Nota ao «Sô Dr.» Sérgio Figueiredo: Man, you gotta work on that english. Try enrolling in a crash course or something 'cause that's pretty bad!
It was a such a simple dialogue and you've barely survived it! The worst was, that you had it all written down in that piece of paper. If it was in portuguese, it should have been in english. And if it was in english, you should have practiced it better and you should have had the text reviewed.
Mas o que lá vai, lá foi e o que conta é a intenção. Por isso, no hard feelings.
E não, não sou bilingue (embora pareça), não sou professor de inglês (mas sou muito melhor do que eles), nem nunca vivi fora de Portugal. Apenas aprendo línguas com muita facilidade (quer se trate de escrever ou de falar) e não me perguntem porquê, porque eu também não sei. É assim, porque sempre foi.
Mas isto era sobre a entrevista do Jack Welch e o que eu queria dizer é que, gostei. Compreendi perfeitamente do que falava e revi-me naquele tipo de discurso, pelo que fiquei bastante contente.
Por outro lado, senti-me um bocado miserável porque há alguns anos para cá comecei a aperceber-me que se calhar estou no ramo errado. Não é que eu não faça bem aquilo que faço, é só porque se calhar podia ainda fazer mais e melhor... quer dizer, também não posso ir a correr tirar um curso de gestão ou de economia e mudar de carreira, até porque «não vejo um boi» de matemática.
Que cena má...! Enfim, isto vai passar.
"Whenever a theory appears to you as the only possible one, take this as a sign that you have neither understood the theory nor the problem which it was intended to solve". - Karl Popper
sexta-feira, maio 26, 2006
quinta-feira, maio 25, 2006
CURIOSIDADES FASCINANTES (3)
Uma pessoa descobre cada coisa mais fascinante!... Vejam esta:
Genesis 1:27
"And God created man in His own image, in the image of God He created him; male and female He created them."
Nota: Teve de ser em inglês porque foi o que encontrei na internet e eu não sou, propriamente, a criatura mais religiosa à face da terra.
Política - Aristóteles - Livro I, 1252b - 25
"Tal como os homens modelam os deuses à sua imagem, também lhes atribuem um modo de vida."
Acaso já terei mencionado que sou fã de Aristóteles?...
Genesis 1:27
"And God created man in His own image, in the image of God He created him; male and female He created them."
Nota: Teve de ser em inglês porque foi o que encontrei na internet e eu não sou, propriamente, a criatura mais religiosa à face da terra.
Política - Aristóteles - Livro I, 1252b - 25
"Tal como os homens modelam os deuses à sua imagem, também lhes atribuem um modo de vida."
Acaso já terei mencionado que sou fã de Aristóteles?...
terça-feira, maio 23, 2006
IF YOU CAN'T STAND THE HEAT, STAY OUT OF THE KITCHEN
Amiguinhos,
Hoje fiquei, verdadeiramente, dividido entre o falar dos "Prós & Contras" de ontem, ou falar daquela ideia - F-A-B-U-L-O-S-A!! - do «tio» Marques Mendes sobre a educação.
A minha cabeça parece uma arena de combate onde se degladiam, por um lado, o Tico, por outro lado, o Teco. A continuarem assim, no fim do dia continuaremos sem vencedores, por isso vou falar só um bocadinho dos dois.
Bom, no que respeita ao "Prós & Contras" de ontem, aquilo foi só rir. Fiquei sem perceber porque razão deram tempo de antena ao Manuel Maria Carrilho, mas independentemente disso o programa foi muito divertido.
O «tio» Carrilho parecia o meu sobrinho de - quase - dois anos a fazer birra quando é contrariado. Bate com os pés no chão, estica aqueles bracinhos rechonchudos e faz um alto e muito audível "Iiiiiiiiiiiiiiiiiiiiihhhhhhhhhhhh!!!!".
O «tio» Rangel parecia um Professor de Religião e Moral contra quem a turma inteira se havia rebelado. Ele bem falava, calmamente, tentando convencer os presentes de que a "Maria" era, de facto, "Virgem". Mas o diabo dos putos desatavam-se a rir e a troçar cada vez que ele abria a boca.
O «menino» Ricardo tentava (e oh se tentava!) imprimir alguma seriedade à coisa. Documentou-se - e muito bem - com elementos que provavam que afinal a "Maria", não era assim tão virgem, mas que isso também não fazia mal nenhum porque nos dias que correm a "virgindade" não é assim tão importante. Ninguém morre por não ser "Virgem" (excepto se estivermos a falar de contextos culturais islâmicos, o que não era o caso).
O «tio» JPP, também tentava introduzir alguma seriedade na coisa, mas o "puto" continuava a fazer "Iiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiihhhhhhhh" e a bater com os pés no chão, o "Professor de Religião e Moral " continuava a pregar aos peixes e a insistir na cena da "Maria que era virgem", o "menino" Ricardo "já se 'tava a passar com a cena toda" e o JPP pode ser muito bom, mas não é 2. Conclusão, não era possível conversar.
E nós, lá em casa, rebolávamos no chão a rir como uns perdidos.
Já no que respeita àquela ideia - F-A-B-U-L-O-S-A - do PSD sobre a "Liberdade na Educação", acho que arranjam sempre maneira de me lembrar das razões pelas quais me recuso a pagar as quotas. E em relação a este assunto, ocorre-me dizer que a "Liberdade" é uma "gaja" tramada! (Mas é que é mesmo tramaducha.) Porque ela só existe quando se é auto-suficiente, agora quando a sua existência depende dos terceiros que a sustentam, então a «senhora» não se chama "Liberdade". Chamar-se-á qualquer coisa certamente, mas "Liberdade" não é de certeza.
Acho que este assunto tem pano para mangas, mas de momento não tenho tempo. Assim ficará para uma próxima vez.
Hoje fiquei, verdadeiramente, dividido entre o falar dos "Prós & Contras" de ontem, ou falar daquela ideia - F-A-B-U-L-O-S-A!! - do «tio» Marques Mendes sobre a educação.
A minha cabeça parece uma arena de combate onde se degladiam, por um lado, o Tico, por outro lado, o Teco. A continuarem assim, no fim do dia continuaremos sem vencedores, por isso vou falar só um bocadinho dos dois.
Bom, no que respeita ao "Prós & Contras" de ontem, aquilo foi só rir. Fiquei sem perceber porque razão deram tempo de antena ao Manuel Maria Carrilho, mas independentemente disso o programa foi muito divertido.
O «tio» Carrilho parecia o meu sobrinho de - quase - dois anos a fazer birra quando é contrariado. Bate com os pés no chão, estica aqueles bracinhos rechonchudos e faz um alto e muito audível "Iiiiiiiiiiiiiiiiiiiiihhhhhhhhhhhh!!!!".
O «tio» Rangel parecia um Professor de Religião e Moral contra quem a turma inteira se havia rebelado. Ele bem falava, calmamente, tentando convencer os presentes de que a "Maria" era, de facto, "Virgem". Mas o diabo dos putos desatavam-se a rir e a troçar cada vez que ele abria a boca.
O «menino» Ricardo tentava (e oh se tentava!) imprimir alguma seriedade à coisa. Documentou-se - e muito bem - com elementos que provavam que afinal a "Maria", não era assim tão virgem, mas que isso também não fazia mal nenhum porque nos dias que correm a "virgindade" não é assim tão importante. Ninguém morre por não ser "Virgem" (excepto se estivermos a falar de contextos culturais islâmicos, o que não era o caso).
O «tio» JPP, também tentava introduzir alguma seriedade na coisa, mas o "puto" continuava a fazer "Iiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiihhhhhhhh" e a bater com os pés no chão, o "Professor de Religião e Moral " continuava a pregar aos peixes e a insistir na cena da "Maria que era virgem", o "menino" Ricardo "já se 'tava a passar com a cena toda" e o JPP pode ser muito bom, mas não é 2. Conclusão, não era possível conversar.
E nós, lá em casa, rebolávamos no chão a rir como uns perdidos.
Já no que respeita àquela ideia - F-A-B-U-L-O-S-A - do PSD sobre a "Liberdade na Educação", acho que arranjam sempre maneira de me lembrar das razões pelas quais me recuso a pagar as quotas. E em relação a este assunto, ocorre-me dizer que a "Liberdade" é uma "gaja" tramada! (Mas é que é mesmo tramaducha.) Porque ela só existe quando se é auto-suficiente, agora quando a sua existência depende dos terceiros que a sustentam, então a «senhora» não se chama "Liberdade". Chamar-se-á qualquer coisa certamente, mas "Liberdade" não é de certeza.
Acho que este assunto tem pano para mangas, mas de momento não tenho tempo. Assim ficará para uma próxima vez.
sexta-feira, maio 19, 2006
Carta aberta (e sem selo) ao senhor primeiro-ministro, Engenheiro José Sócrates (enviado por e-mail)
Senhor primeiro-ministro, amigo Zé, pá...Já deu para ver que, no estado em que as coisas estão, há que sacar dinheiro ao pessoal de qualquer maneira. E como aumentar mais uma vez os impostos dava muito nas vistas, agora até na praia, o chamado mergulho de chapão com bandeira amarela ou mesmo uma simples entrada em água com bandeira vermelha, dá para colocar uma quantia valente (de 55 a mil euros) nos depauperados cofres do estado.
Caramba, porque é que não disseste mais cedo, Socas? Ora aqui o teu muito patriota amigo não quer que penses em mais estratagemas deste tipo e envia-te uma singela lista de coisas que ainda não pagam multa, mas que com a tua ajuda e com alguém que te prepare a legislação, é só meter no Diário da República e vais ver que o défice das contas estatais se esfuma num instante. E ainda se ajuda a tornar o nosso Portugal num país mais bonito, como bónus. Ora cá vai disto:
LISTA DE COISAS A TAXAR (em breve)
- Uso de meia branca com sapatinho escuro (cem a mil euros)
- Bigode à futebolista dos anos oitenta (duzentos a 2000 euros)
- Coçar os genitais em público (150 a 1500 euros)
- Utilização do colete reflector nas costas do banco do condutor (120 a 1200 euros)
- Passear de fato de treino por centros comerciais ao fim de semana (quatrocentos a 4000 euros)
- Raparigas com excesso de peso envergando roupa apertadíssima (130 a 1300 euros)
- Uso de óculos de sol em discotecas e restaurantes (quinhentos a 5000 euros)
- Utilização das expressões prontos, portantos, stander de automóves etc... (140 a 1400 euros)
- Uso de sandália com peúga (trezentos a 3000 euros)
Pronto, cá está, Socas, usa e abusa. Quem é amigo, quem é?
Caramba, porque é que não disseste mais cedo, Socas? Ora aqui o teu muito patriota amigo não quer que penses em mais estratagemas deste tipo e envia-te uma singela lista de coisas que ainda não pagam multa, mas que com a tua ajuda e com alguém que te prepare a legislação, é só meter no Diário da República e vais ver que o défice das contas estatais se esfuma num instante. E ainda se ajuda a tornar o nosso Portugal num país mais bonito, como bónus. Ora cá vai disto:
LISTA DE COISAS A TAXAR (em breve)
- Uso de meia branca com sapatinho escuro (cem a mil euros)
- Bigode à futebolista dos anos oitenta (duzentos a 2000 euros)
- Coçar os genitais em público (150 a 1500 euros)
- Utilização do colete reflector nas costas do banco do condutor (120 a 1200 euros)
- Passear de fato de treino por centros comerciais ao fim de semana (quatrocentos a 4000 euros)
- Raparigas com excesso de peso envergando roupa apertadíssima (130 a 1300 euros)
- Uso de óculos de sol em discotecas e restaurantes (quinhentos a 5000 euros)
- Utilização das expressões prontos, portantos, stander de automóves etc... (140 a 1400 euros)
- Uso de sandália com peúga (trezentos a 3000 euros)
Pronto, cá está, Socas, usa e abusa. Quem é amigo, quem é?
quarta-feira, maio 17, 2006
CURIOSIDADES FASCINANTES (2)
Diz uma pequena notícia, na edição de hoje, do Jornal Destak:
" A Comissão Europeia está desiludida com os progressos registados na educação e formação dos cidadãos. Portugal é dos países com os resultados mais fracos, falhando quatro das cinco metas traçadas na Estratégia de Lisboa, em 2000. Quatro em cada dez jovens, entre os 18 e os 24 anos, abandonam os estudos sem concluir o ensino secundário, quando a média europeia é de 15,9%. Aliás, metade da população, entre os 20 e os 24 anos, completou o 12º Ano, quando na Europa esse valor chega aos 76,4%. Além disso, 22% dos jovens portugueses com menos de 15 anos tem fraco aproveitamento de leitura (...). Quanto aos adultos que fazem formação ao longo da vida, apena 4,8% cumpre esse requisito".
Bom, exceptuando o facto de que este petit article está escrito de uma forma um tanto ou quanto estranha, a verdade é que estes dados não são, propriamente, a coisa mais surpreendente do mundo. Apesar de haver muita gente boa empenhada em reverter esta situação, a Educação em Portugal contínua a ser uma mera paixão daquelas quesó dura enquanto houver fósforo. Éfemera «portantos».
Cada um que vai aparecendo ora pela 5 de Outubro, ora pela 24 de Julho (consoante gosta mais de vista para os Prédios ou da vista para zona portuária), traz uma ideia nova, com a certeza que será sempre mais peregrina do que a ideia anterior. Agora, a bem dizer, estratégia, estratégia não há.
Há é muita táctica. Se quisermos trocar isto por imagens mais engraçadas é como se tivessemos um exército em que não há Generais, só há Sargentos e soldados. Ou então, utilizando o futebol é como se tivessemos uma equipa de futebol sem treinador mas com muitos adeptos a fingirem que são treinadores.
Como eu costumo dizer, sempre citando o ilustre autor da frase cujo nome de momento me escapa, «a França perdeu a Guerra da Indochina a golpes de táctica excelentes» e nós também vamos perder esta guerra. O problema é que perdendo esta guerra, vamos perder todas as outras porque um dos pilares principais de uma sociedade é a Educação.
" A Comissão Europeia está desiludida com os progressos registados na educação e formação dos cidadãos. Portugal é dos países com os resultados mais fracos, falhando quatro das cinco metas traçadas na Estratégia de Lisboa, em 2000. Quatro em cada dez jovens, entre os 18 e os 24 anos, abandonam os estudos sem concluir o ensino secundário, quando a média europeia é de 15,9%. Aliás, metade da população, entre os 20 e os 24 anos, completou o 12º Ano, quando na Europa esse valor chega aos 76,4%. Além disso, 22% dos jovens portugueses com menos de 15 anos tem fraco aproveitamento de leitura (...). Quanto aos adultos que fazem formação ao longo da vida, apena 4,8% cumpre esse requisito".
Bom, exceptuando o facto de que este petit article está escrito de uma forma um tanto ou quanto estranha, a verdade é que estes dados não são, propriamente, a coisa mais surpreendente do mundo. Apesar de haver muita gente boa empenhada em reverter esta situação, a Educação em Portugal contínua a ser uma mera paixão daquelas quesó dura enquanto houver fósforo. Éfemera «portantos».
Cada um que vai aparecendo ora pela 5 de Outubro, ora pela 24 de Julho (consoante gosta mais de vista para os Prédios ou da vista para zona portuária), traz uma ideia nova, com a certeza que será sempre mais peregrina do que a ideia anterior. Agora, a bem dizer, estratégia, estratégia não há.
Há é muita táctica. Se quisermos trocar isto por imagens mais engraçadas é como se tivessemos um exército em que não há Generais, só há Sargentos e soldados. Ou então, utilizando o futebol é como se tivessemos uma equipa de futebol sem treinador mas com muitos adeptos a fingirem que são treinadores.
Como eu costumo dizer, sempre citando o ilustre autor da frase cujo nome de momento me escapa, «a França perdeu a Guerra da Indochina a golpes de táctica excelentes» e nós também vamos perder esta guerra. O problema é que perdendo esta guerra, vamos perder todas as outras porque um dos pilares principais de uma sociedade é a Educação.
terça-feira, maio 16, 2006
CURIOSIDADES FASCINANTES
Realmente há coisas que me deixam num grau de fascínio absoluto.
Como sabem, no burgo onde trabalho distribuímos dinheiros comunitários, é claro que isto não é feito de qualquer maneira caso contrário teríamos de prestar contas aos moços da Comissão o que é sempre um bocado mau. Assim, eu, enquanto pessoa responsável pela gestão de determinadas acções tenho de garantir isenção em todo o processo de avaliação e selecção de candidaturas.
Além disso, como trabalho há algum tempo com estas coisas, posso dar-me ao luxo de analisar todas as mudanças que ocorrem de uns anos para os outros. Assim, já pude verificar que a novidade nas candidaturas deste ano é que toda a gente fala Castelhano.
Digo-vos, isto é mesmo verdade. Toda a gente fala Castelhano e não é com um nível de fluência de 1 ou 2 (sendo estes os níveis mais fracos), é que anda tudo pelas casas do 4 e do 5! Ou seja, de um ano para o outro, parece que andaram a dar cursos de Castelhano à fartzana!
Sinceramente fiquei chocado com a verificação deste facto principalmente vindo do grupo-alvo que vem (o grupo-alvo é da área da educação), porque uma coisa é compreender o Castelhano (e mesmo assim depende das zonas), outra coisa é ser capaz de utilizar essa língua como meio efectivo de comunicação. Isto significa também, que a maior parte dos candidatos para além de estarem a mentir no que toca ao domínio das línguas, são também bastante irresponsáveis.
Mas nós, deparamo-nos todos os dias com situações caricatas. Hoje, coube-me a tarefa de ter de responder a uma senhora professora porque é que a candidatura dela era de má qualidade (na realidade aquela candidatura não tinha ponta por onde se lhe pegasse, aquilo era uma verdadeira catástrofe). A senhora ficou extremamente ofendida na sua dignidade pessoal e profissional quando no ofício que lhe mandámos dizia que a sua candidatura era de fraca qualidade.
Por azar, quem fez a avaliação daquela candidatura fui eu, logo era a mim que competia darlhe uma resposta pedagógica. Bom... penso que a esta hora ela ainda deve estar entupida a tentar digerir a resposta, porque a única coisa que me faltou dizer-lhe foi que se estivesse preocupada com a sua dignidade pessoal e profissional, nunca nos teria submetido uma porcaria daquelas... mas acho que ela é capaz de lá chegar sozinha.
É... acho que sou um bocado lixado.
Como sabem, no burgo onde trabalho distribuímos dinheiros comunitários, é claro que isto não é feito de qualquer maneira caso contrário teríamos de prestar contas aos moços da Comissão o que é sempre um bocado mau. Assim, eu, enquanto pessoa responsável pela gestão de determinadas acções tenho de garantir isenção em todo o processo de avaliação e selecção de candidaturas.
Além disso, como trabalho há algum tempo com estas coisas, posso dar-me ao luxo de analisar todas as mudanças que ocorrem de uns anos para os outros. Assim, já pude verificar que a novidade nas candidaturas deste ano é que toda a gente fala Castelhano.
Digo-vos, isto é mesmo verdade. Toda a gente fala Castelhano e não é com um nível de fluência de 1 ou 2 (sendo estes os níveis mais fracos), é que anda tudo pelas casas do 4 e do 5! Ou seja, de um ano para o outro, parece que andaram a dar cursos de Castelhano à fartzana!
Sinceramente fiquei chocado com a verificação deste facto principalmente vindo do grupo-alvo que vem (o grupo-alvo é da área da educação), porque uma coisa é compreender o Castelhano (e mesmo assim depende das zonas), outra coisa é ser capaz de utilizar essa língua como meio efectivo de comunicação. Isto significa também, que a maior parte dos candidatos para além de estarem a mentir no que toca ao domínio das línguas, são também bastante irresponsáveis.
Mas nós, deparamo-nos todos os dias com situações caricatas. Hoje, coube-me a tarefa de ter de responder a uma senhora professora porque é que a candidatura dela era de má qualidade (na realidade aquela candidatura não tinha ponta por onde se lhe pegasse, aquilo era uma verdadeira catástrofe). A senhora ficou extremamente ofendida na sua dignidade pessoal e profissional quando no ofício que lhe mandámos dizia que a sua candidatura era de fraca qualidade.
Por azar, quem fez a avaliação daquela candidatura fui eu, logo era a mim que competia darlhe uma resposta pedagógica. Bom... penso que a esta hora ela ainda deve estar entupida a tentar digerir a resposta, porque a única coisa que me faltou dizer-lhe foi que se estivesse preocupada com a sua dignidade pessoal e profissional, nunca nos teria submetido uma porcaria daquelas... mas acho que ela é capaz de lá chegar sozinha.
É... acho que sou um bocado lixado.
sexta-feira, maio 12, 2006
PIRÂMIDES NA BÓSNIA
Facto ou ficção, a verdade é que foram descobertas em Visoko (Bósnia-Herzegovina) 3 três estruturas, construídas pelo homem, que (assim a olho nú) parecem umas pirâmides.
Como é óbvio, e porque nestas coisas as comunidades académicas e científicas nunca se entendem, está instalada a controvérsia. Uns dizem que é a maior descoberta de todos os tempos capaz de revolucionar a história, outros dizem que é uma fraude.
Seja como for, estão três pirâmides na Bósnia e seja quem for que as construiu não o pode ter feito às escondidas, porque ninguém constrói umas estruturas gigantescas daquelas - note-se que a maior das três consegue ser ainda maior que a pirâmide de Keops - sem se dar por isso.
Assim, aqui ficam alguns links que descobri sobre o assunto:
http://www.bosnianpyramids.org/
http://www.livescience.com/history/060504_bosnia_controversy.html
http://www.blather.net/zeitgeist/archives/2006/04/giant_ancient_pyramid_found_in_1.html
http://www.bosnianpyramid.com/index_files/News.html
http://news.bbc.co.uk/1/hi/world/europe/4912040.stm
quarta-feira, maio 10, 2006
MAIS VALE «SELO» QUE «PARE...SELO»
Confesso que ainda não consegui perceber, «um boi», desta história dos selos. Mas há uma coisa que já percebi: Não é só cá que as finanças andam atrás do pessoal, tipo rafeirotes esfomeados atrás de um osso. Nem é só cá que há ressabiados (sendo que esta parece ser uma figura que se apresenta em várias culturas).
«Economics 101»: As coisas valem, aquilo que as pessoas estiverem dispostas a pagar por elas.
Este é um princípio aplicado a selos, cromos, berlindes, caricas, casas, terrenos, obras de arte, couves-de-bruxelas, torradas com a cara da virgem Maria, calhaus pré-históricos, pontas de flecha do séc. XV, bonequinhos da Dragon, etc, etc.
Tudo se compra, tudo se vende. É mais barato se a oferta for muita e a procura for pouca. É mais caro se a oferta for pouca e a procura for muita, blá blá blá, blá, blá blá.
Se eu quiser comprar uma gaiola, cheia de cócó de piriquito colocado em sítios, artisticamente, aleatórios, por achar que é um bom investimento e que vou conseguir vendê-la -pelo menos - pelo dobro do valor que me custou, «That's my business!». Nem o Banco de Portugal, nem a CMVM têm de regular o que quer que seja.
Da mesma maneira que, se eu quiser comprar uma série de Gaiolas decoradas com cócó de piriquito e começar a publicitar que investir nestas gaiolas é melhor do que investir em imobiliário, também ninguém tem nada a ver com isso. Além de que, se as gaiolas não prestarem, o mercado encarregar-se-á de se regular a si próprio sem precisar da intervenção paternal do Banco de Portugal ou da CMVM.
Todo o sistema financeiro em Portugal assenta na Banca, por isso é que a Bolsa portuguesa é uma anedota quando comparada com as suas congéneres dos outros países. Não se perde muito, não se ganha muito e todos ficam contentes como se isso fosse uma grande coisa e tudo funcionasse lindamente. Tipo Alice no País das Maravilhas. É muito bonito, se não fosse tão triste.
É assim, eu não percebo nada destas coisas, mas para mim investir é como um jogo em que se pode ganhar muito e em que se pode perder tudo. Quem decide jogar é porque decide correr o risco inerente a este jogo.
«Economics 101»: As coisas valem, aquilo que as pessoas estiverem dispostas a pagar por elas.
Este é um princípio aplicado a selos, cromos, berlindes, caricas, casas, terrenos, obras de arte, couves-de-bruxelas, torradas com a cara da virgem Maria, calhaus pré-históricos, pontas de flecha do séc. XV, bonequinhos da Dragon, etc, etc.
Tudo se compra, tudo se vende. É mais barato se a oferta for muita e a procura for pouca. É mais caro se a oferta for pouca e a procura for muita, blá blá blá, blá, blá blá.
Se eu quiser comprar uma gaiola, cheia de cócó de piriquito colocado em sítios, artisticamente, aleatórios, por achar que é um bom investimento e que vou conseguir vendê-la -pelo menos - pelo dobro do valor que me custou, «That's my business!». Nem o Banco de Portugal, nem a CMVM têm de regular o que quer que seja.
Da mesma maneira que, se eu quiser comprar uma série de Gaiolas decoradas com cócó de piriquito e começar a publicitar que investir nestas gaiolas é melhor do que investir em imobiliário, também ninguém tem nada a ver com isso. Além de que, se as gaiolas não prestarem, o mercado encarregar-se-á de se regular a si próprio sem precisar da intervenção paternal do Banco de Portugal ou da CMVM.
Todo o sistema financeiro em Portugal assenta na Banca, por isso é que a Bolsa portuguesa é uma anedota quando comparada com as suas congéneres dos outros países. Não se perde muito, não se ganha muito e todos ficam contentes como se isso fosse uma grande coisa e tudo funcionasse lindamente. Tipo Alice no País das Maravilhas. É muito bonito, se não fosse tão triste.
É assim, eu não percebo nada destas coisas, mas para mim investir é como um jogo em que se pode ganhar muito e em que se pode perder tudo. Quem decide jogar é porque decide correr o risco inerente a este jogo.
terça-feira, maio 09, 2006
segunda-feira, maio 08, 2006
DIA 5 (sobre os dias 3 e 4 da nova chefia).
Querido diário,
quinta-feira, maio 04, 2006
NEW WORLD - O Filme

É a primeira vez que vejo um site de um filme que para além da publicidade óbvia alia o entertenimento ao aspecto educacional.
Assim, para os curiosos e para os interessados, se forem ao site official em http://www.thenewworldmovie.com/ e selecionarem «Features», encontrarão uma secção que se chama «Educational Companion». Aí poderão encontrar para download uma "Reading List", um "Teaching Guide" , "Classroom Resources" e um "Timeline Poster".
Esta é, sem dúvida, uma excelente ideia.
Assim, para os curiosos e para os interessados, se forem ao site official em http://www.thenewworldmovie.com/ e selecionarem «Features», encontrarão uma secção que se chama «Educational Companion». Aí poderão encontrar para download uma "Reading List", um "Teaching Guide" , "Classroom Resources" e um "Timeline Poster".
Esta é, sem dúvida, uma excelente ideia.
DIA 3 (Sobre o dia 2)
Querido diário,
No dia de ontem conheci a nova chefia.
Ao contrário do que havia acontecido da primeira vez que nos cruzámos, não só disse "Boa tarde" (não podia ser "Bom dia" porque já era de tarde), como me recebeu à porta, com um aperto de mão e foi muito simpática.
No que respeita ao aperto de mão, aquilo foi um aperto à «peixe-morto» (para os entendidos nestas coisas, um aperto de mão deste género significa qualquer coisa como "pronto, está bem vamos lá aturar estes"). Por via das dúvidas, dei-lhe um apertão a sério e virei-lhe a mão para baixo (sim, sim, por uma questão de domínio, porque dos nossos assuntos ela não percebe um boi e porque não estava ali para lhe fazer festinhas na mão. Há quem diga que é a manifestação de um carácter dominador, eu digo que foi só para marcar uma posição).
Bom, uma vez ultrapassado este pequeno e curioso detalhe, passámos para a parte da «cumbersa». Esta correu bastante bem, falámos cerca de 2 horas, ela mostrou-se atenta e interessada, com a cabeça no lugar e ideias - para o curto prazo - bastante claras e execuíveis, que bem geridas podem ser muito positivas para nós. Também ficou muito interessada em saber que tinha sido eu, o perito nomeado pela C.E, para fazer parte do grupo de consulta da Comissão Europeia para os novos programas comunitários (eu no caso dela, também estaria interessado
porque por aí pode-se assegurar muita coisa a médio prazo e isso interessa-lhe tanto a ela como a nós).
Gostei da postura profissional dela durante a nossa reunião e que foi totalmente contrária à impressão que tinha tido inicialmente. É claro que , continuo a achar que houve ali umas coisas que poderiam (e deveriam) ter sido conduzidas de outra maneira, mas suponho que cada um tem a sua maneira de lidar com este tipo de coisas. Ainda assim, prefiro não tirar conclusões precipitadas e deixar correr o marfim.
Vamos dar tempo à moça para se ambientar, é a minha política... é claro que ali no burgo, nem toda a gente pensa assim e muito menos estão dispostos a assumir a responsabilidade que ela pretende delegar nas pessoas (o que é muito triste por parte destes meus colegas, porque quando não se assume a responsabilidade pelo trabalho que se faz, bem ou mal, revela-se uma grande fraqueza de carácter e muita falta de profissionalismo. Tinha-os em outra conta).
Enfim, vamos ver.
No dia de ontem conheci a nova chefia.
Ao contrário do que havia acontecido da primeira vez que nos cruzámos, não só disse "Boa tarde" (não podia ser "Bom dia" porque já era de tarde), como me recebeu à porta, com um aperto de mão e foi muito simpática.
No que respeita ao aperto de mão, aquilo foi um aperto à «peixe-morto» (para os entendidos nestas coisas, um aperto de mão deste género significa qualquer coisa como "pronto, está bem vamos lá aturar estes"). Por via das dúvidas, dei-lhe um apertão a sério e virei-lhe a mão para baixo (sim, sim, por uma questão de domínio, porque dos nossos assuntos ela não percebe um boi e porque não estava ali para lhe fazer festinhas na mão. Há quem diga que é a manifestação de um carácter dominador, eu digo que foi só para marcar uma posição).
Bom, uma vez ultrapassado este pequeno e curioso detalhe, passámos para a parte da «cumbersa». Esta correu bastante bem, falámos cerca de 2 horas, ela mostrou-se atenta e interessada, com a cabeça no lugar e ideias - para o curto prazo - bastante claras e execuíveis, que bem geridas podem ser muito positivas para nós. Também ficou muito interessada em saber que tinha sido eu, o perito nomeado pela C.E, para fazer parte do grupo de consulta da Comissão Europeia para os novos programas comunitários (eu no caso dela, também estaria interessado
porque por aí pode-se assegurar muita coisa a médio prazo e isso interessa-lhe tanto a ela como a nós).
Gostei da postura profissional dela durante a nossa reunião e que foi totalmente contrária à impressão que tinha tido inicialmente. É claro que , continuo a achar que houve ali umas coisas que poderiam (e deveriam) ter sido conduzidas de outra maneira, mas suponho que cada um tem a sua maneira de lidar com este tipo de coisas. Ainda assim, prefiro não tirar conclusões precipitadas e deixar correr o marfim.
Vamos dar tempo à moça para se ambientar, é a minha política... é claro que ali no burgo, nem toda a gente pensa assim e muito menos estão dispostos a assumir a responsabilidade que ela pretende delegar nas pessoas (o que é muito triste por parte destes meus colegas, porque quando não se assume a responsabilidade pelo trabalho que se faz, bem ou mal, revela-se uma grande fraqueza de carácter e muita falta de profissionalismo. Tinha-os em outra conta).
Enfim, vamos ver.
terça-feira, maio 02, 2006
DIA 1 (da nova chefia)
Querido diário,
Hoje foi o 1º dia da nossa nova chefia aqui no burgo.
A senhora não pôs cá os "coutos" nem para dizer "olá". Apesar de esta [olá] ser uma palavra que, juntamente com outras, não fará parte do seu vocabulário, penso que estará muito atarefada, pois acumular esta função com outras não deve ser pêra doce.
O governo tem muito jeito para organizar coisas e escolher chefias e quando for grande também quero ser como eles, afastando-me porém do consumo de substâncias alucinogénicas que são prejudiciais ao saudável funcionamento do "tico" e do "teco".
Ainda assim, o dia correu bem. Estava tudo tão calmo que até parecia que continuávamos a viver um feriado nacional (tenho cá para mim que vai ser feriado durante muito tempo).
Amanhã, deverei conhecer a senhora. Até lá, ficarei a tentar decidir sobre se lhe digo "Bom dia" ou se lhe aperto logo o pescoço até ela ficar roxa.
Hoje foi o 1º dia da nossa nova chefia aqui no burgo.
A senhora não pôs cá os "coutos" nem para dizer "olá". Apesar de esta [olá] ser uma palavra que, juntamente com outras, não fará parte do seu vocabulário, penso que estará muito atarefada, pois acumular esta função com outras não deve ser pêra doce.
O governo tem muito jeito para organizar coisas e escolher chefias e quando for grande também quero ser como eles, afastando-me porém do consumo de substâncias alucinogénicas que são prejudiciais ao saudável funcionamento do "tico" e do "teco".
Ainda assim, o dia correu bem. Estava tudo tão calmo que até parecia que continuávamos a viver um feriado nacional (tenho cá para mim que vai ser feriado durante muito tempo).
Amanhã, deverei conhecer a senhora. Até lá, ficarei a tentar decidir sobre se lhe digo "Bom dia" ou se lhe aperto logo o pescoço até ela ficar roxa.
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