Ok, concluo que das duas uma:
- ou está no ar uma onda de insanidade generalizada;
- ou s silly season começou mais cedo.
Será da chuva?
De facto a tendência para o país meter água é grande.
O executivo Português não se entende quanto ao que dizer sobre (mais) reformas laborais e pensões e o Comissário Europeu é, basicamente, um abelhudo. O PR vem dizer que Bru não tem de meter o nariz na Agenda Nacional Portuguesa (o que de certa forma é verdade), mas esquece-se que a malta tem o rabo preso e precisa da União Europeia para ultrapassar a tão afamada crise.
São raros os momentos ao longo da história de Portugal em que demonstrámos saber-nos governar e quase que é possível dizer que desde 1143 vivemos, intermitentemente, em crise. Talvez seja uma maldição pelo D. Afonso Henriques ter batido na mãe, mas vai-se agora lá saber.
No outro dia, o meu marido dizia-me que não há nada de errado com Portugal. É um país fantástico. O único problema que efectivamente tem são as pessoas, que são irresponsáveis e o país encoraja a cultura da irresponsabilidade.
Talvez seja verdade.
Que tristeza.
"Whenever a theory appears to you as the only possible one, take this as a sign that you have neither understood the theory nor the problem which it was intended to solve". - Karl Popper
quarta-feira, junho 09, 2010
sexta-feira, junho 04, 2010
MEMO PARA "SELF"
Notícia de ontem: "Selecção janta hoje com José Sócrates" uma das notícias mais importantes dos últimos tempos para o nosso Executivo.
A partir daqui vão poder cometer todas as atrocidades possíveis e imaginárias que o povinho nem vai ver o padeiro... vão estar mais ocupados com os jogos da selecção.
É uma infelicidade muito grande ser incapaz de sucumbir aos efeitos de uma droga chamada futebol, mas confesso que não vejo nada de intelectualmente interessante ou estimulante num jogo de futebol e como tal não há muito que possa fazer... e o pior é que a partir de agora, vou ter de gramar com isto todos os dias nas notícias.
A partir daqui vão poder cometer todas as atrocidades possíveis e imaginárias que o povinho nem vai ver o padeiro... vão estar mais ocupados com os jogos da selecção.
É uma infelicidade muito grande ser incapaz de sucumbir aos efeitos de uma droga chamada futebol, mas confesso que não vejo nada de intelectualmente interessante ou estimulante num jogo de futebol e como tal não há muito que possa fazer... e o pior é que a partir de agora, vou ter de gramar com isto todos os dias nas notícias.
quarta-feira, junho 02, 2010
GOSTAM DO NOVO EU?
É uma pergunta de retórica que não carece de resposta dado que na realidade não estou minimamente interessada se gostam ou não do novo eu.
Esta imagem é um dos meus avatares no World of Warcraft. Como já tive oportunidade de referir, sou doida por este jogo, mas ao contrário de muitos outros jogadores não tenho nenhuma obsessão por chegar com as personagens até ao nível 80, nem ando na funçanguísse a correr atrás de equipamento xpto. A minha grande pancada é mesmo criar personagens e depois ir jogando com elas conforme me dá na cabeça.
Do lado da Aliança, tenho um fraquinho por gnomos. Adoro gnomos. Do lado da Horda, tenho um fraquinho por blood elves. De qualquer forma e por via das coisas, tenho - pelo menos - uma personagem de cada raça... e de cada classe... com várias combinações de profissões... ainda bem que há vários servidores, pois quando sair a nova expansão parece-me que vou precisar deles... afinal vão lançar mais duas raças, logo vou ter de criar pelo menos mais 2 avatares.
Se me perguntarem o que é que gosto menos no jogo, confesso que são os putos. Topam-se à légua e dependendo dos dias não há paciência para os aturar. De qualquer forma, também é verdade que eles são um dos grandes consumidores do mesmo, logo não me posso queixar.
Bom, está é então a imagem do Anthrax. É um gnomo e é um rogue.
Esta imagem é um dos meus avatares no World of Warcraft. Como já tive oportunidade de referir, sou doida por este jogo, mas ao contrário de muitos outros jogadores não tenho nenhuma obsessão por chegar com as personagens até ao nível 80, nem ando na funçanguísse a correr atrás de equipamento xpto. A minha grande pancada é mesmo criar personagens e depois ir jogando com elas conforme me dá na cabeça.
Do lado da Aliança, tenho um fraquinho por gnomos. Adoro gnomos. Do lado da Horda, tenho um fraquinho por blood elves. De qualquer forma e por via das coisas, tenho - pelo menos - uma personagem de cada raça... e de cada classe... com várias combinações de profissões... ainda bem que há vários servidores, pois quando sair a nova expansão parece-me que vou precisar deles... afinal vão lançar mais duas raças, logo vou ter de criar pelo menos mais 2 avatares.
Se me perguntarem o que é que gosto menos no jogo, confesso que são os putos. Topam-se à légua e dependendo dos dias não há paciência para os aturar. De qualquer forma, também é verdade que eles são um dos grandes consumidores do mesmo, logo não me posso queixar.
Bom, está é então a imagem do Anthrax. É um gnomo e é um rogue.
AS MINHAS UNIVERSIDADES DE ELEIÇÃO
Aborrecida com esta história da crise, com o facto de não se falar de outra coisa e com o facto do meu ordenado vir a encolher já este mês porque o "Sinhor Inginheiro" e suas partenaires têm pouca queda para a gestão financeira (Nota: e que - bem vistas as coisas - são apenas o reflexo do comum portuguesinho), opto por me refugiar no Opencourseware de algumas das Universidades Americanas mais prestigiadas, que disponibilizam cursos grátis para mentes auto-didactas (como eu por exemplo).
Não sei o que vos dizer. Tenho sempre aquela sensação de que nunca aprendo o suficiente, nem nunca sei o suficiente e ando sempre à procura. Do quê? Pois, até há pouco tempo não vos sabia responder a essa questão, agora apenas posso responder-vos que ando à procura de conhecimento e não me importa se no fim me dão um papel a dizer "Certificado", ou não. Eu não quero o papel, o que eu quero mesmo é saber. Obviamente que se nos derem um certificado, pois tanto melhor. Significa que podemos ter um papel para esfregar na cara de algum empregador coleccionador de papel. Se há uma coisa que já aprendi é que, a partir de um determinado momento, a iniciativa de querer saber mais tem de partir do próprio indíviduo. Não pode partir da imposição de terceiros, pois se partir de uma imposição o que vai acontecer é que - muito provavelmente - acabamos com um papel inútil nas mãos mas cujos grilhões sociais que nos prendem, nos obrigam a cometer a falsidade de dizer que, as horas que perdemos a aprender qualquer coisa imposta, foi muito útil.
Não se enganem, eu aprendo o que quero, quando quero e como quero... mesmo quando não tenho dinheiro para: adquirir conhecimentos pela via formal. O lado positivo da coisa é que nos sobram sempre outras duas vias, a saber: a não-formal e a informal, sendo que estas duas podem constituir alternativas bastante mais em conta.
Feita esta breve contextualização da coisa, passo então a expor as minhas mais recentes pérolas de sabedoria, ou fontes onde podemos beber - gratituitamente - a água, bem essencial, do conhecimento.
Comecemos então pelo famoso MIT, i.e. Massachusetts Institute of Technology. o MIT disponibiliza cursos online em modelo de opencourseware, ou seja, os conteúdos dos cursos são disponibilizados de forma gratuíta e estão acessíveis a todos em MITOPENCOURSEWARE. Escusado será dizer que estes recursos são uma preciosidade para todos aqueles que gostam de estar sempre a aprender. Aqui podemos encontrar cursos como:
- Médias, Artes e Ciências (tradução literal)
e muitos outros que não vou estar a colocar para aqui dado que não é esse o objectivo. De qualquer forma, o MIT é uma das Universidades que disponibiliza mais conteúdos.
Logo a seguir, adoro passar também pela Universidade de Yale e mesmo que a temática da Bioquímica não me diga grande coisa, a verdade é que também outros temas apelativos e que valem bem a pena explorar como por exemplo:
entre vários outros (estes correspondem mais ao meus gosto pessoal como devem calcular).
Estas duas Universidades são aquelas onde costumo passar mais tempo a ler as notas, ou a ouvir as sessões gravadas. No entanto, existem mais Universidades que também disponibilizam conteúdos como por exemplo:
- Universidade de Berkeley, que disponibiliza ensino online (mediante uma prestação pecuniária), mas que também disponibiliza conteúdos em OCW
- Universidade de Harvard, disponibiliza conteúdos também em open learning.
É claro que a utilização destes recursos implica o domínio da língua de trabalho, nomeadamente, do inglês. Se me perguntarem se existe algum conteúdo disponibilizado em português que seja, minimamente, tão interessante quanto os exemplos acima referidos, bom... como direi... mmmmm... opá, esqueçam lá isso! Assim o mais parecido é uma cena chamada Universia e que é, basicamente, um portal que agrega uma série de funções. Se calhar até é bastante interessante para alguém, mas pessoalmente não o considero user friendly e não é fácil encontrar informação.
Encontrei, no entanto a informação de que a Universidade de Évora tinha aderido ao projecto de ocw... em 2008... confesso que primeiro pensei que o título que deram à notícia, "Opencoursewhere", era um erro ortográfico mas depois de considerar a questão um bocado concluí que o título está correcto, falta-lhe é um ponto de interrogação à frente. "Opencoursewhere?". Será de espantar as Universidades Portuguesas não disponibilizarem conteúdos em ocw? Claro que não. Isto é a mesma coisa que o Executivo - com falta de queda para a gestão financeira - ser o reflexo do portuguesinho. Partilhar informação, de forma gratuita, é impensável e muito menos com a plebe (vulgo internautas neste caso).
Felizmente existem sempre alternativas.
Subscrever:
Comentários (Atom)
