"Whenever a theory appears to you as the only possible one, take this as a sign that you have neither understood the theory nor the problem which it was intended to solve". - Karl Popper
segunda-feira, abril 30, 2007
OS HOBBITS E A DISPOSIÇÃO CONSERVADORA DE OAKESHOTT (II)
OS HOBBITS E A DISPOSIÇÃO CONSERVADORA DE OAKESHOTT (I)
sexta-feira, abril 27, 2007
ESTA É LINDA!! -'School Days' - 1956 and 2006 - enviada por e-mail
quinta-feira, abril 26, 2007
OBESIDADE vs. ANOREXIA
Chocante!
No outro dia, estava eu refastelado na minha caminha a ler um livrito quando, de repente, eis senão que... oiço uma notícia na SIC notícias dando conta que o "mulherio" português estava a ficar "anafadinho". Por outras palavras, as jovens mulheres portuguesas estavam a ficar obesas.
De facto, já havia reparado que as nossas jovenzitas estão cada vez mais cheiínhas - sendo que muitas delas chegam a fazer uma figura um pouco triste na rua - mas daí até serem obsesas ainda vai um bocadinho. Claro que se não tiverem cuidado enquanto podem, no futuro poderão ter um grande e pesado problema mas isso não quer dizer que não se esteja a tempo de fazer alguma coisa.
Por experiência de muita proximidade, não vos posso falar de obesidade mas posso falar-vos do contrário. Posso falar-vos de uma pessoa, desportista de competição, que já quando se dedicava afincadamente ao desporto achava que era gorda(embora tivesse 1,60 e pesasse 46 kg), mas como praticava uma actividade desportiva lá ía controlando a coisa. No entanto, quando chegou à altura de entrar para a universidade (e deixou de praticar desporto), a rapariga começou a achar que se tinha transformado numa pipa com dois olhos e uns bracinhos. Assim, sempre que o assunto vinha à baila junto dos amigos, as pessoas costumavam rir-se e achavam que a criatura estava maluca, mal sabiam que ela chegava a chorar por acreditar, piamente, que estava gorda. Isto, para ela, era um problema bem real e a imagem que via reflectida no espelho era a de uma pessoa gorda.
Os primeiros sinais daquilo que viria a ser a sua obsessão foram:
1º Uma mudança radical na maneira de vestir.
Vestia roupas escuras, da cabeça aos pés e peças muito largas. Aquilo chegava a ser um bocado tétrico mas a rapariga queria esconder-se o que é que se podia fazer?
2º Deixou de ir à praia.
Tudo o que implicava tirar alguma peça de roupa, era para esquecer. É que nem valia a pena insistir.
3º Passou a pesar-se todos os dias.
Tinha uma balança só para ela, escondida dentro do armário, e pesava-se de manhã à noite com uns intervalos pelo meio que correspondiam à parte em que tinha de ir para as aulas.
No que respeita à gestão da comida, ela até foi bastante esperta. Como não podia deixar de comer de um dia para o outro, começou por reduzir as porções que ingeria e vingava-se no café. Durante as primeiras duas semanas, parece que aquilo além de dar dores de cabeça, deu bastantes dores de estômago mas uma vez ultrapassada essa fase o que veio a seguir foi fácil. Passou a comer apenas o mínimo indispensável e dentro desse mínimo indispensável, independentemente de ser ou não saudável, e contava as calorias de tudo o que lhe passava pela mão. Se num dia, por algum motivo exterior à sua vontade, consumia mais calorias do que aquelas que estavam planeadas, no dia a seguir ingeria menos calorias para que tudo estivesse equilibrado. Mesmo assim, haviam determinados alimentos que estavam completamente excluídos daquela dieta. Eram mesmo proíbidos. Eram eles; o chocolate, os bolos, o açucar em geral. Estes eram fáceis de erradicar porque, por exemplo, num jantar em família nunca ninguém daria por isso.
Ainda assim, gerir as refeições em família nem sempre era simples e explicar, a verdade sobre, porque é que se comia pouco não era uma alternativa. Então, as desculpas passavam muito por justificações como: «Acabei mesmo agora de comer!». Quando as aulas acabavam tarde é que era uma festa. Nesse caso, bastava dizer algo como: «Não se preocupem com o jantar. Já jantei no refeitório!».
E agora perguntem-me, então e a moça emagreceu?
Emagreceu pois!
Escusando-me de contar alguns detalhes que raiam uma obsessão e uma demência estrondosa (e que podem incluir actos de auto-mutilação cuja ilustração é desnecessária), em pouco mais de 3 meses a criatura de 46 kg transformou-se num belo cabide humano de 36,5 kg que continuava a achar que estava gorda. Passava a maior parte do tempo cansada e tirá-la da cama era difícil. Os desmaios eram frequentes e as quebras de tensão também. A menstruação às vezes aparecia, outras vezes não aparecia, até que deixou, completamente, de aparecer. Médicos, nem vê-los!... Costumava perguntar se achavam que ela estava assim tão doente que precisasse de ir ao médico, além disso com as aulas e o estudar, a agenda estava muito preenchida.
Claro que um dia teve de ser. Foi mesmo ao médico.
Por sorte, estamos em Portugal e mesmo para marcar uma consulta num médico privado, a coisa não é de um dia para o outro. A maior preocupação dela nos 15 dias que se seguiram era a de que não podia aparecer no consultório do homem com aquele peso (imaginem que ele lhe pedia para ela se pôr em cima de uma balança! Era o fim da picada), se o fizesse ela achava que o médico ía pensar que ela tinha um problema. Conclusão, toca de fazer a dieta ao contrário para ver se ganhava um pouco de peso.
Em 15 dias se ganhou 1 kg já deve ter sido uma sorte mas, achar que enganava o médico dizendo-lhe que pesava 40 kg deve ter sido um bocado patético, embora se compreenda. Felizmente o médico optou por uma abordagem diferente e não por confirmar a veracidade da afirmação (que até a olho nú se via que era mentira).
Mas tudo se resolveu e de hoje em dia, a criaturinha até é bastante normal embora a questão da preocupação com o peso continue a fazer parte do seu comportamento.
Por isso vos digo, nem tanto ao mar, nem tanto à terra. Ambos os casos, são extremos e podem ter consequências muito negativas para a saúde e... meus amiguinhos, o Sistema Nacional de Saúde não está para brincadeiras!
terça-feira, abril 24, 2007
BANA E FLAPI
A FORÇA DOS NÚMEROS
ACÇÃO #1
2004-2005
Nº Candidaturas recebidas: 115
Grau de satisfação face ao serviço prestado: Excelente: 74% / Bom: 26%
Grau de satisfação face ao valor: Apropriado: 53% /Suficiente: 43%
Taxa de execução da convenção financeira : 80%
2005-2006
Nº Candidaturas recebidas: 181 (+ 57% do que no ano anterior)
Grau de satisfação face ao serviço prestado: Excelente: 69% / Bom: 29% / Satisfatório: 2%
Grau de satisfação face ao valor: Apropriado: 47% / Suficiente: 36% /Insuficiente: 15%
Taxa de execução da convenção financeira : 83%
2006-2007
Nº Candidaturas recebidas: 139 (-23% do que no ano anterior*)
Grau de satisfação face ao serviço prestado: N/D
Grau de satisfação face ao valor: N/D
Taxa de execução da convenção financeira : 56% (até á data)
Notas: * Factores que mais influenciaram a quebra nos números em 2006/07:
1 – Divulgação tardia do Catálogo 2006-2007 por parte da CE;
2 – Antecipação do prazo de candidaturas, por parte da CE, de 1 de Junho 2006 para 1 de Maio de 2006.
ACÇÃO #1 – eventos organizados por Portugal (tendo em conta o n.º mínimo, de 5, imposto pela C.E)
Catálogo 2004/05
Nº de eventos organizados por instituições portuguesas: 9
Percentagem (relativa ao número mínimo de eventos a organizar por Portugal) : + 80%
Catálogo 2005/06
Nº de eventos organizados por instituições portuguesas: 6
Percentagem (relativa ao número mínimo de eventos a organizar por Portugal) : + 20%
Catálogo 2006/07
Nº de eventos organizados por instituições portuguesas: 10
Percentagem (relativa ao número mínimo de eventos a organizar por Portugal) : + 100%
Nota: A organização destes eventos não é subvencionada por fundos comunitários, nem por fundos nacionais (porque o Estado Português não os quer financiar), pelo que se depende da boa vontade de quem organiza.
ACÇÃO #2 (somente período 2006/07, visto que não a geria antes disso)
2006-2007
Nº candidaturas recebidas: 473*
Notificações aos candidatos(com mínimo de 10 semanas de antecedência face à data de inicio da actividade): 100%
Grau de satisfação face ao serviço prestado: N/D
Grau de satisfação face ao valor da subvenção: N/D
Taxa de execução da Convenção financeira: 99%
Nota: * +11,5% de candidaturas recebidas face ao ano anterior.
Isto que aqui vos mostro, foi feito pela minha livre iniciativa. É, basicamente, meu porque gosto de seguir os resultados do meu trabalho e gosto de saber se estou a caminhar na direcção certa ou não. Esta coisa básica (que roça as raias do rudimentar), nunca me foi pedida por nenhum dos dirigentes que passou por esta casa e devia ter sido pedida por todos aqueles que tivessem, pelo menos, um Q.I superior a 15, uma vez que espelha diversos elementos necessários para a gestão do público interno (no que respeita aos respectivos desempenhos por exemplo) e do público externo. Além disso, é possível esmiuçar, ainda mais, todos estes elementos e outros que aqui não se encontram referidos.
Mas não.
O Dirigente «publicuzinho» está-se a c#$&r para isto. Não interessa gerir, interessa ir gerindo e mandando assim umas bocas para fingir que até se percebe da coisa. É um faz de conta com o dinheiro dos outros. Qualquer treinador de futebol (mesmo os de bancada), sabe que em equipa que ganha não se mexe (If it's not broken, don't fix it). Depois há os ignorantes que ascendem porque há um amigo(a) que lhes pede muito e que, por detrás daquela pompa e arrogância de senhores do mundo, escondem uma mente volátil, pequenina, tacanha e provinciana. Escudam-se naquilo que acham ser o "comportamento" de uns para sublevar outros mas, nunca olham para aquilo que é a realidade e a força dos números quando se pretende obter resultados.
São básicos.
Por isso, meus caros amigos, em boa verdade vos digo. Objectivos e resultados são duas palavras que não fazem parte do acervo intelectual e linguístico da função pública ou de qualquer outro organismo público. São duas palavras que são uma mera ficção. Não existem porque os imbecis que eram suposto implementá-las não fazem a menor ideia do que seja mas, como são eles que mandam (e como agredi-los é crime) temos que os aguentar com um sorriso nos lábios e esperar que sejam atropelados por um TIR australiano (visto serem maiores que os americanos).
quinta-feira, abril 19, 2007
COISAS QUE TODOS OS GESTORES DEVIAM SABER MAS, NÃO SABEM
terça-feira, abril 17, 2007
A CENA DAS UNIVERSIDADES
De qualquer forma, percebi que devia ter alguma coisa a ver com os escândalos da Universidade Moderna e - mais recentemente - da Universidade Independente, depois a conversa andava por ali à volta da discussão Universidades públicas versus Universidades privadas e de como é "injusto" as Universidades privadas não serem apoiadas pelo Estado e de como faltam Doutores em Portugal, e de como o país está à beirinha do "analfabetismo" outra vez (se bem que da forma como falavam quase que podia jurar que nunca deixámos de o ser)... Na realidade, faltou-me ouvir aquela parte que está muito na moda e que liga a falta de qualificações à falta de produtividade do povo português. Sim, porque caso não saibam a ideia generalizada que querem fazer passar é a de que não é o gestor que não sabe gerir (apesar de até ser licenciado), mas o trabalhador que não sabe trabalhar. E porquê? Porque não tem qualificações (não tem "títalo, portantos").
Bom, como diria alguém, perante uma plateia de surdos qualquer um é um brilhante músico não é verdade? E para quem chegou a meio da coisa, assim como eu, aquilo assemelhava-se a um fenomenal concerto de surdos.
Há algum tempo que cheguei à conclusão que os académicos são, absolutamente, alienados. Não direi ao ponto de sairem de casa com uma peúga de cada cor, até porque isso é bastante soft da minha parte mas, a verdade é que a realidade passa-lhes completamente ao lado. Vivem no seu mundinho, hermeticamente, fechado e meia volta, quando a temperatura está agradável, saiem à rua para ver se está tudo no lugar.
É claro que depois há assim uns gajos inteligentes que pensam que é uma boa ideia pôr esta gente a dirigir, ou a gerir o que quer que seja e no fim as coisas não correm lá muito bem. É que além de serem umas "Divas" e um bocado dados a fanicos, é a mesma coisa que tirar um peixinho para fora da água. É um ar que se lhes dá!
A esta altura estarão vocês a pensar; «lá está ele a dizer mal» mas, desenganem-se. Tenho-os em muito boa consideração e aqueles que conheço são as pessoas mais bem equipadas para ensinar, mas é só isso.
Por outro lado, pergunto-me: Se as Universidades acham que têm problemas, o que é que acharão as escolas?
segunda-feira, abril 16, 2007
UM DIA DIFERENTE
Hoje, pela primeira vez, acompanhei uma colega minha numa reunião para futuros professores de línguas. Assim à partida, isto não tem nada de extraordinário. No entanto, a parte interessante da coisa é que estes futuros professores de línguas são jovens estrangeiros que, no fundo, estão a "estagiar" em diversas escolas de norte a sul do nosso país (com maior incidência no norte).
Estes jovens, além de virem dos vários cantos da Europa, são pessoas que já concluíram as sua licenciaturas e que num futuro breve irão leccionar nos seus próprios países. São pessoas que ficam em Portugal entre 3 a 8 meses e na escola participam nas actividades lectivas e não lectivas.
O grupo de hoje era, absolutamente, fantástico. Tanto eu como a minha colega ficámos boquiabertos porque, à excepção do rapaz da Turquia e da rapariga da Letónia, todos os outros (melhor ou pior) falavam português. E o mais engraçado ainda foi vê-los a falar uns com os outros - em português - durante o almoço. Até os Ingleses falavam em português (algo que foi espantoso). Mesmo assim, o que foi surpreendente foi ver uma jovem da Eslovénia, que chegou a Portugal há 3 meses, a falar português como se fosse a sua segunda língua (que não era. Além da sua língua materna, ela falava italiano e inglês).
A Norueguesa, além de praticar capoeira, falava um português cantado devido ao tempo que passou no Brazil. Um dos Italianos falava uma espécie de "portinhol" com sotaque italiano (mas percebia-se lindamente), o Espanhol falava, efectivamente, português (e não se percebia que ele era Espanhol). Os Gregos, quase nem se percebia que eram Gregos agora, os Ingleses percebia-se bem que eram Ingleses mas, o esforço deles era muito bom.
Foi um grupo e tanto. As coisas correram de tal maneira bem, que no final da reunião lancei-lhes um desafio. Esse desafio foi a criação de um blog para o qual todos eles contribuissem com artigos sobre as suas experiências em Portugal, sobre os Portugueses, sobre as escolas, sobre os alunos e sobre os professores e o ensino em geral. Eles ficaram bastante entusiasmados maneira que, até ao final desta semana vai aparecer um blog sobre a perspectiva destes futuros professores sobre Portugal.
Penso que será bastante interessante conhecer as experiências deles aqui no nosso país.
sexta-feira, abril 13, 2007
ABERTURA DE UMA NOVA RUBRICA NESTE BLOG
quarta-feira, abril 11, 2007
POIS É VERDADE
E agora, até temos música (daquela que só ouve quem quer), ali na barra de navegação do lado direito.
Hã... que bonito.
A LOUCURA CHINESA
A minha primeira reacção foi: «Os chineses passaram-se!»; «Coitadinhos, não andam bem.». Mas na realidade, não sei se não andarão porque na verdade eles andam a fazer coisas que mais ninguém faz.
É sabido que os orientais (em geral) sempre tiveram uma grande queda para reproduzirem tudo aquilo em que colocavam as mãos e por muito aborrecido que isso possa ser, nomeadamente em termos comerciais, também temos de admitir que há aspectos positivos e um deles é a perpetuação de determinados estilos arquitectónicos (mesmo que fora do seu contexto normal).
Imaginem uma réplica do Castelo de S. Jorge em plena China. Porque não? Se acontecer alguma coisa ao original pelo menos há uma reprodução fiel do mesmo, algures no mundo. E se os chineses contarem a história do castelo, pois tanto melhor, assim há alguém que se lembra de nós e de uma parte da história de Portugal.
É claro, que quem diz o castelo de S. Jorge também pode dizer o Palácio de Versailles, ou o Coliseu de Roma, ou outro monumento qualquer. Uma vez ultrapassado o choque inicial, não é assim tão escandaloso e apesar de continuar a achar que são loucos, penso que é uma loucura positiva.
terça-feira, abril 10, 2007
COISAS QUE NÃO LEMBRAM AO CARECA
segunda-feira, abril 09, 2007
ORA E EU QUE COMEÇAVA A PENSAR QUE A POLÉMICA DO “300”…
Ontem, enquanto folheava a revista – Actual – do jornal Expresso deste fim-de-semana, deparei-me com um mini-artigo sobre o filme, escrito pelo sr. Vasco Baptista Marques.
O título é sugestivo; “Filme Protofascista – um argumento eugenista faz com que o cinema de Riefenstahl pareça inócuo”. Comecei logo a rir-me, ou melhor comecei logo a sorrir porque com um título pseudo-intelectual como este é dificil pensar que se está a falar a sério. Por sorte (ou azar, consoante a perspectiva), o pequeno artigo era pouco mais é do que uma nota de rodapé mas, ainda assim, era grande o suficiente para se perceber que a criatura não «vê um boi» do que é que está para ali a falar.
Para começar, o filme é, efectivamente, um decalque da BD. Tal como o é o Sin City, o X-Men, o Homem-Aranha, o Super Homem, o Demolidor, a Elektra, o Quarteto Fantástico, o Hulk, o Spawn etc. Qual é o problema? É Banda Desenhada e daí? Para fazer um filme, parece-me um assunto tão bom como outro qualquer. Além disso, o filme, a fotografia e os cenários estão bastante fiéis ao livro, sendo que se esta criaturinha não consegue compreender o que é o universo da BD então o melhor é não abrir a boca porque assim evita dizer asneiras.
Mas a coisa não ficou por aqui. Não contente com as considerações de ordem estética do filme, o nosso intrépido autor, avança para considerações de natureza política designando-o por “Protofascista” (termo curioso que demonstra – entre várias coisas - estarmos perante mais uma criatura que tem alguma dificuldade em digerir a vitória do tio Oliveira), de “argumento eugenista”. Pessoalmente, acho fantástico como é que se pode tirar tantos ensinamentos de um filme de BD, eu fui vê-lo e achei aquelas sequências de pancadaria, simplesmente, fabulosas agora ensinamentos do âmbito da ciência política não tirei nenhum nem sabia que era suposto tirarmos algum. Mas e daí, o modelo de organização da sociedade de Esparta, na Antiguidade Clássica, não constitui nenhum factor de surpresa, apenas é passível de surpreender aqueles que não conhecem a História.
Do mesmo modo, posso garantir que Esparta tinha tanto de “Protofascista” como tinha de “Protocomunista” , sendo que se o «amigo Vasco» tivesse lido a República de Platão talvez encontrasse algumas semelhanças entre uma coisa e outra, e se quisesse – de facto – fazer um brilharete, dizendo qualquer coisa de inteligente, ainda lia o livro “The Open Society and its enemies” de Karl Popper. Aí sim, estaria em condições de criticar o modelo politico de Esparta sem incorrer em adjectivações inapropriadas, desadequadas e acima de tudo erradas.
segunda-feira, abril 02, 2007
A CULTURAL MATTER
As you may have noticed, today I have decided to write in English, why? Well, the answer is quite simple and has hardly anything to do with whether or not I need to practice my writing skills in a foreign language (which is also very welcome of course, but it is not the main subject). So the answer to the previous question lies in the fact that I am curious about the reason why Americans - when deciding to go out at night - only go out in groups either composed just by men or just by women.
Personally, I have to admit that I find it a little bit confusing. Perhaps it would make some sense if I, actually, lived there and that would have been something I would have grown up with. Yet, that’s not the case and we – the Europeans – are bound to have a different perspective on these things since we don’t do that over here, I mean, at least not in southern Europe we don’t.
In here when we decide to go out, regardless of what day of the week it may be, we go out in mixed groups. Gender is not something we take into consideration for the purpose of going out (unless someone within a group of friends is going to get married or so, and even that is starting to make less sense because we are currently opting for alternative ways of staying together other than recurring to the traditional figure of marriage). So, no matter how many turns my head gives while looking at this subject, I can’t find a logical explanation for it.
Some possible, common sense, explanations like:
1- Guys get together to do guy’s stuff;
2 – Girls get together to do girl’s stuff.
This is, basically, a load of crap. Whatever guys do, girls do as well and the only difference is that within a mixed group whatever happens, it happens right in front of everybody. So what?
Could another possibility be the lack of conversation (between genders on a friendly basis) or not knowing what to say? Well, I wouldn’t find it to be a very convincing answer since within a mixed group everybody speaks about everything quite freely, regardless of the topic, and we really don’t see any problem with it.
Also, another confusing issue is the touching thing. What’s the problem with greeting your friends with a kiss on the cheek if it is a woman and a handshake if it is a man (depending on your own gender of course, women just go on kissing everybody on the cheek, which is a very cool thing to do by the way)? Or what’s wrong with hugging a friend? It is just a sign of affection, not a hidden message of some sort. Hell! If there was a hidden message every time I hugged friend, or distributed kisses on the cheek, I’d be really, really popular (or something like that).
So in conclusion, I don’t quite understand that sort of gender “apartheid” and if there is anyone out there who could enlighten this “pretty” little head of mine, I would be very thankful (mostly because it bugs me not knowing the answer).
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