suburbanas, e os bombeiros não têm a proximidade, experiência ou equipamentos necessários para o combate aos fogos florestais.
-Os bombeiros voluntários têm uma actividade de apoio humanitário às populações com o serviço de ambulâncias que não pode pura e simplesmente ser abandonada.
-O exagero da quantidade de incêndios que ardem em simultâneo, e a impossibilidade de termos em Portugal uma força com a dimensão necessária para estas calamidades.
SEGUNDO:
O Exército devia ir combater os incêndios. Completamente demagógico e desajustado da realidade. Os efectivos do Exército são técnicos especializados que têm funções específicas incompatíveis com o combate a incêndios. Se formos falar dos soldados, ainda pior. Os recrutas cumprem um serviço militar de três meses, onde nem para soldados são devidamente formados, quanto mais para bombeiros.
Acho no entanto que se devia pensar em medidas como o recrutamento para serviço cívico de muita da juventude (homens e mulheres), em que se poderia dar formação no combate aos fogos florestais, e também nas áreas relacionadas com a prevenção. Sou a favor do serviço cívico obrigatório, e o Estado devia pensar neste recurso como uma mais-valia para situações como esta em que se podia valer de uns milhares de portugueses.
Para concluir, que o lençol já vai longo, jejeje
É necessário que os cidadãos comecem a pensar mais naquilo que podem fazer pelo País, e menos naquilo que o País tem de fazer por eles.
Boa Noite a todos.
Eu cá continuo a achar que é uma boa ideia. Podíamos usar uma fotografia mais antiga, em que tudo estivesse um pouco mais verde e dizíamos que seria rentável a longo prazo.
Trakinas, trakinas! Ai ai! Estamos inspiradotes.
1 - Ninguém está a falar mal dos bombeiros voluntários. (quem faz o que pode a mais não é obrigado). Para além disso, ninguém disse que "Voluntários" = a "Amadores". Uma coisa não tem nada a ver com a outra. Aquilo que nós dizemos quando usamos o termo "Profissional", não é que os bombeiros voluntários são amadores, é que os bombeiros deviam ser exclusivamente bombeiros, tal como a Polícia é exclusivamente polícia. Não devia haver voluntariado.
2 - Claro que existem razões que fazem com que os Bombeiros não cheguem para as encomendas, mas a localização geográfica dos quarteis não devia fazer parte da lista. Da mesma maneira que deviam existir Brigadas de Bombeiros Florestais como existe aquela Brigada de Bombeiros Florestais da Portucel (que é privada e deve ser a melhor e a mais bem equipada que temos por aqui).
- No que respeita ao Exército, é completamente verdade que apagar fogos não faz parte das competências de um soldado. Da mesma maneira que não faz parte das competências da PSP. Simplesmente não é o trabalho deles, mas quando há membros do governo que dizem que não utilizam os meios aéreos militares porque era muito caro. Para mim, significa que não se trata de uma questão de competências e que se não fosse caro, até usavam.
Enfim, mas de resto até concordo mais ou menos consigo, menos na parte da citação à "Kennedy". É assim, quando eu pago os meus impostos (que é uma pipa de massa)e vejo a minha vida cada vez a andar mais para trás, mais uma classe de governantes que é tudo menos honesta, a única coisa que tenho vontade de fazer pelo meu país... é um golpe de Estado.
Caro Anthrax.
Este assunto é daqueles que por acaso até domino razoavelmente, porque fui bombeiro e porque sou de uma família de militares e da Força Aérea.
Quanto aos meios aéreos, meu caro...
A questão do custo é uma grande treta!!!!
Repare que as empresas civís que nos prestam serviços nessa àrea, pagam as aquisições dos equipamentos, os pilotos e os combustíveis e ainda ficam com lucros.
Ora, se a FAP já tem helicópteros pagos e até os AC-130 com equipamento de combate a incêndios comprado e pago, mesmo que a hora de voo dos nosso helicópteros ficasse mais cara que a hora de um helicóptero novo (por este ser mais evoluído), o custo da aquisição do mesmo helicóptero não seria pago, e a margem de lucro das empresas também não. Por outro lado ainda, proporcionaríamos aos nossos pilotos militares muitas horas de voo que não proporcionamos por falta de verbas.
O caso dos meios aéreos é pura e simplesmente um cumprimento dos contratos já assinados pela corruptagem que nos desgoverna.
E mais não digo, senão prendem-me. jejeje
Quanto à existência de mais bombeiros profissionais:
100% de acordo! Devíamos ter um regimento de bombeiros especializados no combate a incêndios florestais, mas...
Não concordo com o fim do voluntariado, porque é uma mais valia que tem sido tantas e tantas vezes a nossa salvação, e da qual me orgulho.
SOMOS VOLUNTÁRIOS!
Não são todos os que se podem gabar!
Vou ler um bocado d'A Jangada de Pedra.
Um abraço e boa noite.
:)
Caro trakinas, fiquei com uma dúvida acerca do seu comentário sobre os bombeiros voluntários (BV) que é o facto de se os BV não têm nem o material, nem a proximidade, nem a experiência para combater fogos florestais então nesse caso em que é que fica o amadorismo relativo ao combate aos fogos florestais? É porque têm uns carritos vermelhos cheios de água na bagageira, sirenes a apitar e capacetes que os torna mais aptos? Eu até considero isso um crime... O princípio dos bombeiros deverá ser o mesmo que rege qualquer tipo de profissão/carreira de risco, a profissionalização...e para isso é preciso que as pessoas que optam pelo voluntariado tenham condições (leia-se remunerações) para seguir a sua coragem e engenho podendo viver daquilo que lhes dá gosto fazer, ajudar o próximo e combater qualquer tipo de fogos.
Relativamente aos militares posso apenas dizer que tanto faz um militar a apagar um fogo numa mata, como faz um civil qualquer, ou se calhar até um bombeiro voluntário sem experiência nesse tipo de combate a fogos...a vantagem é que em vez de estar no quartel a jogar ás cartas e o Estado a pagar-lhe para não fazer nada ao menos faz alguma coisa para ajudar a população civil...se vem de uma familía de militares deveria saber tão bem, ou melhor que eu, que em tempo de paz os militares devem dedicar-se sempre que necessário a acções de ajuda e apoio à protecção civil, pois se o fazem quando há catástrofes noutros países também o podem fazer em sua "casa".
Sobre a questão de utilizar os meios da FAP para combate a incêndios florestais (ou outros) estamos os dois em perfeita sintonia, tal como sobre a razão pelo qual isso não acontece hoje em dia. Já digo/escrevo isso à n tempo, mas parece que até agora ninguém pegou realment nessa dica e desenvolveu o assunto...não sei porquê.
Sobre a famosa tirada do JFK faço minhas as palavras do Anthrax, pois pagar, pagar, pagar e ser cada vez mais espremido para suportar este género de politíca...NÃO OBRIGADO...NÃO CONTEM COMIGO PORQUE EU NÃO FAÇO NADA POR ESTE PAÍS NEM POR ESTES GOVERNOS(excepto ir criando uns postos de trabalho ao longo do tempo, o que não é tarefa fácil atendendo ao estado da Economia).
PS(?!?!)-> O último Governo que ainda me fez acreditar que este País valia a pena acabou em 1995...desde então é miséria atrás de miséria...
Caro Vírus
Estamos próximos de entendimento, meu caro.
Sobre o voluntariado.
Como eu disse, os fogos florestais são uma especificidade da acção dos bombeiros, e, como tal requerem meios e formação adequadas. Eu recomendei a criação de um regimento (vários batalhões) de bombeiros profissionais com formação específica para este tipo de intervenções.
Isto não quer dizer que os voluntários estejam a mais, mas sim, que são insuficientes. Esta insuficiência é diferente de incompetência ou de amadorismo.
Assim, a criação de uma força especial para combate a incêndios florestais poderia ser feita dentro de alguns quartéis já existentes, dando formação específica e profissional a indivíduos capazes e, mesmo que estes bombeiros não o fossem a tempo inteiro, seriam requisitados para a temporada dos incêndios a tempo inteiro, salvaguardando as respectivas indemnizações aos patrões dos mesmos. Convenhamos que estamos a falar de um problema sazonal, e que estes mesmos sapadores estariam inactivos uma boa parte do ano.
Quanto aos militares.
Eu lembro ao Vírus que as políticas de cortes orçamentais na Defesa levadas a cabo ao longo das últimas décadas fizeram emagrecer as forças armadas que actualmente contam com um quadro de pessoal efectivo muito reduzido. Os soldados também são poucos e estão lá apenas três meses, pelo que seria muito perigoso atirar com esses rapazes para a frente do fogo, quando não há sequer tempo para os preparar (3 meses de serviço militar obrigatório).
Se os militares poderiam ajudar?
Claro que sim!
Em primeiro lugar, o poder político teria de declarar guerra ao inimigo fogo. Depois, teríamos de criar no núcleo das Forças Armadas um grupo de trabalho conjunto (Exército, Força Aérea e Armada), para definir as estratégias de adaptação ao “conflito”.
Depois, teríamos de adquirir material de combate a incêndios, de recrutar pessoal e de lhe dar formação.
E só então essa força poderia entrar em acção.
Há orçamento?
-Não me parece.
A mim, parece-me mais simples a solução do serviço cívico (1 ano), e da contratação de Bombeiros profissionais em paralelo, de modo a criar uma força específica de combate a este flagelo, mas…
…isso custa muuuuito dinheiro. E custa de duas maneiras:
-O dinheiro para criar a força.
-O dinheiro que custa não haver incêndios.
É que o Estado também mama!
Quanto ao patriotismo, eu diria que gostava e muito de fazer algo pelo meu amado País. Mas para tal tentar, tenho de vender a alma a um dos partidos. Assim, para chegar aos lugares em que poderia fazer alguma diferença, já teria vendido a vontade de fazer essa mesma diferença. Quanto a golpes de estado, sou contra. Já experimentámos e o resultado foi uma mudança de burro para jumento, só que com a introdução da corrupção a uma escala inimaginável. A solução???
-Quem me dera saber.
Um abraço
Caro trakinas,
Pois agora, acho que estamos todos de acordo.
Sim...de facto se havia dúvidas sobre alguma coisa agora já não as há...
100% all the way my friend...
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