"Whenever a theory appears to you as the only possible one, take this as a sign that you have neither understood the theory nor the problem which it was intended to solve". - Karl Popper
sexta-feira, maio 29, 2009
quinta-feira, maio 28, 2009
A DESCRIÇÃO MAIS GIRA DO QUE É UM AQUÁRIO

Fixed Air Ruled by Uranus Symbolized by The Water Bearer
Keywords: Offbeat, Original, Dynamic, Creative, Independent.
quarta-feira, maio 27, 2009
GRÉCIA Vs. PORTUGAL

Pergunta:
Porque é que na Grécia paguei 3,80 € por um cappucino?
Resposta:
Olhem para a fotografia e logo vêem.
Ao contrário do que acontece em Portugal - que quando uma pessoa pede um café, ou um cappuccino, ou outra coisa qualquer, é exactamente isso que lhe dão sem tirar nem pôr - na Grécia, neste caso em Salónica, quando nos sentamos num daqueles magníficos cafés e pedimos um café, um cappucinno, ou uma outra coisa qualquer (até porque as listas costumam ser extensas apresentando uma variedade enorme de tudo o que tenha a ver com café), pagamos 3,80 € mas o dito vem com toda uma parafernália atrás.
Para começar, assim que alguém se senta numa mesa (seja num café ou num restaurante) logo aparece um empregado(a) que nos põe um copo e uma garrafa ou um jarro de água fresca à frente, sem que ninguém tenha pedido e sem se pagar mais por isso. Entrega-nos a lista, seleccionamos o que queremos, pedimos e quando vem o nosso pedido, normalmente, vem sempre com mais qualquer coisita para irmos debicando. Ora são bolachinhas, ora são bolinhos, também podem ser salgadinhos se tivermos pedido outra coisa que não café, enfim pagamos mas somos bem servidos.
Pensam vocês que os cafés e as esplanadas estão às moscas?? Ah ah ah!
Tirando de manhãzinha, tipo 9-10 horas que, de facto, ainda estão no período de abertura, a partir do meio-dia em diante é sempre a crescer. Ao fim da tarde, já é dificil encontrarmos um lugar para nos sentarmos e à noite é dificil não tropeçar em ninguém. É assim todos os dias e não estamos a falar de cafés, propriamente, pequenos nem afastados uns dos outros. Estamos a falar de espaços médios e grandes, porta-sim-porta-sim. Acham que a crise ainda não chegou à Grécia? Claro que chegou! A diferença é que os gregos optam por viver a vida, por apreciar a vida, enquanto nós portugueses optamos por carregar a vida às costas.
Os empresários da restauração deviam aprender qualquer coisita com os seus congéneres gregos e estão a ver o bolito de chocolate da fotografia? Estava um espectáculo.
sexta-feira, maio 22, 2009
"COLOCAR OS JOVENS PORTUGUESES NA FRENTE DA CONSTRUÇÃO EUROPEIA"

Bom, pelo menos é o que diz a propaganda do PSD. Todavia... que o público em geral não perceba muito bem estes Programas Comunitários, eu até compreendo. Calhando, muitos até nem estão conscientes do novo pacote comunitário de medidas de combate à crise que é suposto ser aprovado em breve, mas... quando se trabalha com este tipo de Programas Comunitários, quando se trabalha com a Comissão Europeia e quando se trabalha com as Autoridades Nacionais há coisas de digestão difícil.
Em primeiro lugar, o ERASMUS é um programa democrático. Se não o é mais é porque as Autoridades Nacionais não reforçam a comparticipação nacional. Isto não tem a ver com os valores atribuídos pela Comissão Europeia, tem a ver com o facto da verba nacional para apoiar o Programa ser absolutamente anedótica. Havendo lugar a reforços de verba, terá sempre de ser feito pelo lado nacional e não pelo lado europeu.
Em segundo lugar, não é preciso criarem mais um Programa - tipo Erasmus - para apoiar o 1º emprego. O Programa Leonardo da Vinci, no âmbito das mobilidades, existe para isso mesmo. Criar mais um Programa Comunitário, à laia de Erasmus, além de não depender - única e exclusivamente - da vontade do candidato português, é desperdiçar recursos que podem ser canalizados como reforço do que já existe e funciona.
Se, em termos nacionais, não é possível aprovar mais projectos (sejam de que natureza forem) é porque o Estado Português (ao contrário de outros Estados Europeus que, efectivamente, complementam estes fundos comunitários com fundos nacionais), está-se nas tintas para o cumprimento dos objectivos da Estratégia de Lisboa, está-se nas tintas para a Europa e para os Programas Comunitários (quer no âmbito da Educação, quer no âmbito do emprego e da formação profissional) e isso verifica-se nas coisas mais básicas que alguém possa imaginar, como por exemplo:
- o facto das escolas não terem um currículo europeu (ao contrário do que acontece no Reino Unido);
- o facto dos professores que coordenam projectos europeus não serem reconhecidos pelo trabalho que desenvolvem, nem sequer contar para progressão de carreira (e muito pior, em muitos casos ainda são acusados de andarem a passear);
- o facto do estatuto da carreira docente ser a coisa mais monolítica, mais arcaica, mais absurda e mais aberrante que alguém jamais de lembrou.
Amiguinhos, o discurso da Europa só faz parte da Agenda Política quando há eleições, quando Portugal tem de assumir a Presidência da União Europeia ou quando precisam de mais fundos comunitários. Porque de resto, quando é necessário adaptar o contexto político nacional para que estes Programas Comunitários sejam operacionalizados e produzam resultados, isso já é mais complicado... depois ainda vêm os Ministros e/ou os Secretários de Estado perguntar; "Então mas que resultados é que isso produz?"...
A resposta correcta seria: "Face à merda que V.exa(s). fazem reiteradamente, pois produzem muitos bons resultados. Se os números são poucos expressivos, pois talvez se deixarem de fazer tanto cócó a coisa se componha".
O maior problema de Portugal face à União Europeia é a total falta de coerência entre a medidas de política nacional que são adoptadas e implementadas e os objectivos da política europeia.
quarta-feira, maio 20, 2009
terça-feira, maio 19, 2009
FADO DO ESTUDANTE
Que sorte e vil degradante
Ai que saudades eu sinto em mim
Do meu viver de estudante
Nesse fugaz tempo de Amor
Que de um rapaz é o melhor
Era um audaz conquistador das raparigas
De capa ao ar cabeça ao léu
Sem me ralar vivia eu
A vadiar e tudo mais eram cantigas
Nenhuma delas me prendeu
Deixa-las eu era canja
Até ao dia que apareceu
Essa traidora de franja
Sempre a tinir sem um tostão
Batina a abrir por um rasgão
Botas a rir num bengalão e ar descarado
A malandrar com outros tais
E a dançar para os arraiais
Para namorar beber, folgar cantar o fado
Recordo agora com saudade
Os calhamaços que eu lia
Os professores da faculdade
E a mesa da anatomia
Invoco em mim recordações
Que não têm fim dessas lições
Frente ao jardim do velho campo de Santana
Aulas que eu dava se eu estudasse
Onde ainda estava nessa classe
A que eu faltava sete dias por semana
O Fado é toda a minha fé
Embala, encanta e inebria
Dá gosto à gente ouvi-lo até
Na radio - telefonia
Quando é cantado e a rigor
Bem afinado e com fulgor
É belo o Fado, ninguém há quem lhe resista
É a canção mais popular, toda a emoção faz-nos vibrar
Eis a razão de ser Doutor e ser Fadista
FON FON FON - Deolinda
INTRODUÇÃO À FILOSOFIA POLÍTICA (I)

Como já tinha referido anteriormente o tema da filosofia política não é novo para mim. Venho da área de Relações Internacionais, não só estou familiarizada com estes tópicos como também nutro uma curiosidade pessoal sobre os mesmos. Já passei pela Universidade Lusíada e pela Universidade Católica e por isso mesmo sinto-me, perfeitamente, à vontade para dizer que nunca tinha ouvido uma aula assim. Interessante, coloquial e acessível a todo o tipo de audiências. São muito raras as aulas, em Portugal, que são assim transmitidas. Na sua maioria são dadas por um mono (cuja competência técnica para o efeito é inquestionável, excepto se o for feito pelos seus pares), que se limita a estar em frente uma plateia de caneta em riste a vomitar matéria para quem a quiser apanhar.
Hoje foi a primeira vez em muitos anos que ouvi alguém a falar sobre a “Apologia de Sócrates” atribuindo-lhe o valor que penso que realmente tem. Bastante mais tarde, e depois de ler outros autores, é claro que tive de reconhecer que, definitivamente, discordo das ideias de Platão, mas isso não quer dizer que não admire a sua filosofia, ou as suas obras tais como elas são e devidamente enquadradas na sua época.
Gostei de ouvir uma aula de Filosofia Política que, de facto, acho que foi muito bem dada. Hoje, quando chegar a casa, vou descarregar a terceira.
segunda-feira, maio 18, 2009
EDUCAÇÃO ONLINE

sexta-feira, maio 15, 2009
RUPTURAS (I)
Anda tudo à estalada, puxam-se cabelos, insultam-se as partes, atiram-se os putos de um lado para o outro à laia de bolinhas de ping pong, atiram-se os amigos, cerram-se fileiras num campo de batalha escandalosamente imbecil.
quinta-feira, maio 14, 2009
PEDRA FILOSOFAL

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QUANDO EU NÃO TE TINHA
Quando eu não te tinha Amava a Natureza como um monge calmo a Cristo.
Agora amo a Natureza
Como um monge calmo à Virgem Maria, Religiosamente, a meu modo, como dantes,
Mas de outra maneira mais comovida e próxima ...
Vejo melhor os rios quando vou contigo
Pelos campos até à beira dos rios;
Sentado a teu lado reparando nas nuvens
Reparo nelas melhor —
Tu não me tiraste a Natureza ...
Tu mudaste a Natureza ...
Trouxeste-me a Natureza para o pé de mim,
Por tu existires vejo-a melhor, mas a mesma,
Por tu me amares, amo-a do mesmo modo, mas mais,
Por tu me escolheres para te ter e te amar,
Os meus olhos fitaram-na mais demoradamente
Sobre todas as cousas.
Não me arrependo do que fui outrora
Porque ainda o sou.
Alberto Caeiro, in "O Pastor Amoroso"
Heterónimo de Fernando Pessoa
quarta-feira, maio 13, 2009
ME LLAMAN CALLE - Manu Chao
Me llaman Calle,
pisando baldosas,
la revoltosa y tan perdida.
Me llaman Calle,
calle de noche, calle de día.
Me llaman Calle,
hoy tan cansada, hoy tan vacía,
como maquinita por la gran ciudad.
Me llaman Calle,
me subo a tu coche,
me llaman Calle de malegría.
Calle dolida, calle cansada
de tanto amar.
Voy calle abajo, voy calle arriba,
no me rebajo ni por la vida.
Me llaman Calle
y ese es mi orgullo,
yo sé que un día llegará,
yo sé que un día vendrá mi suerte,
un día me vendrá a buscar a la salida
un hombre bueno pa to la vida y sin pagar
mi corazón no es de alquilar.
Me llaman Calle,
me llaman Calle
calle sufrida, calle tristeza de tanto amar.
Me llaman Calle
calle más calle.
Me llaman Calle siempre atrevida
me llaman Calle de esquina a esquina.
Me llaman Calle bala perdida
asi me disparó la vida.
Me llaman Calle
del desengaño
calle fracaso, calle perdida.
Me llaman Calle vas sin futuro
Me llaman Calle
va sin salida
Me llaman Calle
calle más calle
la que mujeres de la vida
suben pa bajo
bajan pa arriba
como maquinita por la gran ciudad.
Me llaman Calle
me llaman Calle
calle sufrida calle tristeza de tanto amar
Me llaman Calle
calle más calle.
Me llaman siempre y a cualquier hora,
me llaman guapa siempre a deshora,
me llaman puta
también princesa
me llaman calle sin nobleza.
Me llaman Calle
calle sufrida, calle perdida de tanto amar.
Me llaman Calle
me llaman Calle
calle sufrida calle tristeza de tanto amar.
Me llaman Calle
me llaman Calle
calle sufrida calle tristeza de tanto amar.
Me llaman Calle
me llaman Calle
calle sufrida
calle tristeza de tanto amar.
Me llaman Calle
me llaman Calle
calle sufrida calle tristeza de tanto amar...
segunda-feira, maio 11, 2009
MARIA ADELAIDE COELHO DA CUNHA "DOIDA NÃO E NÃO"! - por Manuela Gonzaga
Estive a ler a entrevista de Manuela Gonzaga dada à revista Máxima deste mês e não pude deixar de ficar impressionada com a história de Maria Adelaide Coelho da Cunha - herdeira do fundador e co-proprietário do "Diário de Notícias" - que, no início do séc. XX, foi declarada louca e presa num manicómio pela ousadia, de aos 48 anos, trocar a família e toda uma vida de riqueza e bem-estar pelo motorista, de 26, para viver o verdadeiro amor.




