segunda-feira, janeiro 29, 2007

NÃO SEI SE VOS DIGA, NÃO SEI SE VOS CONTE

Mas eu estou francamente aborrecido de aqui trabalhar...
O dinheiro, parece-me uma boa motivação mas, honestamente, já não o é o suficiente.
Estou a ficar inquieto mas, não me posso despedir. Esta porcaria das responsabilidades é uma gaita! Digo-vos, não assumam responsabilidades. São uma prisão e impedem-nos de fazer o que nos passa pela moleirinha.
E as coisas não andam mais depressa.
Até as minhas ideias andam devagar. Também... para serem sustentáveis não as posso fazer andar mais depressa, caso contrário espatifam-se na primeira curva.
Odeio limites de velocidade. Principalmente nas ideias.
Tenho planos sabem? Estou apenas um pouco desgovernado com a história das prioridades. Como acho que tudo é importante, fico ligeiramente baralhado.
Que tristeza não ter nada para dizer... quer dizer, ter até tinha mas, não me apetece embora o tema até tivesse interesse.
No outro dia, estive a ajudar o Tsunami com um trabalho para o curso de Mestrado dele. Chegámos a conclusões interessantes sobre a questão das transições democráticas nos balcãs, principalmente, se olharmos para todo o processo do ponto de vista geopolítico. De qualquer forma, este tema ficará para uma próxima vez, agora não me apetece falar sobre geopolítica. O que me apetece mesmo é ir para casa, ver mais uns episódios da 3ª série do LOST.
Sabem que mais? É isso mesmo que vou fazer.

quinta-feira, janeiro 25, 2007

GOD, I'M GOOD!!

Actually, awsome!

Não fosse o caso de parecer narcisista e até vos dizia que estou farto de dar beijos a mim mesmo.

Quantos de vocês podem dizer que as contas de um relatório financeiro batem certas, assim logo à primeira? Mmmm?

Não respondam.

Ainda bem que fico contente com pouco e depois já nada me chateia, caso contrário teria de ir bater naquele traste que temos na Direcção.

Sinceramente, eu já tinha a noção que os socialistas são, no geral, uns péssimos gestores (coitados, não servem para estas coisas, não sei porque continuam a insistir), mas agora tenho a certeza.

É que são mesmo maus. São, como diriam os americanos, um «balloon full of hot air» e não servem para mais nada senão empatar. Confesso que, mesmo não sendo muito antigo, já vi coisas más mas, isto aqui mais parece uma gestão à laia de Átila o Huno... ou melhor, o Átila o Huno ainda geria qualquer coisita, agora este modelo bárbaro assenta numa solução organizacional muito mais caótica, irracional e nada simplex. É, portanto, estúpida e vocês estão todos a pagar para isto.

Infelizmente, também eu e estou a pagar 2 X. Através dos impostos e do contacto directo. Mas animem-se, depois olhamos para as empresas do sector privado e verificamos que, em maior ou menor escala, é mais ou menos a mesma coisa e de seguida chegamos à confortável conclusão do mal menor. Ou seja, ao menos aqui pagam bem (embora não o suficiente para aturar malucos).

quarta-feira, janeiro 24, 2007

CENAS HILARIANTES

Bem...
Hoje de manhã fartei-me de rir.
Não que a notícia tivesse grande graça mas, a verdade é que uma pessoa pouco mais pode fazer do que rir-se quando ouve notícias cretinas.
Hoje, ouvi dizer (e também já li) que aquele jornal online, "Sportugal", foi alvo de buscas por parte da PJ por ter violado o segredo de justiça.
Por pouco mais de um segundo pensei que a coisa fosse séria.
Afinal, não foi.
Então, os moços foram alvos de uma busca da PJ porque haviam publicado o despacho da Dra. Maria José Morgado a propósito de qualquer coisa que tinha a ver com o "Apito Dourado" ou assim, e isso constituia uma violação ao segredo de justiça.
Como devem calcular, esta foi a parte em que caí no chão e me rebolei de tanto rir porque só pessoas cretinas, que não pensam e seguem, cegamente, todas as ordens que lhes dão incapazes de articular o A com o B, é que são tolinhas a ponto de fazerem figura de parvos (como a PJ). A minha pergunta é só uma:
- Como é que é possível acusarem terceiros de "violação do segredo de justiça" quando os primeiros a publicarem a informação no site são os próprios tipos que a produzem?
Quer dizer...
Esta cena é, no mínimo, hilariante!
Tudo bem que entrentanto vieram dizer: «Ah e tal, foi um lapso, não devia ter sido publicado.», pois é... Mas a verdade é que foi publicado e "no entretanto" pode acontecer muita coisa, tal como - efectivamente - aconteceu.
Eu se fosse os jornalistas começava a defender-me e para aqueles que trabalham online começava, em primeiro lugar, por usar servidores estrangeiros e fora do território da U.E. Em segundo lugar, ou passava a utilizar discos amoviveis ou armazenar informação online, também, em servidores estrangeiros. Caso contrário estão lixados, porque essa cena do meter acções em tribunal e andar para aí aos berros com a história da liberdade de imprensa e da liberdade de expressão, incomoda, dá trabalho e só está resovida daqui a uns 500 anos.

sexta-feira, janeiro 19, 2007

FUI SANEADO.

Por e-mail.

Ok, por momentos digam lá que não pensaram que eu tinha sido despedido? :))...

Mas não. Não fui despedido.

Estão a ver aquelas situações em que uma pessoa está a gerir um projecto, que está a ter resultados positivos, cujo feedback das pessoas é muito positivo, cuja C.E. nos recomendou para um estudo de caso, etc etc e depois vem um palhaço (ou uma palhaça neste caso), que só porque manda, envia um e-mail a terceiros indicando para a gestão desse projecto outra pessoa que não aquela que o estava a gerir.

Bom...

Até soltei fogo pelas ventas!

A única coisa em que pensava era em subir as escadas e arrear uns belos de uns sopapos no estupor da criatura, que a «gaja» havia de andar a apanhar os dentinhos do chão durante o fim-de-semana todo.

Foi quase...

Esteve mesmo ali na fronteira entre o «perdido por cem, perdido por mil, but the bitch fica com um novo sorriso».

É claro que não me deixaram fazer isso e digo-vos que tenho uns colegas muito corajosos, pois pararem-me nestas alturas é como se colocarem no meio da estrada a tentar parar um TIR que vem a descer em excesso de velocidade. É um acto de fé.

Obviamente, andei a bater mal durante dois dias e todos os que tinham o azar de estar comigo lá sofreram alguns danos colaterais mas, como não há nada que não se resolva, estou muito mais bem disposto agora.

E porquê? perguntam vocês.

Bom, porque ontem fui ver os meus sobrinhos e só isso foi o suficiente para me pôr bem disposto. É que fiquei mesmo contente e depois, comecei a pensar o quão estúpido é uma pessoa estar a aborrecer-se quando, no fim do mês, o ordenado é o mesmo. É claro que continuo a achar que o que me fizeram foi uma falta de respeito pelo meu trabalho e um insulto à minha inteligência mas tudo isso será tratado na altura certa embora continue a achar que uns «murraços naquela fronha» não só demonstravam o meu descontentamento, como também produziam resultados mais depressa. É o que vos digo, as minhas capacidades diplomáticas são péssimas.

No meio disto tudo, e no seguimento do post anterior, é claro que o meu ímpeto criador já me conduziu a uma conclusão. Ainda por cima, uma conclusão que bem gerida, dá dinheiro (e que é a parte em que se junta o útil ao agradável). Agora, é só «botar» tudo no papel e fazer contas.

Por isso amiguinhos, quando se diz que Knowledge is Power, acreditem que é mesmo verdade. O que acontece na maior parte das vezes é que nós não prestamos atenção a tudo o que, realmente, sabemos e ainda por cima menosprezamos o pouco que admitimos saber. Depois, o quotidiano encarrega-se de fazer o resto e é possível passar-se uma vida inteira assim.

Quanto a mim sabem o que vos digo? Eu vou aproveitar a minha «fúria criadora» (e a outra também porque não me esqueci dela) e vou fazer alguma coisa que seja positiva (principalmente para mim).

E disse.

segunda-feira, janeiro 15, 2007

ESTOU EM PROCESSO DE...

criação.

Não sei do quê, mas estou.

Estas fases são interessantes e devem ser aproveitadas, muito embora neste momento eu não saiba muito bem para quê.

São aqueles ímpetos criadores que, de vez em quando, nos assolam sem nenhum motivo aparente. Seria dramático se não fosse tão agradável. É claro que o downside of it é a frustração se não fizermos nada com esta fúria criadora.

Vou ajudar o Tsunami com os seus trabalhos para o Mestrado. Coitado. Sabe muito, mas é um pouco desordenado quando chega à parte da escrita. No entanto, quando chega à parte do falar a coisa já pia de maneira diferente. Aí o atado sou eu.

Não gosto muito de falar e não acho que tenha, assim, tanta coisa interessante para dizer. Gosto mais de ouvir os outros a falar, desde que tenham coisas interessantes para dizer.

Por exemplo, detesto vendedores e operadores de telemarketing.

Dos vendedores tenho sempre aquela imagem de uns tipos rechonchudos (ou não), de camisa cor-de-rosa transpirada, gravata da década de 80, cabelo empastado com gel, óculos escuros no alto da cabeça, com um ar gingão e um tom de voz à Mouraria. São arrepiantes! Deviam ser contratados para servirem de figurantes nalgum filme de terror. Ainda por cima alguns cheiram mal, outros têm um bafo a tintol e depois há aqueles que são uma triste combinação das duas anteriores.

É uma visão verdadeiramente arrepiante. A sério.

Dos operadores de telemarketing não tenho nenhuma imagem em particular, excepto o facto de muitos serem do sexo feminino e terem sotaque brasileiro. Sei que estão a fazer o seu trabalho mas, irritam-me.

Tudo isto a propósito de não gostar de falar. É verdade, não gosto mesmo de falar e tenho um trabalho em que, de vez em quando, tenho de falar. Enfim, penso que podia ser pior.

No entanto, é preciso referir que considero isto como um grande handicap na minha pessoa. Por exemplo, isto é péssimo para entrevistas de emprego.

Da última vez que fui a uma, foi em 2005. Cheguei a metade, levantei-me e fui-me embora. Disse-lhes que não era a pessoa que eles procuravam quando, se calhar, até era. Só que a meio cheguei à conclusão, que eles é que não eram aquilo que eu procurava e não me estava a apetecer responder a coisas e a submeter-me a uma avaliação tipo oral na universidade. Já ultrapassei essa fase há algum tempo e não sinto falta.

Isto é, absolutamente, idiota mas fez com que aprendesse mais coisas sobre mim. Aprendi que para haver um diálogo, tem de haver um desafio. Se não houver um desafio, tudo o resto é uma perda de tempo. Naquela entrevista de 2005 não houve um verdadeiro desafio. O que havia era um lugar disponível mas isso não era um verdadeiro desafio, até porque empregado estou eu e já estava naquela altura.

Também cheguei á conclusão que o trabalho em Portugal é uma grande seca. Não há desafios à altura e, às tantas, as pessoas ficam estúpidas. Nestes casos, ou se arranja uma motivação interna e criamos o nossos próprios desafios, ou estamos lixados porque o que aparece nos jornais é de uma pobreza franciscana e o que não aparece nos jornais (que normalmente está a cargo dos headhunters) , já tem dono.

Bom, já devem estar a pensar que estou à procura de emprego mas, não. Não estou, nem me parece que isso vá acontecer nos próximos tempos. Estou só a comentar e a tentar perceber onde é que a minha "fúria criadora" me quer levar.

sexta-feira, janeiro 12, 2007

LET'S LOOK AT THE TRAILER!

Shrek 3


"PORTUGUÊS PARA ESTRANGEIROS"


As cenas que me enviam por e-mail... :)))

MODELITO DE INVERNO

Este é o modelito de inverno.
Um pouco mais colorido.
Um pouco mais apalhaçado e tal...
Mas é para ser mais animado, menos carrancudo e menos cinzentão.
Para cabeçudos, carrancudos e cinzentões, temos o governo e as suas «bichas» amestradas.

ORA AQUI ESTÁ UM ASSUNTO DIGNO DE NOTA

Hoje, recebi o seguinte e-mail digno de nota:

"PORTUGALCarta do Embaixador de Portugal no Brasil
De antologia!

Há dias, um aprendiz de jornalista brasileiro de Porto Alegre, de seu nome Polibio Braga, publicou a seguinte notícia em http://www.polibiobraga.com.br/

Portugal não merece ser visitada e os portugueses não merecem nosso reconhecimento.

Há apenas uma semana, em apenas quatro anos, o editor desta página visitou pela quinta vez Lisboa, arrependendo-se pela quarta vez de ter feito isto. Portugal não merece ser visitada e os portugueses não merecem nosso reconhecimento. É como visitar a casa de um parente malquisto, invejoso e mal educado. Na sexta e no sábado, dias 24 e 25, Portugal submergiu diante de um dilúvio e mais uma vez mostrou suas mazelas. O País real ficou diante de todos. Portugal é bonito por fora e podre por dentro. O dinheiro que a União Européia alcançou generosamente para que os portugueses saíssem do buraco e alcançassem seus sócios, foi desperdiçado em obras desnecessárias ou suntuosas. Hoje, existe obra demais e dinheiro de menos. O pior de tudo é que foi essa gente que descobriu e colonizou o Brasil. É impossível saber se o pior para os brasileiros foi a herança maldita portuguesa ou a herança maldita católica. Talvez as duas.
Esta Nota mereceu a seguinte resposta do nosso Embaixador no Brasil:
Brasília, 8 de Dezembro de 2006
Senhor Políbio Braga
Um cidadão brasileiro, que faz o favor de ser meu amigo, teve a gentileza de me dar a conhecer uma nota que publicou no seu site, na qual comentava aspectos relativos à sua mais recente visita a Portugal.
Trata-se de um texto muito interessante, pelo facto de nele ter a apreciável franqueza de afirmar, com todas as letras, o que pensa de Portugal e dos portugueses.
O modo elegante como o faz confere-lhe, aliás, uma singular dignidade literária e até estilística. Mas porque se limita apenas a uma abordagem em linhas muito breves, embora densas e ricas de pensamento, tenho que confessar-lhe que o seu texto fica-nos a saber a pouco. Seria muito curioso se pudesse vir a aprofundar, com maior detalhe, essa sua aberta acrimónia selectiva contra nós.
Por isso lhe pergunto: não tem intenção de nos brindar com um artigo mais longo, do género de ensaio didáctico, onde possa dar-se ao cuidado de explanar, com minúcia e profundidade, sobre o que entende ser a listagem de todas as nossas perfídias históricas, das nossas invejazinhas enraizadas, dos inumeráveis defeitos que a sua considerável experiência com a triste realidade lusa lhe deu oportunidade de decantar?
Seria um texto onde, por exemplo, poderia deter-se numa temática que, como sabe, é comum a uma conhecida escola de pensamento, que julgo também partilhar: a de que nos caberá, pela imensidão dos tempos, a inapelável culpa histórica no que toca aos resquícios de corrupção, aos vícios de compadrio e nepotismo (veja-se, desde logo, a última parte da Carta de Pêro Vaz de Caminha), que aqui foram instilados, qual vírus crónico, para o qual, nem os cerca de dois séculos, que se sucederam ao regresso da maléfica Corte à fonte geográfica de todos os males, conseguiram ainda erradicar por completo.
Permita-me, contudo, uma perplexidade: porquê essa sua insistência e obcecação em visitar um país que tanto lhe desagrada? Pela quinta vez, num espaço de quatro anos ? Terá que reconhecer que parece haver algo de inexoravelmente masoquista nessa sua insistente peregrinação pela terra de um "parente malquisto, invejoso e mal educado". Ainda pensei que pudesse ser a Fé em Nossa Senhora de Fátima o motivo sentimental dessa rotina, como sabe comum a muitos cidadãos brasileiros, mas o final do seu texto, ao referir-se à "herança maldita católica", afasta tal hipótese e remete-o para outras eventuais devoções alternativas.
Gostava que soubesse que reconheço e aceito, em absoluto, o seu pleníssimo direito de pensar tão mal de nós, de rejeitar a "herança maldita portuguesa" (na qual, por acaso, se inscreve a Língua que utiliza).
Com isso, pode crer, ajuda muito um país, que aliás concede ser "bonito por fora" (valha-nos isso !), a ter a oportunidade de olhar severamente para dentro de si próprio, através da arguta perspectiva crítica de um visitante crónico, quiçá relutante.
E porque razão lhe reconheço esse direito ? Porque, de forma egoísta, eu também quero usufruir da possibilidade de viajar, cada vez mais, pelomaravilhoso país que é o Brasil, de admirar esta terra, as suas gentes, na sua diversidade e na riqueza da sua cultura (de múltiplas origens, eu sei). Só que, ao contrário de si, eu tenho a sorte de gostar de andar poronde ando e você tem o lamentável azar de se passear com insistência (vá-se lá saber porquê!), pela triste terra dessa "gente que descobriu e colonizou o Brasil". Em má hora, claro!
Da próxima vez que se deslocar a Portugal (porque já vi que é um vício de que não se liberta) espero que possa usufruir de um tempo melhor, sem chuvas e sem um "dilúvio" como o que agora tanto o afectou. E, se acaso se constipou ou engripou com o clima, uma coisa quero desejar-lhe, com a maior sinceridade: cure-se !
Com a retribuída cordialidade do
Francisco Seixas da Costa
Embaixador de Portugal no Brasil "
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Ainda não fui averiguar a legitimidade da informação. Mas irei, assim que tiver um tempinho para me debruçar sobre estas coisas curiosas.
Mesmo assim, fica a sugestão de quando estiverem a ler a pequena nota, do jornalista wannabe, experimentem a lê-la com sotaque. Fica muito mais engraçado e dá aquela sensação de telenovela.
Fica «bué lôco»!

quinta-feira, janeiro 11, 2007

ENTÃO "PÁ"???



Ninguém vota nas «gaijas»?!?

Não se esqueçam que qualquer série que se preze tem de ter «gaijas», para dar um ar mais cor-de-rosa à coisa.

Lembram-se do Master and Commander, o filme? Aquilo não tinha personagens femininas e foi uma grande seca apesar da grande quantidade de água envolvida.

Quer dizer... não tinha personagens femininas é uma forma de pôr as coisas, não tinha personagens femininas no sentido em que não havia personagens femininas que interagissem, ou dialogassem com o resto dos personagens do filme.

O único «mulherio» que apareceu em cena foi quando o barco chegou ao Brasil e apareceram umas «técnicas especializadas em actividades lúdicas» a passear numa canoa. Como devem calcular, isto não conta.

Agora, aquelas duas lá em cima têm um papel activo (quanto mais não seja a fugir de alguém) , têm falas, etc.

Enfim.

Hoje não vi notícias, fiquei assim. Bom, presumo que podia ser pior.

quarta-feira, janeiro 10, 2007

PRISON BREAK - Qual a vossa personagem favorita?



Pois é, fiz um Poll para saber qual a personagem favorita do pessoal.

Estes utilitários à borla dão jeito, embora a parte da publicidade em pop ups ser excusada. Em todo o caso, os moços têm de sobreviver de alguma forma e nós, querendo serviço à borla, temos de aguentar os pop ups.

De qualquer maneira, a minha personagem favorita é o T-Bag. Para quem só começou a ver a série na RTP1 e só viu 2 episódios, é natural que ainda não se tenha apercebido do grau de loucura daquela personagem. Para quem acompanha a série na Fox, percebe lindamente que aquela personagem é psicótica de todo mas, muito menos lunática do que o que parece.

Também gosto bastante da personagem Haywire, mas esse é esquizofrénico e só apareceu em 2 episódios ainda.

No meu ponto de vista, as restantes personagens, que fazem parte do Poll, são bastante interessantes (então para as moças a personagem do Michael Scofield deve ser só atributos, intelectuais e fisícos) mas, parecem-me um pouco óbvias. Com as personagens do T-Bag e do Haywire, há sempre algum elemento de surpresa porque nunca se sabe para que lado vai soprar o vento e isso torna-os mais interessantes do que os outros.

Enfim, é a minha modesta opinião. Mas já agora, gostava de saber o que pensam os outros, por isso votem meus amigos, votem, porque isto parece-me mais interessante do que o referendo de 11 de Fevereiro. :)

terça-feira, janeiro 09, 2007

AS (DES)ANDANÇAS DO MINISTÉRIO DA SAÚDE


Gerido pelo ministro da saúde, este «sinhor» da fotografia tipo passe.
Bom, se virem bem o senhor até tem um ar simpático, a malta é que está sempre a criticar, a desfazer o trabalho dos outros. Ninguém compreende, o trabalho de ministro não é fácil! Mas e daí, não é a mim que me pagam para ser ministro e como é do conhecimento geral, os cargos de topo são bem pagos, exactamente, porque quando se está debaixo de fogo é esperado que a criatura "leve um tiro" de alguém. É um pacote que já vem com um estojo de primeiros socorros, no qual se incluem muitos pacotinhos de anti-ácidos para acalmar o estômago e uma versão XL dos frascos de aspirinas.
Assim sendo, tem mais é que levar na cabeça porque é para isso que também lhe pagam.
Com que então falta de médicos?
Não obstante o facto dos médicos não abundarem por aí, é muito aborrecido verificar que o ministério da saúde lhes anda a fazer o mesmo que faz com os professores.
Foi o sistema informático.
Sei...
Bom, além do habitual dizer «as máquinas têm sempre razão», quando se usam sistemas novos, mesmo quando testados com sucesso, costuma haver também um plano alternativo que assegure a continuidade dos trabalhos caso o primeiro plano falhe. Porquê? Porque normalmente há objectivos e prazos para cumprir, e porque se os objectivos e os prazos não forem cumpridos vai-se afectar o funcionamento de outras coisas directa e indirectamente relacionadas com o mesmo tópico. Por sua vez, em última análise afecta os resultados esperados. Em tudo há uma relação de causa-efeito, acção-reacção. Neste caso, o efeito foi, por exemplo, ver os médicos a oferecerem-se ao hospital de Coimbra mas, sabe-se lá que mais poderão fazer! Seja como for, espero que sejam criativos porque, como já devem ter tido oportunidade de reparar, o ministério da saúde não os respeita a eles, nem respeita a população em geral, o que nos conduz à questão do «Porque haveríamos nós de respeitar uma instituição que não nos respeita, nem se dá ao respeito?»
Eu faço a mesma pergunta em relação ao ministério da educação. Também não sei porque é que os professores, que andam todos revoltados com o assunto do estatuto, ladram imenso mas ainda não morderam ninguém. O pior é que nem vão morder, uns porque lhes faltam os dentinhos, outros porque com próteses não dá. A outra possibilidade é serem uma classe de masoquistas, no entanto, como devem compreender, este tipo de tendências não se discute. Cada um gosta daquilo que gosta.
Como dizia F.Fukuyama, a falta do Thymos é uma coisa terrível. Os professores já o perderam, vamos lá ver se os médicos o têem.

segunda-feira, janeiro 08, 2007

NO EGIPTO



Os gajos têm pirâmides mas, não curtem muito o pessoal dos blogues. Não se pode ter tudo, presumo.

Por mim, podem ficar com a areia e com os calhaus todos amontoados, uns em cima dos outros, porque eu antes fico com os blogues.

Ontem, estava a ver um programa qualquer, já não sei em que canal da televisão por cabo, sobre os bloggers no Egipto. A relação entre eles e o poder político não é lá grande coisa, principalmente, se uma pessoa tiver umas ideias demasiado democráticas.

Bom, também é conveniente dizer que os bloggers de quem estamos a falar são um pouco revolucionários demais para aquele país, têm umas ideias muito à frente e têm a mania de organizar marchas de protesto em prol da democracia e contra a tortura.

Quem os manda ser assim?

Ora, é sabido que, no "computo geral" o Egipto até nem é muito mau. Podia ser pior. Podia ser a Arábia Saudita ou o Irão, não é? É claro que não sou eu que lá vivo. Aliás, convenhamos que nem sequer é um daqueles destinos pelo qual anseie ir passar os meus 22 dias (ou 30, consoante acumule com dias de anos anteriores), férias. Não, porque não seja bonito (para quem goste) mas porque é muita areia, muito sol, muito calor e muitos camelos. Bom, o sol e a areia ainda vai, agora os camelos, ali a andarem de um lado para o outro, é que não pode ser nada.

Que querem que faça? Não gosto de camelos. É um animal feio.

Mas de volta aos bloggers, vocês acreditam que o autor deste Blogue foi preso por se manifestar pela liberdade de expressão e contra a tortura? Tudo bem que aquilo era mesmo uma manifestação, não era qualquer coisa do género "ah e tal, estou a manifestar a minha opinião", mas ei! Também não era uma manifestação daquelas tipo anti-globalização em que, normalmente, acaba tudo à estalada e à pedrada!

Além disso, ser-se contra a tortura não tem nada de errado. Eu também sou contra a tortura, dependendo dos dias. Ou seja, quando estou sereno, sou contra a tortura; quando estou irritado, sou a favor da tortura; quando estou que nem posso, até a praticava se me deixassem!... lamentavelmente, não deixam. Mas independentemente de tudo isto sou a favor da liberdade de expressão. Ninguém deve ser perseguido por dizer aquilo que pensa.

Por outro lado, considerando o contexto onde se insere o Egipto, também não posso condená-los pela pouca abertura à "democracia" ou à liberdade de expressão e sabem porquê? Porque, inevitavelmente, Aristóteles tinha razão naquela história dos regimes degenerados. Além da democracia ser um regime degenerado, uma democracia pode conduzir a uma oligarquia e pode conduzir a uma tirania. Aliás, se olharem para o mapa ali da zona, rapidamente se poderão aperceber de que uma democracia pode ser uma ideia muito má. Portanto, se por um lado é inconcebível que as pessoas não possam manifestar a sua opinião, por outro pode haver razões muito objectivas que fazem com que isso não seja permitido.

Seja como for, aquela gente ainda tem um longo caminho a percorrer.

sexta-feira, janeiro 05, 2007

SEE NO EVIL, HEAR NO EVIL, SPEAK NO EVIL


Isto é a minha maneira de dizer que vou deixar de ver e ouvir as notícias relativas à política interna deste mini-inferno em que se transformou o nosso país. Isto, porque se não vir, nem ouvir, também não vou poder falar mal.

Quer dizer, o meu maior problema até nem é a parte do falar mal, até porque isso parece que faz parte da nossa memória colectiva, o meu maior problema é se resolvo colocar a minha inteligência ao serviço de outro tipo de actividades não conformes com a legislação e poder político em vigor.

Alguém já ouviu alguma boa notícia desde que o ano começou?

Bem... exceptuando aquela ameaça de greve dos jogadores de futebol, até porque essa devia ser bastante engraçada.

Não, pois não?

Tudo o que sabemos é que:

- os ordenados não aumentaram,
- a electricidade vai aumentar,
- os combustíveis vão aumentar,
- o pão vai aumentar,
- as criancinhas que tiverem de ser submetidas a transplantes hepáticos têm de ir para fora do país (aliás seria muito interessante saber se o ministro da saúde mantinha o mesmo tipo de opinião leve e solta se quem precisasse de um transplante fosse um filho ou um neto seu, mas com tantas doenças graves que andam por aí, quem sabe um dia o desastre lhe bata à porta),
- os meios de socorro que não socorrem ninguém e deixam morrer pescadores, (atenção porque aqui não vejo qualquer responsabilidade dos militares, o que eu vejo é a responsabilidade do ministério (in)competente para quem a vida de 6 pescadores não vale nem a pá de uma hélice de um helicóptero, nem chega para pagar o combustível e ainda têm o descaramento de lançar um comunicado a dizer que estão a estudar a implementação do GMDSS quando esse protocolo já foi assinado há N),
- este ano vão fechar mais escolas,
- este ano vão fechar mais serviços médicos,
- os "EMELGAS" vão poder passar multas a carros estacionados em cima dos passeios como se fossem agentes da autoridade (que não são e eu se fosse a eles ponderava a possibilidade de andar em grupo e pedir um subsídio de risco à EMEL, porque tenho a certeza que as ruas vão ficar mais perigosas para eles).

Estão a ver, são só boas notícias e ainda só vamos a 5 de Janeiro.

Eu olho para isto tudo e dou comigo a pensar até onde será preciso chegar para que a classe política comece a ter medo. Mas medo a sério. Até onde será preciso chegar para que a sua sobrevivência - e a daqueles que a rodeiam - esteja, seriamente, ameaçada. No entanto, e ainda que esta pergunta seja deverás interessante, há, na minha óptica, uma outra questão muito mais interessante e que é: Como?

Enfim, já estão a ver porque é que é preferível não ver notícias, não é? Uma pessoa começa a ter ideias um pouco estranhas.

Bom, vou-me deitar sobre o assunto.

quinta-feira, janeiro 04, 2007

RACÍOCINIOS COMPLEXOS

Aborrecem-me.

Não tenho a menor paciência para eles.

Lembrei-me disto ontem, quando me fui deitar e comecei a pensar nos jogos de Sudoku.

Mil vezes ler a “Crítica da Razão Pura” de Kant, do que estar ali a olhar para um quadriculado com uns númerozitos lá espetados e à espera que algum incauto lá espete mais uns no sítio certo, de preferência.

Recuso-me.

Não ponho números em quadriculados. Lembro-me sempre da Batalha Naval que é, de longe, muito mais interessante e muito mais sociável do que o Sudoku.

Não que morra de amores pela “Crítica da Razão Pura” ou pela ideia da “Paz Perpétua” mas, é menos mau do que o “Manifesto Comunista” ou “O Capital” de Marx.

Bem... Rousseau também é bastante mauzinho mas, não estamos a falar dele.

Não que ache que Marx não tenha valor. Marx tem um grande valor. Sentou-se numa cadeira e inventou um mundo todo novo, tal como Tolkien. Só que este último meteu-lhe uns elfos, uns anões, uns halflings, uns orcs e umas outras criaturas do bestiário, e a Terra Média transformou-se num mundo muito mais interessante do que o mundo Comunista de Marx. Por exemplo, não há comunistas na Terra Média embora haja a ideia de comunidade. Também não há nenhum regime comunista ou socialista na Terra Média. Mas, há monarquias e o regime específico do Shire (a terra dos hobbits) que, não sendo uma república é uma, espécie de grande, autarquia e tirando isso, não faço a menor ideia de como o designar... O regime político dos elfos também não é fácil de identificar mas, posso adiantar-vos que não é um regime monárquico. Se pensarmos em Aristóteles, o regime político que melhor se encaixa na organização social destas sublimes criaturas é, talvez, a aristocracia. De qualquer maneira, não posso afirmar com toda a certeza que o é porque ainda não acabei de ler o “Silmarillion” (a história dos elfos).

Agora, regimes comunistas como o de Marx, na Terra Média, não há nenhum.

E também não há Sudokus.

Não me parece que Tolkien gostasse muito das ideias de Marx, ou se calhar nem nunca pensou nisso mas, eu pensei... porque se gostasse, tinha arranjado um cantinho para eles na Terra Média (pois se ele até criou uma língua diferente para cada um dos povos). Também não digo que ele gostasse muito de autocratas e anarquistas só porque criou o Sauron e os Orcs, mas nestas coisas têm de existir vilões. Calhou-lhes a eles.

É o que vos digo. Raciocínios complexos aborrecem-me. É como aquelas pessoas que têm o péssimo hábito de fazer perguntas intermináveis. Não, não parece bem. É cretino, pedante e além disso revela características narcisistas e incapacidade de síntese. Tirando isso é, simplesmente, irritante.

São eloquentes, dirão alguns. Não, amiguinhos. São chatos à brava.

É a minha modesta opinião, é claro.

Bem, agora que já desabafei, sinto-me muito melhor.

quarta-feira, janeiro 03, 2007

A CRIATIVIDADE DE INÍCIO DO ANO

É verdade, é como costumo dizer: Ano novo, vida nova e lots and lots de criatividade é o que é preciso. Isto é, principalmente, verdade lá no burgo onde trabalho embora, de vez em quando, pareça que não.

Penso que hoje estava particularmente inspirado, o que apesar de não acontecer todos os dias, também não é assim tão raro e por outro lado, quando trabalhamos com docentes é sempre bom esperarmos o inesperado com uma grande dose de boa disposição uma vez que, meia-volta, as "criaturas" lembram-se de coisas interessantes.

Ora, não me alargando nestas considerações pessoais sobre a classe em causa (até porque não precisam que eu lance mais lenha para a fogueira), hoje recebi um telefonema deveras interessante de uma professora que se candidatou a uma bolsa para um curso de formação contínua mas que ainda não tinha obtido nenhuma resposta quanto ao resultado. E então o diálogo foi qualquer coisa deste género:

"Olhe, eu candidatei-me a uma bolsa de formação contínua e queria dar uma resposta ao organizador do curso mas ainda não sei o resultado, o que é que eu faço?" - Começou ela por me dizer preocupada.

"Então, aguarda pelo resultado e depois entra contacto com o organizador." - Respondi-lhe eu com a minha boa disposição habitual.

"Ah, mas não foi isso que me disseram quando telefonei para aí em Dezembro." - continuou ela num tom em que já começava a passar da preocupação para a indignação.

"Então e o que foi que lhe disseram quando telefonou para aqui em Dezembro?" - perguntei eu com a mesma boa disposição.

"Disseram-me que se telefonasse em Janeiro já me poderiam dar uma resposta." - respondeu.

"Então? E está certo não está? Em Janeiro damos-lhe uma resposta." - respondi eu manifestamente bem disposto.

"Pois, mas a mim disseram-me que no início de Janeiro tinham uma resposta." - insistiu ela, ligeiramente, aborrecida.

" Ah, estou a ver... então e por acaso estamos no fim de Janeiro?" - perguntei outra vez sempre bem disposto.

"Não." - lá teve ela de responder.

"Então como pode ver, deram-lhe a informação certa." - Concluí eu.

"Pois mas como me disseram que me davam uma resposta no início de Janeiro e que tinham de cumprir o prazo de 10 semanas de antecedência..." - dizia ela já um bocado enxofrada.

"Tem razão."- respondi-lhe eu. " Diga-me lá quando começa o curso?"

" Começa em Março, na semana da Páscoa." - respondeu-me ela, certamente, a pensar que isso lhe resolvia alguma coisa.

"Mmmm... mas a Páscoa este ano é a 8 de Abril?!" - Tive de lhe dizer.

"Aahaa, pois..." - retorquiu ela.

"Pois, não. Afinal o curso é em Março ou é em Abril?" - insisti.

"Acho que é na semana da Páscoa." - respondeu-me.

"Acha que é na semana da Páscoa, mmmm... Bem se acha que é na semana da Páscoa e a Páscoa é em Abril agarre lá no calendário e comece a contar as semanas para trás." - dei-lhe as instruções.

"Por acaso não tenho aqui nenhum calendário." - disse a pobre.

"Não faz mal, tenho eu e vou contá-las para si." Parei um pouco e comecei a contar as ditas parando na 2ª quinzena de Fevereiro. "Olhe 'tá' a ver as 10 semanas expiram no dia 24 de Fevereiro, o que significa que nós temos até esse dia para lhe dar uma resposta. Por isso, se lhe disseram que lhe davam uma resposta no início de Janeiro está a ver que já estamos, até, muito adiantados." Concluí eu com um sorriso de orelha a orelha que se devia ver do outro lado da linha.

"Ah. Então tenho de aguardar pelo resultado não é?" perguntou ela já mais conformadita.

"Pois. Mas não se preocupe que receberá essa informação por escrito." - informei-a.

"Pronto, está bem. Obrigado" - Agradeceu ela.

"De nada, estamos aqui para ajudar. Sempre que tiver dúvidas não hesite em telefonar-nos. Adeus e bom dia." rematei para final de conversa já com metade da sala a rir-se a bandeiras despregadas.

Depois de poisar o telefone, olhei para o resto da audiência e exclamei: "Esta gente é um bocado estranha!".

Ai, ai... este meu trabalho é só rir... quer dizer, de vez em quando também apanhamos com cada estafermo! Ui!... E depois, não sei porquê, passam-me sempre a maior parte deles... deve ser porque não consigo ser diplomata. Esta é mesmo uma daquelas falhas que não consigo superar, sempre invejei o amigo Crack por causa disso. Muitos de vocês não conhecem o Crack pessoalmente mas, o Crack é daquelas pessoas que cada vez que abre a boca parece que só saiem flores, mesmo quando está aborrecido. Ao contrário, eu cada vez que abro a boca parece que só saiem tiros de canhão! É impressionante!... Ando há anos a tentar resolver este problema, um dia destes desisto. Mas por agora ainda não.