sexta-feira, dezembro 30, 2005

A “MONARQUIZAÇÃO” DA REPÚBLICA (IV)

Na sequência dos textos anteriores vou, finalmente, concluir esta história da “monarquizacção” da República. Utilizando as palavras do amigo Tonibler a propósito do PR: “É um monarca eleito? É. Mas não é inútil, tem uma importância fulcral na nação, embora no estado seja um zero.” E isto, meus caros, é a “monarquização” da República.

Nós achamos estas coisas giras. Gostamos de ter uma figura de ar paternal a quem possamos dizer que os outros meninos são maus. Gostamos de ter alguém a quem nos possamos lamentar e possamos pedir uma casita. Gostamos de ter alguém que nos olhe com pena e nos passe a mão pela cabeça, dizendo que vai correr tudo bem mesmo sabendo, de antemão, que vai ser uma catástrofe.
Se representa bem, ou mal, o estado Português, isso não interessa nada, o importante é que esfregue o ego a cada um de nós porque, sozinhos não o conseguimos fazer.
O PR é, de facto, um monarca eleito e não é inútil. Mas a partir do momento em que se admite isto, estamos a admitir, de igual modo, duas outras coisas que se seguem:

1º Um PR ou um Monarca, ambos são úteis (cada um dentro do seu regime, é claro);

2º Que a única diferença entre uma Monarquia e uma República “monarquizada”, são as eleições para o cargo de “monarca”.

PORTUGUÊS-INGLÊS (piadinha enviada por e-mail)

Um Inglês que tinha a mania que já sabia dizer umas coisas em Português, fez esta lista para o supermercado:

- Pay she
- MacCaron
- my on easy
- All face
- Car need boy (may you kill oh!)
- Spar get
- Her villas
- Key jo (parm soon)
- Cow view floor
- Pee men too
- Better hab
- Lee moon
- Bear in gel

Ao chegar a casa, bateu com a mão na testa e disse:

- Food ace! Is key see me do too much! Put a keep are you!

DIGNO DE NOTA

A notícia no DN, Alcobaça Caso do bloguista chega à Relação.

Parabéns ao António Caldeira do Blog portugalprofundo (que entretanto está offline), espero que regresse às lides da blogosfera.

Os blogs não são jornais, nem todos os bloguistas são jornalistas e era só o que faltava uma pessoa não poder escrever sobre aquilo que pensa e aquilo que quer.

quinta-feira, dezembro 29, 2005

A “MONARQUIZAÇÃO” DA REPÚBLICA (III)

Esqueci-me do que ia dizer... mas tenho a certeza que seria interessante... isto é, se calhar era mais diferente, do que seria interessante. Mas eu volto assim que me lembrar.

Enquanto isso e antes que me esqueça, quero mandar uma mensagem simpática ao Vírus que me inunda de sms's "fresquinhos" todos os dias e que continua na Gália. Ora aqui vai ela:

"Bro, let me show you the..."

quarta-feira, dezembro 28, 2005

A “MONARQUIZAÇÃO” DA REPÚBLICA (II)

(...)
Contudo esta figura sofreria algumas alterações importantes quanto à durabilidade de permanência na função e quanto à possibilidade de qualquer um poder candidatar-se ao cargo. No que respeita à parte do “qualquer um poder candidatar-se ao cargo”, costumam chamar-lhe a democratização do poder. Eu, por outro lado, gosto mais de chamar-lhe a democratização da estupidez natural, porque nem o poder pode ser democratizado, nem “qualquer um” tem capacidade ou está preparado para o exercer, mas isto é uma outra história que ficará para outra altura pois agora, o que interessa é o conceito da “monarquização”.

Tal como referi, uns parágrafos, mais acima, a “monarquização” da República é uma República com pretensões a Monarquia, mas sem deixar de ser República. É um bocado como a famosa 3ª via. Não é carne, nem é peixe, não é Sim, nem é Não, é uma espécie de “Nim”. Uma coisa híbrida à laia de circunferência, sem principio nem fim, nem ponta por onde se lhe pegue. É uma indefinição que baralha muita gente, incluindo os nossos candidatos presidenciais, pois só assim se entende a conveniente justificação, daqueles que se dizem republicanos e laicos, de em nome da experiência se candidatarem tantas vezes ao mesmo cargo.

O facto da República não se compadecer com cargos vitalícios - excepção à regra feita na Região Autónoma da Madeira - é apenas um mero detalhe pró-forma que, agora também não se pode mudar sem provocar um ligeiro levantamento popular (levaram o povo a acreditar que o poder era democrático, agora aguentem), mas... se o povinho fizer o favor de votar, por um lado vai ficar contente porque acha que fez uma grande coisa e nós dizemos que é a cidadania activa em movimento mesmo que, para alguns, o papel do Presidente seja andar de tesoura na mão à procura de qualquer coisa para inaugurar e que tenha fitas para cortar (mesmo que seja um novo centro comercial), porque poderes executivos, não tem nenhum.

Aqui, levanta-se-me uma questão. Ora se 1 Presidente da República não tem poderes executivos, não representa todos os cidadãos portugueses (porque só representa aqueles que nele votaram), e só quer andar de tesoura na mão, então estamos a pagar-lhe porquê e pior, para quê? Para ouvir os pobrezinhos a lamuriarem-se constantemente? Para isso não é preciso um Presidente, é preciso um Padre, podendo encontrar-se amiúde nas igrejas sendo que, é mais provável que a Igreja possa fazer alguma coisa pelo necessitado, do que o Presidente da República e ainda para mais não precisamos de lhes pagar. Se por outro lado, é para termos um senhor a quem possamos chamar "pai", amiguinhos... Pai, cada um tem o seu e muitos deles até dão uma mesada jeitosa, por isso não é preciso ir chamar "pai" a outro que, ainda por cima, nem sequer nos dá uma mesadazita. Muito pelo contrário, está permanentemente na fase em que temos de ser nós - se formos pessoas responsáveis - a financiar o lar de 3ª idade. Aliás note-se, que à velocidade que a coisa vai, o país está rapidamente a transformar-se numa gigantesca residêncial falida para séniores e com a idade da reforma cada vez a aumentar mais, um dia destes entramos numa daquelas lojas da moda e em vez de termos uma moça leve, fresca e solta a atender-nos, encontramos uma senhora já muito madura e uma compra que, em média, duraria 10-15 minutos, passaria a durar 2 horas e meia, o que seria sempre agradável contando que a senhora ainda não tivesse perdido as faculdades auditivas e nós não tivessemos de estar sempre a berrar.

to be continued...

A “MONARQUIZAÇÃO” DA REPÚBLICA (I)

A propósito das eleições Presidenciais, tenho andado para aqui a pensar sobre estas coisas da República e da Monarquia. Isto tudo, porque antes do anúncio dos candidatos, tinha-me convertido à causa Real e prometido, a mim mesmo, que não mais votaria nas eleições Presidenciais. Depois veio o anúncio da candidatura do Prof. Cavaco e eu lá abri uma excepção.
Entretanto, lá tenho estado a pensar sobre esta coisa da “Monarquização” da República que, mais não é do que, uma República com pretensões de Monarquia.

É do conhecimento geral que a instauração da República em Portugal foi um mero acidente. Um pequeno mal-entendido que deu origem a uma verdadeira catástrofe política. Mas pronto já está, já está e não se vai ficar a chorar sobre o leite derramado senão, nunca mais saímos da cepa torta (que é o costume confesse-se). Assim, em 1910 ficámos com a República pensando que era melhor que a Monarquia, mas 12 meses e 64 governos volvidos, certamente teremos começado a achar que esta era pior que a outra, mas como já estava tudo acomodado (condição natural do povo português que vigora lado a lado com a tendência natural para o exibicionismo), então era melhor esperar que ela (República), morresse de morte natural mesmo que isso demorasse algum tempo (e assim surge o Fado e a Saudade, duas coisas das quais ainda ninguém conseguiu recuperar porque a República ainda não morreu).

Bom, mas enquanto se aguardava pelo falecimento da mesma, havia que fazer qualquer coisa. Deixar a Republica nas mãos dos Republicanos era juntar a fome à vontade de comer (como aliás se pode ver actualmente), e deixar a República nas mãos de um Presidente era a mesma coisa que ter deixado o poder nas mãos de um Rei, se era para continuar como dantes então porque demónios se havia mudado o Regime?

Após uns anitos atribulados na segunda metade do século XX, arranjou-se uma espécie de consenso. A designação oficial era “República”, mas o modelo aplicado seria – grosso modo - o da Monarquia Constitucional do século XIX, na sua vertente do rotativismo político e os partidos políticos outrora identificados com Regeneradores e Progressistas, transformam-se nos actuais PS e PSD, sendo que o resto são figurantes. A única figura que não sofreria qualquer alteração em termos de poderes seria o Rei/Presidente (cortava fitas no século XIX, continuaria a cortar fitas ao longo do século XX e perspectiva-se que continue a cortar fitas ao longo do século XXI se ninguém os parar).

sábado, dezembro 24, 2005

sexta-feira, dezembro 23, 2005

BOAS FESTAS!!!


Já que estamos em maré de festividades, aproveito esta oportunidade para desejar um Feliz e Santo Natal a todos os bloguistas desta comunidade que, meia volta, resolvem passar aqui pelo "burgo" e espreitam as barbaridades que me ponho para aqui a dizer.
Gostava também de deixar uma palavra de apreço para os meus vizinhos aqui do lado, dos blogs da 4ª República, do Crackdown(especialmente o amigo Crack), da SLIH e do Olhar do Miguel (do Miguel Pinto), que serviram de motor de motivação e inspiração para aquilo que é este blog (que não é um sitio para se ser sério, mas sim criativo, abordando as questões de outra forma mesmo correndo o risco de se parecer idiota).
Não sou um génio (com muita pena minha), não ganhei nenhum prémio Nobel (também com muita pena minha pois o dinheiro até dava jeito), mas tenho os meus momentos e sou louvado da breca. Só por isso vale a pena continuar.
Boas Festas a todos meus amigos. :)

quinta-feira, dezembro 22, 2005

A PROPÓSITO DE JORGE LACÃO DIZER QUE OS CASAMENTOS SÓ PARA HETEROSSEXUAIS SÃO INCONSTITUCIONAIS

Ora ainda bem que a lei é geral e abstracta! Destas coisas é que eu gosto, porque são um verdadeiro estímulo ao pensamento lateral. Como diz o anúncio do whisky Grants “Try another angle” (aliás é um excelente anúncio, note-se. Se ainda não viram, vejam.).

Na minha modesta opinião, é mais fácil produzir afirmações idiotas como esta aqui no DN, do que pensar seriamente sobre o assunto e produzir uma opinião estruturada e fundamentada.

Para pensar este assunto, não é possível reduzi-lo à mera aplicação do princípio da igualdade porque, se formos a ver o universo, unicamente por esse prisma, então também é inconstitucional haver pessoas isentas do pagamento de impostos e haver pessoas que pagam mais ou menos impostos consoante o escalão onde se inserem. Porquê? Porque eu não tenho culpa de ter qualificações que me permitam ter um emprego com um ordenado razoável e os outros não. A sociedade quando se transforma, não se transforma só no aspecto particular das relações pessoais, transforma-se a um nível global onde se inserem diversos factores.

Mas, se o aspecto em causa é a figura da família e do casamento nas relações entre as pessoas então, em primeiro lugar há que pensar sobre o que é que se entende por família e depois sobre o que se entende por casamento. Isto, porque como dizia o Vírus (a propósito das telhas), não se começa a construir uma casa pelo telhado. Também não se usam argumentos como os “O Reino Unido fez e a Espanha fez”, para legitimar uma posição, porque se os outros forem atirar-se a um poço, nós certamente não iremos a correr atrás deles.

Parece-me claro que todas as sociedades evoluem, tal como me parece claro que todas as sociedades decaem. Faz parte da ordem natural das coisas. Da mesma maneira, parece-me que é quando as sociedades entram num processo descendente, que se dão as maiores convulsões.
A família é um dos pilares estruturante de toda a sociedade. Toda e qualquer alteração que se verifique neste núcleo, produz efeitos no comportamento da sociedade em termos globais. Nesta mesma linha de pensamento, toda e qualquer legislação que condicione e imponha determinados comportamentos ao nível da constituição do núcleo familiar pode ter efeitos perversos no comportamento da sociedade em geral. Isto, não é novidade nenhuma. Há inúmeros estudos científicos que provam exactamente isso. Estudos esses que vão desde a problemática das famílias monoparentais, até às famílias disfuncionais, passando pelas famílias constituídas por elementos do mesmo sexo e os efeitos que têm sobre a sociedade.

A família é, em termos sociais, constituída através da figura do casamento e o casamento, mais não é do que o reconhecimento, através de um acto público, de que a pessoa A e a pessoa B têm uma relação e vão constituir uma nova família. A constituição dessa nova família passa inevitavelmente pela prol. Isto é, passa pela questão da procriação, porque quer queiramos, quer não, é isto que permite a regeneração de uma sociedade e é aqui que entramos no conflito, porque se há uma coisa que o princípio da igualdade não é, é justo.

Por muitos artifícios, palavras bonitas e palavras de ordem contra a discriminação, o casamento entre pessoas do mesmo sexo e entre pessoas de sexo diferente, não é a mesma coisa, nem produz os mesmos efeitos. Se esta questão do casamento se resume a encontrar uma figura jurídica, que proteja legalmente os direitos de duas pessoas do mesmo sexo que entendam ter uma vida em comum, então criem um novo termo que vincule juridicamente as partes em apreço. Chamem-lhe contrato de qualquer coisa, chamem-lhe o que quiserem, mas não o designem por uma coisa que não é, nem nunca será.

Por esta ordem de razões, estas pessoas não devem arrogar-se ao direito de querer ser uma família igual ás outras porque, simplesmente, não o são e se, à partida, se assumem enquanto estrutura familiar alternativa, então é porque aceitam e assumem a condição de ser diferente. E a partir do momento em que assumem a condição de ser diferente, então não podem – à posteriori – pretender ser iguais aos outros, primeiro porque efectivamente não o são e segundo porque o ser diferente implica a aceitação de todos os actos que decorram dessa diferença.

Quererá isto dizer que não devam ter um enquadramento legal? De forma alguma. É claro que deverá existir um enquadramento legal para estas uniões. Mas se me perguntarem se deverão ter os mesmos direitos que um casal heterossexual, penso que não porque tal como nos escalões do IRS, não contribuem todos da mesma maneira.

quarta-feira, dezembro 21, 2005

CANÇÕES DE NATAL - "The Twelve Days of Christmas"

On the first day of Christmas,
my true love sent to me
A partridge in a pear tree.

On the second day of Christmas,
my true love sent to me
Two turtle doves,
And a partridge in a pear tree.

On the third day of Christmas,
my true love sent to me
Three French hens,
Two turtle doves,
And a partridge in a pear tree.

On the fourth day of Christmas,
my true love sent to me
Four calling birds,
Three French hens,
Two turtle doves,
And a partridge in a pear tree.

On the fifth day of Christmas,
my true love sent to me Five golden rings,
Four calling birds,
Three French hens,
Two turtle doves,
And a partridge in a pear tree.

On the sixth day of Christmas,
my true love sent to me Six geese a-laying,
Five golden rings,
Four calling birds,
Three French hens,
Two turtle doves,
And a partridge in a pear tree.

On the seventh day of Christmas,
my true love sent to me Seven swans a-swimming,
Six geese a-laying,
Five golden rings,
Four calling birds,
Three French hens,
Two turtle doves,
And a partridge in a pear tree.

On the eighth day of Christmas,
my true love sent to me
Eight maids a-milking,
Seven swans a-swimming,
Six geese a-laying,
Five golden rings,
Four calling birds,
Three French hens,
Two turtle doves,
And a partridge in a pear tree.

On the ninth day of Christmas,
my true love sent to me
Nine ladies dancing,
Eight maids a-milking,
Seven swans a-swimming,
Six geese a-laying,
Five golden rings,
Four calling birds,
Three French hens,
Two turtle doves,
And a partridge in a pear tree.

On the tenth day of Christmas,
my true love sent to me Ten lords a-leaping,
Nine ladies dancing,
Eight maids a-milking,
Seven swans a-swimming,
Six geese a-laying,
Five golden rings,
Four calling birds,
Three French hens,
Two turtle doves,
And a partridge in a pear tree.

On the eleventh day of Christmas,
my true love sent to me
Eleven pipers piping,
Ten lords a-leaping,
Nine ladies dancing,
Eight maids a-milking,
Seven swans a-swimming,
Six geese a-laying,
Five golden rings,
Four calling birds,
Three French hens,
Two turtle doves,
And a partridge in a pear tree.

On the twelfth day of Christmas,
my true love sent to me
Twelve drummers drumming,
Eleven pipers piping,
Ten lords a-leaping,
Nine ladies dancing,
Eight maids a-milking,
Seven swans a-swimming,
Six geese a-laying,
Five golden rings,
Four calling birds,
Three French hens,
Two turtle doves,
And a partridge in a pear tree!

PRESIDENCIAIS - Take 3

"E lá está o senhor a falar de coisas de há 10 anos atrás!" - dizia ontem o mp3 (diga-se que aquele cartaz azul, onde o tio super-Mário, aparece de beiços pintados de negro como se fosse um gótico - sem desrespeito para os góticos - é muito jeitoso. O criativo que fez aquela coisa devia ser condecorado no próximo 10 de Junho com a medalha do mau-gosto).

Curiosamente, não importa falar de coisas de há 10 atrás, mas importa falar de coisas de há 20 anos atrás. Diriam alguns: "É como o vinho do Porto, quanto mais antigo melhor.".

Confesso que não tenho grande paciência para ouvir debates e muito menos para ouvir desvarios de um senhor que às 22 horas já devia estar a fazer ó-ó. A antiguidade não é um posto e a idade não justifica atitudes politicamente impróprias, como aquelas a que se assistiu ontem à noite, pois se o Prof. Cavaco é um economista razoável, então o Dr. Soares é um político medíocre que não consegue chegar nem aos calcanhares do homem político que foi o Dr. Álvaro Cunhal (independentemente da ideologia que defendia). Que faria, se o Prof. Cavaco o acusasse de ter pisado a bandeira Portuguesa nos seus tempos de "refugiado político"? (sim, é verdade e a RTP deverá ter essas imagens em arquivo se ainda não as destruiu).

Assistimos a um Mário Soares que, dotado de uma agressividade infantil, lançava ataques despropositados ao seu oponente e que dizia que um Presidente da República pouco mais era do que um moderador (basicamente é entendimento do mp3). Ou seja, para o Dr. Mário Soares, o PR é um mero agente passivo que está ali para cortar fitas.

A lei é geral e abstracta, cada um interpreta como quiser e se o Dr. Soares gosta cortar fitas, sopas e descanso, tanto melhor para ele. O Prof. Cavaco prefere ser um bocado mais interventivo e sabe que pode fazê-lo, logo tem mais é que agarrar-se às suas convicções e andar para a frente. Pode não ser um homem de retórica - e ainda bem que não o é, porque as palavras leva-as o vento - mas é preferível que seja um homem de acção porque o país precisa.

sexta-feira, dezembro 16, 2005

O MEU OUTRO BLOG

O meu outro blog é dedicado aos jogadores de Roleplay. Isto é, aos adeptos (como eu) dos Pbem's.

Demorou um bocadinho a perceber o que é que havia de fazer com ele (blog, entenda-se), mas cheguei lá.

O blog chama-se Owl's Creek e é em inglês (claro, porque este quadradinho é muito pequeno para estas coisas).

quarta-feira, dezembro 14, 2005

"English in European Union in next 5 years..." - Enviado por e-mail

European Commission has just announced an agreement whereby English will be the official language of the European Union rather than German, which was the other possibility.

As part of the negotiations, the British Government conceded that English spelling had some room for improvement and has accepted a 5- year phase-in plan that would become known as "Euro-English".

In the first year, "s" will replace the soft "c". Sertainly, this will make the sivil servants jump with joy.

The hard "c" will be dropped in favour of "k". This should klear up konfusion, and keyboards kan have one less letter.

There will be growing publik enthusiasm in the sekond year when the troublesome "ph" will be replaced with "f". This will make words like fotograf 20% shorter.

In the 3rd year, publik akseptanse of the new spelling kan be expekted to reach the stage where more komplikated changes are possible.Governments will enkourage the removal of double letters which have always ben a deterent to akurate speling.

Also, al wil agre that the horibl mes of the silent "e" in the languag is disgrasful and it should go away.By the 4th yer people wil be reseptiv to steps such as replasing "th" with "z" and "w" with "v".

During ze fifz yer, ze unesesary "o" kan be dropd from vords kontaining "ou" and after ziz fifz yer, ve vil hav a reil sensibl riten styl.Zer vil be no mor trubl or difikultis and evrivun vil find it ezi tu understand ech oza.

Ze drem of a united urop vil finali kum tru.Und efter ze fifz yer, ve vil al be speking German like zey vunted in ze forst plas.

If zis mad you smil, pleas pas on to oza pepl....:))

terça-feira, dezembro 13, 2005

OS JANTARES DE NATAL



Aqui no tasco onde trabalho, é todos os anos a mesma coisa, chega a esta altura e toca de promover um jantarito de Natal para animar os indígenas. A maior parte das pessoas acha o máximo e andam com um sorrisinho idiota nos lábios enquanto dizem: "lá tem de ser", como isto se tratasse de mais um esforço que se tem de fazer para não parecer mal.

Nestes anos que tenho passado ali no Gulag, só por duas vezes participei nestes jantares. O 1º, porque foi o primeiro, nunca tinha havido nenhum antes disso. O 2º foi no ano passado porque não consegui arranjar, atempadamente, nenhuma desculpa.

Este ano, não preciso de arranjar desculpas. Tenho, de facto, outras coisas para fazer. Mas mesmo que não tivesse, decidi que nunca mais arranjaria desculpas para não participar nestas reuniõezitas hipócritas. Porquê? Esta é fácil:

1º Andam os 12 meses do ano a tratar as pessoas como débeis mentais e com 4 pedras na mão e depois ainda organizam jantares de Natal?

PQP (estas siglas não vou traduzi-las e também não vou dizer onde é que podiam enfiar o jantarito enquanto cantam o Jingle Bells).

2º Trabalho, cerca de, oito horas por dia, os 12 meses do ano (excepto quando estou de férias), onde tenho que os aturar quer queira, quer não queira, porque diabos haveria eu de querer aturá-los fora dessas horas?

Não me parece! Aturo o que tiver de aturar dentro do meu horário de trabalho e porque me pagam para isso (e até aí há limites), fora do meu horário de trabalho aturo quem eu quero.

Como podem ver, esta história dos jantares de Natal desperta o espírito natalício que há em mim.

AFINAL SOMOS UM PAÍS DE ESCRITORES...

... e eu não sabia.

Pois sim, é verdade. Hoje descobri que somos um país de escritores. Líricos? Talvez. Depende do contexto, mas lá que há muita criatividade por aí escondida, lá isso há, embora não seja nada que não se suspeitasse.

É claro que para mim isto é, não só, uma novidade, como também constitui motivo de espanto. Porquê? Porque há quase 10 anos que ando a praticar escrita criativa em inglês e porque nunca encontrei ninguém que o fizesse em português. Hoje, bastou-me fazer uma busca sobre o tema “escrita criativa” para me aparecerem uma série de websites em português (sem ser do Brazil).

Daqueles em que estive a navegar, há dois que creio terem sido muito bem conseguidos:

http://www.escritacriativa.com

É um site bastante interessante, pelo qual vale a pena navegar e é relativamente recente. Ou seja, não existia à 10 anos atrás quando me comecei a interessar pelo tema.

http://www.escreva.com

Sendo interessante, não é tão interessante como o anterior. Não porque não tenha o seu mérito, mas porque a página principal do site não explica os objectivos do mesmo. No entanto, registe-se que conta com 387 membros, de várias zonas do país e nem que seja só por isto, já é uma excelente iniciativa. É claro que também este é um site recente (porque não existia há 10 anos atrás, óbvio).

Bom, aqui fica a nota e os parabéns para os autores destes sites que, num momento em que a língua portuguesa anda tão por baixo, bem o merecem.

segunda-feira, dezembro 12, 2005

TORTURA

“Ay amor me duele tanto Me duele tanto
Que te fueras sin decir a donde
Ay amor, fue una tortura perderte
Yo se que no he sido un santo
Pero lo puedo arreglar amor
No solo de pan vive el hombre Y no de excusas vivo yo. “
in La Tortura, Shakira y Alejandro Sanz

Gosto muito deste clip musical. Esta moça, a Shakira, fica muito bem toda besuntada com aquele óleo preto.

Tirando isso, há que falar de Tortura. Isto a propósito de uma chamada de atenção que o Professor Massano Cardoso fez aqui no 4ª República.

Tortura é chato. Tanto para aqueles que torturam, como para aqueles que são torturados. Para aqueles que torturam porque é um trabalho desagradável, para aqueles que são torturados porque, ao fim ao cabo, aquilo é capaz de doer um bocado.

Independentemente da sua definição, todos compreendem o seu conceito de diferentes formas. É como a declaração dos direitos humanos, todos a assinaram e todos a respeitam, cada um à sua maneira e quem não tiver telhados de vidro, pois que faça o favor de atirar a primeira pedra.

De hoje em dia está na moda falar mal dos americanos, tal como nos séculos passados estava na moda falar mal da potência hegemónica da altura fosse ela qual fosse. A diferença é que em tempos idos, a informação demorava mais tempo a chegar e quando chegava, passava primeiro pelas esferas de decisão e só depois chegava às massas. De hoje em dia, a Comunicação Social deu cabo do arranjinho e o que se passa, é que na maior parte das vezes a informação chega mais depressa às massas por via informal, do que às esferas de decisão por via formal, ou pelo menos assim parece. No entanto, há que atentar que nem tudo o que parece, realmente é. Por isso dizer que os americanos não respeitam isto ou aquilo e fazer aquelas acusações inflamadas de pôr a chorar as pedras da calçada, é apenas a arma de quem nada pode, isto é, dos fracos. É como os lobos numa alcateia, ou se submetem ao macho dominante e aceitam o status quo. Ou se não aceitam, podem sempre lançar um desafio para ver qual será o próximo alfa, mas aí ou têm força, ou se não têm, então terão um problema.

O problema da informação chegar depressa às massas é o mesmo que se passa no futebol. De um momento para o outro todos são excelentes treinadores de bancada e percebem, a rodos, de futebol. Na política externa e em questões de segurança internacional é a mesma coisa. Aterra um avião que se suspeita ser da CIA e toda a gente passa a especialista em matéria de política externa dizendo que lá estão os americanos a tratar mal os terroristas coitadinhos.

Por mim, deviam lançar uma campanha de Natal “Adopte 1 Terrorista”. Se funciona com os animais do Jardim Zoológico, também deve funcionar com estas criaturas afáveis.

Bom, mas a «cena» aqui é a tortura.

O que é que é mais torturante? 20-30 minutos de anúncios publicitários no meio de um bom filme ou um tipo a espetar pauzinhos pontiagudos debaixo das nossas unhas? Sinceramente não sei. Mas se calhar os 20-30 minutos de anúncios publicitários, porque o mais provável é que um indivíduo desmaie ao fim de 5 minutos no cenário dos pauzinhos. É claro que depende do indivíduo, se for muito resistente à dor pode levar mais tempo a perder a consciência. No cenário dos anúncios publicitários são 20 a 30 minutos de tortura non-stop no qual, o indivíduo nem sequer tem o direito de desmaiar.

De facto, meter imigrantes ilegais dentro de um contentor é mau e um verdadeiro atentado contra a dignidade humana. Pessoalmente, penso que o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras devia usar o dinheiro dos contribuintes para lhes proporcionar uma estadia num hotel de cinco estrelas enquanto decorrem as diligências de extradição.

O vídeo das praxes dos soldados britânicos é um escândalo e um atentado contra a dignidade humana. Eu também acho que sim e o facto de se tratarem de soldados e de se saber que, caso sejam apanhados pelo inimigo terão de passar por situações muito piores, não interessa nada para o caso.

A proibição da eutanásia, é uma boa medida porque não tortura pessoas. Defende o direito à vida e enquanto há vida, há esperança, independentemente das circunstâncias.

É claro que o conceito de tortura é geralmente entendido como algo que se faz a outro, de uma forma consciente e perversa. Uma maldade. Mas será que é mesmo?

A título meramente pessoal, penso que a tortura é apenas mais um instrumento ao serviço de qualquer coisa. Pode ser utilizado para obter coisas bastante objectivas, ou pode ser utilizado para fins de cariz mais lúdico. No fundo penso que é um instrumento igual a um carro, tanto pode ser utilizado como meio transporte, como pode ser utilizado enquanto arma letal. E como qualquer outro instrumento, é desprovido do elemento da perversão ou da maldade, visto que esses são elementos inerentes à condição humana.

sábado, dezembro 10, 2005

RUDOLF THE RED-NOSED REINDEER

Rudolph, the red-nosed reindeer had a very shiny nose.
And if you ever saw him, you would even say it glows.

All of the other reindeer used to laugh and call him names.
They never let poor Rudolph join in any reindeer games.

Then one foggy Christmas Eve Santa came to say:
"Rudolph with your nose so bright, won't you guide my sleigh tonight?"

Then all the reindeer loved him as they shouted out with glee,
Rudolph the red-nosed reindeer, you'll go down in history!

segunda-feira, dezembro 05, 2005

THE KONG!



NÃO PERDER - Estreia a 15 Dezembro.

PROPOSTA DE ABOLIÇÃO DOS SEGUINTES FERIADOS

Com base naquele tal artigo da CRP que foi invocado para mandar tirar os crucifixos das escolas, propõe-se a abolição dos seguintes feriados religiosos (porque ninguém tem de gramar com os credos dos outros):

- Sexta-feira Santa;

- Páscoa;

- Corpo de Deus;

- Assunção;

- Todos-os-Santos;

- Imaculada Conceição;

- Natal;

Posteriormente, deve-se fazer um aditamento à proposta solicitando, igualmente, a abolição dos seguintes feriados que são estúpidos e não fazem falta:

- Ano Novo (Não se entende porque é que tem de ser feriado. A seguir ao ano velho, vem o ano novo, toda a gente sabe isso, não é preciso ser feriado só para nos lembrar);

- Carnaval ( Se há feriado mais imbecil, tem de ser este. Qual é a piada das pessoas andarem a fazer figuras tristes no meio da rua? Pior, ainda ensinam as criancinhas a ser assim);

- Dia da Liberdade ( Já foi, já era, já passou e ninguém deve ser obrigado a gramar com um feriado que, para alguns é mais um dia de luto que outra coisa);

- Dia do Trabalhador (Porque é que tem de ser feriado? Trabalhador, tal como o nome indica, é para trabalhar, logo porque é que no dia do trabalhador ninguém trabalha? Não faz sentido);

- Dia de Portugal (é todos os dias e não um só);

- Implantação da República (é como o dia da liberdade. Há uns que gostam, há outros que nem por isso. Porque é que os que não gostam têm de estar a levar com ele?)

- Restauração da Independência (who cares! Já foi! Inclusive, actualmente há quem esteja arrependido por isso, recordar a restauração da independência é, para alguns, uma espécie de tortura e a tortura é banida pela Convenção de Genebra, logo estamos a violar o Direito Internacional Público e a ir contra a carta das Nações Unidas e contra a Carta dos Direitos do Homem).

sexta-feira, dezembro 02, 2005