segunda-feira, setembro 28, 2009

PEDRO E O LOBO (Esopo)




As eleições de ontem recordaram-me a história de Esopo "Pedro e o Lobo".


Resultado: O "Lobo" vai continuar a matar ovelhas, porque ninguém acreditou na verdade do "Pedro".
Dos quatro elementos em questão (o Pedro, o Lobo, os Pastores e as ovelhas), confesso que não tenho pena de nenhum. Afinal de contas, um lobo é um lobo, é naturalmente suposto não ser da "cúnfia". Por outro lado, o Pedro tende para a "aldrabice" logo é, igualmente, natural que os pastores, fartos desta tendência inconveniente, não lhe prestem atenção. Por fim as ovelhas. Á partida poderíamos pensar «coitadas das ovelhas, estão tramadas» e seria absolutamente legítimo porque:
1º O Lobo é uma ameaça real à sua sobrevivência e integridade física.
2º O Pedro é também uma ameaça real à sobrevivência.
3º Os Pastores, sabendo que o Lobo é uma ameaça real e sabendo que o Pedro é um aldrabão, não tomaram medidas preventivas no sentido de proteger as suas Ovelhas. Logo "cagaram" (termo técnico para o sucedido) nas Ovelhas.
Ora, nesta perspectiva, temos então a Ovelha-vítima que é aquela que está sempre lixada seja qual for o lado para onde se vire. Não tecnicamente falando - mediante um processo de deslocação - a ovelha torna-se num alvo muito mais aceitável do que o Pedro ou o Lobo (ou qual lobo?).
A questão aqui é que as Ovelhas são vitimizadas mas não precisam de ser vítimas. As ovelhas também podem erguer o seu estandarte revolucionário e dizer "STOP THE VIOLENCE AGAINST SHEEP" (está em inglês porque dá um ar mais universal à coisa). Queria depois ver o que é que o Lobo, o Pedro e o resto da cambada faziam quando não houvesse carninha para comer, nem lãzinha para vestirem.
Bom, esta é a minha opinião acerca dos resultados eleitorais. É um pouco extravagante, mas fica a ideia.

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