Já dizia António Variações com uma certa razão.
Mudar de vida é iniciar um ciclo e terminar outro. A afirmação é um lugar comum e um mero exercício de lógica.
Mudamos porque queremos, mudamos porque não queremos, mudamos porque sim, mudamos porque não.
Mudar é testar os nossos limites, a nossa capacidade de adaptação. Mudar é partir à descoberta, é aprender coisas novas, é conhecer novas pessoas, é olhar o mundo com outros olhos.
Mudar é crescer.
Mudar não é fácil, se o fosse não existiam aquelas pessoas que insistem e persistem naquela imutabilidade estúpida e ignorante de quem marra contra uma parede na crença de que, mais marrada menos marrada, vai aparecer ali uma porta.
Asnos?
Talvez.
Julgá-las é fácil por ser algo demasiado simplista e compreendê-las requer um exercício complexo no qual se torna necessário reduzir a actividade intelectual a um nível mínimo, de modo a conseguir uma espécie de plataforma de comunicação, geralmente, do tipo pré-verbal. Demasiado esforço para tão poucos resultados. Não constituem, propriamente, um desafio e a vantagem de se ter ultrapassado, largamente, a fase da adolescência é o facto de não termos de executar tal exercício a menos que tenhamos alguma curiosidade intelectual sobre o sujeito.
Na maior parte das vezes, trata-se de um propósito meramente lúdico, confesso.
Mas mudar é preciso e estamos sempre a tempo de o fazer, quer seja superficialmente como mudar o visual de um blogue, quer seja profundamente como mudar a nossa atitude perante o mundo tendo por certo que, qualquer que seja o caminho que se escolha, vão existir sempre contrariedades.
Dito isto, e terminado o necessário período de silêncio, eis-me de regresso com um novo visual e uma nova atitude.
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