sexta-feira, setembro 28, 2007

SOBRE AS ELEIÇÕES NO PSD

Não vou votar.

Para mim, a questão do voto traduz-se numa questão de confiança e neste momento a minha confiança nos políticos está no vermelho.

Não ouvi nada, por parte dos candidatos à liderança, que demonstrasse a existência de um plano sólido, virado para a ruptura com determinados interesses instalados.

Não me interessa uma oposição de pantufinhas. Interessa-me uma oposição aguerrida, activa, mobilizadora e com um plano capaz de transformar a vida dos "xuxas" num autêntico inferno. Interessa-me uma oposição que não seja dada a consensos e que defenda, com unhas e dentes, a classe que é o sustentáculo da democracia, ou seja, a classe média.

Eu sou classe média, defendam-me e eu defendê-los-ei. Ataquem-me e eu atacá-los-ei recorrendo a todos os meios, legítimos e ilegítimos, para defender aquilo que é meu, pois quando se trata de uma questão de sobrevivência, os fins justificam os meios.

Assim sendo, vamos ver no que é que isto dá.

SOBRE O PSL NA SIC NOTÍCIAS.

Esteve muito bem, Pedro Santana Lopes, na sua atitude. Quer queiram, quer não, goste-se ou não se goste, este homem - mesmo que por um curto espaço de tempo - foi Primeiro-Ministro e cortarem-lhe a palavra para mostrar a chegada do Mourinho ao aeroporto de Lisboa foi uma falta de educação e uma falta de respeito por parte de um órgão de comunicação social.

quinta-feira, setembro 27, 2007

PRIMEIRO BALANÇO DAS FÉRIAS (tão desejadas)

Jamaica - Furacões - Mau tempo... tudo bem, é altura deles.

Dinamarca - revoltas juvenis.

Austria - Mau tempo - cheias.

Domingo manhã - Torcicolo - Não posso virar a cabeça para a direita (ainda me dói).

Domingo tarde - Cortei o dedão do pé esquerdo - Felizmente ainda se podem usar chinelos.

Segunda-feira - Fiz um corte no dedinho da mão direita - Menos mal, já tirei o pensito.

Terça-feira - acordei a espirrar - tomei um comprimido para a alergia (dá um sono do caraças).

Quarta-feira - acordei a espirrar com mais força - tomei mais um comprimido para a alergia (à noite tive de tomar outro).

Quinta-feira - acordei feito num oito! - cheio de comichões no nariz (que parece uma batata) - com a cara inchada (e os beiços também). Estou com uma crise de alergia.

Como vêem, estas férias prometem.

quinta-feira, setembro 20, 2007

WoW - DIÁRIO DE UM MAGO (8)

Já sou 28. Ontem, esforcei-me à brava para chegar a este nível. Andei a correr de um lado para o outro a entregar bilhetinhos, a correr as capelinhas e a matar bicharada por uns meros punhados de pontos que me permitissem subir mais um nível. Só morri 2 vezes mas, em termos monetários compensou á brava. Até comprei, no leilão, uma bandana para pôr na cabeça! Estou mesmo giro agora!

Duskwood é um bocado escuro quer seja de dia, quer seja de noite mas é um bom sítio para se estar.

Logicamente, tive a ajuda do Beargrungy (o tal anão generoso). Ele, sobreviveu durante muito tempo enquanto esteve comigo mas, logo que foi para Stranglehorn (creio que fica para Este de Duskwood, embora eu não seja grande espingarda em termos de orientação) começou a morrer a torto e a direito. Coitado. Faltei lá eu, só que não posso passar para lá antes de chegar a 30, caso contrário só vou atrapalhar.

Fizemos, também, uma nova amizade. Uma "elfa", hunter, chamada Sharpia que perguntou se podia juntar-se à nossa Guilda. O Beargrungy convidou-a e agora somos todos "Final Judgment". É uma miúda muito simpática, que gosta mais de falar com o anão do que comigo... tudo bem que lhe dou pelo joelho mas, quer dizer, para gnomo até sou alto (pelo menos é o que dizem). Gostámos de jogar com ela e ontem, veio de propósito dizer-nos "olá" antes de se desligar. Muito simpática, penso que foi uma boa aquisição para a Guilda. Havemos de lhe dizer que pode chamar-nos sempre que precisar de nós, pois sempre que estivermos disponíveis não haverá qualquer problema em ajudar outros membros da Guilda (ou fora dela, embora - no meu entendimento - a prioridade deva ser dada aos membros da Guilda).

Mas ainda relativamente a Duskwood, sabemos que lá há um Dragão e temos uma grande curiosidade em lá ir meter o nariz só para vê-lo, o problema é que já andámos lá às voltinhas mas não encontrámos a entrada. Deve estar muito escondida. Temos de falar com o Magnar (o outro anão) para ver se ele nos diz onde é que é a entrada daquilo.

Bom... a ver vamos se o descobrimos.

quarta-feira, setembro 19, 2007

ORA AÍ ESTÁ

Se podemos meter o Aquilino Ribeiro (que por muito bom escritor que tenha sido, não deixa de ter tido um papel de cumplicidade no Regicídio) no Panteão Nacional, também podemos trasladar para o mesmo sítio os restos mortais do "tio" Oliveira.

Queiram ou não, foi considerado o maior Português de sempre, ou já se esqueceram?

WoW - DIÁRIO DE UM MAGO (7)

Estou muito contente, já sou nível 27 e já vesti o fatinho novo oferecido pelo Vírus. Também o Beargrungy (anão generoso), me ofereceu um colar e um anel que comprou no leilão e eu já consegui 13 moedinhas de ouro logo, o dia de ontem correu-me bem.

É, Duskwood é um bom sítio para crescer.

segunda-feira, setembro 17, 2007

UM VÍRUS NO GABINETE DE ESTUDOS

Força Vírus! A malta está contigo.

Cuidado com as armadilhas dos discursos de retórica, são bonitos e tal mas é só isso. Depois, tudo espremido não dá nada. Presta particular atenção aos elementos que constituem o grupo e identifica aqueles que só lá estão a fazer turismo (são pessoas que, normalmente, falam bem, falam muito e trabalham muito pouco porque são incompetentes e não sabem como fazer).

Se os turistas forem mais do que os que, efectivamente, trabalham dá de frosques como o Robin dos Bosques porque é mais um GE que vai falhar e tu não estás lá a fazer nada, excepto a gastar o teu precioso tempo.

WoW - DIÁRIO DE UM MAGO (6)

Pois é verdade, já vou a meio do nível 26 e a vida de um gnomo mágico continua a ser dificil.

Os meus feitiços estão, no entanto, bastante mais potentes e já aprendi a gerir melhor a questão de transformar o pessoal em ovelhas (às vezes tem de ser, não é possível bater em todos ao mesmo tempo).

No sábado à noite, eu, o Warlock e o anão, fizémos uma incursão pelas Deadmines. Foi terrível mas, chegámos ao fim. Mais ou menos... De facto, chegámos mesmo ao fim da linha, no entanto, não completámos a missão. Não matámos o Van Cleef mas demos cabo do Mr. Smite e como é lógico, eu morri.

O que me aborreceu nisto, não foi o facto de ter morrido - pois é algo que me acontece com alguma frequência dada a fragilidade de se ser um gnomo, ainda por cima mago - mas o facto dos desgraçados virem todos a correr atrás de mim. Tinham um anão e um warlock para correr atrás, mas não... corriam mesmo era atrás de mim. Começo a achar que os Magos nascem já com um alvo na testa. É injusto. Nem dentro de água estava a salvo.

Disseram-me: "Foge daí! Atira-te para dentro de água!" e eu atirei-me para dentro de água. Pois o desgraçado o Mr.Smite veio a correr para dentro de água também. É óbvio que levei duas (ou três) marretadas e virei o boneco. Bom, morrer ali é muito chato porque depois temos de entrar na instance e fazer o caminho todo até chegar lá abaixo, ora e se isto já é aborrecido para quem consegue orientar-se, para mim - que sou sou um desorientado e que me perco em qualquer dungeon para onde vá - é tipo tortura. Mas tudo bem, lá fui eu outra vez para baixo e à segunda foi de vez. O maldito animal morreu.

A seguir só nos faltava o Big Boss. O Van Cleef.

O Anão foi o primeiro a levar na touca (são as desvantagens de se ser poderoso). Morreu e depois já não quis voltar para baixo (o que se compreende, creio que morreu tantas ou mais vezes do que eu), conclusão: fiquei eu e o Warlock ali a olharmos para o Van Cleef e assim como assim, mais valia tentar cumprir o objectivo.

Digo-vos, foi épico. Foi épico mas, em termos de resultados não foi lá grande coisa (tipo, Lobos Vs All Blacks). Logicamente, acabei por ter de fugir só que desta vez não foi para dentro de água. Só parei quando achei que já estava a salvo... mal sabia eu que aquele desgraçado tinha vindo a correr atrás de mim também. Até já tinha atravessado a pontezinha de madeira e tudo, já estava a tentar curar-me e quando dou por ela lá estava o marmelo à minha frente! Ainda por cima estava aborrecido!...

Qual é o problema? Foram só umas fireballs! Pois... morri outra vez.

Foram 23 moedinhas de prata na rubrica de custos operacionais.Tirando isso foi muito giro e agora, o próximo passo é subir para nível 27 (e voltar ás Deadmines para dar um porradão no Van Cleef, não se ganham pontos mas ganham-se objectos mágicos e com objectos mágicos ganha-se dinheiro nos leilões. Logo, as 23 moedinhas de prata são uma espécie de investimento).

quinta-feira, setembro 13, 2007

CHINATOWN EM LISBOA - QUAL É O DRAMA?

Não consigo perceber... Sinceramente que não consigo!

A "Zezinha" teve a ideia, a CML até parece que não desgosta, as associações de chineses aplaudem e agradecem... no entanto andam para aí uns iluminados e defensores das minorias a queixarem-se que é xenofobia, racismo, segregação e que os querem pôr (aos chineses) em ghettos.

Pelo amor de Deus, tenham juízo! Se os principais interessados gostam da ideia e aplaudem-na porque é que há sempre uns intelectuais liberais que acham que toda e qualquer ideia deste género que é racismo? Mas quem é que lhes pediu para defenderem os chineses? Eles não querem ser defendidos, eles sabem tratar de si, e querem a Chinatown...

PORQUÊ?... Alguém me explica porque é que há pessoas que vêem toda e qualquer forma de organização como um atentado aos direitos e liberdades civis!

O PREÇO DA MÁ GESTÃO

Quando os rumores passam a factos é a altura em que a «shit hits the fan». E neste momento, já não se trata do "diz que disse" mas, vem - efectivamente - por escrito nos e-mails da Comissão.

Isto é, basicamente, o que está a acontecer por aqui no burgo. A Comissão Europeia acordou e foi entregue o ultimatum.

Não só não entregaram os relatórios de funcionamento que lhe competiam, como também a «Declaration of Assurance» exigida como pré-requisito para o funcionamento do burgo não foi aceite pela C.E. Desconheço o fundamento da não aceitação mas, sei que para ser aceite o burgo português tinha de cumprir com uma série de critérios pré-definidos.

Aparentemente não cumpriu e agora a falta de financiamento comunitário, pelo menos, para 2007 é uma realidade.

As consequências disto são várias:

1º Só aqui da nossa parte, vamos ter - aproximadamente - entre 1000 beneficiários (pessoas singulares e colectivas), à perna por lhes ter sido garantido que havia dinheiro, para lhes pagar as subvenções que lhes foram aprovadas em sede de candidatura, e agora parece que talvez não haja (estamos a falar, para esta gente toda, da distribuição de um orçamento de cerca de 3 milhoes de euros, mais coisa menos coisa).

2º Da parte das outras equipas, o cenário apresenta-se tão negro como o do 1º caso com a agravante de que nos projectos no âmbito da formação profissional os montantes das subvenções são bem mais elevados ( estamos a falar de valores entre os 300.000,000 € e os 400.000,00€ por projecto, o que significa que estes moços são capazes de ficar um bocado aborrecidos).

3º No final deste mês é que vai haver berraria da grande quando as Instituições do Ensino Superior - que participam num programa comunitário de intercâmbio sobejamente conhecido - começarem a perceber que não vão receber o dinheiro. E aqui, não estamos mesmo a falar de uns meros tostões. As verbas para este programa de que vos falo são bastante mais elevadas do que as dos outros dois.

Graças a Deus vou de férias! Se quiserem mandem-me a carta de despedimento para casa - tal como manda o figurino... CTT, Registada e com Aviso de Recepção - que eu depois ponho o meu advogado a tratar do encerramento das minhas contas (até parece que sou rico não é? Mas é mentira, não sou. Só que já aprendi que só existem duas maneiras de lidar com esta gente, o contratamos os serviços de uns malfeitores para lhes dar um valente entoxe e passarem 15 dias no hospital - o que é crime... infelizmente, devia haver excepções - ou contratamos um advogado, mesmo não sendo ricos).

Mas note-se, a criaturinha execrável que dirige esta bagunça aqui desde Maio do ano passado, é muito boa, tem uma competência para a gestão impressionante e uma capacidade para o relacionamento inter-pessoal fabuloso. Se alguém anda à procura do Elo Perdido, aposto que já passou por ela e não a viu, porque quando descobrirem este exemplar vai ser um sucesso garantido. Há é que ter alguma paciência porque como a criaturinha ainda não ultrapassou a fase da pré-verbalização, a comunicação pode ser um pouco complicada.

Ah sim! E como o nosso Elozinho de estimação tem umas competências de gestão tão fantásticas, é ela que vai dirigir a gestão de todos os fundos do QREN.

É assim, alguém que possa fazer alguma coisa é melhor fazer agora porque se não fizerem agora, não vão haver fundos comunitários 2007-2013.

quarta-feira, setembro 12, 2007

WoW - DIÁRIO DE UM MAGO (5) - parte II

Depois de jantar, estava mesmo decidido a ir buscar a cabeça do Tharil'Zun fosse por que meio fosse. Enviei um sms ao Virus a dizer que precisava de ajuda (ele já era - quase - nível 40 e tinha os atributos necessários para dar uma coça nos "maus"... sim porque agora já lá não voltava sem as tropas de choque). Ele disponibilizou-se mas tinha uma limitação de tempo, afigurando-se que teríamos de esperar um pouco.

O Hipnos que, note-se, já tinha a cabeça do animal mas estava solidarizado com a minha questão (que remédio tinha ele, mesmo passando o tempo a rir-se por causa da ribanceira) levou a cabo uma acção de sensibilização junto do nosso amigo anão de combate, que se agregou ao grupo. Éramos 3 á espera do Vírus (que eu via como a minha salvação mais viável mas) que ainda ía demorar um pouco.

O Warlock e o Anão não estavam com grande disposição para aguardar e eu não estava com grande disposição de incrementar os valores da rubrica "custos operacionais", e se com 6 patarecos- da parte da tarde - as coisas tinham corrido de uma maneira um pouco caricata, com apenas 3 patarecos cheios de boa-vontade as perspectivas de sobrevivência não eram lá grande coisa. Assim, tínhamos mesmo de aguardar pelos pesos pesados. Numa tentativa de conciliar o tempo de espera e a chegada do resto das tropas de choque, acabei por pedir ajuda ao nosso Guild Master, de seu nome Aristides (sim, é verdade, pertencemos a uma Guilda chamada "Final Judgement"). Isto acabou por se revelar uma agradável decisão, pois ele é um simpático Priest de nível 70 (que tem uma montada lindíssima e por isso é que estou tão obcecado com a história de arranjar uma para mim), que se disponibilizou para nos ajudar neste empreendimento.

Tive, obrigatoriamente, de lhe confessar que a minha esperança média de vida tinha acabado de aumentar com a sua presença. Aliás, a minha e a dos outros membros da party... a parte da ribanceira foi apenas aflorada de um modo superficial visto se tratar de uma questão um pouco embaraçosa.

Assim, lá fomos os 4, outra vez (para alguns), para a torre dos orcs.

Foi um massacre.

Nunca tinha visto nada assim. Aquilo que à tarde parecia uma missão impossível, à noite era só vê-los cair que nem tordos. Eu, mantive-me afastado das ribanceiras só pelo sim, pelo não (era só o que me faltava era cair outra vez por ali abaixo). Aquilo foi porrada a torto e a direito, eram fireballs, era chuva de fogo, era chuva de gelo, foi um apocalipse naquela torre e éramos só 4 (embora com um grande 4), sendo que não morremos vez nenhuma. Às páginas tantas, só vemos um gnomozinho - Warrior, de seu nome Frudo - à nossa frente, aos pulinhos a pedir para se juntar à party. Não sei o que andava ali a fazer sozinho, devia ser doido certamente. O Hipnos agregou-o ao grupo, assim como assim, só andávamos atrás das cabeças dos orcs.

Bom, verdade seja dita que acabámos por limpar as quests todas ali na área. Fomos ás torres todas e arrasámos com tudo o que havia por ali. O gnomo estava tão histérico, que se atirava a tudo o que mexia e já depois do Aristides dar por terminada a sua presença no grupo, o gnomo estava tão tresloucado que continuava a atacar tudo o que se mexia. Aquilo parecia um gnomo atómico! Não sei se alguém teve a coragem de dizer que já não tínhamos o Priest no grupo e que já eramos uma party normal outra vez mas, ele andava louco. Era um gnomo muito engraçado, gostei muito dele até porque também sou um e sei que é dificil ser-se pequenino.

Enfim, não subi para nível 25 ainda mas, foi muito giro. Tive pena que o Virus tivesse chegado mais tarde e não tivesse feito parte daquele grupo divertido mas estou certo que haverão outras oportunidades, ainda há muita dungeon para explorar. A nossa próxima paragem vai ser, emprincipio, The Wetlands. No entanto, ainda tenho um assuntinho não resolvido nas Deadmines. De qualquer forma, o meu próximo objectivo é subir para 25.

WoW - DIÁRIO DE UM MAGO (5) - parte I

O dia ontem correu-me mal e ainda não passei para nível 25.

Tirando isso, vendi duas coisitas em leilão - o que rendeu bom dinheiro - e por isso devia ter ficado feliz. No entanto, deixem-me que vos diga que tive razões para ser um gnomo infeliz, pelo menos, até às dez da noite (mais coisa, menos coisa).

A aventura começou à tarde. Estava tão danado porque o Hipnos (o Warlock) já estava quase a chegar ao nível 25 que resolvi ir apanhar ar (e alguns pontinhos) para as Deadmines. Como é claro, dois patarecos de nível 24, a soltar fogo pelas pontas dos dedos, sozinhos nas Deadmines revelou-se não só uma triste ideia como também dispendiosa (no sentido em que lá estava eu a pagar o arranjo da armadura). Também como é óbvio, apanhei muita cacetada, agora ar não apanhei nenhum e pontos também nada por aí além.

Quando regressei a Lakeshire soltava fogo pelas ventas e só pensava que tinha de ir bater em alguém. Tinha era que ser alguém que desse pontos. Tentei convencer-me que a questão da armadura deveria ser contabilizada na rubrica "custos operacionais" - tal como diz o Coelhão da Páscoa - e arrastei, democraticamente, o Hipnos para a quest do "Tharil'Zun". Pensei, inocentemente, que eu - um gnomo e mago de nível 24 - mais um warlock de nível 24, com o seu pet, daríamos conta do assunto mesmo tendo que entrar numa torre cheia de orcs, parte deles, elite (que querem que vos diga, sou um optimista). Como devem calcular, depois de ter morrido duas vezes só para tentar chegar à entrada da fortificação, comecei a achar que se calhar precisávamos de mais gente na party.

Não foi muito difícil encontrar mais gente. Andavam lá uns 4 desgarrados a tentar fazer a mesma coisa, mas sozinhos (note-se, aquela é uma quest de grupo, isso eu também sabia mas, achei que 2 já era um grupo embora pequeno). Arrebanhámo-los para o grupo e olhem... siga a marinha.

Bom, toda a gente queria ir para dentro da Torre e quem era eu para dizer que não? Estava convencido que o Tharil'Zun estava dentro da torre, logo fui também. Nem sei quantas vezes morri a tentar chegar ao cimo da torre (e pensava na armadura, ao mesmo tempo que dizia para mim mesmo "são custos operacionais, são custos operacionais", o meu fantasminha corria por ali a fora e eu pensava "são só custos operacionais, respira..."). Continuando, quando finalmente consegui chegar vivo ao cimo da torre, descobri que afinal o gajo que lá estava não era o Tharil'Zun. Bem... ía-me dando uma coisinha má.

Tudo bem que também precisávamos da cabeça daquele, mas eu julgava que andávamos atrás do outro. E se subir foi o cabo dos trabalhos, descer foi a desgraça, porque entretanto os orcs que nos tinham dado tanto trabalho a matar enquanto subíamos já tinham ressuscitado.

Logicamente, morremos todos na descida também e só depois é que resolveram ir todos à procura do Tharil'Zun.

Ressuscitar num pátio cheio de orcs é sempre uma má ideia, no entanto, ressuscitarmos num pátio cheio de orcs, do lado oposto ao do resto da party é mesmo muito mau (sou um bocado desorientado, que querem que vos diga?). Mas, eu não sou nenhum mariquinhas. Só precisava de atravessar o pátio para o outro lado... e precisava dos pontos, portanto tinha de ser. À pala desta triste proeza, morreram mais uns tantos membros da party (entre os quais, eu outra vez). Fiquei envergonhado porque a culpa de terem morrido foi minha mas, o objectivo era a cabeça do estupor do orc. Depois de termos recuperado todos, toca de dar porrada nas criaturas.

Entretanto, eu - que só podia bater em um de cada vez - meia volta lá transformava um em ovelha para ver se ganhava tempo e a coisa até estava a resultar. Lá conseguimos dar cabo dos animais e estava tudo contente porque tinham morto o Tharil'Zun... enquanto isso, eu andava ainda a fugir de um cliente que ficou descontente por ter sido transformado numa ovelha. Bom... bem vistas as coisas, até consegui fugir do orc, o único problema é que estava tão preocupado com o maldito que não vi a ribanceira que estava à minha frente e caí por ali abaixo. Morri.

Conclusão, toda a gente conseguiu a cabeça do Tharil'Zun. Eu, não só caí pela ribanceira abaixo, como fui o único que não conseguiu apanhar a cabeça do animal porque... morri ao cair pela ribanceira abaixo e gastei 11 moedas de prata e 65 de cobre para arranjar a armadura... "custos operacionais".

Aaaaah, mas as coisas não iam ficar assim! Estava possesso.

(continua...)

terça-feira, setembro 11, 2007

JÁ ME ESTÃO A SUBIR OS CALORES!...

O meu carro está a ter um "treco" e eu já estou a ver a minha conta bancária a desinchar... até já estou a ter suores frios (ou transpiração, porque quem sua são os pobres) e a ver umas luzinhas a piscar...

Começo a achar que isto é um problema patológico qualquer que tenho para aqui e que não é só no jogo... Sempre achei que era só poupado mas, agora começo a achar que se calhar sou forreta.

Até já estou com falta de ar...

WoW - DIÁRIO DE UM MAGO (4)

Finalmente descobri os leilões!... Mas não sei se vendi alguma coisa. De qualquer forma, mesmo que não tenha vendido nada, pelo menos aumentei as minhas skills o que já não é nada mau. Seja como for, os leilões são um excelente instrumento desta economia virtual.

E já sou nível 24 (mas morri 3 vezes e gastei 6 moedinhas de prata e 45 de cobre para arranjar a armadura, e ainda lhe chamam "custos operacionais". A factura devia ir para o Warlock, não fosse o Anão e ainda estaríamos no cimo do monte rodeados por gnolls). O Vírus ofereceu-me (entre várias coisas) um par de luvas mágicas bem jeitosas (é bom ser-se 38). Agora já têm de me dar mais de 2 pauladas para virar o boneco.

Em Redridge já só tenho missões de grupo para fazer, o problema é o grupo. Tem de ser com um grupo de 4-5 pessoas e alguém tem de ter capacidade para fazer "ressurrect", caso contrário levamos nas orelhas. Temos de ir dar porrada nuns orcs de elite e eu tenho de ir ao cimo da Torre... o que é estúpido porque já lá estive e morri uma data de vezes para lá chegar. De qualquer forma, queria acabar as quests ali e depois ir para um outro sítio qualquer mais verdinho ou assim... Ou então ir fazer turismo para uma dungeon, o que é um bocado parvo porque eu perco-me à brava (desoriento-me um bocado naqueles sítios).

Enfim, vamos ver como correm as coisas hoje (espero ter vendido as minhas coisas no leilão, dava-me jeito arranjar mais guito para comprar a minha montada daqui a 16 níveis).

UM GRANDE BEM HAJA

À selecção nacional de rugby. São fantásticos.

segunda-feira, setembro 10, 2007

KID NATION

40 crianças, com idades compreendidas entre os 8 e os 15 anos, têm 40 dias para provar que conseguem construir um "mundo melhor". À sua disposição têm uma cidadezinha inteira para gerir e governar, sem a orientação de adultos.

É verdade, Kid Nation é o novo reality show da CBS que vai estrear no dia 19 de Setembro e que já é bastante polémico. No entanto, polémicas àparte, confesso-vos que tenho uma curiosidade académica brutal acerca disto. Tenho mesmo uma grande curiosidade em saber como é que se organizam, como é que interagem e que resultados alcançam.

Por outro lado, também é provável que - em termos psicológicos - a maioria daquelas crianças não tenha maturidade suficiente para lidar com determinadas situações que possam ocorrer, como por exemplo situações de conflito, situações em que tenham de obrigar terceiros ao cumprimento de algumas regras de convivência, ou mesmo a simples pressão de estarem afastados da familia. Todavia, parece-me que continua a ser uma experiência muito interessante que merece ser estudada, principalmente, se tivermos em conta que estamos a criar uma geração de putos mimados, que têm tudo o que querem, que não precisam de lutar por nada e porque tudo já lhes aparece feito.

Pessoalmente, creio que é uma experiência muito pedagógica tanto para os miúdos como para os graúdos.

SOBRE A INSEGURANÇA

É o que acontece quando uma sociedade está desequilibrada.

SOBRE A MAIS RECENTE ONDA DE ASSALTOS A BANCOS

LADRÃO QUE ROUBA LADRÃO TEM CEM ANOS DE PERDÃO.

WoW - DIÁRIO DE UM MAGO (3)


Já sou nível 23.

Quase poderia dizer que era imparável não fosse o pequeno detalhe de morrer com alguma facilidade. Sou muito fragil mas, as minhas fireballs são muito potentes... é claro que só funcionam num orc de cada vez, o que me coloca um problema sempre que há mais do que um a atacar.

Fui ler as instruções novamente (agora comprei umas com informações mais técnicas).

Dizem que os magos são elementos de crowd control, o que até é um conceito interessante se funcionasse com facilidade, mas a minha destreza não é assim tão espectacular. Ontem experimentei a aplicar essas medidas e transformei alguns orcs em ovelhas enquanto o resto do grupo se ocupava de um inimigo de cada vez. Mas, para que a coisa resulte tem de haver bastante comunicação entre os elementos da party senão, se acertam na ovelha ela transforma-se novamente em orc e, a malta tá toda lixada. Foi o que aconteceu. O Warlock enganou-se e acertou numa ovelha.

No entanto, achei que a implementação dessa medida é muito positiva e aumenta a esperança média de vida dos elementos da party, só precisa de ser melhor coordenada.
Estou em pulgas para fazer um raid a qualquer sitio mas ainda tenho de aumentar mais uns niveizitos.

quinta-feira, setembro 06, 2007

O MEU TRIBUTO A LUCIANO PAVAROTTI

WoW - DIÁRIO DE UM MAGO (2)

Continuo no nível 21.

Mas não pensem que sou cagarolas. Não senhor. Tenho 1,20 m, mas sou reguila e tenho um esquilo mecânico como pet (não sei se morde porque nunca experimentei, sempre que a ocasião obriga opto por guardá-lo na caixinha que é para não estragar).

Ontem, à tarde, o Warlock (agora nível 20) e eu acompanhámos o Paladino do Vírus numa incursão a Gnomeregan. Morri 4 vezes e quase não passámos da entrada (e paguei 5 moedinhas de prata e 65 de cobre para arranjar a armadura, devia mandar a factura ao Vírus). Não direi que tenha sido uma má ideia porque, também, não sabia lá muito bem ao que é que ía apesar de lá ter uma quest.

No entanto, mais à noitinha, o Warlock - que precisava de ir buscar uma coisa para o seu novo minion - teve de ir a Barrens - sitio que eu não sabia onde ficava, lá está a pertinência de ler o livrinho das instruções - e eu pensei cá para os meus botões que não devia ser pior do que atravessar as Wetlands com os crocodilos no nosso encalço. Assim, apanhámos o barco em Menethil Arbor em direcção a Theramore e o Warlock lá me foi avisando que aquela localidade ficava no mapa do inimigo. Ficava no mapa da Horde, portanto. No mapa em que todos caiem em cima de nós logo que nos vêem. É um mapa de "shoot on sight" no qual nós eramos os "sitting ducks".

Assim que saí os portões de Theramore comecei logo a achar que tinha sido uma má ideia ir para ali, mas não sou nenhum mariquinhas e assim como assim sempre era um mapa novo para explorar (embora não tivesse explorado lá grande coisa). O Warlock, entretanto, aproveitou para me dizer que devia prestar atenção à beira da estrada visto que os animaizinhos que por ali andavam eram maiores dos que andavam nas Wetlands (informação que veio bastante a tempo note-se, quando já estavamos afastaditos dos portões da cidade). Fiquei histérico. Só pensava no quanto é que me ía custar arranjar a armadura e corria ( o que em caso de ataque não servia grande coisa porque as criaturas correm mais depressa do que eu).

O Warlock foi visitar o cemitério local 1 vez. Eu não fui nenhuma mas, garanto-vos, os crocodilos são grandes e as aranhas também e só não fui visitar o cemitério local porque, entretanto, descobri que tinha um feitiço que me teleportava 20 yards mais para a frente (o que quando se está a fugir dá muito jeito).

Quando finalmente conseguimos sair daquela estrada estávamos em pleno território dos Orcs e há que dizer que houve um Orc shaman que parou no meio da estrada a olhar para nós (e nós parámos a olhar para ele). Não aconteceu nada, mas ele estava seguramente em desvantagem numérica. Depois seguiu-se o episódio do Warlock querer entrar em Camp Taurajo (algo que desagradou bestialmente aos sentinelas Orcs e que lhe valeu mais uma visita ao cemitério). Eu escondi-me na vegetação e no meio dos calhaus (para efeitos de jogo não serve grande coisa mas, psicologicamente, ajuda muito).

Mais tarde o Vírus juntou-se ao grupo outra vez (parecendo que não, o facto de ele ter uma marreta e ser nível 35 aumenta a nossa esperança média de vida). Ora, estavamos nós a correr novamente pela estrada - para podermos sair dali - quando encontrámos um elfo que nos avisou que havia um "big raid at Xroads" (traduzindo: big raid at the crossroads). Achámos que era uma boa ideia fugir dali porque quando há raids toda a gente leva na cabeça. Enquanto isso, o Vírus estava parado à assistir ao raid da Aliança em Camp Taurajo (quando for maior tb vou fazer raids que deve ser giro mas, por enquanto, o melhor é fugir).

Finalmente, quando apanhámos o barco - outra vez - para Menethil Arbor descobrimos que efectivamente há portugueses em todo o lado. Até no barco de Auberdine para Menethil e no fim disto tudo, o Warlock lá conseguiu o seu novo minion (é uma gaja com asas e chicote) e está todo contente.

quarta-feira, setembro 05, 2007

WoW - DIÁRIO DE UM MAGO (1)

É verdade, gosto mesmo de jogar World of Warcraft. Não direi que se trata de um vício mas... de vez em quando parece que sim. Além do meu elfo druída, tenho outras duas personagens com que costumo jogar. Uma, é um Gnomo, Mage, de nível 21 (comecei a jogar à pouco tempo ok! Sou pequenino). Outra, é um anão, Priest, nível 8 (comecei a jogar com esta ontem ok!)

Como devem calcular, nestas coisas uma pessoa nunca lê o livrinho das instruções, mas dá jeito. Quando comecei a jogar com o meu magozinho, já sabia que esta classe tem uma esperança média de vida - em close combat - muito curta mas, morrer duas vezes com o mesmo crocodilo no mapa de Wetlands?!! Fiquei, obviamente, irritado. Principalmente, porque tive de pagar quase 3 moedinhas de prata para me arranjarem a armadura... fiquei tão chateado que, mais tarde, voltei lá com Warlock de nível 19 e matámos os crocodilos todos que haviam na beira da estrada desde Dun Algaz até Menethil Arbor.

Aproveitando a Party, e como ainda tenho uma quest pendente em Loch Modan, teleportei-me juntamente com o Warlock para Thelsamar. Pensei em apanhar um Grifo mas, achei que 2 moedinhas de prata e 95 de cobre para apanhar um vôo para Loch Modan é um roubo e para Stormwind City ainda é mais caro. Acho, sinceramente, um roubo.

É, fico um bocado histérico cada vez que tenho de gastar dinheiro. Estou a poupar dinheiro para comprar uma montada no futuro. Quer dizer... os outros elementos do grupo com quem costumo jogar, um é um Warlock e tem uma montada à borla (quando for grande para a ter), o outro é um Paladino e também tem uma montada à borla, eu - que sou uma criatura de 1,20 m - ía andar a pé, não? Tudo bem que me posso teleportar mas, se toda a gente tem uma montada porque é que eu não havia de ter uma também?

Bom, mas como estava a dizer, fomos outra vez para Loch Modan para tratar da minha quest pendente e que é matar 3 criaturinhas de elite que andam a passear pela zona do lago. Era eu, o Warlock e o minion do Warlock. Advinhem lá o que é que aconteceu?... Morremos todos... outra vez (mais 2 moedinhas de prata para arranjar a armadura. Fico doido com isto. A sério que fico). Levei duas marretadas e virei o boneco. Conclusão, temos de levar mais alguém caso contrário, além de me transformar num frequentador assíduo do cemitério local, tenho de gastar uma pipa de massa a arranjar a armadura.

Portanto, já sabem. Preciso de mão-de-obra para fazer a ultima parte da quest "Ind defense of King's Lands"... de preferência alguém que inflicta, nas criaturas, um dano superior ao meu que é para elas não virem todas atrás de mim, não é?!

terça-feira, setembro 04, 2007

ESTES VIKINGS ANDAM DOIDOS

Agora, foi a vez dos Suecos darem asas à sua criatividade e publicarem uma caricatura do Maomé num jornal da sua terra.

Mais uma vez, a histeria generalizou-se e estes nossos amigos, altos, louros e espadaúdos, tornaram-se no mais recente inimigo, infiel, bárbaro e herege, do povo muçulmano.

Tendes pouca ocupação - pergunto-me - porque se estivesseis mais ocupaditos não se preocupavam tanto com banda desenhada.

Em conversa com o Tsunami, que tem uma perspectiva muito mais generalista do que a minha dado o seu background académico, dizia-me ele que os muçulmanos estão a precisar de uma Reforma. Uma Reforma semelhante àquela que assolou a Europa do século XVI, iniciada por Martinho Lutero quando este publicou "As Noventa e cinco teses contra as indulgências".

Não estou a querer dizer que estes moços ficaram parados no tempo. Não é nada disso. Mas parece. São moços dotados de uma mentalidade religiosa arcaica, munidos com algumas peças de tecnologia que fazem "BUM" e que chateiam, à brava, o resto da malta.

Enfim, vamos ver no que é que isto vai dar.