sábado, fevereiro 28, 2009

UM PEQUENO PASSO PARA A HUMANIDADE

Um grande passo para mim. 

E como podem ver é um capacete cor-de-rosa que faz pandam, não só, com a carta de condução, mas também, com o meu mac.

sexta-feira, fevereiro 27, 2009

NA SENDA DA VESPA

Recentemente descobri que a minha maior missão na vida é ser feliz. Mas atingir este objectivo nem sempre é tão simples quanto parece e nem sempre é tão díficil quanto nos querem fazer crer. No fundo, resume-se a uma questão de atitude perante a vida em geral e as forças de bloqueio em particular.

Perante a vida, em geral, há que abraçá-la com optimismo e alegria, sem medo de andar para a frente, sem medo de arriscar, sem medo de mudar, porque tudo vale sempre a pena. Perante as forças de bloqueio, há que esticar o braço direito (ou esquerdo, consoante der mais jeito na altura), esticar o dedo do meio e encolher os outros, manifestando - clara e inequivocamente - o que nos vai na alma a propósito das mesmas.

Feita esta pequena introdução, confesso-me apaixonada por motos. Nunca tive nenhuma, nunca conduzi nenhuma, o máximo que consegui concretizar neste plano foi andar à pendura nas motos dos meus amigos e ser propietária de um fantástico triciclo quando tinha quatro ou cinco anos... bom, acho que também tive uma bicicleta pequenina, com umas rodinhas de lado, mas tirando isso a verdade é que depois dos 10 anos nunca mais tive nada disso dado o exercício da autoridade parental que considerava perigoso qualquer deslocação em veículos de duas rodas mas que, curiosamente, considerava totalmente inofensivo a condução sob efeito do alcóol.

Depois disso, à medida que crescemos é fácil perdermo-nos na vida que nos inventaram. Pior, é muito fácil ser um mero espectador na vida que nos inventaram e que passivamente aceitámos.

Para mim, 2009 é o ano da mudança. Com crise, ou sem ela, viva a felicidade e abaixo as forças de bloqueio! Vou comprar uma Vespa! Porquê? Porque me faz sorrir, porque me torna alegre, porque me faz feliz. Porque sim e não preciso de mais razão nenhuma. É claro que não é nenhum motão! É uma Vespazita de 50 cc e um capacete cor-de-rosa. Já está!... É claro que também preciso de aprender a andar com ela mas isso resolve-se.

Todavia, enquanto a minha euforia se expandia com a ideia da Vespa, eis que me bate à porta uma força de bloqueio. Não tenho carta de moto, não tenho licença, não tenho nada, só tenho carta de condução categoria B. Como devem calcular isto preocupou-me um bocado e fui pesquisar e quanto mais pesquisei mais confusa fiquei porque, aparentemente, há alguma divergência na doutrina. Ora quando isto acontece há, também, duas opções. A primeira é ler a legislação sobre o assunto, a segunda é telefonar a uma amiga que trabalha na antiga DGV. Optei pelas duas.

A legislação; DL n.º 209/98 de 15 de Julho de 1998, art.º 49, n.º 1 e 2. Diz, expressamente, no n.º 1 que titulares de carta de condução válida para a categoria B, cuja habilitação tenha sido obtida até 30 de Março de 1998, consideram-se habilitados para a condução de ciclomotores e no n.º 2 que titulares de licença de condução de ciclomotores cuja habilitação tenha sido obtida até 30 de Março de 1998, consideram-se habilitados para a condução de motociclos de cilindrada não superior a 50 c.c.

A amiga na antiga DGV; confirma que desde que a carta de condução - categoria B - tenha sido obtida até 30 de Março de 1998, o seu titular encontra-se habilitado a conduzir veículos de 2 rodas até 50 c.c. De qualquer das formas, é conveniente andar com uma fotocópia do Decreto-Lei porque, meia-volta, os senhores agentes da autoridade tendem a ter lapsos de memória pelo que necessitam de um estimulo visual para se recordarem.

Claro está que fui a correr olhar para a minha carta de condução. É de 23 de Março de 1998. Ó Felicidade! As danças estúpidas e os pulinhos que uma pessoa faz e dá quando se verifica uma coisa destas. E o sorriso? Daqueles que ficam ali pregadinhos aos beiços e não saiem?! Amanhã, vou a correr à procura de uma capacete cor-de-rosa para fazer pandam com a minha carta de condução, que ainda é das antigas.

Nunca prescindam daquilo que vos faz feliz, nem nunca adiem a busca da felicidade. Não faz bem a ninguém.

quarta-feira, fevereiro 25, 2009

A GALINHA DE CAMPO


O FAISÃO REAL


O GÉNIO DE PESSOA (II)

"A nossa crise política é o sermos governados por uma maioria que não há. A nossa crise moral é que desde 1580 — fim da Renascença em nós e de nós na Renascença — deixou de haver indivíduos em Portugal para haver só portugueses. Por isso mesmo acabaram os portugueses nessa ocasião. Foi então que começou o português à antiga portuguesa, que é mais moderno que o português e é o resultado de estarem interrompidos os portugueses. A nossa crise intelectual é simplesmente o não termos consciência disto. "

SER FELIZ É (II)

Ter uma...
... para andar na cidade.

SER FELIZ É (I)

Pelo menos fazer uma(s)....






segunda-feira, fevereiro 23, 2009

O GÉNIO DE EÇA (I)


"Ordinariamente todos os ministros são inteligentes, escrevem bem, discursam com cortesia e pura dicção, vão a faustosas inaugurações e são excelentes convivas. Porém, são nulos a resolver crises. Não têm a austeridade, nem a concepção, nem o instinto político, nem a experiência que faz o Estadista. É assim que há muito tempo em Portugal são regidos os destinos políticos. Política de acaso, política de compadrio, política de expediente. País governado ao acaso, governado por vaidades e por interesses, por especulação e corrupção, por privilégio e influência de camarilha, será possível conservar a sua independência?"
- in "O distrito de Évora" (1867) -

A FALTA DELA


INTELIGÊNCIA


sexta-feira, fevereiro 20, 2009

CON... CONT... ENTORES... INGÊNCIAS...


"A HIPOCRISIA É A HOMENAGEM QUE O VÍCIO PRESTA À VIRTUDE" - Rochefoucauld


Hipócritas são todos os que fingem emular comportamentos correctos, virtuosos e socialmente aceites. É o acto de fingir ter crenças, virtudes e sentimentos que, na verdade, a pessoa não possui.
São os adeptos fervorosos da falsa moral toldados por uma educação que pretende moldar os comportamentos, mas que nunca trabalhou a reflexão. São os incapazes de observar o seu reflexo no espelho, mas aptos a lançar um olhar crítico para o comportamento dos outros arrogando-se o direito de arbitrar sobre qual seria o melhor para fazerem ou terem feito.
Estes designam-se, também, por Fariseus.

quinta-feira, fevereiro 19, 2009

O GÉNIO DE POPPER (I)

"The fact that we predict eclipses does not, therefore, provide a valid reason for expecting that we can predict revolutions." (Conjectures and Refutations, 340).

O GÉNIO DE PESSOA (I)

«O homem da espécie não pode ter opiniões, porque a opinião é do indivíduo, e desde que um homem pertença organicamente a uma família, a uma classe, a qualquer coisa que constitua ambiente imediato e vivo, deixa de ser um indivíduo para ser uma célula qualquer

UM MUNDO ÀS AVESSAS


O Anthrax mudou de registo e pode ser encontrado no Mundo às avessas.




EM TONS DE COR-DE-ROSA


UM MUNDO A PRETO E BRANCO