sexta-feira, setembro 04, 2009

O JORNAL NACIONAL


Confesso que não fiquei grandemente surpreendida com o facto da "nova administração" da TVI ter suspendido o Jornal Nacional, é algo perfeitamente normal no âmbito do conceito de democracia Sul Americano ou mesmo Africano. Chamemos-lhe uma espécie de toque multicultural de quem ainda parece que salta de galho em galho, arrasta as mãos pelo chão e vai visitar os parentes distantes ao Jardim Zoológico de Lisboa... Ora, isto é muito bom para o Jardim Zoológico de Lisboa porque cobra mais entradas, dá trabalho à bicharada e um dia destes ainda começa a arrendar casas na aldeia dos macacos.
O que me surpreendeu foi a demissão da direcção de informação. Não é todos os dias que se assiste uma coisa destas. Na maior parte das vezes verifica-se, inclusivamente, o contrário. No local de trabalho não há, normalmente, espaço para a solidariedade e muito menos aquelas que colocam em risco o posto de trabalho. As pessoas têm medo. São medrosas (e algumas são merdosas também).
Pois deixem-me que vos diga o que é o medo; "O medo é um sentimento que proporciona um estado de alerta demonstrado pelo receio de fazer alguma coisa, geralmente por se sentir ameaçado, tanto fisicamente como psicologicamente" in Wikipédia (que era o que estava mais à mão).
Trata-se , portanto, de um mecanismo de defesa e quem não o tem, tem um problema gravíssimo. Por outro lado o medo também mata e mata de diversas maneiras, sendo a mais definitiva e menos figurativa aquela em que o sujeito - efectivamente - morre. Conclusão, se não temos medo temos uma neuropatologia grave, se temos demasiado medo temos uma psicopatologia grave também. Assim, a ideia aqui é dosear a coisa. Nem tanto ao mar, nem tanto à terra porque quando levado ao extremo - por excesso ou defeito - o medo é um sentimento que impede o sujeito de viver.
Isto, basicamente, para dizer o quê?
Pois um grande bem haja para a antiga direcção de informação da TVI.
Quanto à nova administração da TVI :)))... Deixo aqui parte da letra de uma canção dos ICP:
«If I only could I'd set the world on fire
Say fuck the world! (Fuck the world!)
If I only could I'd set the world on fire
Fuck em all! (Fuck em all!)»
Nota: e fica mais giro quando estendemos o braço direito, com a palma da mão virada para nós, esticamos o dedo do meio e encolhemos os outros todos.

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