segunda-feira, julho 31, 2006

MAIS DO MESMO

Ora, andava eu para aqui a falar de fama e de celebridades quando eis, senão, que... leio esta notícia no DN, sobre as 37 criancinhas mortas no raid israelita de ontem.
É, sem dúvida, uma chatice.
Matar criancinhas é, realmente, mau mesmo quando se trata daquelas criancinhas que gritam e guincham desenfreamente na mesa do restaurante ao lado da nossa e às quais, inclusivamente, nos dá vontade de lhes dar uma «testinha» para ver se acabam com aquela chinfrineira.
Tenho dois sobrinhos e se há uma coisa que eu sei, é que em caso de cenário de conflito eles jamais permaneceriam num local sujeito a bombardeamentos fosse qual fosse a razão. Não é uma questão política, é uma questão de sobrevivência. Uma pessoa normal jamais põe em risco a sobrevivência da sua prol.
Mas nós não estamos a falar de pessoas normais. Nós estamos a falar de pessoas dispostas a sacrificar os próprios filhos por algo que eles acreditam ser uma «causa maior». Pior do que isto é saber que "eles" nem sequer estão dispostos a sacrificar o seu próprio sangue, mas sim o sangue dos outros e fazer disso uma boa campanha de propaganda porque sabem que, isso afecta a opinião pública e os governos das democracias ocidentais são sensíveis a isso. Ora já dizia Aristóteles que as Democracias pertencem à categoria dos regimes degenerados mas, infelizmente, até à data ainda não se encontrou nada melhorzito. Por isso, temos de nos contentar com o que há.
Amiguinhos, cada um entenda o que quiser mas, ali não há inocentes e as pessoas que estavam naquele edificio, estavam lá para cumprir um propósito. E a verdade é que cumpriram. Ganharam 48 horas.

FAMA, CELEBRIDADES OU O COMPLEXO DA PRIMA DONNA

Dei um passo na escala evolucionária. Agora, já tenho em casa aqueles canais da tv cabo funtastic live (ou lá que diabos eles chamam àquilo). Por consequência, agora tenho muitos mais canais para praticar o zapping.
Assim, no outro dia, andava eu alegremente a zappar pelos novos canais quando eis, senão, que... paro num canal chamado Zone Reality onde transmitiam um programa sobre a vida nocturna em Los Angeles.
Como senti curiosidade fiquei ali a ver até onde ia o disparate.
O programa era feito sob duas perspectivas. A primeira, era a perspectiva de um polícia. A segunda, era perspectiva de uma moça normal (ou tão normal quanto é possível ser-se naquela cidade). Apesar de serem duas pessoas com duas vivências completamente diferentes, havia algo que tinham em comum. O grande objectivo de ambos era serem famosos.
Após esta constatação fiquei siderado. Mas porque diabos havia alguém de querer ser famoso? Bom, continuei a ver aquilo mas sempre com esta pergunta a matraquear-me o juízo.
Presumo que a fama é algo importante. É algo que eleva os indíviduos ao estatuto de Herói. Mas ao contrário do Aquíles, do Heitor, do Hercules ou do Ulísses (a.k.a Odisseu), não é por grandes e valorosos feitos heróicos, mas sim pelo tempo de exposição e cobertura mediática sem qualquer feito extraórdinário. E isto, meus amigos, chamem-lhe o que quiserem mas não é fama. Isto é apenas querer ser-se célebre. Querer ser protagonista de qualquer coisa. Não tem a ver com inteligência, não tem a ver capacidades intelectuais, tem simplesmente a ver com a necessidade de ser o centro das atenções, tem a ver com a necessidade de ser o sol que ilumina o mundo e viver em função disso.
Ora, quem sou eu para criticar aqueles que optam por um estilo de vida como este, mas a verdade é que é um estilo de vida um bocado triste. Pergunto-vos, há alguma coisa melhor do que ser um anónimo?
Há alguma coisa melhor do que poder ir tomar um cafézinho numa esplanada qualquer, sem ter que ter uma data de mirones a olhar para nós e a avaliar-nos constantemente?
Há alguma coisa melhor do que poder sair à noite, apanhar uma grande bebedeira, sem que isso saia na primeira página dos jornais no dia a seguir?
Há alguma coisa melhor do que poder escolher o que se quer e o que não se quer fazer?
É bom ser-se anónimo.
Ser-se uma celebridade é abdicar da nossa privacidade e daquilo que nos torna livres. É viver a nossa vida em função daquilo que os outros querem e nunca em função daquilo que queremos. É como governar por sondagens. Não resulta lá grande coisa porque a opinião pública é, por norma, volátil.
Para se ser uma celebridade tem, obrigatoriamente, de existir um complexo de Prima Donna. Este complexo traduz-se em comportamentos aberrantes e desproporcionados, bem como em achaques frequentes com coisas acessórias, triviais e fúteis que não lembram ao careca. Mas como se trata de celebridades, as pessoas tendem a minimizar a coisa e chamam-lhe excentricidade. Em abono da verdade, não se trata de nenhum comportamento excêntrico. Trata-se apenas da velha estupidez pura e dura, para a qual ainda não foi encontrada uma vacina eficaz.
Agora, o que eu não consigo perceber é porque é que há tanta gente que se sente atraída por um estilo de vida tão efémero e, na minha óptica, perfeitamente idiota e cretino. É que os actores e os cantores, ainda têm alguma utilidade. Afinal servem para entreter o pessoal e sempre se poupam um trocos nas idas ao jardim zoológico e ao oceanário (a.k.a. "peixanário"). Mas e os outros? Os outros servem exactamente para quê?

O QUE AS TELEVISÕES NÃO MOSTRAM

O que as televisões não mostram sobre o conflito Iraquiano são os vídeos feitos pelos Marines Americanos e que são, verdadeiramente, um maná de informação para quem estuda estas coisas.
Aviso à navegação: Alguns destes vídeos contém imagens eventualmente chocantes pelo que, se ficam facilmente impressionados o melhor é irem cantar para outra freguesia.

quarta-feira, julho 26, 2006

GO ISRAEL!!!


Pois é isso mesmo! Go Israel! Afinal alguém tem de meter ordem no tasco e assim como assim, mais vale que seja Israel.
Além disso, acho absolutamente intragável e insuportável a "apologia dos coitadinhos" misturada com traços patológicos do complexo de Calimero. Fico louco da vida, a sério que fico.
Ali, naquela região, não há coitadinhos e muito menos Calimeros, e quanto mais depressa meterem isso na cabeça, tanto melhor.
E o primeiro «gaijo» ou «gaija» que me vier para aqui falar das criancinhas e dos civis e patati, patatá, temos a burra nas couves. Ai temos, temos.
Tenho dito.

quinta-feira, julho 20, 2006

Fases do ensino em Portugal (enviado por e-mail)

Nota: O texto que se segue andou a circular na net há algum tempo atrás.

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Fases do ensino em Portugal

1ª fase (antes de 1974): O aluno ao matricular-se ficava automaticamente chumbado. Teria de provar o contrário ao professor.

2ª fase (até 1992): O aluno ao matricular-se arriscava-se a passar.

3ª fase (actual): O aluno ao matricular-se já transitou automaticamente de ano, salvo casos muito excepcionais e devidamente documentados pelo professor, que terá de incluir no processo, obrigatoriamente um "curriculum vitae" extremamente detalhado do aluno e nalguns casos da própria família.

4ª fase ( em vigor a partir de 2007): O professor está proibido de chumbar o aluno; nesta fase quem é avaliado é o próprio professor, pelo aluno e respectiva família, correndo o risco quase certo de chumbar...

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Apetece-me acrescentar uma 5ª fase: Os alunos que saibam escrever o seu nome sem erros, nem precisam matricular-se. Têm acesso directo ao Conselho de Ministros como consultores privados do 1º Ministro, equiparados a Chefe de Gabinete, com direito a subsídio de almoço e de transporte.

Também se está a estudar a participação dos pais no referido Conselho, desde que se apresentem munidos de tacos de basebol e, pelo menos, tenham tomado banho no corrente mês.

Os professores excendentários após esta reforma do sector serão despedidos com justa causa, porque é imperioso reduzir o número de supranumerários, dada a despesa que constituem para o depauperado erário público. Isto não é brincadeira! Está mesmo mau! Calculem que a um deputado que não entregou a tempo os bilhetes do autocarro foi cortado o subsídio de transporte com o argumento de que já não havia verba. Isto não pode repetir-se. Os professores que paguem a crise!

Abaixo o ensino! Viva o ZERO e todos os números acabados em ZERO! VIVAM!

sexta-feira, julho 14, 2006

A ARTE DE FAZER "NADA"

Eu, sou daquelas pessoas que gosta muito de estar sempre a fazer alguma coisa e muitas vezes dou comigo a fazer "nada".

A primeira vez que me apercebi disto fiquei, naturalmente, preocupado. A ideia de fazer "nada" era um bocado assustadora, porém, depressa percebi que estava a misturar duas ideias distintas. "Fazer nada" é muito diferente de "não fazer nada", desde já porque quando dizemos "fazer" partimos do princípio que estamos a fazer alguma coisa e quando dizemos "não fazer", partimos do princípio que não estamos a fazer alguma coisa. Assim, fazer alguma coisa - mesmo que seja nada - é sempre mais positivo do que não estar a fazer nada.

A parte boa de fazer nada é a possibilidade de assistir a diálogos, absolutamente, fenomenais entre o Tico e o Teco (os dois neurónios). Muitos deles são absolutamente idiotas, outros nem por isso e noutros ainda, pegam-se os dois ao tabefe, mesmo assim todos eles são importantes.

No outro dia, ia eu para a estação de combóios de Alcântara-Terra quando, de repente, o Tico e o Teco iniciam mais um debate. Desta feita, o tema era ó "Fenómeno Jack Bauer e a Teoria dos Jogos". Então, começou assim a discussão:

Tico: Sabes de uma coisa mano, estive a ler umas coisas sobre a série 24h.

Teco: Ah sim? E qual é a importância disso?

Tico: Qual é a importância disso? É muita, pois claro, caso contrário não estaria a falar dela!

Teco: Não percebi.

Tico: Eu explico. Se ignorarmos todos os aspectos técnicos subjacentes ao formato do programa e nos debruçarmos, unicamente, sobre os aspectos relacionados com a personagem do Jack Bauer", vamos descobrir, acima de tudo, uma personagem bi-dimensional e isso é importante.

Teco: Não percebi... *breve pausa*... Além disso, personagens bi-dimensionais são demodés, ultrapassadas e muito, muito básicas. De hoje em dia, utilizar personagens bi-dimensionais para retratar o que quer que seja é demasiadamente redutor da condição humana.

Tico: Mas não neste caso. Repara, estamos a falar da retratação de situações extremas...

Teco: Não mano. Estamos a falar de um programa de entretenimento que retrata situações extremas e em que a personagem principal tem duas funções: 1- põe o dedo no gatilho; 2- tira o dedo do gatilho.

Tico: Lamento muito mas tenho de discordar. O "pôr o dedo no gatilho" e o "Tira o dedo do gatilho", só aparece na sequência de qualquer coisa.

Teco: Sim, aparece na sequência das cenas descritas no script.

Tico: Não, estúpido! * prega uma testinha no irmão* Aparece na sequência de um objectivo que se pretente alcançar e nesse contexto tem de se tomar a decisão de pôr, ou não, o dedo no gatilho... Que mania tens tu de simplificar tudo!

Teco: Eu não tenho a mania de simplificar tudo! Tu é que tens a mania de complicar tudo! Onde é que está o problema de uma personagem que põe e tira o dedo no gatilho?

Tico: O problema não está no pôr e no tirar o dedo do gatilho, mas sim numa questão prévia a essa e que é; o que é que se pode ganhar e o que é que se pode perder quando se põe, ou não, o dedo no gatilho?

Teco: Fácil. Se põe o dedo no gatilho é porque pretende ganhar alguma coisa, o problema está no falhar a pontaria. Se falhar a pontaria, aí perde.

Tico: Também, mas o ponto que referes ele só vai saber depois de premir o gatilho e nunca antes. Anterior a isso é a consciência de que quer ele ponha, ou não, o dedo no gatilho, a personagem vai sempre perder.

Teco: Então estamos a falar de uma personagem idiota.

Tico: Não. Estamos a falar na diferença entre serem muitos a perder, ou ser só um a perder. Se ele não puser o dedo no gatilho, muitos vão perder. Se ele puser o dedo no gatilho, é só ele que perde. Porque quando ele põe o dedo no gatilho, fá-lo para o bem de todos. Naquele caso, nunca estamos perante uma situação de "win-win", estamos sempre numa situação em que um ganha e outro perde.

Teco: Um jogo de soma zero, portanto.

Tico: Exacto.

Teco: Então toda a série deve ser vista na óptica de um jogo de soma zero. E não haverá espaço para um outro tipo de jogo?

Tico: Há. Há espaço para um jogo de soma -1. Ambos perdem, mas estas partes correspondem às secções dramáticas e uma vez ultrapassadas, no fim a soma é sempre zero. O herói ganha, o vilão perde, the end.

Teco: Então e os meios que ele utiliza para lá chegar. Não falaste neles. Porque convém referir que o herói ganha recorrendo a muitas patifarias pelo meio.

Tico: Quando falamos de um jogo de soma zero, em que a intenção dos intervenientes é ganhar, o meio pelo qual se chega à vitória é irrelevante. Não importa o meio que se usa desde que se ganhe.

Teco: Mas então o que é que separa o herói do vilão? Até porque ao atribuir-lhes estas designações corremos o risco de estar enganados nas identificações de cada um. E há que nunca esquecer que podemos estar perante dois heróis ou dois vilões, consoante a perspectiva.

Tico: Verdade. Mas as denominações de cada um pertencem a outro domínio que não o dos jogos. No jogo, há um que ganha e outro que perde. É só isso que é importante.

Teco: Então e a história do bem e do mal, não pode entrar aí?

Tico: Não, porque esse é um outro assunto completamente diferente sobre o qual haveremos de discutir da próxima vez que estivermos a fazer nada.

quarta-feira, julho 12, 2006

UM DIA MEMORÁVEL

Pela 1ª vez na história do meu burgo, vi a minha equipa comportar-se como um todo, a trabalhar em conjunto para o mesmo objectivo.

Estou tão orgulhoso!! :)))

Mas tão orgulhoso, que até o amigo Crack - que conhece as peças em questão - ficaria orgulhoso se tivesse assistido.

Enfim, foi um dia memorável. Amanhã já passou tudo, mas isso não importa.

terça-feira, julho 11, 2006

NÃO HÁ 2 SEM 3

Tal como eu disse num post atrás, o exercício da inteligência é algo extenuante. Mas tal como o exercício físico faz bem ao "esqueleto" e às componentes afins, também o exercício da inteligência faz bem ao cérebro (mesmo nos casos em que este é do tamanho de uma ervilha anã).

Depois de muita pressão, finalmente conseguimos que nos disponibilizassem os documentos essênciais à produção dos indicadores da qualidade (sim, é a maldita qualidade outra vez). Assim, talvez por hábito ou, quiçá, por mau feitio, passei o dia todo a lê-los.

Digo-vos, este exercício foi muito útil porque nos obriga a lidar com uma série de emoções diversas que se afloram à medida que nos deparamos com imbecilidades colocadas em texto. Perguntar-me-iam, não estará o Anthrax a exagerar? Pois concerteza que estou. Afinal, levar as coisas ao ridículo é uma terapia tão boa como cantar para espantar os nossos males.

De início, não adoptei uma postura crítica. Não era esse o objectivo e como tal, também não seria esse o meu papel. No entanto, a partir do momento em que começam a insultar a minha inteligência, a coisa muda de figura. À medida que as páginas (e o tempo) íam passando, sentía-me cada vez mais insultado. Quando chegou ao meio-dia, pedi à minha colega que fechasse a porta, pedi-lhe desculpas antecipadas, abri o diccionário de calão e lá foi disto que amanhã não há!

Já houve alturas em que disse muitas asneiras, mas até hoje não me lembro de ter dito tantas, num espaço de tempo tão curto e sentir-me tão bem, tão aliviado, depois de o ter feito. A única coisa que eu dizia (depois das asneiras é claro), era que se aquilo fosse um projecto que eu tivesse de subvencionar, chumbava-o. E chumbava-o porque, logo à partida, quando se apresenta um projecto a terceiros, há que garantir que até uma criancinha de 4 anos seja capaz de o compreender e o que eu ali estava a ler, era uma espécie de uma amálgama de ideias em que, no fim, não bate a bota com a perdigota!

Eu, que nem sou professor, nem sou destas coisas, dei comigo de lápis em punho, a riscar, a fazer anotações e a fazer perguntas básicas do tipo «Como? Quando? Porquê? Quem?». É que já estava a ficar um bocado doente com aquilo... Também dei comigo a perguntar se seria eu o «problema». Se era eu, que por algum motivo extraordinário (ou não), não estivesse a perceber alguma coisa. É claro que fiquei mais descansado quando percebi que não estava sozinho. Mesmo assim, não deixa de constituir motivo de preocupação aqueles documentos terem tido o aval da antiga Directora e terem tido o OK da nova (sem esta última os ter lido).

A sério, às vezes penso que sou eu que estou a levar estas coisas demasiado a sério. Se calhar sou eu que estou a dar importância demais a estas questões da gestão (pelas quais não me pagam para pensar). Eu não devia dar importância a isto! Eu nem sei se em Janeiro de 2007 ainda ali estou!!

Detesto ser uma criatura inteligente e responsável!!! DETESTO!!!

Eu quero ser um rabanete! Uma couve! Um tomate! Um vegetal qualquer ou mesmo uma amíba!!... mas não consigo.

Que post tão idiota... esta porcaria pega-se.

segunda-feira, julho 10, 2006

ESPANTO, MAS NEM TANTO.

Hoje, andava eu à procura de cursos online - afinal, o Tico e o Teco andam outra vez à procura de estimulo - e qual não é o meu espanto quando não encontro uma única Universidade Portuguesa que tenha um, qualquer, cursito online. Nem "uminha"!... A única coisa que têm é - pasmem - candidaturas online!! ... Digam lá que os moços não são ousados.
«Gandas Malucos», têm candidaturas online.
Em compensação vamos a sites como o worldwidelearn, ou aos sites das universidades de Stanford, Yale, Oxford ou Barcelona e o que não falta são cursos, licenciaturas, pós-graduações, mestrados, doutoramentos, etc, totalmente online.
Ora, está-nos aqui a escapar qualquer coisita, mas que posso eu dizer?... Olhem, ainda bem que falo e escrevo bem inglês.

sexta-feira, julho 07, 2006

AINDA A CERTIFICAÇÃO

Afinal "vozes de burro" até chegam ao céu e parece que quem de direito acordou para a vida. :))
Ai, ai... que "frescos e fofos" somos nós.
Isto de se ser inteligente é muito extenuante.

quinta-feira, julho 06, 2006

quarta-feira, julho 05, 2006

CERTIFICAÇÃO DE QUALIDADE

Aqui no burgo anda tudo virado de pantanas por várias razões que passo a citar:
1º Temos uma Direcção ausente. Isto é, temos uma gestora que não quer conhecer os seus colaboradores, não gere, não desenvolve, não despacha, não cumpre prazos, não percebe nada disto e que tem como consequência prática, o atraso significativo na nossa capacidade de resposta que, por sua vez, tem como resultado um elevado grau de insatisfação do nosso consumidor final (o que não acontecia).
2º Em Setembro terminam os contratos dos contratados (esta é linda; contratos/contratados). Não se sabe o que é que a nossa Directora Virtual pretende fazer, logo, o ambiente de trabalho além de estar de cortar à faca e parece que está prestes a haver uma revolta na Bounty. Ora, isto é um bocado grave porque se a revolta acontecer mesmo (e nós resolvermos parár o burgo inteiro), não há ninguém que actualmente nos possa substituir (porque essa situação não foi acautelada no devido tempo) e passam a ter a Comissão Europeia à perna.
3º Caso a revolta não se verifique e a nossa gestora virtual opte pela não renovação contratual (é uma opção como outra qualquer, não pensem que tenho medo do fundo de desemprego, porque quem tem medo compra um cão), chega a Outubro e tem um burgo sem colaboradores e aí, também tem um problema porque a substituição dos mesmos não foi acautelada e inevitavelmente terá a Comissão Europeia à perna na mesma (é apenas uma questão de tempo, que pode ser mais curto ou menos curto).
No meio disto tudo, estamos a passar por uma certificação de qualidade obrigatória e exigida pela Comissão Europeia que pode ser posta em causa, se nós assim o desejarmos, por não comparência da Direcção. Isto, só por si, põe em causa a continuidade dos trabalhos aqui do burgo até ao final do ano e põe em causa a competência do organismo português para gerir o novo Programa a partir de 2007. E nós, colaboradores - queridos e fofos - podemos ter um problema (porque tal como contratados que somos podemos ir todos para rua, paciência), mas haverá alguém que terá um problema muito maior que o nosso (porque estas coisas costumam subir na hierarquia, não é?).
Há ainda outra coisa que deve ser tida em consideração mas à qual, aparentemente, a nossa Directora Virtual parece estar totalmente alheia. É que para além do organismo, que irá gerir o novo Programa Comunitário, não poder integrar qualquer estrutura ministerial a partir de Janeiro de 2007, também não pode ser composto por trabalhadores vinculados a qualquer Ministério. Ou seja, não pode ser composto por pessoas vinculadas à função pública.
É assim, eu não sei, nem me interessa o que é que o Estado Português pretende fazer, mas já me passou pela cabeça apresentar um projecto de criação de uma instituição, capaz de gerir estes fundos comunitários, a uma Entidade Bancária e contratar os serviços de uma empresa em Bruxelas para fazer lobby junto da Comissão Europeia.
É que, se é de dinheiro que estamos a falar, então vamos falar de dinheiro. A C.E comparticipa o salário dos colaboradores aqui do burgo em 80%. Somente 20% têm de ser assegurados, neste caso, pelo Estado Português. Também 80% do orçamento de funcionamento aqui do burgo é assegurado por Bruxelas, o restante tem de ser assegurado via Estado Português. Além disso, estamos a falar de movimentações bancárias na ordem dos milhões de euros que actualmente são asseguradas pela DGT, mas que podem ser - perfeitamente - assegurados por uma Instituição Bancária.
Mesmo que a comparticipação nacional aumente para 50%, a verdade é que ainda assim isto seria um excelente negócio para uma Entidade Bancária.
Enfim... mesmo não me parecendo uma má ideia, a verdade é que já não tenho muito tempo para pensar nela.

terça-feira, julho 04, 2006

Á BOA MANEIRA PORTUGUESA (II)

Ora bem, a selecção joga amanhã.

O governo sofreu uma remodelação.

Ninguém reparou muito nisso.

O governo anunciou o fim dos benefícios fiscais. Despesas de educação e despesas com seguros de saúde vão deixar de ser deduzidos no IRS o que, em termos práticos, significa um aumento de impostos.

Ninguém reparou muito nisso também.

Assim, já que a selecção Portuguesa é tão providencial para o governo, então, o governo é que devia, não só, pagar o salário do Scolari como pagar o salário dos demais jogadores pelos serviços prestados à nação.