segunda-feira, abril 30, 2007

OS HOBBITS E A DISPOSIÇÃO CONSERVADORA DE OAKESHOTT (II)

(cont.)
A estrutura social e política do Shire.


Enquanto autor de um género literário fantástico, a obra de Tolkien distingue-se pelo elevado grau de realismo que imprime ao mundo que criou. A criação do mundo que Tolkien designa por Terra Média (Middle Earth), é desenvolvida ao longo de 60 anos e aqui o autor cria, não só, as línguas, características das várias raças que habitam o seu universo, como também, cria os contextos sócio-culturais em que estas se desenvolvem e evoluem. Assim, um dos aspectos desse realismo é a percepção de como estas sociedades imaginárias se organizam e funcionam.


De acordo com W.H Stoddart, num ensaio entitulado “Social and Political structure in the Shire as portrayed in the Hobbit and the Lord of the Rings and related works by JRR Tolkien”, em termos antropológicos o Shire encontra-se num processo de transição entre duas formas de organização social e política - o clã e o Estado.


O Clã, no sentido de um grau de organização familiar composto por pequenos distritos municipais, liderados pelos chefes de família. O Estado, no sentido de um grau de organização que se reflecte ao nível de todo o Shire pela presença de um governo civil (civil government), responsável pela manutenção e segurança das suas fronteiras.


Ao cargo de Shirrif, pertence a responsabilidade de assegurar as comunicações e ao cargo de Postmaster, cabe a responsabilidade de assegurar a boa manutenção de uma economia de mercado.


Finalmente, à frente deste governo civil está um Mayor, eleito por sufrágio e para mandatos de 7 anos (Nota: Não encontrei qualquer referência quanto ao tipo de sufrágio).


Ainda que à partida, o Shire se assemelhe a um enclave Republicano num mundo de Reis e Rainhas, nominalmente, o Shire reconhecia a autoridade do Monarca, dos reinos de Gondor e Arnor, que lhes havia concedido a terra. Contudo, com o passar das gerações, os contactos com estes dois reinos foram esquecidos e os Hobbits também nunca sentiram grande inclinação para designar o seu próprio Rei, nem muito menos para embarcar em grandes aventuras colectivas, excepto em circunstâncias ocasionais de guerra defensiva.


No que respeita à estrutura social, todos os Hobbits eram lentos em mudar mas, o povo do Shire, em 1400 anos, já havia desenvolvido uma vida social estável e elaborada na qual a importância da afinidade para com os seus sentimentos e costumes havia sido auxiliada por tradições detalhadas, quer escritas, quer verbais.


Como referido anteriormente, o território concedido por Gondor e Arnor foi organizado socialmente sob a forma de clãs á semelhança do que acontece, por exemplo, na tradição celta. Tal como é referido na carta n.º 183 de Tolkien, este é um sistema arcaico, baseado nas terras das famílias e em que estas se reúnem em torno de um indivíduo, normalmente, identificado com o Chefe de família. Este tem funções de liderança, poucos poderes de coerção mas, detentor de uma grande influência por meio do prestígio e da riqueza. Para além disso, e como o autor refere posteriormente, na carta 214 sobre o “Costume dos Hobbits”, estes eram universalmente monogâmicos (raramente se casavam uma segunda vez, mesmo se a esposa ou o marido falecessem muito jovens).


Os arranjos familiares eram patrilineares. Quer dizer, os nomes de família descendiam na linha masculina (e as mulheres adoptavam os nomes dos seus maridos); também o chefe titular da família era, normalmente, o homem mais velho. No caso de famílias grandes e poderosas, estas permaneciam unidas mesmo quando eram numerosas e o chefe era, formalmente, o homem mais velho.


(To be continued...)

OS HOBBITS E A DISPOSIÇÃO CONSERVADORA DE OAKESHOTT (I)

E agora vamos lá ver se vos consigo explicar isto.

Não vos querendo maçar com a biografia de Tolkien, nem com a biografia de Michael Oakeshott (sendo que a maioria das pessoas nem sequer sabe quem foi este último), aqui há uns tempos atrás eu tive a ousadia de dizer que os Hobbits do Tolkien eram os Conservadores do Michael Oakeshott.


Ora, se isto até é uma coisa engraçada para se colocar num blogue, dizer a mesma coisa no meio académico é, no mínimo, o cabo dos trabalhos e correr em defesa de tal afirmação é, acima de tudo, um acto de fé. Mas eu sou assim. Acredito no Pai Natal e no Coelhinho da Páscoa, por isso, também posso estabelecer um paralelo entre os Hobbits do Tolkien e os Conservadores do Michael Oakeshott.


Saltando, como já tinha dito, a parte em que analisamos o percurso dos dois autores, para podermos ligar os Hobbits aos Conservadores temos de conhecer o texto de Oakeshott, "On being Conservative", e as obras e as cartas de Tolkien onde ele explica o que são os Hobbits.


Então, o que são os Hobbits?


Tal como Tolkien os descreve no prólogo do “Senhor dos Anéis”, os Hobbits são um povo discreto e antigo. Amam a paz, a tranquilidade e uma boa terra lavrada. Habitam uma região campestre, bem organizada e bem cultivada. Não conseguem entender ou mesmo gostar de máquinas mais complexas do que um simples fole de forja, um moinho de água ou um tear manual, apesar de serem bastante habilidosos com ferramentas.


São um povo pequeno, a sua altura varia entre os 60 cm e 1,20 m. São um povo alegre, vestem-se de cores vivas e não usam sapatos uma vez que os seus pés são de grande dimensão e peludos. Os seus rostos são mais simpáticos do que bonitos, largos, de olhos grandes e brilhantes, bochechas vermelhas e bocas prontas para rir, comer e beber. Gostam de brincadeiras a qualquer hora, são hospitaleiros e adoram festas e presentes, que oferecem sem reservas e aceitam com todo o gosto.


Tolkien diz que os Hobbits são os parentes mais próximos dos homens. Falam a mesma língua e em grande parte gostam e não gostam das mesmas coisas que os homens. São pessoas modestas e conservadoras. Gostam de cuidar das vidas umas das outras e quase sempre, passam toda a vida na mesma aldeia. Se um dos seus se mostra excessivamente aventureiro ou enérgico é logo considerado como insdiscreto. O seu único excesso é o de se vestirem com roupas enfeitadas e fazer 6 refeições num único dia. Uma das suas excentricidades é a arte de fumar, dizem ter sido eles que inventaram a erva e o cachimbo, sendo que essa é a sua contribuição para o mundo.


Por natureza, o temperamento dos Hobbits é pacífico e gentil sendo que por sorte descobriram uma terra que era tão calma como fértil. Em comparação a outras raças que habitavam a Terra Média, os Hobbits sempre foram tidos como pouco importantes, e aqueles que, quase sempre por acidente os encontravam, nunca viam grandes vantagens quer ao nível de riqueza ou poder que os pudesse tornar num potencial alvo de ataque. Por esse motivo, sempre que as grandes raças entravam em conflito, no Shire os Hobbits prosseguiam, discretamente, com as suas vidas e com as suas colheitas.


(To be continued...)

sexta-feira, abril 27, 2007

ESTA É LINDA!! -'School Days' - 1956 and 2006 - enviada por e-mail

Scenario A:
Jack pulls into school parking lot with rifle in his gun rack.
1956 - Vice Principal comes over, takes a look at Jack's rifle, then goes to his car and gets his rifle out to show Jack.
2006 - School goes into lockdown, FBI called, Jack hauled off to jail, and never sees his truck or gun again. Counselors called in for traumatized students and teachers.
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Scenario B:
Johnny punched Mark and then the two of them get into a fist fight after school.
1956 - Crowd gathers. Mark wins. Johnny and Mark shake hands and end up best friends. Nobody goes to jail, nobody arrested, nobody expelled.
2006 - Police called, SWAT team arrives, arrests Johnny and Mark. Charge them with assault, both expelled---even though Johnny started it.
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Scenario C:
Jeffrey won't sit still in class, often disrupts other students.
1956 - Jeffrey sent to office and given a good paddling by Principal.Sits still in class.
2006 - Jeffrey is given huge doses of Ritalin. Becomes a zombie. School gets extra money from the State because Jeffrey has a disability.
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Scenario D:
Billy breaks a window in his father's car, and his Dad gives him a good whipping.
1956 - Billy is more careful next time, grows up normal, goes tocollege, and becomes a successful businessman.
2006 - Billy's Dad is arrested for child abuse. Billy is removed to foster care and joins a gang. Billy's sister is told by state psychologist that now she remembers also being abused by the father, so their Dad goes to prison. Billy's mom has affair with the family psychologist.
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Scenario E:
Mark gets a headache and takes some headache medicine to school.
1956 - Mark's headache gets better and then goes away.
2006 - School goes into lockdown. Police called, Mark expelled from school for drug violations. His car is searched for drugs and weapons.
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Scenario F:
Mary turns up pregnant.
1956 - Five high school Boys leave town. Mary does her senior year at a special school for expectant mothers.
2006 - Middle School Counselor calls Planned Parenthood, who notifies the ACLU. Mary is driven to the next State over and gets an abortion,without her parent's consent or knowledge. Mary is given condoms and told to "be more careful next time".
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Scenario G:
Pedro fails in high school English.
1956 - Pedro goes to summer school, passes English, and then goes on to college.
2006 - Pedro's cause is taken up by the State Democratic party. Newspaper articles appear nationally, explaining that teaching English as arequirement for graduation is racist. ACLU files class-action lawsuit against the State school system and Pedro's English teacher. The class of English is banned from the core curriculum. Pedro is given a diploma anyway, but ends up mowing lawns for a living because he can't read or speak English.
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Scenario H:
Johnny takes apart leftover firecrackers from the 4th of July, puts them in a model airplane paint bottle, and blows up a red ant hill.
1956 - Lots of ants die.
2006 - ATF, Homeland Security, and FBI called. Johnny charged with domestic terrorism, FBI investigates parents, siblings removed from the home, computers are confiscated, Johnny's Dad goes on a terror watch list and is never allowed to fly on an airplane again.
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Scenario I:
Johnny falls down, while running during recess, and scrapes his knee. He is found crying by his teacher, Mary. Mary hugs him, to comfort him...
1956 - In a short time, Johnny feels better and goes on playing.
2006 - Mary is accused of being a sexual predator and loses her job. She faces 3 years in the State Prison.

quinta-feira, abril 26, 2007

OBESIDADE vs. ANOREXIA

Chocante!

No outro dia, estava eu refastelado na minha caminha a ler um livrito quando, de repente, eis senão que... oiço uma notícia na SIC notícias dando conta que o "mulherio" português estava a ficar "anafadinho". Por outras palavras, as jovens mulheres portuguesas estavam a ficar obesas.

De facto, já havia reparado que as nossas jovenzitas estão cada vez mais cheiínhas - sendo que muitas delas chegam a fazer uma figura um pouco triste na rua - mas daí até serem obsesas ainda vai um bocadinho. Claro que se não tiverem cuidado enquanto podem, no futuro poderão ter um grande e pesado problema mas isso não quer dizer que não se esteja a tempo de fazer alguma coisa.

Por experiência de muita proximidade, não vos posso falar de obesidade mas posso falar-vos do contrário. Posso falar-vos de uma pessoa, desportista de competição, que já quando se dedicava afincadamente ao desporto achava que era gorda(embora tivesse 1,60 e pesasse 46 kg), mas como praticava uma actividade desportiva lá ía controlando a coisa. No entanto, quando chegou à altura de entrar para a universidade (e deixou de praticar desporto), a rapariga começou a achar que se tinha transformado numa pipa com dois olhos e uns bracinhos. Assim, sempre que o assunto vinha à baila junto dos amigos, as pessoas costumavam rir-se e achavam que a criatura estava maluca, mal sabiam que ela chegava a chorar por acreditar, piamente, que estava gorda. Isto, para ela, era um problema bem real e a imagem que via reflectida no espelho era a de uma pessoa gorda.

Os primeiros sinais daquilo que viria a ser a sua obsessão foram:

1º Uma mudança radical na maneira de vestir.

Vestia roupas escuras, da cabeça aos pés e peças muito largas. Aquilo chegava a ser um bocado tétrico mas a rapariga queria esconder-se o que é que se podia fazer?

2º Deixou de ir à praia.

Tudo o que implicava tirar alguma peça de roupa, era para esquecer. É que nem valia a pena insistir.

3º Passou a pesar-se todos os dias.

Tinha uma balança só para ela, escondida dentro do armário, e pesava-se de manhã à noite com uns intervalos pelo meio que correspondiam à parte em que tinha de ir para as aulas.

No que respeita à gestão da comida, ela até foi bastante esperta. Como não podia deixar de comer de um dia para o outro, começou por reduzir as porções que ingeria e vingava-se no café. Durante as primeiras duas semanas, parece que aquilo além de dar dores de cabeça, deu bastantes dores de estômago mas uma vez ultrapassada essa fase o que veio a seguir foi fácil. Passou a comer apenas o mínimo indispensável e dentro desse mínimo indispensável, independentemente de ser ou não saudável, e contava as calorias de tudo o que lhe passava pela mão. Se num dia, por algum motivo exterior à sua vontade, consumia mais calorias do que aquelas que estavam planeadas, no dia a seguir ingeria menos calorias para que tudo estivesse equilibrado. Mesmo assim, haviam determinados alimentos que estavam completamente excluídos daquela dieta. Eram mesmo proíbidos. Eram eles; o chocolate, os bolos, o açucar em geral. Estes eram fáceis de erradicar porque, por exemplo, num jantar em família nunca ninguém daria por isso.

Ainda assim, gerir as refeições em família nem sempre era simples e explicar, a verdade sobre, porque é que se comia pouco não era uma alternativa. Então, as desculpas passavam muito por justificações como: «Acabei mesmo agora de comer!». Quando as aulas acabavam tarde é que era uma festa. Nesse caso, bastava dizer algo como: «Não se preocupem com o jantar. Já jantei no refeitório!».

E agora perguntem-me, então e a moça emagreceu?

Emagreceu pois!

Escusando-me de contar alguns detalhes que raiam uma obsessão e uma demência estrondosa (e que podem incluir actos de auto-mutilação cuja ilustração é desnecessária), em pouco mais de 3 meses a criatura de 46 kg transformou-se num belo cabide humano de 36,5 kg que continuava a achar que estava gorda. Passava a maior parte do tempo cansada e tirá-la da cama era difícil. Os desmaios eram frequentes e as quebras de tensão também. A menstruação às vezes aparecia, outras vezes não aparecia, até que deixou, completamente, de aparecer. Médicos, nem vê-los!... Costumava perguntar se achavam que ela estava assim tão doente que precisasse de ir ao médico, além disso com as aulas e o estudar, a agenda estava muito preenchida.

Claro que um dia teve de ser. Foi mesmo ao médico.

Por sorte, estamos em Portugal e mesmo para marcar uma consulta num médico privado, a coisa não é de um dia para o outro. A maior preocupação dela nos 15 dias que se seguiram era a de que não podia aparecer no consultório do homem com aquele peso (imaginem que ele lhe pedia para ela se pôr em cima de uma balança! Era o fim da picada), se o fizesse ela achava que o médico ía pensar que ela tinha um problema. Conclusão, toca de fazer a dieta ao contrário para ver se ganhava um pouco de peso.

Em 15 dias se ganhou 1 kg já deve ter sido uma sorte mas, achar que enganava o médico dizendo-lhe que pesava 40 kg deve ter sido um bocado patético, embora se compreenda. Felizmente o médico optou por uma abordagem diferente e não por confirmar a veracidade da afirmação (que até a olho nú se via que era mentira).

Mas tudo se resolveu e de hoje em dia, a criaturinha até é bastante normal embora a questão da preocupação com o peso continue a fazer parte do seu comportamento.

Por isso vos digo, nem tanto ao mar, nem tanto à terra. Ambos os casos, são extremos e podem ter consequências muito negativas para a saúde e... meus amiguinhos, o Sistema Nacional de Saúde não está para brincadeiras!

terça-feira, abril 24, 2007

BANA E FLAPI

A trabalheira que me deu descobrir isto! E ainda por cima está em castelhano mas, é o que há (e sempre é mais engraçado do que a versão em alemão).

CHEVALIER DE PAS, ESTA É PARA SI

PARA O GREAT HOUDINI

Meu amigo, espreite só estes aqui , mais aqui e o meu favorito aqui. Sim, porque isto é que era!

A FORÇA DOS NÚMEROS

Como já tive oportunidade de referir por diversas vezes, eu trabalho com fundos comunitários destinados ao sector da educação e de um modo geral, nunca nenhuma Direcção (deste burgozinho - administrativo e financeiramente - autónomo) se preocupou em olhar para a realidade daquilo que são os números. Ora, se nunca se dignaram a olhar para esta realidade, também nunca se dignaram a tomar uma decisão, ao nível da gestão estratégica, que sustentasse e promovesse a médio e longo prazo uma melhoria significativa dos serviços prestados e uma melhoria significativa dos projectos financiados.
Aquilo que vos vou mostrar a seguir é uma breve avaliação das acções - por mim (porque sou narcisista) - geridas nos últimos 3 anos. Assim, apresento-vos os seguintes factos:


ACÇÃO #1

2004-2005

Nº Candidaturas recebidas: 115

Grau de satisfação face ao serviço prestado: Excelente: 74% / Bom: 26%

Grau de satisfação face ao valor: Apropriado: 53% /Suficiente: 43%

Taxa de execução da convenção financeira : 80%

2005-2006

Nº Candidaturas recebidas: 181 (+ 57% do que no ano anterior)

Grau de satisfação face ao serviço prestado: Excelente: 69% / Bom: 29% / Satisfatório: 2%

Grau de satisfação face ao valor: Apropriado: 47% / Suficiente: 36% /Insuficiente: 15%

Taxa de execução da convenção financeira : 83%

2006-2007

Nº Candidaturas recebidas: 139 (-23% do que no ano anterior*)

Grau de satisfação face ao serviço prestado: N/D

Grau de satisfação face ao valor: N/D

Taxa de execução da convenção financeira : 56% (até á data)


Notas: * Factores que mais influenciaram a quebra nos números em 2006/07:
1 – Divulgação tardia do Catálogo 2006-2007 por parte da
CE;
2 – Antecipação do prazo de candidaturas, por parte da CE, de 1 de Junho 2006 para 1 de Maio de 2006.




ACÇÃO #1 – eventos organizados por Portugal (tendo em conta o n.º mínimo, de 5, imposto pela C.E)

Catálogo 2004/05

Nº de eventos organizados por instituições portuguesas: 9

Percentagem (relativa ao número mínimo de eventos a organizar por Portugal) : + 80%

Catálogo 2005/06

Nº de eventos organizados por instituições portuguesas: 6

Percentagem (relativa ao número mínimo de eventos a organizar por Portugal) : + 20%

Catálogo 2006/07

Nº de eventos organizados por instituições portuguesas: 10

Percentagem (relativa ao número mínimo de eventos a organizar por Portugal) : + 100%

Nota: A organização destes eventos não é subvencionada por fundos comunitários, nem por fundos nacionais (porque o Estado Português não os quer financiar), pelo que se depende da boa vontade de quem organiza.

ACÇÃO #2 (somente período 2006/07, visto que não a geria antes disso)

2006-2007

Nº candidaturas recebidas: 473*

Notificações aos candidatos(com mínimo de 10 semanas de antecedência face à data de inicio da actividade): 100%

Grau de satisfação face ao serviço prestado: N/D

Grau de satisfação face ao valor da subvenção: N/D

Taxa de execução da Convenção financeira: 99%

Nota: * +11,5% de candidaturas recebidas face ao ano anterior.

Isto que aqui vos mostro, foi feito pela minha livre iniciativa. É, basicamente, meu porque gosto de seguir os resultados do meu trabalho e gosto de saber se estou a caminhar na direcção certa ou não. Esta coisa básica (que roça as raias do rudimentar), nunca me foi pedida por nenhum dos dirigentes que passou por esta casa e devia ter sido pedida por todos aqueles que tivessem, pelo menos, um Q.I superior a 15, uma vez que espelha diversos elementos necessários para a gestão do público interno (no que respeita aos respectivos desempenhos por exemplo) e do público externo. Além disso, é possível esmiuçar, ainda mais, todos estes elementos e outros que aqui não se encontram referidos.

Mas não.

O Dirigente «publicuzinho» está-se a c#$&r para isto. Não interessa gerir, interessa ir gerindo e mandando assim umas bocas para fingir que até se percebe da coisa. É um faz de conta com o dinheiro dos outros. Qualquer treinador de futebol (mesmo os de bancada), sabe que em equipa que ganha não se mexe (If it's not broken, don't fix it). Depois há os ignorantes que ascendem porque há um amigo(a) que lhes pede muito e que, por detrás daquela pompa e arrogância de senhores do mundo, escondem uma mente volátil, pequenina, tacanha e provinciana. Escudam-se naquilo que acham ser o "comportamento" de uns para sublevar outros mas, nunca olham para aquilo que é a realidade e a força dos números quando se pretende obter resultados.

São básicos.

Por isso, meus caros amigos, em boa verdade vos digo. Objectivos e resultados são duas palavras que não fazem parte do acervo intelectual e linguístico da função pública ou de qualquer outro organismo público. São duas palavras que são uma mera ficção. Não existem porque os imbecis que eram suposto implementá-las não fazem a menor ideia do que seja mas, como são eles que mandam (e como agredi-los é crime) temos que os aguentar com um sorriso nos lábios e esperar que sejam atropelados por um TIR australiano (visto serem maiores que os americanos).

terça-feira, abril 17, 2007

A CENA DAS UNIVERSIDADES

Sabem, ontem já apanhei a meio o programa do Prós e Contras na RTP1, maneira que não percebi muito bem sobre o que é que era a discussão.

De qualquer forma, percebi que devia ter alguma coisa a ver com os escândalos da Universidade Moderna e - mais recentemente - da Universidade Independente, depois a conversa andava por ali à volta da discussão Universidades públicas versus Universidades privadas e de como é "injusto" as Universidades privadas não serem apoiadas pelo Estado e de como faltam Doutores em Portugal, e de como o país está à beirinha do "analfabetismo" outra vez (se bem que da forma como falavam quase que podia jurar que nunca deixámos de o ser)... Na realidade, faltou-me ouvir aquela parte que está muito na moda e que liga a falta de qualificações à falta de produtividade do povo português. Sim, porque caso não saibam a ideia generalizada que querem fazer passar é a de que não é o gestor que não sabe gerir (apesar de até ser licenciado), mas o trabalhador que não sabe trabalhar. E porquê? Porque não tem qualificações (não tem "títalo, portantos").

Bom, como diria alguém, perante uma plateia de surdos qualquer um é um brilhante músico não é verdade? E para quem chegou a meio da coisa, assim como eu, aquilo assemelhava-se a um fenomenal concerto de surdos.

Há algum tempo que cheguei à conclusão que os académicos são, absolutamente, alienados. Não direi ao ponto de sairem de casa com uma peúga de cada cor, até porque isso é bastante soft da minha parte mas, a verdade é que a realidade passa-lhes completamente ao lado. Vivem no seu mundinho, hermeticamente, fechado e meia volta, quando a temperatura está agradável, saiem à rua para ver se está tudo no lugar.

É claro que depois há assim uns gajos inteligentes que pensam que é uma boa ideia pôr esta gente a dirigir, ou a gerir o que quer que seja e no fim as coisas não correm lá muito bem. É que além de serem umas "Divas" e um bocado dados a fanicos, é a mesma coisa que tirar um peixinho para fora da água. É um ar que se lhes dá!

A esta altura estarão vocês a pensar; «lá está ele a dizer mal» mas, desenganem-se. Tenho-os em muito boa consideração e aqueles que conheço são as pessoas mais bem equipadas para ensinar, mas é só isso.

Por outro lado, pergunto-me: Se as Universidades acham que têm problemas, o que é que acharão as escolas?

segunda-feira, abril 16, 2007

UM DIA DIFERENTE

Para variar um pouco, hoje não vou ser má língua, não vou insultar ninguém, não vou ser sarcástico, nem cáustico, nem cínico. Há dias assim, que querem que vos diga?

Hoje, pela primeira vez, acompanhei uma colega minha numa reunião para futuros professores de línguas. Assim à partida, isto não tem nada de extraordinário. No entanto, a parte interessante da coisa é que estes futuros professores de línguas são jovens estrangeiros que, no fundo, estão a "estagiar" em diversas escolas de norte a sul do nosso país (com maior incidência no norte).

Estes jovens, além de virem dos vários cantos da Europa, são pessoas que já concluíram as sua licenciaturas e que num futuro breve irão leccionar nos seus próprios países. São pessoas que ficam em Portugal entre 3 a 8 meses e na escola participam nas actividades lectivas e não lectivas.

O grupo de hoje era, absolutamente, fantástico. Tanto eu como a minha colega ficámos boquiabertos porque, à excepção do rapaz da Turquia e da rapariga da Letónia, todos os outros (melhor ou pior) falavam português. E o mais engraçado ainda foi vê-los a falar uns com os outros - em português - durante o almoço. Até os Ingleses falavam em português (algo que foi espantoso). Mesmo assim, o que foi surpreendente foi ver uma jovem da Eslovénia, que chegou a Portugal há 3 meses, a falar português como se fosse a sua segunda língua (que não era. Além da sua língua materna, ela falava italiano e inglês).

A Norueguesa, além de praticar capoeira, falava um português cantado devido ao tempo que passou no Brazil. Um dos Italianos falava uma espécie de "portinhol" com sotaque italiano (mas percebia-se lindamente), o Espanhol falava, efectivamente, português (e não se percebia que ele era Espanhol). Os Gregos, quase nem se percebia que eram Gregos agora, os Ingleses percebia-se bem que eram Ingleses mas, o esforço deles era muito bom.

Foi um grupo e tanto. As coisas correram de tal maneira bem, que no final da reunião lancei-lhes um desafio. Esse desafio foi a criação de um blog para o qual todos eles contribuissem com artigos sobre as suas experiências em Portugal, sobre os Portugueses, sobre as escolas, sobre os alunos e sobre os professores e o ensino em geral. Eles ficaram bastante entusiasmados maneira que, até ao final desta semana vai aparecer um blog sobre a perspectiva destes futuros professores sobre Portugal.

Penso que será bastante interessante conhecer as experiências deles aqui no nosso país.

sexta-feira, abril 13, 2007

ABERTURA DE UMA NOVA RUBRICA NESTE BLOG

Meus caros amigos,
Ontem, em conversa com o Virus, decidimos que íamos abrir uma rubrica neste blog - unica e exclusivamente - dedicada à publicação de reclamações. Mas atenção, quando falamos de reclamações estamos, mesmo, a falar de reclamações daquelas que as pessoas escrevem nos livrinhos dos estabelecimentos.
Assim sendo, um dia por semana ( em principio a 6ª-feira) será reservado para a respectiva transcrição e publicação - aqui neste blog - das reclamações mais caricatas, mais absurdas e num português absolutamente aterrador, salvaguardando sempre a privacidade do reclamante.
A ideia subjacente a isto não é:
- nem gozar com aqueles que, legitimamente, reclamam;
- nem defender que não se deve reclamar.
A ideia subjacente a isto pretende:
1º ser uma medida pedagógica por forma a tentar prevenir o assassinato da língua portuguesa;
2º responsabilizar as pessoas que reclamam uma vez que as reclamações são coisas que devem ser levadas a sério, quer por parte daquele que reclama, quer por parte daquele sobre o qual recai a reclamação.
Esta rubrica serve apenas para nos recordar que a cada direito corresponde um dever. Deste modo, se todos temos o direito de reclamar, temos também o dever de o fazer com seriedade e aquilo que aqui vos vamos mostrar é o que acontece quando essa seriedade não existe.

ADVINHEM QUEM VAI ENCABEÇAR O QUADRO DE EXCENDENTES


Nota: msg recebida por e-mail

quarta-feira, abril 11, 2007

POIS É VERDADE

Mudámos de visual outra vez.

E agora, até temos música (daquela que só ouve quem quer), ali na barra de navegação do lado direito.

Hã... que bonito.

A LOUCURA CHINESA

Andava eu a passear pelos jornais estrangeiros quando - de repente - me salta à vista uma notícia, no Washington Post, sobre as "novas cidades" chinesas.

A minha primeira reacção foi: «Os chineses passaram-se!»; «Coitadinhos, não andam bem.». Mas na realidade, não sei se não andarão porque na verdade eles andam a fazer coisas que mais ninguém faz.

É sabido que os orientais (em geral) sempre tiveram uma grande queda para reproduzirem tudo aquilo em que colocavam as mãos e por muito aborrecido que isso possa ser, nomeadamente em termos comerciais, também temos de admitir que há aspectos positivos e um deles é a perpetuação de determinados estilos arquitectónicos (mesmo que fora do seu contexto normal).

Imaginem uma réplica do Castelo de S. Jorge em plena China. Porque não? Se acontecer alguma coisa ao original pelo menos há uma reprodução fiel do mesmo, algures no mundo. E se os chineses contarem a história do castelo, pois tanto melhor, assim há alguém que se lembra de nós e de uma parte da história de Portugal.

É claro, que quem diz o castelo de S. Jorge também pode dizer o Palácio de Versailles, ou o Coliseu de Roma, ou outro monumento qualquer. Uma vez ultrapassado o choque inicial, não é assim tão escandaloso e apesar de continuar a achar que são loucos, penso que é uma loucura positiva.

terça-feira, abril 10, 2007

COISAS QUE NÃO LEMBRAM AO CARECA

Aqui no burgo andámos 5 anos a simplificar, o que podia ser simplificado, e a eliminar procedimentos acessórios que não serviam para nada. Para quê? Para agilizarmos os processos, desburocratizar e dar respostas em tempo útil. Estávamos, basicamente, a trabalhar em função dos procedimentos simplificados estabelecidos pela C.E.
Cinco anos volvidos, voltámos ao início.
A C.E. diz: «Não é preciso pedirem declarações às Institituições Públicas».
Nós dizemos: «Vamos pedir declarações a todas as instituições e indíviduos».
A C.E. diz: «Não peçam devoluções de verba inferiores a 50,00 €».
Nós dizemos: «Vamos pedir devoluções de verba a toda a gente independentemente do valor».
A C.E. diz: «Não peçam papeis estupidamente».
Nós dizemos: «'Bora pedir papeis a torto e a direito».
Conclusão: Mas alguém acha isto normal? O que é que uma pessoa vai fazer quando todas as decisões anulam e desafiam toda e qualquer lógica?
Estamos a ser transformados em mais um serviço da Administração Pública (pesado e burocrático), quando não o deveríamos ser. A sério... tenho de me pôr a andar daqui para fora... Não é possível trabalhar à Função Pública Style.
É tão triste. É que são 5 anos para o lixo... Olhem, vou mas é dedicar-me à organização de conferências internacionais e dizer aos participantes onde é que podem ir buscar dinheiro para se financiarem!
Ou então vou dedicar-me à agricultura biológica.

segunda-feira, abril 09, 2007

ADVINHEM ONDE VOU ESTAR NA 6ª FEIRA?

"DEGRADANTE" - a ler no RAM

"O que se está a passar com a "licenciatura" do sr.José Sóctrates, Secretário-Geral do PS, é o exemplo do estado a que o País chegou!! E, sobre isto nem vale perder muito tempo.Não é vergonha nenhuma não ter curso superior. Conhenço muitos senhores (com um "s" grande ) e muitos empresários que o não têm e que não deixam de ter grande valor humano e profissional. Delors, o senhor Europa, foi até hoje o melhor Presidente da Comissão Europeia e não tinha nenhum curso Superior! O grande Poeta popular Algarvio, António Aleixo , era analfabeto. Agora o que é feio e não pode ser aceitável é a mentira e o recurso ao amiguismo e aos favores para se obter aquilo a que não se tem direito. A isto chama-se impostura! O Ministério Publico, via PJ, que é tão rápido a investigar suspeitas de fraudes ,vigarices e favores a politicos e restantes cidadaõs não se percebe muito bem porque está mudo!"

ORA E EU QUE COMEÇAVA A PENSAR QUE A POLÉMICA DO “300”…

… ainda cá não tinha chegado. Enganei-me.

Ontem, enquanto folheava a revista – Actual – do jornal Expresso deste fim-de-semana, deparei-me com um mini-artigo sobre o filme, escrito pelo sr. Vasco Baptista Marques.

O título é sugestivo; “Filme Protofascista – um argumento eugenista faz com que o cinema de Riefenstahl pareça inócuo”. Comecei logo a rir-me, ou melhor comecei logo a sorrir porque com um título pseudo-intelectual como este é dificil pensar que se está a falar a sério. Por sorte (ou azar, consoante a perspectiva), o pequeno artigo era pouco mais é do que uma nota de rodapé mas, ainda assim, era grande o suficiente para se perceber que a criatura não «vê um boi» do que é que está para ali a falar.

Para começar, o filme é, efectivamente, um decalque da BD. Tal como o é o Sin City, o X-Men, o Homem-Aranha, o Super Homem, o Demolidor, a Elektra, o Quarteto Fantástico, o Hulk, o Spawn etc. Qual é o problema? É Banda Desenhada e daí? Para fazer um filme, parece-me um assunto tão bom como outro qualquer. Além disso, o filme, a fotografia e os cenários estão bastante fiéis ao livro, sendo que se esta criaturinha não consegue compreender o que é o universo da BD então o melhor é não abrir a boca porque assim evita dizer asneiras.

Mas a coisa não ficou por aqui. Não contente com as considerações de ordem estética do filme, o nosso intrépido autor, avança para considerações de natureza política designando-o por “Protofascista” (termo curioso que demonstra – entre várias coisas - estarmos perante mais uma criatura que tem alguma dificuldade em digerir a vitória do tio Oliveira), de “argumento eugenista”. Pessoalmente, acho fantástico como é que se pode tirar tantos ensinamentos de um filme de BD, eu fui vê-lo e achei aquelas sequências de pancadaria, simplesmente, fabulosas agora ensinamentos do âmbito da ciência política não tirei nenhum nem sabia que era suposto tirarmos algum. Mas e daí, o modelo de organização da sociedade de Esparta, na Antiguidade Clássica, não constitui nenhum factor de surpresa, apenas é passível de surpreender aqueles que não conhecem a História.

Do mesmo modo, posso garantir que Esparta tinha tanto de “Protofascista” como tinha de “Protocomunista” , sendo que se o «amigo Vasco» tivesse lido a República de Platão talvez encontrasse algumas semelhanças entre uma coisa e outra, e se quisesse – de facto – fazer um brilharete, dizendo qualquer coisa de inteligente, ainda lia o livro “The Open Society and its enemies” de Karl Popper. Aí sim, estaria em condições de criticar o modelo politico de Esparta sem incorrer em adjectivações inapropriadas, desadequadas e acima de tudo erradas.

segunda-feira, abril 02, 2007

A CULTURAL MATTER

Nota introdutória: Contrariamente ao que me é habitual, hoje vou escrever em inglês sobre um dilema cultural, que me assola há algum tempo e, que não consigo compreender. Porquê em inglês? Bom, porque já reparei que, volta e meia, me aparecem visitas do continente americano. Talvez sejam turistas acidentais mas, nesse caso, lembrei-me que seria interessante aproveitar essas passagens de surpresa e tentar descobrir porque razão os americanos, quando saem à noite, os homens saem só com homens e as mulheres saem só com mulheres? O facto de não conseguir compreender porque tal acontece, deixa-me doido da vida. Por isso, vamos tentar descobrir.

As you may have noticed, today I have decided to write in English, why? Well, the answer is quite simple and has hardly anything to do with whether or not I need to practice my writing skills in a foreign language (which is also very welcome of course, but it is not the main subject). So the answer to the previous question lies in the fact that I am curious about the reason why Americans - when deciding to go out at night - only go out in groups either composed just by men or just by women.

Personally, I have to admit that I find it a little bit confusing. Perhaps it would make some sense if I, actually, lived there and that would have been something I would have grown up with. Yet, that’s not the case and we – the Europeans – are bound to have a different perspective on these things since we don’t do that over here, I mean, at least not in southern Europe we don’t.

In here when we decide to go out, regardless of what day of the week it may be, we go out in mixed groups. Gender is not something we take into consideration for the purpose of going out (unless someone within a group of friends is going to get married or so, and even that is starting to make less sense because we are currently opting for alternative ways of staying together other than recurring to the traditional figure of marriage). So, no matter how many turns my head gives while looking at this subject, I can’t find a logical explanation for it.

Some possible, common sense, explanations like:

1- Guys get together to do guy’s stuff;
2 – Girls get together to do girl’s stuff.

This is, basically, a load of crap. Whatever guys do, girls do as well and the only difference is that within a mixed group whatever happens, it happens right in front of everybody. So what?

Could another possibility be the lack of conversation (between genders on a friendly basis) or not knowing what to say? Well, I wouldn’t find it to be a very convincing answer since within a mixed group everybody speaks about everything quite freely, regardless of the topic, and we really don’t see any problem with it.

Also, another confusing issue is the touching thing. What’s the problem with greeting your friends with a kiss on the cheek if it is a woman and a handshake if it is a man (depending on your own gender of course, women just go on kissing everybody on the cheek, which is a very cool thing to do by the way)? Or what’s wrong with hugging a friend? It is just a sign of affection, not a hidden message of some sort. Hell! If there was a hidden message every time I hugged friend, or distributed kisses on the cheek, I’d be really, really popular (or something like that).

So in conclusion, I don’t quite understand that sort of gender “apartheid” and if there is anyone out there who could enlighten this “pretty” little head of mine, I would be very thankful (mostly because it bugs me not knowing the answer).