segunda-feira, outubro 30, 2006

COMO NÃO PODIA DEIXAR DE SER...

... deixo aqui o meu tributo ao blogue do Menino mau, O ANDARILHO, que ainda anda às voltas com o Manual de Dragonologia e a cultura biológica dos melões, sendo que os dragões não são - por natureza - animais herbívoros.

EM ALGUMAS COISAS ELES BATEM-NOS À LÉGUA

É verdade, hoje fui dar comigo a ver o Programa da Oprah - enfim, presumo que há coisas piores na vida, podia ter estado a ver o clube dos Moranguinhos, também conhecidos pelo clube EB 2/3, ou ainda a Floribela ou assim - e cheguei à conclusão que, realmente, aqueles americanos têm uma capacidade de mobilização impressionantes.

Hoje o programa era, basicamente, sobre pedófilos e esta senhora tem aqui um site dedicado à consciencialização das pessoas para este tema. No entanto, este site não se dedica única e exclusivamente ao simples rasing the awareness. Este site publica não só a identificação destes predadores como também oferece uma recompensa, no valor de $100.000 USD, para informações que conduzam à captura dos mesmos. Ora, eu cá não sei o que é que vocês acham mas, eu sou 100% a favor deste tipo de medidas. Dir-me-ão, é chato... pois é, mas e daí pagar IRS também é chato e eu tenho de o pagar na mesma, assim como tenho de pagar os restantes impostos e se há coisas verdadeiramente sinistras para as quais não há perdão, esta coisa da pedófilia é uma delas.

Denunciar estas situações em particular e as situações de maus tratos é um dever de qualquer cidadão. Se o Estado age ou não, já é outro assunto mas, a denúncia é um dever e depois sempre há formas e formas de se levar um Estado a agir, sendo que a melhor delas todas é: «Armar um barraco do caraças».

sexta-feira, outubro 27, 2006

E AGORA... ALGO BEM MAIS PESADO

Apresento-vos as minhas 2 musicas mais favoritas de sempre

ONE - Metallica



MASTER OF PUPPETS - Metallica

quarta-feira, outubro 25, 2006

E AGORA... os meus filmes da Disney (2)

Ok...
Esta música tem um significado especial para mim. Recorda-me a altura quando comecei a namorar a sério e tinha umas "aventesmas"(que se diziam "amigas") que escolhiam as alturas mais inapropriadas para começarem a cantar assim:


QUANDO O PAÍS METE ÁGUA

É um Deus nos acuda.

Quando está calor, é o país que arde.

Quando está de chuva, é o país que mete água.

E qual é o denominador comum?

É o Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil.

Eu até ia seguir a sugestão do «menino mau» e escrever sobre as cenas caricatas que acontecem em seminários, só que entretanto cheguei a casa e estavam a falar na televisão sobre a Protecção Civil e sobre o mau tempo de ontem à noite. Pois fiquei a ver aquilo.

Bom, lá estava um mocito a falar dos planos municipais de emergência para cá, dos planos municipais de emergência para lá, ao mesmo tempo também fiquei a saber que, aparententemente, também há um plano nacional de emergência. Sinceramente, eu nunca o vi mas se eles dizem que há, eu acredito até porque no site do SNBPC consta a referência aos ditos . Agora, não é menos verdade que devem estar enfiados e arrumadinhos na gaveta de alguém em vez de estarem disponíveis (online por exemplo) para consulta e para conhecimento do público em geral. E eu estou a dizer isto porquê? Bom, porque o mocito estava para ali a dizer que os cidadãos devem ser pro-activos e eu digo; «Pois devem ser pro-activos sim senhor! Onde estão os planos?»

Note-se que esta história da pro-actividade tem muito que se lhe diga. As pessoas não podem agir ou formular considerações sobre informação que desconhecem sob pena de se tornarem irresponsáveis, isto porque alguém que decide - o que quer que seja - com base na falta de informação é irresponsável (não necessariamente no sentido negativo da palavra uma vez que "quem não sabe é como quem não vê").

Fiquei também a saber que fazem seminários e sessões de sensibilização etc. Achei óptimo mas, na verdade esse tipo de eventos deve ser só para os membros do "clube" porque visibilidade não têm nenhuma. Bem sei que a visibilidade é cara, é dispendiosa, mas amiguinhos... ou querem cidadãos pro-activos e sensibilizados para o assunto, ou não querem. Tudo depende como é que olham para o dinheiro que vai ser gasto. Ou olham para ele como um investimento em cidadãos informados e capazes de lidar com situações de catástrofe. Ou olham para ele como um custo. Se olharem para o dinheiro como um custo bom, aí terão de largar essa história dos cidadãos pro-activos.

Outra coisa, que não foi falada no programa mas, que me faz alguma confusão é a falta de meios próprios. Honestamente, não consigo conceber uma organização desta índole sem meios próprios e cuja a única função é simplemente coordenar os meios dos outros . Notem, coordenar os meios dos outros não é uma tarefa simples, mas se olharem para o organograma do SNBPC, facilmente, perceberão que com uma estrutura daquelas é capaz de ser difícil coordenar e operacionalizar ao mesmo tempo (é um bocado como coordenar um projecto com 100 parceiros, i.e. não é execuível e as probabilidades de ser um falhanço são brutais. Além de que não se percebe porque diabos há 3 vice-presidentes, mas isso já sou eu a falar mal).

Realmente não é minha intenção ser desagradável para com um serviço que é importante mas, se é para coordenar os meios dos outros então, não é necessário existir uma estrutura centralizada tão grande. Bastava criarem unidades de intervenção mais pequenas a nível regional, dotadas de autonomia, e um gabinete de coordenação a nível central. Não é preciso aquele arraial todo, até porque quanto maior for a estrutura, maior é a burocracia, maiores são os impedimentos, menor é a fluídez da informação, mais lento é o processo de decisão e por consequência menor é a capacidade de resposta. Não quero dizer com isto que a capacidade de resposta não seja rápida. Quero apenas dizer que em situações de crise entre o "rápido" e o "imediato" vai um longo caminho que pode fazer uma grande diferença.

Se me disserem que o trabalho da protecção civil só é suposto ver-se quando há situações difíceis, estou perfeitamente de acordo mas, quando 90% da pessoas que estavam a ver aquele programa diz que Portugal não tem capacidade para lidar com este tipo de situações difíceis então há qualquer coisa errada e não deve ser com a percepção das pessoas.

Dizia o rapaz que a "máquina estava bem oleada", não dúvido. Como é sabido cada um põe o óleo onde achar melhor, agora não interessa «bolhufas» saber se a máquina está bem oleada ou não, importa é que ela funcione e importa que ela demonstre resultados. Porque sem demonstrar resultados não é possível saber em que medida é que os objectivos propostos na missão do SNBPC estão a ser alcançados, ou não.

E tenho dito.

sexta-feira, outubro 20, 2006

quinta-feira, outubro 19, 2006

DESCOBREM-SE COISAS INTERESSANTES POR OUTRAS BANDAS

É verdade, é impossível não se ficar impressionado com a quantidade de temas interessantes sobre os quais os meus vizinhos reflectem. E quando eu digo reflectem, quero dizer que reflectem mesmo. Não se trata de uma mera reflecçãozita. Trata-se de uma reflexão a sério.

Por exemplo, no Combustões o tema sobre o uso de obscenidades na blogosfera é tratado aqui e aqui. No Jansenista, o mesmo tema é tratado aqui. Finalmente, no Je Maintiaindrai é tratado aqui.

Honestamente, não posso dizer que discordo a 100% das críticas que ali são feitas. Eles têm razão e não é só em relação ao uso do palavrão. Têm razão no que respeita à questão do nível cultural, têm razão no que respeita à língua portuguesa, enfim têm razão numa série de aspectos que são extremamente importantes e que devem ser defendidos. Por este motivo, considerei oportuno verificar o perfil de cada um destes autores. Curiosamente, ou talvez não, a seguir à parte que diz Industry aparece Education.

Agora é assim, eu não sou professor mas trabalho com professores há bastante tempo. Não trabalho com nenhum tipo de professor em particular, trabalho com professores que podem ser desde educadores de infância até professores catedráticos sendo que estes últimos são, de longe, a espécie mais intragável quando lhes dá para a asneira. Os professores do ensino básico e secundário são apenas uns meros aspirantes à categoria dos intragáveis mas, infelizmente, como são mais também aborrecem mais. No meio disto tudo, ainda há uma combinação que é, verdadeiramente, terrível e que é quando um professor do ensino secundário é também professor numa universidade. Quando isto acontece é um verdadeiro pesadêlo.

Bom, isto tudo só para dizer que não há nada de errado com estas pessoas. Os professores, de um modo geral, quando sobem ao alto dos seus tamanquinhos ficam tão cheios de si mesmo que se esquecem de algumas coisas fundamentais, nomeadamente, que é a eles que lhes compete o ensino de determinadas competências. O português é apenas uma delas e por cada pontapé que alguém dá na língua há, não um mas, vários professores que falharam. O ensino da língua portuguesa não é um exclusivo dos professores de português. É uma obrigação de todos os professores desde o pré-escolar até à universidade.

Por isso, por muito que eu concorde com as críticas que estes autores fizeram (e bem) nos seus blogues, aquilo que eu vejo é a figura do Ícaro tão encadeado pela luz do sol que não se deu conta que as suas asas estão a derreter.

A NATUREZA TEM COISAS FENOMENAIS

quarta-feira, outubro 18, 2006

UM DIA INTEIRO SEM OUVIR NOTÍCIAS

Sim, porque ouvir notícias às 7.30 da manhã, não conta.

Pois é verdade, hoje - exceptuando o noticiário da rádio das 7.30 - estive o dia inteiro sem ouvir e sem ler notícias e digo-vos, é uma sensação muito agradável porque para estar a ler e a ouvir asneiras, mais vale ser cego e surdo.

Não sei como correu o último dia de greve dos professores. Não sei se os outros emplastros ainda continuam enfiados no teatro. Não sei se o deficiente mental do Ministro da economia fez mesmo aquela afirmação imbecil sobre os preços da electricidade aumentarem 16% por culpa dos consumidores. Enfim, não sei nada. Apenas sei que a última vez que vi as notícias na televisão estava o Ministro das finanças alegremente a discursar, mostrando o powerpoint do orçamento de estado e lembro-me de ter comentado com a minha cara metade: " Caramba, o homem fala muito bem! Não percebo nada do que é que ele está para ali a dizer mas, fala bem. " . Parece de doidos não é? Mas na verdade, para um cinestésico - como eu - o movimento e a genica que tinha na voz, fez uma grande diferença.

É claro que, continuei sem perceber um boi do que é que o homem esteve para ali a falar mas, de um modo geral, fosse o que fosse que ele dizia sobre o plano do o.e. até parecia fazer sentido. Confesso que isto assustou-me um bocado, pois não é normal eu dar comigo a concordar com um Ministro das finanças em geral, quanto mais com um Ministro das finanças socialista em particular. Felizmente, isto só durou até terça-feira de manhã porque nesse dia começaram logo por dar a notícia do aumento dos preços da EDP e depois aquela história da actualização dos escalões do IRS em 2,1 %, e eu comecei logo a fazer continhas de cabeça.

Por sorte (ou azar, depende seriamente da perspectiva), e apesar de ter um raciocínio matemático de 73% (foi o que os testes de Q.I disseram, não inventei nada embora, pessoalmente, tenha algumas dúvidas quanto à fiabilidade dessa percentagem), se há coisas para as quais nunca tive jeito foi para fazer contas (daí as minhas dúvidas quanto à fiabilidade da tal percentagem), mas mesmo assim dei comigo a pensar assim: "Ora bem... se o aumento dos ordenados vai ser de 1,5%, claramente abaixo da inflação, a água vai aumentar já não me lembro em que percentagem, a electricidade vai aumentar 15,7%, o imposto sobre os combustiveis vai aumentar também e os escalões do IRS vão actualizá-los 2,1%, «portantos»... estamos lixados"

Obviamente que depois à noite, o Vírus esteve a explicar-me que actualizar os escalões do IRS em 2,1% até podia nem ser negativo (e só precisou de me explicar isso 2 vezes). Ok, mas se o IRS até pode nem ser mau, tudo o resto é. Eu devia passar pelo 4R para ver se o Miguel Frasquilho já escreveu alguma coisa sobre isso, mas na realidade tenho tido tanto trabalho que até me esqueço de comer.

Pensando bem, deve estar a dar-me qualquer coisinha porque desde 2ª-feira que só como bananas, iogurtes e barrinhas de cereais durante o dia inteiro... bom ontem fui jantar a casa do Vírus e por isso jantei, mas agora que falo nisso, estão-se a acabar-me as bananas...

Não. Não embarquei em nenhum tipo de dieta, apenas temos uma relação complicada, a comida e eu.

Enfim, mas é isso. Tenho de passar pelo 4R para ver se há alguma coisa sobre o O.E. Bom, mas no meio disto tudo, o «tasco» onde trabalho vai durar até 2013 e parece que afinal não vamos engrossar as fileiras do subsídio de desemprego. Parece...

segunda-feira, outubro 16, 2006

COISAS QUE NÃO LEMBRAM AO CARECA




É verdade, ele há coisas que nãoo lembram ao careca. Então não é que estão 40 pessoas «auto-fechadas» no teatro Rivoli no Porto?

Eu já tinha ouvido a notícia de manhã mas, entretanto, sempre pensei que lá mais para diante saíssem ou assim. Pois não é que ainda não saíram? Impressionante.

Bom, a parte caricata da coisa coloca-se agora na perspectiva da saída. Ou seja, lá entrar eles entraram, mas como é que vão sair? Como é tipico de qualquer bom português quando enceta este tipo de sendas idealistas adornadas por um carácter romântico às quais já só falta um cavalo branco, de preferência alado para que saiam voando, ao decidirem protestar não delinearam nenhuma estratégia de acção e muito menos delinearam uma estratégia de fuga.

A decisão parece ter sido baseada em dois aspectos apenas, que são:

- Vamos protestar,
- Vamos barricar-nos no teatro.

De fora terão ficado todas as considerações sobre os restantes elementos que deviam ter incluído o cenário; «Como agir se a bófia entrar por aqui adentro», tudo isto porque quando se pretende que um determinado tipo de protesto seja levado a sério e não caia no esquecimento 2 dias depois, então tem de haver uma estratégia. Mas ali, não parece haver. Em último caso, o pior que pode acontecer é a polícia entrar mesmo por ali adento, distribuir uns tabefezitos consoante o nível de resistência à saída pelo próprio pé, depois os telejornais vão ficar a falar nisso durante os próximos 15 dias, posteriormente os protestantes vão aproveitar a publicidade e mostrar umas nódoas negras e tal que demonstrem o grau de violência policial face a um protesto, inteiramente, pacífico ainda que sob a forma de tomada de um edifício público, a CM do Porto vai dizer que aquela cena da gestão privada é para ir para a frente, o MAI vem logo a correr a dizer que vai instaurar uns inquéritos para averiguar as cenas de brutalidade policial e pronto, a acção de protesto não serviu para nada.

Mas quando é que vão meter na cabeça que, até para protestar é preciso saber fazer?

domingo, outubro 15, 2006

O FIM DE UMA SAGA


E agora para o «eu sei»:

" tengo la camisa negra
porque negra tengo el alma
la la la la la la la la..."

Eu sabia que não podiam ser mais teimosos do que eu.

quinta-feira, outubro 12, 2006

«MY MUSINGS»

Estava ali a fazer zapping quando eis, senão, que... parei na SIC Notícias. Está a dar uma coisa chamada «Negócios da semana». O programa está cheio de carolas brilhantes e muito bem falantes que percebem «buézes» de economia.

Não sei muito bem porquê, dei comigo a pensar nas razões pelas quais, tendo nós tantos economistas brilhantes que se fartam de dar aulas nas universidades e sendo que alguns até fizeram parte de governos, então porque é que contínuamos na M#r$&?

Que deprimente... e ainda têm o descaramento de achar que apesar de Portugal ter sido o país que mais aumentou os impostos em não-sei-quantos anos, não faz mal! Não faz mal porque, na Suécia ou em França os impostos são mais altos.

Pois é minhas florzinhas iluminadas, mas eu não ganho o mesmo que ganha um Sueco. Aliás, eu nem me importava de ganhar o mesmo que ganham os meus colegas espanhóis, quanto mais o que ganham os meus colegas suecos.

Não sei porque é que me dou ao trabalho de ouvir esta gente.

quarta-feira, outubro 11, 2006

PERGUNTAS INCONVENIENTES




Quanto vale a vida?








Num momento em que as hostes se agitam a propósito da eutanásia, aproveito para vos relembrar de um pequeno detalhe:

- nas situações comuns do dia-a-dia, no que respeita ao valor da vida, costumamos fazer certos tipos de excepções à nossa própria espécie. Por exemplo, achamos correcto praticar eutanásia com cães e gatos abandonados, mas não com humanos abandonados.

Por outras palavras, costumamos colocar os seres não-humanos fora do âmbito da consideração moral.

A pergunta é, porquê?

terça-feira, outubro 10, 2006

OS "BÓFIAS" DO NORTE

Sabem, quando estou de férias fico sempre meio parvo. Nunca sei o que me apetece escrever, nunca sei o que me apetece fazer, nunca sei onde me apetece ir e nunca sei porque é que estou de férias porque fico sempre muito stressado quando não estou a trabalhar. Só não fico stressado se estiver a viajar, aí estou ocupado a ver coisas novas e não me questiono quanto ao desperdício do meu tempo até porque, não o entendo como desperdício de tempo.

Assim, como não sabia sobre que tema havia de escrever, resolvi que era melhor falar um pouco sobre o tema dos "bófias" do norte.

Pois então fiquem a saber que apesar de mórbido, este tema dos GNR, que num curto espaço de tempo atiram em tudo o que se mexe, divertiu-me bastante. Dirão algumas florzinhas «Não vejo qual é a graça morreu uma pessoa.», pois de facto morreu uma pessoa mas vejam o lado positivo da coisa, sobreviveram ainda 3 ou 4 indigentes que poderão continuar as suas actividades obscuras de forma a dar mais e melhor trabalho às forças da lei e da ordem.

E o ciclo mantém-se. Estão a queixar-se do quê?

No acontecimento mais recente, mais duas criaturas (cidadãos cumpridores e cientes dos seus direitos) foram baleadas ( mais uma vez foram os GNR da zona Norte e mais uma vez vejam as coisas pelo seu lado positivo, se tivesse sido mais para sul tinham sido decapitados) por conduzirem uma carrinha que não era a sua. Era, portanto, uma carrinha roubada mas, a criatura que roubou a carrinha, em sede de noticiário, não foi designado por ladrão mas sim por condutor.

Nota: Amiguinhos, um tipo que rouba uma carrinha, ou qualquer outra coisa, é um ladrão e não um perito em mudanças de sítio e de dono, ok? Bem agora que esclarecemos este «piqueno» detalhe podemos avançar.

Conclusão, em ambos os casos os GNR atiraram aos pneus e acertaram nas criaturas. Bom, em primeiro lugar podemos dizer que, mais umas sessõezitas na carreira de tiro não faziam mal a ninguém e depois podemos dizer, que acertar em alvos em movimento não é fácil e acidentes acontecem.

Agora, adoptar uma postura pró-ladrão enquanto vítima da sociedade em geral e dos GNR em particular é imbecil, distorcido e estúpido, próprio de mentes cínicas e hipócritas como é o caso de algumas peças jornalísticas. E transformar estes acontecimentos numa espécie de julgamento público de agentes das forças de segurança é pequenino, mesquinho e de uma pobreza intelectual sem tamanho.

Os «bófias» também têm muitas coisas más (e algumas são mesmo muito más) mas neste caso, não posso deixar de estar do lado deles.

domingo, outubro 08, 2006

A SAGA DA CAMISA NEGRA

Pois é, continuo de férias e quando se está de férias, normalmente, aproveitamos para fazer coisas que quando estamos a trabalhar não temos tanta paciência para fazer. Nesta perspectiva cheguei à conclusão que necessitava urgentemente de uma camisa, discreta, de cor preta.

Bom, após ter identificado e verificado esta necessidade que me consumia quase ao ponto da insanidade... ou melhor, que me consumia mesmo ao ponto da insanidade, encetei um périplo pelas lojas de roupa à procura da referida peça por forma a apaziguar-me o espírito. Comecei na quarta-feira passada, pelos espaços comerciais conhecidos pelos seus preços mais em conta e encontrei um modelito que se enquadrava naquilo que procurava. Por azar, era um modelito que fazia parte das fardas das criaturas mas, tudo bem, estavam disponíveis para venda e fui logo à procura do meu número. Como não havia em exposição corri atrás de uma das criaturas para que ela fosse verificar ao armazem se havia o meu número. Passado pouco tempo regressou de mãos vazias. Fiquei aborrecido e tal mas pensei; «Não há problema, no sábado vou à Guerra Junqueiro e procuro lá». Assim, refreei o meu ímpeto consumista até ontem.

Ao sábado é habitual encontrarem-me a tomar o meu cafézinho, na Pastelaria Luanda, acompanhado por um magnifico pastel de nata e depois sigo para o eu passeio higiénico. Enfim, quando cheguei à Guerra Junqueiro já esfregava as mãos de contente enquanto pensava; «É agora, é agora!». É agora, uma ova! Fiquei em broa! Diziam-me: «Respira fundo e conta até dez.» e eu, furibundo, retorquia «Até dez não chega!». Fui o resto do caminho para cima a reclamar do tempo que estava abafado e da quantidade de gente que havia na rua. Já não me podia ouvir.

Entretanto, tive um momento zen e lembrei-me que havia uma outra loja na qual eu ainda não tinha procurado. Acalmei-me logo e o dia ficou, inclusivamente, mais bonito. No regresso a casa parei na loja em questão e também encontrei o que procurava. O preço era o dobro mas, a camisa era bonita. Fui à procura do meu número e o tempo fechou completamente quando me disseram que já não havia. Estava capaz de morder a mulher independentemente do facto de ela não ter nada a ver com o assunto. Durante o resto da tarde não houve meditação, nem Ioga que me pusessem bem disposto. No entanto, à noite a coisa compôs-se.

Por fim, chegamos ao dia de hoje. Quando acordei disse de mim para comigo; «Não me vou aborrecer.», bem dito bem feito, fui ao Colombo à procura da malfadada camisa. Fui a todas as lojas onde já tinha ido ontem e mais uma da qual ainda nã me tinha lembrado, e advinhem qual foi o resultado? Não havia o meu número.

Estava capaz de arrancar os olhinhos àquela gente toda com um garfinho de cocktail e mesmo dizendo a mim mesmo que não me iria aborrecer, não me consegui convencer disso até porque sou dado a ataques de fúria e a ataques de pânico. Não existe um meio termo.

Ter este tipo de ataques é bastante mau, desde logo porque são muito intensos e mesmo que se consigam controlar há algumas manifestações físicas que escapam a esse controlo, como por exemplo o aumento do ritmo cardíaco, a transpiração, a dificuldade em respirar ou a perda da voz. Mas como há que ver as coisas pelo lado positivo, um ataque de fúria controla-se muito melhor do que um ataque de pânico. E depois, ter um ataque de fúria por causa de uma camisa é absolutamente imbecil, embora seja perfeitamente possível.

Em conclusão, não me vou chatear por causa de uma camisa e por isso, o melhor é não procurar.

sexta-feira, outubro 06, 2006

SOBRE A "RESTAURAÇÃO" DA REPÚBLICA

Bom, para começar ontem não escrevi nada porque já bem basta as desgraças presentes, por isso, para quê relembrar as desgraças passadas mesmo quando dão direito a um feriado? Não vale a pena. Ainda assim,tenho a referir que por duas vezes houve alguém que mencionou as palavras, "restauração" da República.

Exacto... e a implantação da independência que é já em Dezembro, acrescentei logo eu de seguida...

De facto, existem criaturas burras neste país e devo dizer-vos que nada tenho contra os asnos, sou tolerante e democrático, mas conceder-lhes o direito de voto foi um daqueles erros que deviater sido punido com vergastadas. Não saber porque é que na sexta-feira Santa não se come carne, tudo bem. Não saber que a implantação da República foi no dia 5 de Outubro de 1910 é absolutamente criminoso.

Dizia uma dessas criaturas que era de geologia e não de história. Pensei; "Portantos, gostas buézes de calhaus", e sinceramente parecia-me existir uma grande afinidade entre o cérebro da criatura e o respectivo objecto de estudo.

A implantação da República - quer gostemos dela ou não - além de um acontecimento histórico, é um evento que faz parte da cultura geral ao seu nível mais básico.

terça-feira, outubro 03, 2006

MARAVILHAS DO MUNDO OCIDENTAL (VII)


Ai, os Cinco! Até os livrinhos eu lia...

AINDA A PROPÓSITO DO POST ANTERIOR

Como não estava a conseguir lidar com a imbecilidade do nome avançado para o tal centro de "lições aprendidas" (coisa que é totalmente anti-natura para um português), fui averiguar a coisa e eis o que apurei:

O nome do tal centro é uma tradução literal do inglês CALL, i.e Centre for Army Lessons Learned , este centro existe há anos nos Estados Unidos e dedica-se, exactamente, à mesma coisa que no futuro se espera que este centro português se dedique. Links, têm vários e estão aqui.

... O Tsunami está aqui a buzinar-me aos ouvidos. Veio a correr em defesa dos militares portugueses dizendo que para se perceber isto tem de se perceber a estrutura das forças armadas portuguesas... está giro isto, de manhã comparava-os aos auxiliares das Legiões Romanas que, além de limparem latrinas, faziam o trabalho de segurança das bases porque não tinham nem equipamento nem o treino das Legiões. São as chamadas Less Reliable Troops que só servem dois propósitos:

- Ou são carne para canhão;

- Ou ficam a guardar o tasco.

Não quer dizer que isto não seja um trabalho importante, apenas quer dizer que não é um trabalho suficientemente importante para se ser reconhecido e porque na maior parte das vezes são mais uns empatas do que, propriamente, uma ajuda.

Bom, mas o que eu quero dizer com isto tudo é que CALL é uma sigla jeitosa, mas traduzido em português é um verdadeiro horror.

NOTÍCIAS ESCUSADAS

Diz um título do DN de hoje: "Exército prepara criação de 'centro de lições aprendidas'". Assim de repente a coisa até nem parece muito má - excluindo o facto de ter uma designação absolutamente estúpida e cretina, e sendo que quem a inventou devia ser, pelo menos, fuzilado duas vezes por ter tido uma ideia tão idiota - mas, à medida que se lê a notícia as coisas tornam-se um pouco preocupantes.

Nunca tive os militares por limitados, isto é, nunca tive os ofíciais por limitados, pois já os outros... enfim, estou certo que estas criaturas existem em todas as classes, algumas ficam escondidas, outras são do ramo das forças armadas e outras há que estão a trabalhar nas lojas do Vírus. São aqueles que carinhosamente designamos pelo acrónimo S.L.I (seriously limited intellect), que não rotula aqueles que têm dificuldades de aprendizagem, mas rotula aqueles cuja decisão de não aprender é tomada de forma consciente. Bom, mas não é sobre os SLI que vos ia falar, é sobre a criação daquele centro de nome imbecil que me recuso a pronunciar.

Ora, então o que é que há de repugnante - além do nome - na criação daquele centro? Não há absolutamente nada. O que é inconcebível e por isso surpreendente é o facto de só agora darem « O primeiro passo para o futuro Centro de Lições Aprendidas», que mais não é «um sistema de análise e avaliação sistemática das suas missões no estrangeiro, para corrigir erros, adoptar novos modos de emprego da tropa e não esquecer a experiência das operações anteriores.». O que nunca me passou pela cabeça foi que um serviço destes ainda não existisse, porque a inexistência de um serviço destes é completamente absurda quer quando há tropas em missões no estrangeiro, quer quando não há tropas em missões no estrangeiro. É um serviço importante.

Eu estou tão besta com a notícia que não consigo parar de me rir. É que isto é mesmo daquelas coisas que são tão estúpidas, tão estúpidas, tão estúpidas, que é preferível não saber.

segunda-feira, outubro 02, 2006

'TOU DE FÉRIAS!


Não, não estou no Hawaii... mas gostava muito de estar. Infelizmente, estou por aqui mesmo. Não que não quisesse estar noutro sítio, mas como a vida é feita de escolhas, eu escolhi que vou viajar em Dezembro e não agora... e depois, se fosse daquelas pessoas que pudesse ir para todo o lado quando eu quisesse, as coisas não teriam a mesma graça, nem o mesmo valor... É claro que eu só digo isto porque, efectivamente, não posso caso contrário não precisaria de dizer isto em voz alta para me convencer que isto assim é que está certo mesmo que, seja profundamente injusto.

E vocês poder-me-ão dizer: «Há coisas piores.». De facto há... mas mau mesmo é que também há coisas melhores e é lá que eu quero chegar, logo o facto de existirem coisas piores não me interessa para nada. É até bastante macabro e cruel, devo dizer. Bom, mas o que importa é que não estou no Hawaii e hoje está um dia cinzento, embora abafado.

De manhã fui à Baixa (ou ao Chiado, porque para mim a Baixa é o Chiado e daí que faça muito sentido a designação de "Baixa-Chiado" na sinalética do metropolitano). Andei de metro e sobrevivi. Não tive palpitações, não tive taquicardia, nem falta de ar mas fiquei preocupado com uma coisa; eram 10 horas e qualquer coisa quando apanhei o metro e as carruagens estavam à pinha. Adivinhem o que é que eu pensei?

Pensei: «Mas esta gente já não devia estar a trabalhar?». Ok, também havia muitos velhinhos com algumas dificuldades em utilizar as máquinas de venda de bilhetes, mas tirando isto, não consegui perceber porque é que às 10 e tal da manhã as pessoas não estavam a trabalhar. Também se pode dar o caso de estarem de férias, como eu, mas isso já era muito azar para a minha pessoa visto que, gosto de estar de férias quando mais ninguém está. Mas enfim, lá fui eu às minhas voltinhas. FNAC, Bertrand, Ferin, Nespresso para comprar café e depois regressei.

Uma coisa curiosa aconteceu no caminho de regresso. Na estação da Baixa-Chiado estava uma turista francesa que falava português (topava-se logo que era francesa porque aquele sotaque não engana, se fosse alemã ou inglesa o sotaque era outro), perguntava a senhora onde se apanhava o metro para Sete-Rios e lá lhe indicaram o caminho. Entrámos todos na mesma carruagem e acabei por me sentar em frente à mulher. Eu bem a via a olhar para o mapa do metro com alguma preocupação, mas não percebia exactamente porquê. Perguntou-me se aquele era o metro para Sete-Rios e eu disse-lhe que sim. Mas a coitada continuava a olhar para o mapa preocupada. Às tantas pergunta-me assim: «O Jardim Zoológico é em Sete-Rios?», foi só nessa altura que olhei para o mapa do metro e percebi.

No mapa das estações de metro, Sete-Rios aparece com a designação de Jardim Zoológico. Em toda a outra sinalética, incluindo nas estações de combóio a designação utilizada é Sete-Rios, daí que a senhora estivesse um pouco à nora. Os turistas não são obrigados a saber que o Jardim Zoológico fica em Sete-Rios.