quinta-feira, novembro 30, 2006

NÃO VOTEM NO REFERENDO DO DIA 11/02/2007

Estarão apenas a fazer o trabalho do governo e, com todo o respeito, não estão a decidir sobre nada que, realmente, valha a pena.
Se um governo, de maioria absoluta, é capaz de legislar sobre tantas coisas - tão importantes - sem precisar da ajuda dos cidadãos, também é capaz de legislar sobre esta matéria sozinho e sem precisar da legitimação dos eleitores.
Não façam o trabalho deles, nem se deixem levar por aqueles lindos discursos de retórica política, que não servem para nada.
A palavra de ordem aqui vai ser: NÃO VOTEM!

terça-feira, novembro 28, 2006

UM GRANDE SENHOR


Pois é, ontem estive a ver um pouco do Programa Prós e Contras na RTP1 e não posso deixar de aqui expressar a minha solidariedade para com o Professor Adriano Moreira. A forma como o trabalho da Comissãop Nacional de Avaliação foi achincalhado pela comunicação social (que, de um modo geral, devia ser a 1ª a ser chumbada pela quantidade absurda de asneiras que consegue dizer em menos de 5 minutos), foi inqualificável.

Avaliar o que quer que seja em Portugal não é uma tarefa fácil e é sempre susceptível de causar grandes polémicas. Tal como estou farto de aqui dizer, a perspectiva da avaliação em Portugal assenta sempre numa óptica de punição e não numa óptica de progressão que permita a correcção de eventuais desvios. Por isso, é muito natural que quando se pretende implementar qualquer modelo de avaliação se encontrem inúmeros obstáculos e resistências. E isto começa logo porque o ser humano está equipado, de origem, para se defender daquilo que percepcionar como ameaça externa. O nosso caso, é o mais puro exemplo de como a figura da avaliação é entendida como uma ameaça externa.

Ninguém gosta de ser avaliado e no entanto, avaliar é uma coisa que fazemos, naturalmente, todos os dias. De uma maneira ou de outra, é algo que está presente nas mais diversas situações do quotidiano, desde uma saída à noite com os amigos até ir fazer compras ao supermercado, ou mesmo quando se vê programas de televisão. Nós estamos sempre a avaliar-nos uns aos outros porque dessa avaliação depende a nossa sobrevivência e é neste instinto que reside o nosso melhor mecanismo de defesa.

O problema só se coloca quando se institui que devem ser outros a fazê-lo por nós e aqui é que a porca torce o rabo, principalmente, porque o sentido de consciência do próprio fica muito mais aguçado além de que, a percepção das suas próprias qualidades e defeitos fica muito mais apurada. Saber lidar com isto ao nível pessoal é um caminho muito mais tortuoso e díficil do que, simplesmente, accionar os mecanismos de defesa.

Aqui há uns anos atrás tive a oportunidade de trabalhar com americanos e ingleses. Até hoje, foi a melhor experiência profissional que tive. Ensinaram-me muitas coisas, entre elas a trabalhar em equipa, a trabalhar por objectivos e a assumir os erros que se cometem, porque errar é humano e só errando é que podemos progredir. Da mesma maneira que só é possível conhecer o sucesso se tivermos passado por situações de autêntico falhanço. Não há problema nenhum em falhar desde que se reconheça que se falhou, se reflicta sobre o que conduziu a essa falha e se corrija o desvio para que não volte a acontecer (ou pelo menos, para que as probabilidades de voltar a acontecer sejam reduzidas). Isto foi o que aprendi com eles.

Agora, imaginem o meu choque quando de repente vim trabalhar para um organismo público, onde todos são os "supra-sumos da batata" e nunca erram mas, when the shit hits the fan, anda tudo à procura de um bode expiatório porque são incapazes de assumir um erro.

Ontem, o que se passou no debate foi a mesma coisa e, basicamente, a coisa acabou a partir do momento em que o Ministro foi incapaz de explicar porque razão houve necessidade de recorrer a um estudo externo que, no fundo, repete tudo o que consta do relatório interno sobre a avaliação. É claro que houve outras coisas que foi incapaz de responder, nomeadamente, qual a relação do Processo de Bolonha com a Estratégia de Lisboa (estratégia esta que era suposto produzir resultados em 2010) mas, presumo que precise de pensar mais algum tempo para poder chegar a uma conclusão. E outro assunto, para o qual presumo que precise de mais algum tempo para pensar, é a questão da investigação uma vez que este implica uma revisão do estatuto da carreira docente por forma a que, de facto, passe a existir uma carreira de investigador.

Life's a bitch, isn't it? Então a de Ministro deve ser levada a pacotinhos de Ulcermin.

quinta-feira, novembro 23, 2006

AHAAA! PENSAVAM QUE EU TINHA IDO PASSEAR NÃO É?




Mas, eu tenho fotografias que provam o contrário!! *esta é a parte em que vos deito a língua de fora tipo os putos da escola*.

segunda-feira, novembro 20, 2006

MA CHE BELLA QUESTA CITTÁ!

Tcharaaaammm!!!
Estou de volta.
É verdade, não fiquei por lá mas, gostei muito de Roma. Ah! Sim... bom e o evento (afinal não fui em lazer, mas sim em trabalho), também não foi mauzito.
De qualquer maneira, vamos começar pelo início. O vôo atrasou meia-hora, o snack da TAP melhorou consideravelmente ( agora servem sandochas quentes em vez de frias, embora isso se possa justificar por ser o menú de "inverno" mais do que outra coisa qualquer), e quando chegámos a Fiumicino já não havia combóios, por isso, toca de ir de táxi (dito assim até parece que com as ajudas de custo que nos pagam dá para "viver" à grande). Chegámos ao hotel. Era suposto haver 3 quartos mas, afinal só haviam 2 e por azar nenhum deles estava em meu nome. Por alguns momentos, pensei que ía dormir debaixo da ponte mas as minhas colegas (que são umas moças simpáticas) cederam-me um dos delas. No dia seguinte, antes de partirmos para o evento, reclamei aqui para o burgo para saber quem tinha sido a criatura que metera água (é claro que descobri que foram os Italianos do hotel mas, e daí, what else is new?).

Para chegar ao local do evento foi uma aventura. Para começar, nós estávamos numa ponta da cidade (em Cornélia) e a Conferência era só numa outra ponta que, ninguém conhecia, nem estava no mapa (não naquele que nós tínhamos). Os transportes públicos estavam em greve (parece que é um vírus que anda por aí) mas, felizmente, conseguimos apanhar um metro (afinal não estavam todos parados ao mesmo tempo).

Andar de metro até foi bom, ficámos a conhecer todas as estações das 2 linhas do metropolitano em Roma (só não conhecemos Batistini porque ficava antes de Cornélia). Foi um belo percurso de 1 hora com mais um passeio a pé, de 20 minutos (a perguntar direcções pelo caminho), até chegarmos à dita conferência que, por sua vez, era suposto começar às 10:00. Chegámos por volta das 11:15 e descobrimos que afinal a coisa ainda não tinha começado, porque o autocarro qye trazia os nossos colegas italianos da cidade de Florença (é onde é o burgo deles) avariou-se na autoestrada. Bom, do mal o menos. Agarrámos no Director do burgo Austríaco (que também lá estava) e fomos todos para o café, sentarmo-nos numa esplanada, para saber das últimas novidades.

A conferência começou ao meio-dia (mas nós é que temos o rótulo de nunca cumprir horários) e nós lá estávamos (e já comíamos qualquer coisita) e o buffet foi às 14:00 (com uma boa nota para o vinho italiano, é mesmo muito bom). Aguentámo-nos até às 15:30 mas depois tivemos de nos ir embora (visto que, ainda queríamos ver alguma coisita e teoricamente o Programa deveria acabar às 16:00. Nós não tínhamos culpa do atraso deles). Como é óbvio, marcámos logo uma jantarada, para mais mais tarde, com os colegas italianos.

Um dos grandes problemas de Roma é que uma pessoa não sabe para onde olhar. Há tanta coisa para ver que, se não se tiver a noção do que se quer ver, acabamos completamente perdidos sem saber para onde olhar primeiro. Logo o primeiro embate é: «Mas que grande confusão que para aqui vai!», aquilo são ruínas romanas misturadas com edíficios medievais e edíficios da renascença, sem organização nenhuma, é absolutamente louco e uma verdadeira balbúrdia. Mas, mesmo assim ficamos com a sensação de estar em casa (ou pelo menos eu fiquei). Não se sente o choque cultural que, eventualmente, se poderá sentir como quando se visita um país nórdico, ou mesmo que se poderá sentir quando se visita aqui o país vizinho. É possível sentirem-se mais afinidades com os italianos do que, propriamente, com os espanhóis (além de que estes últimos são altamente mal-educados) e essa foi a percepção com que fiquei.

Na estrada, os italianos são de fugir. Não há passadeiras (mesmo que estejam pintadas no chão), não há limites de velocidade (mesmo que estejam na lei) e não há sinais verdes para peões (mesmo quando o sinal está verde). Eles, simplesmente, não páram. Se a pessoa estiver a atravessar a rua (mesmo que seja na passadeira), eles desviam-se e contornam a pessoa mas, não páram. Há lambretas por todo o lado (o que é fabuloso) e pela primeira vez na vida, vi um engarrafamento de lambretas, o que achei verdadeiramente inacreditável. Estacionam e páram em todo o lado, inclusivamente no meio da rua se for preciso (daí o engarrafamento de lambretas) e não vale a pena buzinar porque eles só tiram de lá a viatura quando acabarem o serviço. Os tipos ao volante são perigosos (mas nós é que estamos no quadro negro das estatísticas), têm o pé, bestialmente, pesado e metem-se com carros grandes em sítios que não lembram ao careca. No entanto, se conseguirmos nos abstraír destas coisas, eles são simplesmente um espectáculo.

Roma é, sem dúvida, uma cidade a ser visitada. Não é barato mas, vale muito a pena. Eu quando tiver as fotografias, coloco-as aqui no blogue com os comentários porque aquilo é mesmo giro.

quinta-feira, novembro 16, 2006

terça-feira, novembro 14, 2006

PORTUGAL X ESCANDINÁVIA

Um texto interessante num blogue (bastante interessante), sugerido pelo Miguel Pinto, que se chama, "A Educação do meu umbigo".
Começa assim:
"Alguns comentadores insistem em estabelecer paralelos e comparações entre a situação da Educação em Portugal e em países do Norte da Europa, com destaque para a Escandinávia.
Eu acho isso tudo muito giro mas, desculpem-me lá, não acham que isso é tão interessante e esclarecedor como comparar o Lesotho com a Suiça?" continuar a ler aqui.
Sabem de uma coisa, eu até acho que é interessante comparar o Lesotho com a Suíça no entanto, qualquer pessoa adepta de Estudos Comparados sabe, que só se podem estabelecer comparações entre coisas semelhantes. Por isso, simpatizo com a mensagem transmitida pelo autor.
Além disso, comparar o Sistema Educativo Português com os Sistemas Educativos da Escandinávia é absolutamente idiota. Nós temos coisas que eles não têm e eles têm coisas que nós não temos. Isso não é nem, necessariamente, mau, nem faz de nós «um carro de gama média», nem deles «um topo de gama». Somos apenas diferentes.

NOVO SLOGAN DO MINISTÉRIO DAS FINANÇAS


Nota: Isto foi-me remetido por e-mail e não faço a menor ideia quem é o autor. Para slogan, é um bocado comprido mas, a ideia está engraçada.

quinta-feira, novembro 09, 2006

CIAO ROMA!

Os sacrifícios que uma pessoa faz pelo seu trabalho... que aborrecido... para a semana lá vou eu, 3 dias, para Roma. Que tristeza... ainda por cima não conheço a cidade. Isto a vida de "caixeiro viajante" é muito ingrata.

quarta-feira, novembro 08, 2006

GREVE GERAL NA ADMNISTRAÇÃO PÚBLICA – O folheto da Frente Comum (II)

(cont.)

Ora bem, já tinhamos visto o 3º parágrafo por isso vamos continuar.

4º parágrafo: Nada de relevante a assinalar.

5º parágrafo: " É mentirosa a afirmação de que «os sacríficios são para todos», pois Portugal é o País da União Europeia com o maior fosso entre os 20% mais ricos e os 20% mais pobres e este fosso tem vindo a aumentar nos últimos anos. É a própria U.E a reconhecer este facto."

Bom, de facto, há que reconhecer alguma veracidade nestas coisas porque... os sacrificios não são para todos. Nomeadamente, não o são nem para os 20% mais ricos, nem para os 20% mais pobres. São para os 60% que ficam ali no meio. No entanto, o que me está aqui a falhar é o entendimento sobre «o que é o fosso?», isto porque - lá está - o que está no meio entre os mais ricos e os mais pobres é a classe média. Não é um fosso. O que me preocupa, isso sim, são as políticas que visam transformar tudo em pobres e isso começa logo por se partir do princípio que somos todos iguais. Somos todos iguais "my hass"! Somos agora todos iguais. Eu não sou igual a ninguém de certezinha absoluta, além disso não tenho nenhum gémeo siamês e não me andei a esfalfar na Universidade para ser igual a um outro "Tóni" qualquer que não tem 1/3 das minhas qualificações.

6º parágrafo: " E, em paralelo, possuímos algumas das maiores fortunas a nível europeu..."

Bem, para começar ainda não vi nenhum português naquele programa do People & Arts sobre as grandes fortunas da Europa. Depois, se há portugueses que têm grandes fortunas (e é claro que os há) é porque trabalharam para as ter, não ficaram à espera das esmolas do Estado português, caso contrário estariam bem lixados. Por isso, a única coisa que posso dizer é; a inveja é uma coisa muito feia. E ter fortuna só é mau para quem não a tem (como eu por exemplo, mas ainda não perdi a esperança).

7º parágrafo: "Os trabalhadores e a população em geral sentem na pele o continuado aumento do preço dos bens essenciais, muito superior às taxas de inflação, na água, no pão, nos combustíveis, nos transportes e na generalidade dos bens de primeira necessidade. Está agora a ser anunciado de 16 % , na electricidade."

Ok... portanto, há os trabalhadores e depois há a população em geral que não se enquadra na figura dos trabalhadores. Confesso que acho isto um pouco estranho porque, assim de repente parece que a população em geral não trabalha. Excluíndo este detalhe e o facto dos 16% terem caído para 6 vírgula qualquer coisa % (afinal tinha de haver alguma maneira do governo sair-se bem desta embrulhada), todas as pessoas normais sentirão o aumento de tudo menos dos ordenados.
Aqui há uns anos atrás, dizia o Prof. João César das Neves - numas aulas que tive com ele - que Portugal devia ser o único país no mundo em que os sindicatos quando negociavam os aumentos salariais conseguiam fazer com que os trabalhadores perdessem, efectivamente, poder de compra. É claro que foi uma risota generalizada mas e daí, quem já foi aluno do Prof. JCN sabe que aquelas aulas são sempre animadas e bem-dispostas. No entanto, bem vistas as coisas, quem sabe, sabe e o homem tem razão.
Bom para encurtar esta análise ao texto do folheto, cujos parágrafos parecem não ter fim (são pelo menos 15), são utilizadas expressões como "obscenidade" para se referirem ao facto dos bancos produzirem lucros (como se isso não fosse a razão da sua existência), continuam as referências aos trabalhadores (porque proletário dava mau aspecto), no 9º parágrafo entram os reformados ao barulho (como se ainda fizessem parte da população activa, quando sería preferível que assumissem que esta "luta" também se prende com as questões do acesso à reforma), continuam as alusões ao grande capital (o que dá vontade de lhes dizer: "Amiguinhos, Marx morreu, Estaline também e o muro de Berlim já caiu há algum tempo, Get over it!") e apelidam aquela iníciativa dos empresários como a "Irmandade do Compromisso do Beato" que faz "propostas terroristas" (This is Democracy Stupid! Cada um usa as armas que tem e sem empresários não há nem empresas, nem trabalho e muito menos trabalhadores).
Falam do "maior ataque aos direitos dos trabalhadores que se verificou desde o 25 de Abril" (claro, o 25 do A. não podia faltar) e en passant vão associando-no a um ataque aos "valores civilizacionais indiscutíveis, como o direito ao trabalho (...) constitucionalmente garantido" (eu se fosse aos desempregados deste país movia uma acção conjunta ao Estado Português, porque se está na CRP o Estado tem de garantir um posto de trabalho a toda a gente, há aqui uma quebra de contrato por um dos Outorgantes).
Conclusão, é um blá, blá, blá sem princípio nem fim, nem ponta por onde se lhe pegue e por isso é que estes sindicatos vão perder todas as "guerras" em que se meterem. Porque enquanto continuarem presos a uma ideologia decrépita, enquanto continuarem a fazer parte do Sistema e enquanto se ficarem pelo abanar das bandeirinhas e pelo bater dos tachos e panelas no meio da rua, a única coisa que vão produzir é ruído, que é chato mas, não tem consequências práticas nenhumas. São só mais uns palhaços do circo que é este país. Quando quiserem brincar aos Sindicatos a sério, olhem para os coleguinhas norte-americanos e comparem a capacidade de negociação de cada um. Talvez nessa altura se possa olhar para os Sindicatos com uns outros olhos.

GREVE GERAL NA ADMNISTRAÇÃO PÚBLICA – O folheto da Frente Comum (I)

Sabem de uma coisa? Fartei-me de rir enquanto lia o folheto, da Frente Comum dos sindicatos da Administração Pública, que anuncia a greve geral dos dias 9 e 10 de Novembro.

A bem dizer, não me vieram as lágrimas aos olhos porque dava mau aspecto mas, lá que fiz figura de tontinho a rir-me sozinho lá isso fiz. A única coisa que me ocorria, enquanto lia o dito folheto, é que o texto bem merecia uma musiquinha de fundo tipo: «Avante Camarada, avante...».

Bom, dito isto é claro que estive a analisar o texto do folheto de uma ponta à outra e para começar, nada melhor do que dizer que, estamos a falar de um texto que de objectivo não tem, rigorosamente, nada. É um texto pejado de vocábulos conotados com uma ideologia, claramente, de esquerda e orientado para a vitimização self-inflicted (porque não tenho outra forma de explicar a coisa) e para a produção de reacções emotivas (se quisermos levar isto a um extremo, só lhes falta o cinto de explosivos à volta da cintura).

Vamos, então, começar pelo título.

Título do Folheto:Trabalhadores têm razão! Governo do Capital NÃO!”

Sim, é verdade. São exclamações e gritos de desespero acompanhados por um “NÃO” a letras maiúsculas, que diz respeito ao sujeito na figura do Governo do Capital. Não me pronuncio sobre a questão do capital porque sempre achei que Socialistas Capitalistas são uma combinação bastante engraçada embora, ligeiramente, indefinida em termos conceptuais. Mas ei! Quem sou eu para dizer que um socialista não pode ser capitalista. Amiguinhos, isto é uma democracia, cada um pode ser o que quiser.

1º parágrafo: Nada de especial a apontar. Tem de se começar por algum lado.

2º parágrafo:O Governo não pode continuar a atacar impunemente as condições de vida e de trabalho e a dignidade dos trabalhadores, para favorecer os grandes grupos económico-financeiros!

Pois é... mas que grande déspota é o Governo que ataca impunemente as condições de vida e o trabalho da classe operária, do proletariado aqui identificado pela figura dos trabalhadores. E porque é que o Governo ataca impunemente o proletariado? Para favorecer os grandes grupos económico-financeiros, daí a designação do Capital no título. São um bárbaros, por mim mandava-os já para Bagadad. Safados.

3º parágrafo:A degradação das condições de vida e de trabalho daqueles que produzem a riqueza deste país não pode continuar!”

Ora aqui está, mais um grito de revolta. No entanto, aqui tenho de confessar que fiquei um pouco baralhado. É que eu não estou bem a ver onde é que os funcionários públicos produzem riqueza. Os funcionários públicos, assim a bem dizer, são uma excelente ajuda para gastar a riqueza produzida mas, produzir, produzir não produzem grande coisa. Enfim, penso que não será, exactamente, possível exportar e ganhar dinheiro com qualquer coisa que resulte do trabalho de um funcionário público mas e daí, também posso estar errado por isso, se alguém souber o que é que um funcionário público produz em termos de riqueza (que não seja um papel carimbado), agora é o momento para intervir porque só posso continuar a minha dissertação mais tarde.

MAIS UM BLOG DE INTERESSE

Sobre Educação, apresento-vos:
Ainda não tive muito tempo para o explorar mas, parece-me bastante interessante.

O SUJEITO NULO EXPLETIVO - in Da Literatura

Nota: O texto que se segue pode ser lido no Blog Da Literatura e foi-me remetido por e-mail. Está, simplesmente, lindo e vale a pena ler.

"Se for aprovada, a nova terminologia linguística para os ensinos básico e secundário, também conhecida por TLEBS, vai com certeza ser um maná para os sketches do Gato Fedorento. Hoje, no Diário de Notícias, Vasco Graça Moura corrobora a opinião de Maria Alzira Seixo, que escreveu sobre o assunto na revista Visão, bem como a de Maria do Carmo Vieira, que fez o mesmo no JL. A gente lê e não acredita que tenha sido possível ir tão longe no «lado abstruso, aberrante e incompreensível de muitos aspectos da terminologia em questão.»
Exemplos:
«Entre outros, há pronomes indefinidos que dão agora pelos nomes sorumbáticos de “quantificadores indefinidos”, “quantificadores universais” e “quantificadores relativos”.
Nos advérbios, encontramos coisas alucinantes como “advérbios disjuntos avaliativos”, “advérbios disjuntos modais”, “advérbios disjuntos reforçadores da verdade da asserção” e “advérbios disjuntos restritivos da verdade da asserção”.
O sujeito indefinido passa a ser o luminoso “sujeito nulo expletivo”.
O “aposto ou continuado” chama-se bombasticamente “modificador do nome apositivo”, podendo ser do tipo “nominal”, “adjectival”, “proposicional” ou “frásico”...»
Pergunta Graça Moura, e nós com ele: «o que é que leva a ministra da Educação a aceitar um conjunto de enormidades deste tipo e a desatender as muitas objecções que, sem dúvida, lhe chegaram da parte de inúmeros professores?
Quem são os responsáveis que, no seu ministério, se vêm enfeudando a estas aberrações, conseguindo fazê-las consagrar na lei, com os resultados desastrosos que todos conhecem? Não lhes acontece nada?
Ninguém pensa em pô-los na rua? [...] Não há um deputado à Assembleia da República para interpelar o Governo, uma associação de pais para protestar com energia, uma associação de professores para se recusar teminantemente a pôr em prática esta pepineira? [...]» Cá para mim é tudo crack. "

terça-feira, novembro 07, 2006

AS COISAS ENGRAÇADAS DO NOSSO MERCADO

Sabem, há coisas bestialmente engraçadas no mercado português. É claro que na óptica de um entendido na matéria devem existir ainda mais situações caricatas, do que aquelas que aqui vos trago mas estas fazem-me alguma confusão.
Em primeiro lugar, gostava de saber porque é que só faz greve quem não precisa? Não sei se já repararam mas só ocorrem greves nos sectores que estão protegidos pelo Estado. Não me lembro de ocorrerem greves, por exemplo, no sector bancário. Costumo dar comigo a pensar: «Não serão os empregados bancários também filhos de Deus?», quem diz empregados bancários também pode dizer empregados de um hipermercado, empregados de uma multinacional ou empregados de uma PME. Não terão estes válidas razões para exercerem o direito à greve?
Calhando, o direito à greve está apenas consagrado para beneficio do sector público. Isto nem é de se ficar admirado, pois se até têm um código próprio para regerem as relações laborais enquanto o resto tem ficar com o código do trabalho não é, de facto, de espantar que sejam eles a exercer o direito à greve.
E porque é que eu estou a falar nisto? Simples, porque como sabem hoje de manhã há greve do metro e está tudo virado de pantanas (é normal nestes dias), então vinha eu a ouvir as notícias da rádio e dizia uma criatura que haviam apenas 2 trabalhadores que não estavam de greve porque tinham contrato de trabalho. Fiquei, absolutamente, estupefacto.
Significa então que, estas 2 aves raras não têm os mesmos direitos dos outros. É chato mas, deve ser por isto que o resto do pessoal que trabalha no sector privado não faz greve.
Enfim, mas mudando radicalmente de assunto, outra coisa que me faz confusão são os recibos verdes. Até hoje nunca consegui perceber porque é que os recibos verdes têm de descontar uma pipa de massa para a segurança social se depois não têm direito ao subsídio de desemprego. Esta, é uma filosofia que, sinceramente, não consigo perceber.
Quem passa recibos verdes tem por obrigação sustentar o Estado mas, o Estado não tem qualquer obrigação de os sustentar a eles. Nesta relação, há aqui qualquer coisa que falha, ninguém dá nada a ninguém se não tiver uma contrapartida seja ela qual for e na história dos recibos verdes o princípio é o mesmo. Se só um dos lados é que tem obrigações, então mais vale não pagar e esta acaba por ser uma situação que encoraja a fuga ao fisco. As medidas fiscalizadoras funcionam a curto prazo e servem para apagar fogos mas, não me parece que façam muito mais do que isso uma vez que é o princípio que está errado. Na minha opinião, esta é uma daquelas situações que nunca se pode traduzir num jogo de soma zero, caso contrário rapidamente se escala para uma situação em que ambos perdem.
É claro que, isto sou só eu a falar. De qualquer maneira são apenas dois tópicos que acho curiosos.

quinta-feira, novembro 02, 2006

E AINDA... PORQUE BEBER FAZ BEM AO CORAÇÃO

Sabem porque é que vos mostro isto?



Fácil, porque hoje ouvi na televisão um cardiologista dizer que, os ingleses (ou lá quem eram) tinham feito um estudo em que, se verifica que beber 1 ou 2 copos de vinho por dia faz bem à saúde e eu acho que isso é sempre uma boa mensagem para se passar às massas.

FUMAR VS. BEBER

Fumar mata mas...


Beber, não.