terça-feira, junho 30, 2009

O FIM DA CRISE


"Estamos a chegar ao fim da crise" in Diário Económico.
Está decidido e "mai" nada!

ESTÃO HOMENZINHOS VERDES NO MEU QUINTAL (5)



Anda aqui um assunto a incomodar-me à vários dias e eu ainda não consegui perceber se aquilo é mesmo a sério, ou se é mais uma daquelas coisas imbecis que os portugueses costumam ter.
Aqui há uns tempos atrás o Conselho de Ministros aprovou uma proposta de Lei do Cibercrime que passa a punir - com uma pena de prisão até 10 anos - a difusão de virus informáticos.
Curiosamente, isto foi apenas notícia no dia em que lá saiu o press release e depois foi o silêncio total.
Pessoalmente fiquei absolutamente chocada com a manifesta falta de razoabilidade entre o crime praticado e a punição prevista. Punimos com 10 anos de prisão quem difunda virus por meios informáticos e punimos crimes sexuais (quando punimos) com penas inferiores a esses 10 anos.
"Portantos" a dignidade da pessoa humana vale menos que um computador (por assim dizer).
É claro que não sou contra a punição de crimes informáticos, mas acho que estes não devem ser vistos de uma forma espartilhada. Há coisas mais graves do que difundir virus informáticos.

segunda-feira, junho 29, 2009

OBVIAMENTE QUE O HOLOCAUSTO NUNCA EXISTIU




Os israelitas (que naquela altura ainda não existiam propriamente) é que tinham já uma grande capacidade de elaborar uns efeitos especiais à maneira.
Como diz o "Taxista de Teerão" o holocausto é um mito.
Cabecinha brilhante aquela.

Mas sabem, no outro dia estive a tomar café com o Pato Donald, o Mickey e o Pluto e a debater o estado de saúde do Rudolfo (a rena do Pai Natal, aquela do nariz vermelho que acende à noitinha). Gostei, foi uma tarde inspiradora.

TÃO FELIZES QUE NÓS SOMOS



Diz o jornal Público sobre o estudo sociológico realizado pelo ISCTE (que surpresa!):








Ok, deixem-me lá ver se eu percebi bem...
"Portantos"...
- 35% dos portugueses têm uma privação alta ou média;
- 57% dos portugueses auferem de um rendimento familiar abaixo dos 900,00 €;
"Portantos" somando os dois eis que temos 92% dos portugueses com problemas sociais sérios e 8% dos portugueses que, aparentemente, estão muito bem de vida.
Pergunto-me: Isto sou só eu a exagerar ou está aqui qualquer coisa que não bate certo?

ARTIGO DE OPINIÃO - CORREIO DA MANHÃ

Diz António Ribeiro Ferreira na edição de hoje do Correio da Manhã:
É caso para perguntar: Então e qual é a fundação que está encarregue dos portáteis para os Séniores? - Se há uma para os Magalhães, também deve haver uma para os Insys.

AS 25 MELHORES CIDADES PARA VIVER

De acordo com a última edição da revista Monocle eis o top 25 das melhores cidades para viver:
Viena
Paris
10º Berlin
12º Madrid
13º Sydney
16º Fukuoka
17º Oslo
22º Kyoto
24º Geneva
25º Lisboa
É verdade, Lisboa é a última cidade deste ranking. O lado positivo é que pelo menos estamos no ranking, mas se quisermos ir subindo de posição vamos ter de "contratar" alguns estrangeiros para nos gorvenar.

sexta-feira, junho 26, 2009

R.I.P - Farrah Fawcett



Já que toda agente fala da morte de Michael Jackson, o Rei da Pop, eu prefiro recordar Farrah Fawcett, a actriz que vestiu a pele de Jill Munroe em 1976 na série Os Anjos de Charlie e que também faleceu na noite passada.
Eu adorava aquela série, nunca perdia um episódio.

quinta-feira, junho 25, 2009

MFL



Ok, admito, ontem estive a ver e ouvir atentamente a líder do PSD na sua entrevista à SIC.
Contrariamente às minhas expectativas devo confessar que gostei bastante de a ouvir falar. Pareceu-me bastante racional, prática e objectiva nas análises que fez, principalmente, ao nível daquilo que é o actual contexto económico e financeiro do país.
O que gostei mais naquela entrevista foi da ausência de um discurso apocalíptico (à laia do tão famoso discurso da tanga), mas o que não consigo perceber é porque razão os jornalistas dão maior importância ao facto da senhora ter dito que não pretendia aumentar os impostos. É claro que é sempre algo que as pessoas gostam de saber, mas o mais importante foi a mensagem de que é necessário produzir mais riqueza e produzir mais riqueza não significa aumentar impostos. Aumentar impostos significa aumentar as receitas do Estado e isso não é produzir riqueza, é estrangular uma economia já de si moribunda e é basicamente aquilo que, por um lado, o Ministério das Finanças e a DGCI andam a fazer e por outro lado, os Bancos andam a fazer também.
Eu aqui neste blogue não me apetecia muito estar a falar de crise, de endividamento, nem de assuntos que geram uma má onda e um pessimismo generalizado porque isso é deprimente e nós - portugueses - já temos muito a mania de dramatizar tudo, muito à laia do "tudo isto é triste, tudo isto é fado".
Convenhamos, já não há paciência para aturar essas cenas...
Todavia, estou-vos a falar do discurso da MFL porque detectei nele um tom positivo de esperança. Um tom positivo de "vamos fazer", "vamos produzir riqueza e sair deste buraco". Com barões, sem barões, com Marqueses, Duques ou Duquesas, quero lá saber que venha a aristocracia inteira! É preciso sair do buraco e esta foi a mensagem mais importante que me parece que ela foi bem sucedida em transmitir.
Gostei.

sexta-feira, junho 19, 2009

PORTÁTEIS SENIORES


Estive a ler esta notícia publicada no sapo a 17/06/2009, sobre o tema dos computadores para a população sénior e confesso-vos que ainda não tinha perdido grande tempo a pensar nisso. Todavia e apesar de num primeiro impulso isto parecer uma ideia, um tanto ou quanto, parva a realidade demonstra que isto não é assim tão absurdo, pois afinal temos um país que está a envelhecer a olhos vistos e fracas (ou nenhumas) políticas de incentivo à natalidade o que, por sua vez, nos deixa perante uma perspectiva de um futuro a atirar para o enrugado.


No meio disto, considerando que a ideia de computadores para séniores não é desprovida de interesse, uma das coisas que me levanta algumas reservas está relacionada com o sentido de ordem de prioridades. Assim, a pergunta que me coloco é a de tentar saber até que ponto estes portáteis (atentem no promenor de serem portáteis) são necessários ou fundamentais na vida quotidiana dos séniores portugueses.


Diz-me o bom senso que uma coisa é saber e reconhecer que há vantagens, inclusivamente de socialização, na utilização de novas tecnologias pela população sénior. Outra coisa é saber se esta é uma necessidade primária na vida destes cidadãos, se lhes proporciona uma melhoria efectiva na qualidade de vida ou se se trata apenas do proselitismo de alguns num combate cego ao fantasma da "info-exclusão", tema que, certamente, poderá fazer algum sentido a um "sénior" citadino mas que, dificilmente, fará algum sentido a um "velhote" agricultor em Trás-os-montes cujas preocupações serão outras.


Também convém não esquecer que segundo a informação veículada pela mesma notícia estes portáteis custarão cerca de 500,00 € e a verdade é que com facilidade de pagamentos ou sem, a maioria dos séniores portugueses não aufere de uma reforma de 500,00 € e aqueles que auferem, quase de certeza que, ir comprar um computador portátil a prestações não encabeça, propriamente, a sua lista de prioridades.


Outra coisa que considero bastante assombrosa é esta colagem que fazem à iniciativa do Magalhães. Bem sei que estamos a falar de computadores. Uns mais pequenos, outros maiores, mas esta colagem não deixa de me parecer inapropriada visto que, uma coisa é estarmos a falar de criancinhas vinculadas a alguns anos de escolaridade obrigatória cujo objectivo futuro é adquirirem as competências desejadas e necessárias para integrarem o mercado de trabalho, outra coisa é estarmos a falar de cidadãos séniores cuja escolaridade obrigatória é coisa do passado e a necessidade de se manterem activos adquire características opcionais. Falamos, por isso, de iniciativas diferentes, com objectivos diferentes e com públicos-alvo diferentes. Com mais polémica ou menos, ambas têm o seu mérito mas são diferentes, compará-las é um exercício absurdo.


Assim sendo e para concluir, qual é a minha posição acerca do assunto?... Boa pergunta!


De um modo geral sou favorável à iniciativa. Discordo em absoluto do timing, embora compreenda que em termos políticos o grande plano tecnológico tenha de ter prioridade quando as eleições estão a bater à porta e as últimas não correram lá grande coisa. Discordo da colagem feita ao Magalhães pois a única coisa que têm em comum é o facto do objecto ser o mesmo e ambos corresponderem a um objectivo do plano tecnológico. Por outro lado, qualquer bom estratega sabe que, por vezes, as circunstâncias alteram-se e os objectivos devem ser re-dimensionados por forma a tornarem-se adequados à nova realidade.

A MARCHA DO LUTO - IRÃO


quinta-feira, junho 18, 2009

QUALQUER SEMELHANÇA COM A REALIDADE É PURA FICÇÃO

CHILI DE SOJA


Ok, ok, sei que assim de repente isto até nem tem grande aspecto mas e daí esta foi mais uma das minhas experiências com soja.

Apresento-vos o meu jantar de ontem, Chili de Soja. A receita é a da Bimby mas em vez de lhe meter carne picada pus-lhe soja e acrescentei um pouquito de sal no fim (só pelo sim pelo não).

Confesso que estava um pouco apreensiva quanto ao resultado porque às vezes não basta só trocar a carne pela soja, mas se querem que vos diga ficou muito bom e bastou seguir simplesmente a receita.

REFORÇO POSITIVO II


quarta-feira, junho 17, 2009

NOVA VESPA LX SPECIAL EDITION



Linda, linda, linda, linda, linda!!!.... ficava mesmo bem com o meu capacete cor-de-rosa.

sexta-feira, junho 12, 2009

O GÉNIO DE BORIS


"Le pluriel d'un maréchal, c'est des maraîchers. Le pluriel d'un général, c'est des générés" - por Boris Vian

segunda-feira, junho 08, 2009

FAÇAMOS DE CONTA QUE "NO PASA NADA"

Ora aqui esta uma coisa para a qual os portugueses têm imenso jeito. Isto é... fazer de conta... fingir que não se passa nada. Nunca se passa nada.
Por exemplo, Dias Loureiro. Pessoa de virtude inestimável, pérola de honestidade sublime. Não tem bens em seu nome, tal como qualquer bom cidadão de virtude inestimável e honestidade sublime nunca tem bens em seu nome, não vá - como se diz comumente - o diabo tecê-las.
Assim de repente, quase que me aventuro dizer que este assunto tem um certo je ne sais quoi de familiar. Também conheço alguns bons cidadãos de virtude inestimável e honestidade sublime que fazem o mesmo para não ser penhorados. E depois conheço outros bons cidadãos de virtude inestimável e honestidade sublime que dão guarida aos primeiros, encorajam o exercício de tal virtuosidade e honestidade e fazem de conta que no pasa nada.
A diferença entre estes e o Dias Loureiro, por exemplo, é que o Dias Loureiro tem - definitivamente - mais estilo.
Bom e a propósito do fazer de conta, deixo-vos o artigo de opinião de Mário Crespo, publicado na edição de hoje do JN.
"Continuemos a fazer de conta
Façamos de conta que a mais-valia de 147 por cento do investimento de Aníbal Cavaco Silva e família não aparece nos dois mil milhões de prejuízos do BPN nacionalizado. Façamos de conta que não é o contribuinte português quem está a pagar esses dois mil milhões. Façamos de conta que é normal conseguir valorizar um investimento 147,5 por cento em menos de dois anos. Tudo isto fora do controlo das entidades fiscalizadoras e reguladoras do mercado de capitais. Façamos de conta que um conglomerado de bancos e offshores que compra coisas por dezenas de milhão, que vende depois por um dólar, e que rende mais do que a Dona Branca, é normal. Façamos de conta que um negócio gerido assim faz algum sentido no mercado. Façamos de conta que é acessível ao cidadão comum um negócio destes. Façamos de conta que sabemos todas as circunstâncias da compra e da recompra das acções de tão prodigiosa mais valia, que a família Silva detinha no projecto de Dias Loureiro e Oliveira e Costa. Façamos de conta que a SLN não tem nada a ver com o BPN.
Façamos de conta que o BPN e a SLN não têm um número invulgar de gente do PSD envolvido nas suas actividades. Façamos de conta que Aníbal Cavaco Silva não é a personalidade de mais influência no PSD. Façamos de conta que os termos SLN, Sociedade Lusa de Negócios ou SLN Valor aparecem no comunicado da Presidência da República de 23 de Novembro de 2008. Façamos de conta que, nesta fase de dúvidas, é aceitável uma declaração como a emitida pelo Palácio de Belém sem referências ao valioso investimento familiar no mais controverso dos projectos financeiros da história de Portugal. Quando é só esse investimento que está causa. Por ser uma aplicação num projecto de licitude duvidosa. Façamos de conta que o Chefe Executivo desse projecto não tinha sido um íntimo colaborador de Aníbal Cavaco Silva responsável por finanças públicas.
Façamos de conta que entre 2001 e 2003 os negócios do BPN e da SLN decorriam de forma irrepreensível e no cumprimento integral da lei da República. Façamos de conta que não foi por escolha pessoal do Presidente da República que Dias Loureiro foi nomeado Conselheiro de Estado. Façamos de conta que, como o Presidente disse, estar Dias Loureiro no Conselho de Estado era a mesma coisa que estar António Ramalho Eanes ou Mário Soares ou Jorge Sampaio. Façamos de conta que o Presidente relatou tudo o que devia ter relatado ao País sobre os seus activos passados nos projectos de Oliveira e Costa e Dias Loureiro. Façamos de conta que não há gente presa por causa do BPN. Façamos de conta que não vai haver mais gente presa. Façamos de conta que o que se passou no BPN e na SLN não é mesmo uma enorme "roubalheira". Façamos de conta que há outro termo para descrever correctamente um saque de dois mil milhões de dinheiro dos portugueses. Façamos de conta que não conseguimos imaginar quantas escolas, quantos hospitais, quantas contas de farmácia, quantas pensões mínimas, quantas refeições decentes se podem comprar com esse dinheiro. Façamos de conta que basta, apenas, cumprir rigorosamente a Lei e ignorar o que a Lei não diz, para se ser inquestionavelmente impoluto. Façamos de conta que não sabemos o que se está a passar à nossa volta. Até onde aguenta o País continuarmos a fazer de conta que não vemos? "