segunda-feira, fevereiro 26, 2007

HOJE, APERTEI OS...


à minha "chefia" e avisei que se determinado tipo de situações se voltassem a repetir que, eu, lhos torceria até ficar com eles nas mãos.

Foi bom e o outro lado ficou sem pio.

Senti-me bem, aliviado e penso que agora ficou bem claro qual será a minha posição se uma determinada situação acontecer mais uma vez.

Sabem, nunca solto o meu alter ego no local de trabalho. Normalmente, não é uma boa ideia porque o Anthrax é demasiado agressivo para se deixar à solta assim sem mais nem menos mas, hoje não havia alternativa. Foi uma saída controlada e planeada durante o fim-de-semana, provavelmente, por isso a coisa correu bastante bem. Foi muito engraçado, principalmente, a introdução mas temo que as coisas não se fiquem por aqui, o que será chato mas e daí os tomates também não são meus!

Enfim, hoje estou contente.

quarta-feira, fevereiro 21, 2007

TÁCTICAS DE PROTESTO (III)

Ok, ora então estávamos na parte dos protestos menos pacíficos (e daí a alusão ao Black Bloc), que normalmente envolvem a destruição efectiva de coisas (e.g. lojas e tudo o que aparecer pela frente e que seja um símbolo do capitalismo e um hino ao consumo). Esta é, de facto, uma via extrema que se pode observar sempre que há reuniões do G8.

Ao contrário do que se pode pensar, estas manifestações além de nunca serem pacíficas são concebidas com o propósito mediático de tirarem vantagem da brutalidade polícial. E isto funciona, o que significa também que os organizadores são, altamente, profissionais e devem ser respeitados por isso.

Como diria o meu professor de "Gestão da Inovação", «É muito simples amonitar um hipermercado desde que se aproveitem todas as condições que nos são oferecidas». Nunca experimentei a fazer isso mas, um dia destes experimento a fazê-lo num supermercado visto que é mais pequeno. Uma das coisas que funciona bem (e que normalmente é o início da coisa), é começar por destabelizar as hostes. Como?

Imaginem um supermercado de bairro, ao fim do dia, as pessoas estão cansadas depois do trabalho, as caixas não estão todas abertas (porque isso implicaria + pessoal e + pessoal implicaria + dinheiro), as filas são jeitosas, a moça da caixa mesmo fazendo o que pode não se despacha tão depressa como nós gostaríamos, está calor porque muita gente junta faz com esse seja o resultado, a criancinha da tipa que está à nossa frente entra numa crise de histeria porque a mãe não lhe quer comprar um chupa, e nós - paulatinamente - começamos, primeiro a bufar por todos os lados, depois a refilar sózinhos num tom de voz audível mas não necessariamente alto, depois a velhota que está atrás de nós mete-se na conversa e começa a refilar também aumentando o volume mais um bocadinho e em menos de cinco minutos tem-se todas as pessoas que estiverem naquelas filas em estado de agitação. Uns porque criam uma empatia com quem refila e acham que está coberto de razão, outros porque não criam uma empatia com quem refila mas também não podem sair da fila.

Nota: este cenário também funciona aos fins de semana desde que perto das horas das refeições. Porquê? Porque a fome predispõe à irritação, o indíviduo fica vulnerável e susceptível de refilar por tudo e por nada.

É claro que este tipo de coisas é engraçado quando se quer ver se funciona e quando se pretende que seja uma experiência, mais ou menos, controlada (sim, porque também há que contar com o acaso). No entanto, a verdade é que a utilidade destas coisas é bastante mais transversal e pode ser aplicada a uma massa de pessoas, tudo depende do organizador e de até onde se está disposto a ir para passar a mensagem.

Por exemplo, na minha óptica, a manifestação mais bem organizada contra o encerramento das urgências foi a de Valença. As outras contra o encerramento das maternidades e de outras urgências foram um verdadeiro fiasco porque não tiveram a visibilidade que deviam ter tido. Quando as pessoas se manifestam há que ter a certeza que se fazem ouvir e para se fazerem ouvir têm fazer algo mediático. A verdade é que, o que se está a passar aqui se estivesse a passar em França, o mais provável é que já estivesse tudo a ferro e fogo. Mas não, estamos em Portugal e não queremos dar-nos ao trabalho, por isso o governo vai fechando maternidades e urgências e o povo fica tranquilo. Para quê confusões quando eles vão fechar aquela porcaria na mesma?

Eu respondo-vos. É claro que fecham aquela porcaria na mesma, vocês não se fazem ouvir por isso também não podem ser levados a sério. Estrebucham um bocado mas depois passa, além disso quem é que vai ligar a meia dúzia de gatos pingados que moram onde judas perdeu as botas?

Façam qualquer coisa que faça a abertura dos noticiários e apareça nas primeiras páginas dos jornais e passam a ter toda a atenção.

É claro que quando se organizam estas coisas, tem de haver planeamento e deve-se contar sempre com a presença polícial (até porque se eles não estiverem presentes é porque o evento não é importante). Os «bófias» fazem parte integrante destas coisas porque têm de fazer. É o trabalho deles e normalmente levam os seus colegas de quatro patas, faz parte do arraial e das tácticas de controlo de multidões. Da mesma maneira que faz parte do arraial chamar-lhes «Porcos Fascistas» e chamar nomes às mães deles. A questão aqui é arranjar qualquer coisa que seja nova e - de preferência - que fique bem na televisão (porque se forem só uma nota de rodapé é meio caminho para o desastre).

Apitos de ultra sons funcionam muito bem com animais, principalmente, se forem muitos (apitos). Mascararem-se todos de coelhinhos também é capaz de não funcionar mal (principalmente, porque em caso de carga policial o que vai acontecer é que quando aparecer na televisão aquilo que a audiência vai ver são uma data de policias a bater em coelhinhos e os coelhinhos são sempre vítimas). Lembrem-se também que, da parte dos polícias há tácticas para prender, o que significa que da parte dos manifestantes tem de haver tácticas para "desprender" ( atenção que estas existem mesmo). Nos meios rurais há uma variedade imensa de produtos que podem ser utilizados para aborrecer as forças de segurança, nomeadamente, bosta, estrume etc. Não mata mas, de certeza que mói.

Outra coisa a ter em consideração quando se organiza uma manifestação, assim mais a sério, é o local. Para quê manifestarem-se á porta dos hospitais e centros de saúde? Assim como assim vão fechar e as pessoas que lá estão não podem fazer nada! O melhor é escolher locais mais adequados do que atrás do sol posto (não se esqueçam que a Av. da Liberdade em Lisboa tem muito espaço) e contactar outros distritos que tenham o mesmo problema porque é mais engraçado manifestarem-se todos ao mesmo tempo do que um de cada vez.

Também se pode dar o caso da manifestação ser proíbida. E então? Para que é que serve a desobediência civil? A desobediência civil é um acto de cidadania, de participação política activa e está previsto no Artº 21 da CRP.

Bom, por agora vou ficar por aqui. No próximo concluo.

segunda-feira, fevereiro 19, 2007

TÁCTICAS DE PROTESTO (II)


Digam lá que o Sr. Ministro da Saúde não está a pedir uma manifestação a sério?

Black Bloc (vs. FR)

Eu disse-vos que íamos passar a tácticas de protesto menos pacíficas.

TÁCTICAS DE PROTESTO (I)

Dado que anda tudo a protestar, nada melhor do que apresentar-vos algumas dicas sobre a questão dos Protestos.
Ora bem, as tácticas de protesto encontram-se divididas em 3 sub-categorias:
1- Boicotes
2- Desobediência Civil
3- Manifestações
E dentro destas sub-categorias podemos encontrar diversos tipos de actividades, umas mais pacíficas outras menos. Nas mais pacíficas econtramos coisas como:
a) Propôr animais como candidatos a cargos políticos.
Esta é sempre uma boa ideia, que já foi utilizada por diversas vezes, nomeadamente:
1- nas eleições Presidênciais norte-americanas de 1968 (o candidato apresentado era o Pigasus, um porco com asas);
2- nas eleições municipais em S. Paulo, Brasil, 1958 (o candidato era um rinoceronte, de seu nome Cacareco);
3- na eleições para a Câmara dos comuns, Canada, 1965-1993 (o candidato era, também um rinoceronte, de seu nome Cornelius I);
4- nas eleições municipais do Rio de Janeiro, Brasil, 1988 (o candidato era um chimpanzé de mau-feitio, chamado Tião e conseguiu 400,000 votos);
b) Fundar partidos políticos com temas e abordagens interessantes.
Esta é, também, uma excelente ideia a ser utilizada sempre que possível. Exemplos de partidos políticos:
1- Partido Ordem dos Jedi;
2 - Partido Tomates Vermelhos;
3 - Partido Pato Donald;
4 - Partido Fadinhas da Floribella;
5 - Partido Klingon Portugal;
6 - Partido 5ª Dimensão;
7 - Partido dos Marretas;
8 - Partido da Miss Piggy
etc.
c) NOTA (None of the Above)
Esta é outra excelente ideia não utilizada, ainda, em Portugal que pressupõe a existência - no boletim de voto - de uma opção denominada por NOTA. Quem põe a cruzinha nesta opção manifesta o seu descontentamento com todas as outras opções e candidatos que lhe são apresentados no boletim de voto.
Depois também há as petições e coisas do mesmo género que, normalmente, não levam a nada. No próximo post digo-vos quais são as tácticas mais violentas.

EU ESTOU MESMO...

FARTO DISTO!

Porque é que não me despedem? Eu que até sou elegível... dão-me a minha indemnização, pagam-me as horas extra (que nunca me pagaram mas eu não tenho nada a ver com isso e tenho direito a elas), pagam-me as férias e mandam-me para o fundo de desemprego.

Acordar de manhã e dizer «Ó Não!» em vez de «Bom dia.» é que não está com nada.

sexta-feira, fevereiro 16, 2007

LÁ VOU EU DE MALAS AVIADAS OUTRA VEZ

Agora vou cinco dias para Salzburgo no início de Março.
Não é por nada, mas acho que está um pouco fresco por aquelas bandas. Não sei como é que é possível trabalhar com frio e neve... está mal.

terça-feira, fevereiro 13, 2007

COISAS DIFÍCEIS DE COMPREENDER

Tenho andado aqui pela blogosfera a passear (durante a minha hora de almoço) e reparei em duas coisas que, para mim, são difíceis de compreender.

A primeira é o rescaldo do referendo. Não entendo. Foi no domingo, já passou, já acabou, o «sim» ganhou e agora só nos resta esperar para ver qual é a volta que vão dar à coisa. Não é preciso lançar foguetes, nem chorar a bandeiras despregadas. Caso ninguém tenha notado, o mundo continua a girar, a lua não saiu da órbita da terra e nós não fomos invadidos por homenzinhos verdes, sanguinários de olhos esbugalhados e não, isto não é o prenúncio do apocalipse.

A segunda é o sismo e respectiva associação a uma espécie de intervenção Divina. Tenho cá para mim que anda muita gente a fazer compras na loja do "Cogumelo Mágico" em Aveiro mas, isto é apenas uma suspeita. No entanto, e apesar de achar que esta matéria é tão boa para alucinar como outra qualquer, há coisas muito mais interessantes com as quais nos podemos alucinar. Digam lá que não era muito mais jeitoso uma pessoa ter alucinações com a Angelina Jolie? Ou mesmo com o Brad Pitt, porque não? Agora alucinar com intervenções Divinas? Pleeeaaasee... Isso é coisa de quem ou não tem criatividade nenhuma, ou se obriga a cumprir algum tipo de penitência masoquista.
Acham isto normal? Eu não. Já era tempo de ultrapassarem o trauma.

segunda-feira, fevereiro 12, 2007

I'M A LUMBERJACK AND I'M OKAY!

QUANDO SE SENTIREM DEPRIMIDOS LEMBREM-SE DISTO

Cheer up, Brian. You know what they say.Some things in life are bad,

They can really make you mad.

Other things just make you swear and curse.

When you're chewing on life's gristle,

Don't grumble, give a wistle!

And this'll help things turn out for the best...And...

(the music fades into the song) ...

always look on the bright side of life!

(whistle)

Always look on the bright side of life...

If life seems jolly rotten,

There's something you've forgotten!

And that's to laugh and smile and dance and sing,

When you're feeling in the dumps,

Don't be silly chumps,

Just purse your lips and whistle

-- that's the thing!

And... always look on the bright side of life...

(whistle)

Come on!

(other start to join in)

Always look on the bright side of life...

(whistle)

For life is quite absurd,

And death's the final word.

You must always face the curtain with a bow!

Forget about your sin

-- give the audience a grin,Enjoy it --

it's the last chance anyhow!

So always look on the bright side of death!

Just before you draw your terminal breath.

Life's a piece of shit,

When you look at it.

Life's a laugh and death's a joke,

it's true,You'll see it's all a show,

Keep 'em laughing as you go.

Just remember that the last laugh is on you!

And always look on the bright side of life...

(whistle)

Always look on the bright side of life

(whistle)

Website: http://www.serve.com/bonzai/monty/

quarta-feira, fevereiro 07, 2007

MAIS "PB"

Bem...

Digo-vos uma coisa. A "fuçanga" é tanta que já vi todos os episódios, da 1ª série, do Prison Break e já estou em "fungas" para começar a ver os da 2ª.

Para os adeptos do amigo "Snowflake"(que vai à frente nas sondagens), digo-vos que Murphy tem razão; «Se você perceber que uma coisa pode dar errada de 4 maneiras e conseguir driblá-las, uma quinta surgirá do nada». É infalível.

Para os adeptos do amigo "T-Bag", aquela personagem é um espectáculo mas, não há nada que não lhe aconteça.

Para os adeptos da Dra. Médica, não digo nada mas, é giro.

A história vai dar cada volta... a sério, vale a pena continuar a ver.

terça-feira, fevereiro 06, 2007

O POMO DA DISCÓRDIA


Pois é verdade, quando se ousa falar do «Tio António» as "galinhas" ficam histéricas e à beira de um colapso nervoso. É como se vissem o mafarrico em pessoa. Entra tudo num pânico generalizado, as funções básicas do cérebro desligam-se e fica tudo num estado catatónico-vegetativo com a baba a escorrer pelo cantinho da boca.

É claro que já deu para se perceber que, no domingo passado, estive a ver aquela coisa dos «Grandes Portugueses», ou lá o que é.

Teoricamente, o programa devia ter sido sobre o Dr. Álvaro Cunhal e o Prof. Oliveira Salazar mas, na realidade acabou por ser um programa só sobre o Prof. Oliveira Salazar tal é o medo que algumas criaturas ainda têm de um homem que já morreu há alguns anitos. Aquilo já pareciam os alemães do pós 2ª Guerra Mundial, que já lá vão mais de 50 anos e parece que não conseguem ultrapassar a porcaria do trauma. Ó amiguinhos, atinem-se um bocadinho! "Para trás mija a burra".

Bom, mas como se não bastasse estes problemas do âmbito das patologias psiquiátricas, ainda foram arranjar, para a constituição do painel de debate, umas criaturas - que à excepção do político, na figura de Pedro Santana Lopes, e do jornalista, na figura do Fernando da Costa - sem qualquer tipo de competências para falar quer do Cunhal, quer do Salazar.

Andavam para lá uns assistentes da Faculdade de Direito, cujo único contacto que alguma vez devem ter tido com Ciência Política deve ter sido quando tiveram a cadeira de Ciência Política e Direito Constitucional no 1º ano do curso de Direito e isto considerando que tiveram algum contacto com a cadeira, porque convém não esquecer que a estrutura dos cursos vai mudando de universidade para universidade.

Depois havia lá outra que era socióloga, ou lá o que era, mas que já tinha sido deputada e agora era gestora. Bom, para começar ideias políticas, ciências políticas e e filosofias políticas são coisas que nem sequer fazem parte da estrutura curricular de um curso de sociologia, depois o facto de ter sido deputada não a torna numa perita em assuntos políticos e finalmente sociólogas-gestoras é uma combinação aterradora que produz efeitos catastróficos e apocalípticos em qualquer organização (e sobre isto sei bem o que digo, temos cá um espécime destes e não há nenhuma alma caridosa que a meta num avião com destino a Bagdade ou Faixa de Gaza).

Também havia um antropólogo. Não faço a menor ideia do que lá estava a fazer mas, pronto, presumo que devia ser engraçado ou assim.

O outro rapaz do eixo do mal, não conta. Até porque não estou a ver que tipo de reconhecimento académico é que possa ter.

Conclusão, perante um painel de competências tão diversificado como este e tão habilitados para falar sobre o tema em debate, ainda tinham o descaramento de perguntar às pessoas, que para lá telefonavam para dar a sua opinião, em que fontes é que sustentavam as suas afirmações. Ora, isto é no mínimo curioso até porque, por esta ordem de ideias, só aqueles que telefonavam para lá é que tinham de saber sobre o que é que estavam a falar, nunca esquecendo de fazer as devidas referências bibliográficas em nota de rodapé.

Apesar de ter conhecimento que andava para aí uma polémica em torno deste programa, nunca o tinha visto e pela a amostra, também, não me parece que vá voltar a ver a não ser que comecem a constituir paineis com pessoas que, realmente, saibam do que é que estão a falar porque de resto, opiniões são só isso mesmo, opiniões.

segunda-feira, fevereiro 05, 2007

PELO SIM

Como sabem, porque se trata de uma questão de princípio, não votarei no próximo referendo. E não votarei pelas três razões que se seguem:

1º Porque acho que a figura do referendo não é um instrumento que deva ser utilizado de qualquer maneira, nem por qualquer razão.

2º Porque acho que as consultas públicas não são para se ir fazendo até se ganhar.

3º Porque acho que qualquer legislação sobre esta matéria deve reflectir um posicionamento que vá de encontro às orientações gerais e aos objectivos da política de um determinado Executivo, eleito democraticamente.

Por isso, este referendo, na minha opinião, mais não é do que um autêntico desperdício de recursos.

Mas, imaginando que eu iria votar no próximo dia 11 então, nesse caso, votaria pelo SIM. Porquê?

1º Porque não sou hipócrita.

Não digo que os que votam pelo Não o sejam mas, a partir do momento que defendem que o valor da vida humana é absoluto têm sempre mais possibilidades de o serem do que eu. Para mim, a vida humana é importante mas não é nem inviolável, nem absoluta e o meu “idealismo” só vai até ao ponto em que o meu "Eu" pressentir uma ameaça. A partir daí, passa a ser uma questão de sobrevivência e quando isso acontece, normalmente, quem ganha é o "Darwin".

Muitos dirão ou pensarão que esta é uma posição "egoísta" ou "egocêntrica" e aí eu direi, «É o que vocês quiserem». É preferível ser-se "egoísta" ou "egocêntrico" a ser-se irresponsável, causa muito menos danos ao próprio, a terceiros e á sociedade em geral.

2º Porque o SIM não invalida o NÃO.

Mas o seu contrário já não é verdade. Votar pelo Sim coloca o ónus da decisão sobre o indivíduo que agirá de acordo com os seus valores, credos e convicções. Por outro lado, votar pelo Não é passar um atestado de estupidez a todo e qualquer indivíduo dizendo-lhe que é incapaz e incompetente para decidir sobre situações que podem, ou não, afectar a sua vivência diária.

Sim, já sei, mas estamos aqui a falar da "vida" de terceiros. Matar é mau. Sim, já ouvi. Pois... Tal como já disse, não sou bestialmente apegado a esse tipo de valorização absoluta e universal. Matar tanto pode ser mau, como pode ser bom, depende do objectivo. Isto faz-me lembrar, um pouco, aqueles anúncios publicitários da Rádio Renascença, que passam na televisão, e que é suposto fazerem chorar as pedras da calçada com tiradas do género "declarou-se extinta a fome no mundo" ou "já não há mais doenças no mundo", coisas assim. Digo-vos, aqueles anúncios são arrepiantes, porquê? Porque se isso assim fosse estávamos todos lixados era o que era.

3º Porque votar no NÃO, não faz aumentar a taxa de natalidade por si só.

O que faz aumentar a taxa de natalidade é criar condições para que as pessoas possam ter e educar os seus filhos.

Mas se não estiverem inteiramente convencidos disso, e até pode ser que não estejam, lembrem-se das situações ridículas e monstruosas causadas pelo decreto 770 na Roménia. De facto, eles conseguiram aumentar a taxa de natalidade mas, a que preço?

Não desfazendo na questão das taxas, e uma vez que o pessoal gosta tanto delas, porque não experimentam verificar o impacto do “NÃO” na taxa de criminalidade? São capazes de chegar a conclusões altamente interessantes, e além disso estes estudos são sempre de louvar. Temos poucos.

De qualquer forma, esta é só a minha opinião.